12 HQs nacionais com histórias aconchegantes para aquecer o coração

Em 30 de janeiro é celebrado o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos e, por isso, o momento perfeito para trazer 12 HQs nacionais que entregam não apenas bons enredos e arte, mas também, aconchego. Aquele quentim no coração, sabe!? Por que dia 30 de janeiro é Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos? A data faz referência a primeira publicação conhecida de uma história em quadrinhos no Brasil, com As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte, no periódico Vida Fluminense, em 1869. Considerada a primeira HQ genuinamente nacional, ela é de autoria do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, que é hoje considerado o patrono das Histórias em Quadrinhos no Brasil. 12 HQs nacionais com histórias aconchegantes
Bem-vindo ao mundo de Ken Parker

Apeie do cavalo, deixe ele descansar, tomar uma água e enquanto isso vamos conversar sobre o nosso herói do velho oeste Ken Parker e sua HQ nº 1: Rifle Comprido. Minha paixão por Velho Oeste Há pouco tempo meu coração começou a bater mais forte por Histórias em Quadrinhos, mas são mais de 30 anos gostando e assistindo histórias do Velho Oeste. Lá nos saudosos anos 90, quando o acesso às tecnologias eram bastante limitados, e falo somente por mim, pois a televisão chegou sem pressa lá em casa; na casa do meu tio, junto com meu primo, assistimos pela primeira de muitas vezes, ao filme “Na trilha dos Apaches”. Ele marcou a minha infância, e virou nossa atividade de férias, assistir e rebobinar aquela fita. Depois, juntinho com meu pai, conheci Jovens demais para morrer, aquele com o famoso Billy the Kid. E depois disso, além de me apaixonar pelo filme, ainda curti muito a trilha sonora de Bon Jovi, Blaze of Glory, na vitrola. Já adulta, Rango, O cavaleiro solitário e a A Balada de Buster Scruggs foram filmes que me marcaram. Enfim, tudo isso para dizer que meu amor pelo árido Velho Oeste, os Texas Rangers e o Bang Bang, vem de outras décadas.
Duna: graphic novel

A graphic novel adaptada de Duna é tudo que um fã do universo criado por Frank Herbert poderia querer: visualmente bonita e, especialmente, fiel às palavras originárias da obra. Como dizem, é para fã algum botar defeito. Vem conhecer o primeiro volume da HQ definitiva de Duna!
Biblioteca Gaiman: volume 1

Prepare-se para entrar na incrível Biblioteca Gaiman que reúne cinco histórias em quadrinhos de um dos mestres da fantasia: Neil Gaiman! De anjos à dentes de sabre, de gatos pretos à escritores em crise e de uma arlequinada à uma filha das corujas, uma coisa é certa, o mistério, o terror, o improvável, a surpresa e o sobrenatural se unem à fantasia para fazer o que Gaiman faz de melhor: contar boas histórias que alimentam nossa alma.
Descender: lua mecânica ♥ Jeff Lemire & Dustin Nguyen

Descender: Lua Mecânica é a HQ de Jeff Lemire & Dustin Nguyen que traz um mundo futurista em que máquinas são caçadas até a morte. E não apenas isso, formaram uma rebelião para se proteger dos humanos, para conquistar sua liberdade desde que foram ceifados. A continuação de Descender: estrelas de lata garante ritmo à história e traz ainda mais revelações, com a certeza de que uma grande batalha está por vir!
Family Tree ♥ Jeff Lemire

Family Tree tem um nome bem intrincado ao seu enredo, o que pode ser traduzido como árvore genealógica surge de um modo tanto literal, quanto figurado para contar uma história inusitada. E não falo apenas do fato de que o mundo está enfrentando o apocalipse, a questão vai além disso porque as pessoas estão, literalmente, se tornando árvores. E é através da saga de uma família, marcada por esse acontecimento, que iremos desbravar as páginas da HQ de Lemire.
Liga das Mulheres Cientistas: HQ + dicas de filmes e livros

A HQ Liga das Mulheres Cientistas está aqui para lhe fazer três perguntas: quantas mulheres cientistas você estudou na escola? Sabe citar pelo menos cinco? Se lembra de ter visto o trabalho de mulheres cientistas por aí?
Batman: Ano Um ♥ Miller & Mazzucchelli & Lewis

Batman: Ano Um é um clássico que tem roteiro de Frank Miller, desenhos de David Mazzucchelli e cores de Richmond Lewis. Uma graphic novel que não apenas marcou época, mas que figura por décadas como um dos principais marcos na contagem da história do homem morcego.
J. Kendall: Aventuras de Uma Criminóloga #120 ♥ Berardi & Michelazzo

J. Kendall: aventuras de uma criminóloga #120, que leva roteiro de Giancarlo Berardi e desenhos de Ernesto Michelazzo reúne elementos incríveis em uma personagem destemida, humana e inspirada no ícone dos anos 50, Audrey Hepburn.
Nimona ♥ Noelle Stevenson

Uma metamorfa chamada Nimona, uma HQ impecável e fantástica escrita e desenhada por Noelle Stevenson, publicada pela Intrínseca em 2016. A história traz um belo questionamento à dicotomia bem versus mal, com uma dose de ironia cômica sem igual!
Exorcismo: O Ritual Romano ♥ Torres & Martínez & Molina

Exorcismo: O Ritual Romano de El Torres traz uma história de deixar céticos com medo, graças à junção aos desenhos macabros de Jaime Martínez e às cores horripilantes de Sandra Molina.
Lady Killer ♥ Joëlle Jones & Jamie S. Rich

Lady Killer é Josie Schuller, uma esposa dedicada, dona de casa exemplar e uma mãe amorosa. Mas não apenas isso… ela é também uma assassina de aluguel! Essa a história que nos aguarda no primeiro volume da HQ de Joëlle Jones & Jamie S. Rich. Lady Killer Joëlle Jones & Jamie S. Rich & Laura Allred Tradução Raquel Moritz DarkSide Books 2019 | 144 páginas Disponível em Amazon Sobre Joëlle Jones & Jamie S. Rich Joëlle Jones é quadrinista e atualmente trabalha e reside em Los Angeles, nos EUA. Ela já contribuiu com uma grande variedade de projetos; só na DC Comics, ela tem no currículo personagens eternos como Mulher-Gato, Batman e Supergirl. Artista indicada para o Eisner Award, Jones já emprestou seu talento para a Prada e projetos da Marvel, Vertigo e The New York Times. Jamie S. Rich é escritor e editor. Recebeu um Eisner Award em 2017 como membro da equipe editorial da antologia Love is Love. Mas é mais conhecido por suas colaborações nas graphic novels Lady Killer, 12 Reasons Why I Love Her e You Have Killed Me. Atualmente, é o editor responsável por Batman, Mulher-Maravilha e Lanterna Verde na DC Comics. Sinopse de Lady Killer Josie Schuller é uma esposa dedicada, uma mãe amorosa e… uma assassina de aluguel. Ela é capaz de equilibrar os deveres de uma típica dona de casa norte-americana dos anos 1960 com uma porção de assassinatos a sangue-frio. Até que um pequeno deslize faz com que seu chefe ameace aposentá-la de vez. O quadrinho nos apresenta uma heroína independente e corajosa que vive em um dos momentos mais transformadores da história norte-americana: a segunda onda do feminismo. Um período de atividade em prol dos direitos das mulheres que começou nos Estados Unidos e se espalhou por diversos outros países. E que fomentou discussões de conscientização do uso de métodos anticoncepcionais e o combate à violência física e ao assédio sexual no lar e no ambiente de trabalho. Lady Killer mescla ação, morbidez, sangue e humor. Seus diálogos ironizam muito do que se pensava sobre as mulheres na época, dentro e fora de casa. Ninguém faz ideia de que Josie leva uma vida dupla: seus vizinhos acham que ela é um doce de pessoa. E, bem, ela é. Exceto quando está em uma missão. O Sonho Americano de Josie e sua família está em perigo, mas será que isso é um problema tão grande assim? A arte de Joelle Jones é um assombro à parte, carregada de uma paleta de cores clássica, respingos e traços fortes. Seu estilo é perfeito para as cenas de ação e também para o slice of life em que vemos Josie cuidando das filhas com seus vestidos acinturados e saltos altos. Lady Killer É melhor tomar cuidado ou o sangue pode respingar em você! Lady Killer é uma HQ lançada em 2019 pela DarkSide Books, do selo DarkSide Graphic Novel em uma edição matadora, como a obra pede: capa dura, luva, cores marcantes, design incrível e alta qualidade de impressão e gramatura do papel. Para leitor algum colocar defeito. Edição à parte, o conteúdo é ainda mais matador: em Lady Killer conhecemos Josie Schuller, a típica dedicada dona de casa, esposa e mãe dos anos 60, que tem que lidar com seus afazeres e, claro, estar sempre impecável ao fim do dia. O detalhe é que isso não resume Josie, ela também é uma assassina de aluguel. Uma muito boa, inclusive. Lady Killer: o primeiro volume e a introdução da personagem Nessa primeira história conhecemos sua rotina entre cuidar da casa, das filhas, do marido, (suportar) a sogra e ainda ter tempo para realizar algumas tarefas não tão ortodoxas assim. Com essa rotina, ela ainda tem que lidar com os percalços de ser uma mulher em um ramo que a considera inferior e menos capaz. E, ao mesmo tempo, com as críticas sobre sua escolha em ter uma família, tida como dispensável e um empecilho para seu foco no trabalho pelos seus superiores (todos homens, é claro). As coisas saem de controle quando o manda chuva decide que Josie é um perigo e que deve ser eliminada. Bem, talvez ele devesse repensar o que é realmente um perigo: ter Josie do seu lado ou contra? Lady Killer: críticas expressadas do roteiro às ilustrações e cores da HQ A história da HQ vai bem além de ilustrações fantásticas da também roteirista Joëlle Jones, feita em parceria com Jamie S. Rich, que são não apenas lindas de apreciar, mas retratam bem os elementos da época e não economiza no sangue e cenas violentas, com cores incríveis dadas por Laura Allred. Invariavelmente, a história vai funcionar como críticas fortes ao machismo, patriarcado, e a escolha foi de uma época marcante para tanto: a ascensão do feminismo da década de 60 (tido por alguns como o feminismo contemporâneo). É incrível como as críticas são veladas, não escrachadas nas conversas e imagens da história e, ainda assim, capazes de passar mensagens poderosas. O duplo sentido, sem dúvidas, é totalmente proposital. Lady Killer: a mulher dos anos 60 nas relações de trabalho, sociais e domésticas Alguns dos pontos mais interessantes na história de Josie é perceber como as relações que ela possui são abordadas. Em relação ao seu marido e a clara concepção de dona de casa superficial que ele tem dela. Às filhas, que creem na mãe amorosa sem ressalvas em contraste à desconfiança de sua sogra, que a trata como se fosse uma esposa e mulher medíocre. E, claro, de outro lado, temos as relações com o seu trabalho: o seu chefe imediato, que acredita em seu potencial, até certo ponto, é claro, Josie é tão boa quanto uma mulher pode ser. E também em relação ao cabeça de tudo, que a vê como uma pedra no sapato, mas que não admite que a quer eliminada exatamente porque ela é uma mulher e é boa demais. Isso causa medo, é claro. Nenhuma surpresa nesse aspecto. Sem dúvidas Lady