Conto ♥ Lucidez

Em 14.02.2017   Arquivado em Contando Histórias, Contos

Sugestão de música para ouvir enquanto lê: Skinny Love – Birdy

O amor é uma distração. Uma muito boa. Uma distração muito boa para tudo que aconteceu, de tudo que você quer esconder. Ainda assim, não passa de uma distração.

As pessoas costumam insistir que há algo belo e irremediavelmente apaixonante no amor. Bem, se estiverem falando em certos tipos de amor, como aquele que temos por cachorros e gatos ou aquele que a gente aprende do berço para com os parentes mais próximos, mas a questão é que nunca estão. Sempre se referem ao amor hollywoodiano, ao amor que Jane Austen descreve, ao amor de Bentinho e Capitu, até, ou mesmo àquele amor de todo dia que esperam encontrar na esquina do trajeto ao trabalho, na cafeteria, no próprio trabalho, na balada. Talvez tenha me esquecido dos amores salvadores, que aparecem logo antes de alguém morrer. Porque, obviamente, morrer sem ter amado – este tipo de amor, fique claro – é absurdo e inimaginável.

Não, talvez eu não esteja sendo sincera e verdadeira. Qualquer tipo de amor é distração. Se ama muito, se vive pouco, apesar do que dizem. A questão toda é, o quanto se é capaz de fazer por amor? Absolutamente tudo ou nada pode vir a mente e, esse, é exatamente o problema. Porque o amor, é, ouso dizer, a maior e melhor das distrações existentes.

Se já amei? Você deve estar se perguntando… É claro que sim. Aquela sensação de entorpecimento, de engrandecimento, de ver no mundo uma chance. Claro que sim, sei bem das pernas bambas, do coração palpitando, da pele esquentando, das borboletas no estômago. Sei de tudo isso. E posso resumir tudo como a maior época de distração de minha vida.

– E não estar apaixonada, como é? – Ela me pergunta, me tirando do divagar.

– É lucidez. É estar acordado, é respirar devidamente. Viver devidamente.

Antes que ela possa dizer qualquer outra palavra e me dirigir qualquer outra pergunta que me faça falar desenfreadamente, emendo um “nosso horário acabou, certo?“.

– Nos vemos na próxima semana. – Ela estende sua mão, como sempre.

Como sempre, a aperto e saio do seu consultório. Ainda que não pareça um consultório, com sua mobília cara e feita para ser confortável, mas não o confortável o bastante para que você queira permanecer além de uma hora – é isso o que é.

O sol já se escondeu do lado de fora e um vento gélido passa pelo cardigã fino que estou usando. Seguro a barra rodada de meu vestido para que ele não se aventure muito longe de meu corpo e começo a caminhar na direção de casa. De salto, não demorarei mais que trinta minutos.

Meus cabelos começam a soltar-se do coque, que não resistiu muito bem ao dia intenso, mas quem liga? Acendo um cigarro e continuo a caminhar, mais duas esquinas e o vento não estará tão intenso.

Me esqueci de mencionar que o filme La La Land vai ganhar o Oscar porque os americanos estão nostálgicos e, diga-se a verdade, ele não passa do queridinho da vez. Lembrar-me-ei de mencionar o fato na semana que vem.

Coloco minha mão livre dentro do bolso do casaco, já está ficando fria. Acendo o segundo cigarro já na metade do caminho. Já incomodei ao menos oito pessoas com a fumaça, o que é quase um record. Mais oito até em casa é, no mínimo, a meta de hoje então.

Talvez eu devesse dizer a alguma delas que a fumaça é quase inofensiva se comparada à toda poluição que os veículos emitem. Talvez alguma delas acreditasse.

Me sento nas escadas do prédio para terminar o terceiro. As pessoas andam sem pressa a este horário, já passam das vinte. A pressa só vem na hora do rush, eu suponho.

Avalio a fachada do prédio, pequeno, três andares. Dois apartamentos por andar, uma pequena sacada para cada um. A luz do apartamento do meio, logo abaixo do meu, está apagada. Na verdade, não parece haver ninguém lá. Talvez terei uma noite sossegada, afinal de contas.

Apago a bituca com a parte da frente da sandália e me levanto. Pego o molho de chaves na bolsa.

– Estranho… – Pesado demais.

Encaro o chaveiro abarrotado. A chave do carro e o alarme estão lá. O que significa que saí de carro hoje.

– Por que diabos eu faria isso? – Pergunto para as chaves em minha mão.

– Faria o que, exatamente?

Olho para o lado. Não, eu não terei uma noite sossegada.

– Helena? – O vizinho diz meu nome, esperando que alguma mágica aconteça.

– Sair de carro.

Sua expressão muda, sem compreender o que quero dizer.

– Você perguntou ‘faria o que, exatamente‘. E eu respondi.

Ele balança a cabeça, indicando uma compreensão que não se estende aos seus olhos. Respiro fundo.

– Eu disse, ‘por que diabos eu faria isso?‘, me refira a sair de carro, por que diabos eu sairia de carro?

– Para não ter que andar, talvez? – Ele arrisca, mordendo seu lábio inferior de uma forma sugestiva.

– Suponho que sim.

Jogo as chaves novamente na bolsa e acendo um outro cigarro. O vizinho abre o portão, mas volta a me encarar.

– Não vai entrar?

– Está vendo algum HB20 por aqui?

Ele apenas balança a cabeça, em negativa.

– Exatamente, nem eu. – Me viro e começo a andar exatamente pelo caminho que fiz há pouco tempo atrás.

– Helena! – Ele realmente deve apreciar a sonoridade de sua própria voz ao dizer meu nome.

Finjo que não ouvi, mas não faz diferença alguma. Ele já está andando ao meu lado.

– Posso ir com você?

– Onde? – Pergunto.

– Você está indo…

– Buscar o meu carro.

– Buscar o seu carro, então.

– E pretende voltar como?

– Como você irá voltar?

– No meu carro, sozinha.

– Andando, provavelmente, então.

– Por que está me acompanhando, para não dizer, seguindo?

– Para seguir alguém é necessário estar atrás e, não ao lado.

– Depende.

– Depende de que, Helena?

– Da pessoa que está sendo seguida ou acompanhada.

– Basta dizer que eu dou meia volta.

Paro de andar.

– Faria isso com qualquer outra pessoa?

– Como assim? – A expressão dele é de surpresa e ele abana a fumaça de meu cigarro que se espalha entre nós dois.

– Suponha que fosse o vizinho do apartamento logo abaixo do seu que estivesse do lado de fora, procurando seu próprio carro. Iria acompanhá-lo?

– Não.

– Foi o que imaginei. – Volto a caminhar e ele segue me acompanhando.

O encaro pelo canto de meus olhos. Está usando um casaco apropriado para a temperatura, um jeans escuro e sua barba está por fazer. É agradável aos olhos.

– E o que você não imagina, Helena? – Foi uma pergunta retórica, mas isso nunca foi freio para mim.

– Não imagino como você consegue passar todas as noites em claro tocando e como nenhum dos outros vizinhos parecem se importar, além de mim. Não consigo imaginar como alguém consegue transar literalmente a noite inteira e gritar tanto, porque sou eu quem não consegue dormir quando estão gritando durante a madrugada.

É a vez dele parar de andar e paro em seguida, me virando para ele.

– Do que está falando, Helena? – Sua expressão é de choque e sei que falei demais.

Ele leva as mãos ao rosto e esfrega, estendendo o movimento aos seus cabelos desalinhados. A aliança dourada e fina em seu dedo parece reluzir e, involuntariamente, meu dedão alisa a pele de meu anelar esquerdo.

– Não interessa. – Falo e volto a caminhar, faltam apenas mais alguns quarteirões.

– Helena, espere, por favor. O que acha que tem acontecido na minha casa só pode ser em outro lugar. Pelo menos em relação a segunda parte, posso lhe garantir.

– Não estou preocupada se você faz ou não sexo, só não estou satisfeita que isso não me deixe dormir.

É a vez dele respirar fundo. Ele o faz ao menos três vezes. Três é um número bom.

Acendo o segundo cigarro.

– Helena, pode me ouvir por um segundo?

– Não é o que tenho feito o caminho todo?

Sua mão toca meu ombro e me esquivo de imediato. Não, não estamos nesse ponto. Meu movimento é exagerado e vejo a expressão chateada dele. Problema é dele, como diria meu eu de cinco anos de idade.

– Desculpe. – Ele fala, de imediato.

Balanço a cabeça em negativa.

– Já estamos chegando. – Respondo.

Ele assente e voltamos a andar. É exatamente disso que eu estava falando que preciso, lucidez. A ideia não está parecendo muito certa agora como pareceu àquela época. De toda forma, só há um jeito de consegui-la: me livrar das distrações. De todas elas, me despir de cada uma delas.

Paro em frente ao prédio da psiquiatra. Olho ao redor. À uma curta distância, consigo ver meu carro. Prata, charmoso, me encarando a distância. Rio com a ideia e o vizinho sequer se dá o trabalho de falar algo em resposta.

Andamos até o carro e destravo o alarme. Abro a porta do motorista. Ele não se move, mantém uma distância que só pode indicar que realmente irá retornar a pé.

– Vamos, entre logo. – Falo isso e entro no carro.

Ele não espera que eu chame mais uma vez e abre a porta, sentando ao meu lado, no banco do passageiro. Seu perfume rapidamente me enclausura. Abro meu vidro apesar do vento ainda estar frio e respiro o ar fresco que entra.

Seguimos por algumas quadras em silêncio, e então, eu vejo. Estaciono e a encaro. Faz tanto tempo.

– O que foi? – Ele olha para os lados, o movimento da rua é quase nenhum.

Ela está lá, aparada numa parede da cor dela, quase como se tentasse se camuflar. Eu rio. As flores que peguei para o vaso que deixo na sacada ainda estão em seu cestinho.

– Helena? – Novamente a fonética ou seja lá que palavra se dê para isso, agrada seus próprios ouvidos.

– Minha bicicleta.

– O que? Como assim? Que… – Eu aponto.

– Faz tempo que não sabia onde havia estacionado.

– E por que ela estaria parada justo ali, nessa rua, Helena?

– Está vendo aquela casa ali, é onde minha melhor amiga do tempo de escola mora. Com certeza eu vim visitá-la e fui embora de algum outro jeito.

Abro a porta e desço, não sem ouvir meu nome repetindo-se várias vezes dentro do carro. Um clique indica que a outra porta também fora aberta. Em segundos, ele está do meu lado.

– Espere, o que vai fazer?

– Levá-la para casa, é claro. – Respondo.

Puxo a bicicleta, parece que está parada há um tempo. Pudera, não me recordo da última vez que a usei. De fato, não me recordo da última vez que visitei Joana.

Ela range em resposta, seu pneu traseiro parece um pouco baixo. Até eu ver que ela está acorrentada à uma argola de metal chumbada ao chão.

– Droga, quem prenderia uma bicicleta que não lhe pertence?

– Tem certeza que é a sua? – Ele pergunta, com as mãos nos bolsos do casaco.

– Não estaria aqui se não tivesse.

Ele assente e se aproxima do chão, analisando a corrente, o cadeado e a argola do chão. Com sua bota, ele chuta a argola, que não demora a ceder. A corrente ficou presa à bicicleta, mas posso dar um jeito nela depois.

Caminhamos até o carro e vou empurrando a bicicleta. Não tem como não ser a minha, é da cor do riscado amarelo na traseira do carro, bem perto do suporte de bicicleta.

Colocamos ela lá e voltamos para a quentura do carro. Já me habituei ao seu cheiro, não abro a janela dessa vez.

Em pouco tempo estaciono em frente ao nosso prédio. Desço a bicicleta e subimos com ela pelas escadas.

Paro quando chegamos no segundo andar, o andar dele.

– Tchau. – Eu falo, indicando a despedida.

– Posso subir mais um com você.

– Mas você mora nesse andar.

– Posso descer depois.

Assinto.

– Não tenho argumentos para isso.

Ele sorri levemente repuxando para um lado, de um jeito que chega a ser charmoso.

Terminamos de subir e abro a porta, colocando a bicicleta bem no meio da sala de estar. Colocarei ela no lugar qualquer hora dessas. Assim que descobrir onde ele é.

Volto para fechar a porta e ele está parado à porta. Sem entrar, mantendo o limite do marco da porta.

– Você não mora mais aqui. – Falo.

– Sei disso, Helena. Só entrarei se você permitir.

Balanço a cabeça em negativa, as danadas das borboletas revirando-se em meu estômago.

– Não somos mais casados, Sam. – Reforço.

Ele dá mais um de seus sorrisos, enquanto levanta a mão até a altura do peito, com a aliança reluzente me desafiando.

– Não assinei nada ainda, Helena.

O movimento involuntário do meu dedão se repete, se estendendo até o anelar. Vazio.

– Me diga um antônimo para lucidez.

– Demência. – Ele responde rápido. Meu coração começa a palpitar.

Balanço a cabeça positivamente e me aproximo dele lentamente, até que o marco da porta seja nosso único divisor.

A expressão dele se suaviza, sinto que a minha também. Avanço impulsivamente para ele, meus lábios alcançando os seus com força, meu nariz tropeçando no dele, meus braços se abraçando ao seu pescoço e o puxando para dentro.

A mão dele se encarrega de fechar a porta e trancá-la, enquanto a outra se prende à minha cintura e nossos lábios nos mantêm unidos.

– Mais antônimos. – Eu peço.

– Insanidade. Devaneio. Loucura. – Ele responde. Minhas pernas ficam bambas.

Todos de uma só vez, enquanto ele me suspende e vamos até o meu quarto. Já foi nosso quarto.

– Mais.

– Desatino. Desvario. Alucinação. – Diz como se tivesse decorado o texto. Minha pele começa a esquentar.

Nossos corpos pedindo um ao outro, seu toque esquentando minha pele, seus beijos me invadindo.

Seus lábios se separam dos meus por um instante e seus olhos amendoados me fitam.

– A bicicleta não é sua, não é?

Meus lábios se curvam em um sorriso e balanço a cabeça em negativa.

– Enlouquecimento. – Sam fala, por fim, e volta a me beijar.

Este conto foi escrito para o desafio do grupo Café com Blog, que deveria utilizar a palavra ‘lucidez‘ e a imagem do topo da postagem.

Todos os personagens e acontecimentos são fictícios.

Que a Força Esteja com Vocês!

xoxo

  • dani

    Em 14.02.2017

    Caminhar pelas ruas fumando um cigarro sempre me deixou mais lúcida. Já o amor, esse bandido, sempre me enlouqueceu. E se não enlouqueceu, não foi amor.
    Seu conto é de tirar o fôlego, Rê. Me fez ter vontade de voltar a escrever os meus, que há anos foram esquecidos.

  • Jaya Magalhães

    Em 14.02.2017

    Eu achei só que o texto acabou rápido demais, moça. Me envolvi na história de um jeito que filmei todos os detalhes. Consegui viver. Parecia que eu estava presente em todas as cenas.

    Sua escrita é massa!

    Beijo meu, Jaya.

  • Lívia Pinheiro

    Em 14.02.2017

    Realmente o amor é uma distração. mas o que seríamos nós sem as distrações para tirar-nos dos olhos dos furacôes que vida nos coloca? O que seríamos sem as emoções e os sentimentos que nos proporcionam as distrações necessárias para o nosso crescimento…Adorei o post. parabéns pelo trabalho.

  • Nathália Guimarães

    Em 14.02.2017

    Devo confessar que eu sou apaixonada pelos seus contos. Eu acho lindo a maneira como você capta cada detalhe e transforma numa história envolvente que me prende até o fim da leitura. Continue com esse olhar tão lindo para escrever! <3

  • Lya Noleto

    Em 14.02.2017

    Concordo o amor é uma mera distração mas como viveríamos sem o amor nas nossas vidas neh ? Amei como você descreve cada detalhe dá história , alguns momentos tentei me imaginar na história por alguns fatos que aconteceu de fato comigo me envolvi por inteiro nesse conto .

  • Muryel Oliveira

    Em 14.02.2017

    UOU!!!! Eu achei que seria uma leitura cansativa, já que é longo, Eu ia deixar para depois, mas gente, quando ela acendeu o cigarro eu já sabia que queria ler até o final. E que final que me tirou o ar! Gente, estou falando palavões na minha mente porque aaarrg pqp, foi demais!!! Parabéns! <3 Amei!

  • Luana Souza

    Em 14.02.2017

    Rê, quero ler mais hahaha <3 nossa, que texto incrível!! Eu me perdi totalmente na leitura, nem percebi que estava acabando… e amei o modo como a personagem foi construída, os cenários (passou um mini filme aqui na minha cabeça) e também esse final que faz a imaginação viajar *_*

    Parabéns pela criatividade e por ter criado um conto maravilhoso só com uma palavra.

  • Elaine Cardoso

    Em 14.02.2017

    “Qualquer tipo de amor é distração. (…) Porque o amor, é, ouso dizer, a maior e melhor das distrações existentes”.
    Amor é relação. É troca. Conjunção de interesses. Os românticos piram com teorias como essas, mas a verdade é que relações humanas são baseadas em interesses – e momentos. E o pior erro que se comete é se apegar a uma segurança que não existe.

  • Thato – Deveras Sente

    Em 14.02.2017

    Super cativante o conto, me prendeu bastante. Só senti falta de algo, não sei ao certo explicar o que rsrs. Parabéns!

  • Lila Martins

    Em 14.02.2017

    Aquele momento que você lê um conto fora da normalidade, cheio de verdades cruas e cheio de estilo. Adoro a sua escrita Re <3 sou xonada pelos seus textos, me fazem crer em uma coisa chamada qualidade literária! Sempre muito bons! \o/

  • Bruna Morgan

    Em 14.02.2017

    Eu amei a história, mas tenho um trauma com recaídas amorosas huahua quase nunca dão certo. Eu fiqueifalando pra protagonista: “nããão, não caia nessa, foge huahua”.

  • Karoline Krahl

    Em 14.02.2017

    Nossa, que conto sensacional! Que escrita maravilhosa! O conto é longo, mas eu li todo sem me cansar e ainda fiquei querendo mais. O amor é realmente uma distração, mas convenhamos, que distração maravilhosa é o amor, né?

  • Ana Catarina

    Em 14.02.2017

    Adorei o seu conto! Fico à espera de novos acontecimentos na história! Fiquei com essa vontade 🙂

    Estou-lhe seguindo!

    Beijinhos

  • Ana Catarina

    Em 14.02.2017

    Adorei o texto! Fiquei com vontade de conhecer ainda mais pormenores da história e com vontade de conhecer a continuação da mesma!! Parabéns 🙂
    Beijinhos

  • Luciana de Andrade-Ciana Andrade

    Em 14.02.2017

    Ufa! Não cheguei a ver este desafio do grupo, acho que eu estava afastada do blog. Esses dias que eu voltei, quer dizer, estou voltando aos poucos.
    Você soube com maestria lidar com a lucidez no seu conto, eu realmente fiquei envolvida. Lendo, lendo e lendo esperando o desfecho como se fosse de um filme mesmo.
    Parabéns! Belo texto!
    bjs
    http://www.simplesmenteciana.com

  • Kimberly

    Em 14.02.2017

    Que conto sensacional Rê! Não queria que acabasse nunca, porque me apaixonei haha Adorei os personagens, a forma como você conduziu a narrativa, e o diálogo dos personagens no final quando ele começa a falar os antônimos de lucidez. Só você para conseguir escrever algo incrível com a imagem da bicicleta e a palavra lucidez, de forma que faça todo o sentido no texto. Eu nunca conseguiria haha
    Acho que de todos os contos maravilhosos que já vi por aqui esse é o meu favorito. Não sei explicar o por quê, mas acho que em parte porque me identifiquei com a história, com a personagem e com a recaída amorosa. Tive uma 6 anos atrás e desde então foi uma das melhores coisas que a fiz na minha vida, porque se não tivesse “recaído” não estaria até hoje com a pessoa que não só é meu namorado, mas também melhor amigo.

  • Cilene Mansini

    Em 14.02.2017

    Seus contos são sempre maravilhosos!!!
    Um dia eu vou “crescer” e quem sabe chegar mais perto do que você é rs.
    Parabéns!!!

  • Ane

    Em 14.02.2017

    Menina que texto esse em, parabéns! Gostei da maneira que você desenvolveu o texto com a palavra Lucidez e como soube desenvolver o texto, confesso que me surpreendi com o final. Acho que o amor é isso um pouco de loucura lucida.

  • Barbara

    Em 14.02.2017

    Incrivelmente impressionada!!! Eu queria ler rápido as linhas porque estava ansiosa com o que ia acontecer com Helena!!

    Mas antes dela chegar na casa dela sem o carro me vi nela diversas vezes (exceto pelo cigarro)!!! Seus devaneios, seus pensamentos percorridos pela rua!!!

    A música de leitura não poderia ser melhor escolhida!!!

    A verdade é que terminou e eu queria mais!!! Queria saber o que eles conversariam depois… seria aquelas conversas fodas que fazem a gente ver a cena mil vezes de novo e analisar tudo o que foi falado!!!

    Adorei demais a leitura!! Parabéns!!!

    Bárbara Carolina

    http://ironicamenteinusitado.blogspot.com.br

  • Julia

    Em 14.02.2017

    Que conto maravilhoso! Ótima escrita. Embora o texto seja longo, li inteiro sem me cansar, ansiosa pra chegar ao desfecho do conto, me surpreendi no final! Incrível como você conseguiu encaixar a palavra lucidez perfeitamente! Adorei! Bjuus!

  • Joana Isabel

    Em 14.02.2017

    É um texto bem interessante e mostra como por vezes perdemos a noção das coisas quando gostamos realmente de alguém. Mas há que manter sempre os pés na terra para não enlouquecer.

    Beijinhos,
    Ju, Cor Sem Fim

  • Retipatia

    Em 14.02.2017

    Obrigada Joana! <3 O conto trata disso também!!! <3
    xoxo

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