Mar Aberto de Caleb Azumah Nelson

Foto em flat lay com livro Mar Aberto à esquerda e abaixo, por sobre uma bandeja de madeira que cobre a metade direta da foto sobre fundo de madeira, ao lado esquerdo da foto, um lenço cor caramelo com um fone de ouvido estilo headphone acima do livro, à esquerda da foto também.

Um Mar Aberto inesquecível Alguns livros são mais complexos de serem resenhado porque não conversam conosco. Já em outros casos, como em Mar Aberto, isso acontece porque existem tantas camadas na história que um único texto jamais seria capaz de expressar todos os pormenores. Mar Aberto é tão repleto de camadas em suas poucas 208 páginas que o que você vai ler aqui é apenas um vislumbre das facetas de uma história que se não encerra na última página. Um vislumbre que, entenda, desejo fortemente que seja o suficiente para te levar imediatamente para as páginas do livro.

A Última Margem de Ursula K. Le Guin

A aventura de A Última Margem A Última Margem é o terceiro livro do Ciclo Terramar, saga da celebrada Ursula K. Le Guin, que está sendo publicada em edições de luxo pela Editora Morro Branco. Do mesmo modo que a saga iniciada em O Feiticeiro de Terramar nos levou até as profundezas d’As Tumbas de Atuan, em A Última Margem acompanhamos mais uma vez o arquimago Ged em uma batalha entre luz e trevas, essencial para o equilíbrio do mundo. Por isso, fica o aviso: este post pode conter spoilers sobre o primeiro e segundo volumes do Ciclo Terramar! Imagine que a magia está se esvaindo do mundo: primeiro de maneira lenta, tal qual sussurros fáceis de ignorar. Mas, com o tempo, a velocidade aumenta, e mais e mais rumores surgem aqui e ali de que a magia está deixando as terras de Terramar.

Querido Evan Hansen: da Broadway para as páginas de um livro

Foto do livro Querido Evan Hansen, de Val Emich

Como uma grande fã de teatro musical, posso dizer que no momento em que vi a capa de Querido Evan Hansen, meu cérebro começou a cantar “Waving Through a Window” automaticamente. Apesar disso, eu não imaginava que o livro, mesmo sendo diretamente inspirado pelo musical, me tocaria de uma forma diferente. O livro conta a história de Evan Hansen, um garoto que, como muitos, tem dificuldades de encontrar seu lugar no mundo.

Codinome Verity de Elizabeth Wein

Sobre um fundo de madeira clara, que aparece no canto superior direito da foto, está um casaco de lã amarrozado, cobrindo quase toda a superfície e, sobre ele, do lado esquerdo e na metade superior da foto, está o exemplar do livro Codinome Verity, de Elizabeth Wein, publicado pela Editora Morro Branco em março de 2023 no Brasil, e mais abaixo, está ainda sobre o casaco uma xícara em tom terroso, contendo café, ao lado direito dela um pires branco com flores da cor da xícara e, dentro dele, está uma bússola, com tampa dourada.

Acho seguro afirmar que Codinome Verity é a obra-prima de Elizabeth Wein. Para além do sucesso que o livro alcançou mundo afora, a história tem tudo para conquistar gerações e carregar o título de clássico moderno. E não por causa do pano de fundo da Segunda Guerra Mundial, mas sim porque essa é uma história, acima de tudo, sobre amizade. Descobrir sua melhor amiga é como se apaixonar. codinome verity

Bem-vindo ao mundo de Ken Parker

foto da capa da hq Ken Parker, nº 1, publicado pela Mythos Editora no Brasil em 2021, na frente de uma estante de livros; na capa, Ken Parker aparece montando um cavalo e o título da hq está escrito em vermelho.

Apeie do cavalo, deixe ele descansar, tomar uma água e enquanto isso vamos conversar sobre o nosso herói do velho oeste Ken Parker e sua HQ nº 1: Rifle Comprido. Minha paixão por Velho Oeste Há pouco tempo meu coração começou a bater mais forte por Histórias em Quadrinhos, mas são mais de 30 anos gostando e assistindo histórias do Velho Oeste. Lá nos saudosos anos 90, quando o acesso às tecnologias eram bastante limitados, e falo somente por mim, pois a televisão chegou sem pressa lá em casa; na casa do meu tio, junto com meu primo, assistimos pela primeira de muitas vezes, ao filme “Na trilha dos Apaches”. Ele marcou a minha infância, e virou nossa atividade de férias, assistir e rebobinar aquela fita. Depois, juntinho com meu pai, conheci Jovens demais para morrer, aquele com o famoso Billy the Kid. E depois disso, além de me apaixonar pelo filme, ainda curti muito a trilha sonora de Bon Jovi, Blaze of Glory, na vitrola. Já adulta, Rango, O cavaleiro solitário e a A Balada de Buster Scruggs foram filmes que me marcaram. Enfim, tudo isso para dizer que meu amor pelo árido Velho Oeste, os Texas Rangers e o Bang Bang, vem de outras décadas.

Um conto para ser tempo de Ruth Ozeki

Eu sou um ser-tempo. Assim como o sol que banha esse dia, as flores que dos canteiros e as montanhas. São todos seres tempo. Como você também é. Somos todos parte desse conto para ser tempo moldado pela existência. “Um ser-tempo é alguém que vive no tempo, e isso inclui você, eu e cada um de nós que existe, existiu ou existirá um dia.” O que dizer-escrever sobre uma história que está intrincada no tempo, repleta de distintas narrativas? Ela que consegue interligar com maestria todas essas nuances e vivacidades num único – porque não dizer – ser-tempo? Estou falando-escrevendo, é claro, da obra inesquecível de Ruth Ozeki, lançada em 2022 pela Editora Morro Branco.

O Feminino em As Tumbas de Atuan de Ursula K. Le Guin

As Tumbas de Atuan é o segundo livro do Ciclo Terramar, e traz uma história que sucede O Feiticeiro de Terramar. Antes de qualquer coisa, preciso dizer que, mais uma vez, Ursula K. Le Guin me surpreendeu com sua maestria ao tecer a trama de As Tumbas de Atuan. É incrível como em uma história de apenas 168 páginas, exista todo um universo, cultura e sociedade a ser compreendida. Além, é claro, do universo da protagonista, que é chamada de Arha.

Aprendendo Criatividade com Addie LaRue

Encontrar criatividade no livro A Vida Invisível em Addie LaRue é como respirar, não exige esforço algum. Isso porque a personagem que vem conquistando mais e mais leitores e que vai ganhar adaptação para os cinemas é dona de um verdadeiro espírito criativo.

Clube do Livro dos Homens de Lyssa Kay Adams

“A primeira regra do clube do livro é: não fale sobre o clube do livro.” Gavin está em um de seus melhores momentos. Afinal, ele é um jogador de baseball de sucesso, tem uma ótima família, o que poderia dar errado? Entretanto, nada é perfeito, nem mesmo para esse atleta de sucesso. Em meio a tantas vitórias, Gavin não se dá conta de que sua esposa não está feliz, e em meio a uma crise em seu casamento, ele vê a sua vida virando de cabeça para baixo. Somente uma coisa pode ajudá-lo a reconquistar Thea: o Clube do Livro dos Homens. Atenção! Para o bem da resenha, quebrarei a primeira regra do clube do livro, porém sob uma condição: espero que esse segredo fique entre nós. Primeiramente, um grupo de jogadores de baseball profissionais lendo livros de romance na tentativa de salvar seus casamentos, essa já seria a premissa perfeita, e foi o que me instigou a querer conhecer essa história. A partir desse primeiro contato, esperava uma leitura leve e divertida, porém, não esperava que esse livro entregaria mais ainda. Clube do Livro dos Homens é contado sob diferentes pontos de vista e é possível acompanhar a evolução de cada um dos personagens de forma única. Assim, é possível entender a razão da crise e o desafio que Gavin (e o clube do livro) terá para reconquistar sua esposa. O Clube do Livro “Romances são escritos basicamente por mulheres, para mulheres. E todos falam sobre como elas querem ser tratadas e o que querem da vida e de um relacionamento” Partindo desse pressuposto que foi criado o Clube do Livro dos Homens, onde os membros acreditam que romances são, na realidade, “manuais”. Portanto, neles, é possível encontrar instruções de como agir e como lidar com crises conjugais. Como uma boa leitora de romances, essa foi a parte que mais me divertiu enquanto eu lia. Em todo o caso, não se engane, os adeptos do clube levam os manuais muito a sério e provocam cenas hilárias quando são pegos de surpresa lendo livros que arruinariam sua reputação. Apesar de não ser uma leitora assídua de romances com a trope “segunda chance”, me surpreendi com o modo como que a trama se desenrolou. A forma como os integrantes do clube imaginam que seguindo as regras dos livros, eles irão ter sucesso em seus objetivos, é hilário, como se os problemas fossem simples, o que passa longe da realidade. Amei conhecer Thea, e acompanhar o seu desenvolvimento conforme ela encontrava a si mesma, além dos “cargos” de mãe de gêmeas e esposa de jogador de baseball. Além de seu lado divertido, esse é um livro sobre duas pessoas aprendendo a se apaixonar novamente e amadurecendo no processo. Um romance com sensação de “quentinho no coração” e que ultrapassa o óbvio. A meu ver, uma leitura obrigatória para quem ama uma boa comédia romântica.

Piranesi de Susanna Clarke: o livro e o labirinto

Um mundo encerrado em uma Casa infinita: este é Piranesi, o livro arrebatador de Susanna Clarke que é uma verdadeira obra de arte, como as criadas por Giovanni Battista Piranesi: labiríntica, profunda e de compreensão interminável.

O Feiticeiro de Terramar ♥ Ursula K. Le Guin

Poucas aventuras têm o poder que as páginas d’O Feiticeiro de Terramar guardam: não apenas nos transportam para um novo mundo, como nos fazem ver aquele mundo como repleto de possibilidades, complexidade e realidade fantástica. Você nunca pensou sobre como o perigo pode circundar o poder da mesma forma como a sombra envolve a luz?

Mundo dos Sonhos de Cristina Puygcerver

Imagine estar num Mundo dos Sonhos em que você realmente possa realizar todos os seus sonhos e, mais importante de tudo: você também pode morrer. Mas vamos considerar isso apenas um risco operacional, certo!?