REALidade ♥ Obdulio Nuñes Ortega

Em 16.07.2018   Arquivado em Resenhas

Entrar na mente de alguém, ou, especificadamente, na de Obdulio Nuñes Ortega. Essa é a proposta de REALidade, que reúne crônicas da vivência do autor em uma obra repleta de significados.

REALidade

Autor Obdulio Nuñes Ortega

Editora Scenarium Plural

“É quando surge o questionamento: o que me tornei depois que assumi a pele em que habito?”

Prefácio de Lunna Guedes para REALidade

Sobre o Autor

Obdulio Nuñes Ortega nasceu a fórceps no começo de outubro de 1961, no centro de São Paulo. Ainda criança, começou a se mover para a Periferia, primeiro à Leste, depois ao Norte. Desde cedo, quis ser escritor.

Renasceu aos 17 anos, vegetariano e a crer. Aos 27, renasceu casado e pai. Escolheu trabalhar como peão e dono de seu próprio negócio. Budista, demorou a lucrar. Franciscano, aceitou com resignação ganhar o pão com o suor de seu rosto.

O escritor adormeceu e, sem ter como se expressar, aquele Obdulio morreu no final de 2007, diabético, por excesso de amargor. O atual renasceu a carregar a memória do antigo homem que escrevia, a enxergar o mundo como novos olhos… ainda que a herdar a miopia do outro. E chega até este quadrante a sentir redivivo… a cometer os erros dos novos, a renovar os seus ímpetos, a amar como um adolescente, a ser escritor, como sempre quis.

Sinopse

REALidade é o primeiro livro de Obdulio Nuñes Ortega. Ele – livro e autor – nos convida a um jogo de dardos, e nos brinda com uma conexão entre seu texto e o tempo vigente… nos apontando seu olhar cerimonioso sobre a realidade das coisas subdivididas em: passado-presente-e-futuro e todas as suas lacunas, de maneira mais ou menos testemunhal.

Ele se oferece nas linhas, como o tempo exato do disparar do dardo – que deixa a mão e voa de encontro ao alvo… no caso, o leitor, que pode estabelecer uma conexão ou apenas se divertir com a trajetória.

Acertar ou errar não é o objetivo do Autor, ele quer apenas brincar, como um menino arteiro, com a REALidade…

REALidade

Por vezes andamos no ônibus em direção à faculdade, esbarramos em Almodóvar e, por outras, observamos tudo da janela ou sentados à beira da praia a degustar a água salgada e um livro. Quem sabe até durante um instante sozinho – não solitário – em que se encontra um desconhecido conhecido. Ou seria conhecido desconhecido?

“Muitas vezes, os gestos mais prosaicos reservam os desejos mais intensos… como o simples café da manhã que lhe ofertei hoje, na intenção de demonstrar que a quero feliz, porque creio que a felicidade seja assim, simples… felicidade de amar.” Dama

“Não vejo melhor maneira de estruturar o futuro que nos dedicarmos ao presente… da melhor maneira possível!” Tempo

A leitura começa guiada pelo prefácio de Lunna Guedes, que nos indaga: nessa vida, somos alvo ou dardo? E, a partir daí, seguimos pelas certezas certas e incertas de Ortega, variando de crônica a crônica, entre expectativas e visões de sua REALidade. Que vai – em literal-idade – da realidade à sua real idade, num jogo de palavras que faz jus à cada pedaço de texto que nos faz pensar nos nossos próprios conceitos e, obviamente, reais-idades.

“Ser ‘Sim’ é uma atitude de alma. Há tanta gente ‘Não’, que o mundo não consegue desvendar os seus mistérios sem caminhar por trilhas tortuosas, becos escuros, pisos esburacados, céus velados, visão nebulosa…” O Astronauta e Lunar

“O mais belo de escrever é que arranhamos a verdade quando mentimos, e revelamos a verdade quando criamos o fictício.” O Astronauta e Lunar

Não que o espaço seja para levantar apenas dúvidas e questionamentos, estes são feitos bem mais a partir do que está fora das páginas, do que contrapomos às realidades que o autor delineia em cada crônica. São suas facetas, suas verdades, seus questionamentos, como diria Lunna Guedes (em vênia para citá-la), “REALidade parte do olhar dele, por isso o título… não abre espaço para sentir, é imposição a dizer que essa é a minha Real Idade diante da realidade“. E, nesse pequeno expressar, ela transpôs os sentimentos que tentei esboçar em conversa facebookiana.

“Vivi muitas vidas e morri – em vida – algumas centenas de vezes. E, houve alguns momentos em que me surpreendi vivendo todas as minhas idades ao mesmo tempo.” Vidas

“[…] somos gotas a vagar pelo oceano da galáxia, em um piscar de olhos.” Vênus e Júpiter Entre Nós

REALidade vai lhe dar espaço do lado de fora, na sua idade, não na dele, por assim dizer. O meu espaço de sentir veio só lá pela metade da obra, com o raciocínio mais alinhado aos fragmentos que são dados e o sentir mais apurado às imposições, ou, quem sabe, mais questionador. De todo modo, mais apto a descascar as camadas impostas e verificar se tudo que está ali era só real-idade ou se era realidade. A dele, sem dúvidas. E, em alguns aspectos, esbarrou-se e misturou-se à minha. Formou conexões que transpuseram as datas desencontradas que estão escrevinhadas em certidões de nascimento.

“Míseros seres a caminhar pela superfície de um dos nove planetas do Sistema Solar… e somos tão infinitos quanto o Universo.
Apesar de pequenos, somos universais…” Vênus e Júpiter Entre Nós

“Acidentes não existem… são consequências danosas de decisões que tomamos, mesmo quando as adotamos com a melhor das intenções.” Acidentes

Assim, senti a leitura, do meio pro fim, voltei ao começo, reli aqui e ali e transpus o que seria a inicial ausência de conexão que pensou em aparecer. Conectei, bebi Coca-Cola, ouvi uma e outra música do Prince, observei o movimento das ruas e, sem dúvidas, fiquei a indagar qual o tamanho da demanda para “trazer o amor de volta com resultado garantido“, já que, se há tanta oferta, deve ser porque há tanta procura. Será que existe lei de oferta x demanda, nesse caso? Ou será que ainda cremos em “alta magia: amarração para o amor“?

“Ao final de tudo, acertamos de erro em erro.” Acidentes

“A dor e a decepção se dão em uma escala bem particular de valor.” Aden

Mesmo sem ter certeza alguma, ou ter certeza que algumas de nossas certezas são certamente distintas, imaginei um romance como todas as outras possibilidades que vejo sentada no banco ou acomodada esperando o semáforo abrir. Levei baforada de cigarro, vi a magia da Coca-Cola em época de Copa do Mundo e, até, escrevi uma pseudo-crônica, ainda pensativa em tudo o que é REALidade.

“Nós, que escrevemos, também vivemos esse ‘dualismo’, ao expor nossas entranhas e ultrapassar certas fronteiras… queremos proclemar rituais de vida à nossa maneira. Queremos ser lidos…” Adoradores

“Causa-me certo constrangimento demonstrar alguma civilidade…” Mudança de Posições

Talvez não tenha certeza de qual seja a minha REAL-idade, apesar da grande probabilidade de acrescer ao menos uma década ao que diz meus documentos oficiais, mas a verdade é que autor me levou para o seu cotidiano. Para dentro dos momentos que se permite pensar além do trivial, ou, a partir do trivial, criando, pensando, arguindo tudo aquilo que remexe dentro da gente como se fosse as mirabolantes borboletas no estômago que alguns livros insistem em romancear. Acredito que seja mais indigestão, antes de qualquer coisa. Ou pode ser também o caso do estranho incômodo que sentimos ao parecer que estamos sendo educados ou que cumprimos uma obrigação, vai saber, são realidades várias para se pensar a respeito.

“Viver um dia de cada vez! – deveria ser um lema universal, uma espécie de mantra.” Ensinamentos do Cotidiano

“Em princípio, acredito que o egoísmo seja a base sobre a qual se sustenta o mal – porque não contempla o outro, causa sofrimento e provoca o isolamento…” O Outro Em Si Mesmo

Entre sonhos e realidades misturadas, como na memória seletiva da crônica “Não envelhece, não?”, já sonhei e jurei ser realidade e já vivi e jurei ser sonho. Li REALidade e mergulhei, um naco na esfera da realidade de Ortega, mas fui ainda mais fundo na realidade que pensei ter sido a minha, única e exclusiva, tanto quanto o gosto por uma dose de Coca-Cola.

“Sartre chegou a dizer que o inferno são os outros… justamente, porque os culpamos por nossas deficiências.” O Outro Em Si Mesmo

Aleatoriedades

  • REALidade é mais um recebido em parceria com a Scenarium Plural, que tem esse trabalho artesanal de tirar o fôlego! Os outros livros da editora que já foram resenhados aqui, são: Vermelho por dentro, da Lunna Guedes e Amor Expresso e A Construção da Primavera, ambos da Adriana Aneli.
  • Essa sessão de fotos foi das mais diferentes que já apareceram por aqui. Sei que nem todos vão gostar como curtem as produções que geralmente faço, mas esses detalhes, fazem parte do meu dia-a-dia, da minha REAL-idade, dos lugares que caminho, das janelas que olho e dos gostos que sinto. De quando paro e sento para ler na hora do almoço. De quando leio a mensagem na lata de lixo antes de fazer a cesta, ou mesmo quando sequer há algo para se descartar…
  • Em uma das crônicas, o autor cita um dos livros da editora, intitulado ‘Mia‘. O título já me agradou, gosto da simplicidade do nome único. E gosto do nome. E de como a história inteira serviu de base para um momento fugaz na praia, vivido em crônica, que virou pedaço de REALidade. Já é desejo de leitura, sem dúvidas.
  • E, provavelmente, ainda estou a indagar se sou alvo ou se sou dardo…

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Ouvindo: Wrecking Ball – Aurora version

  • Mariangela

    Em 16.07.2018

    Oi,
    De fato pela resenha já dá para perceber que o livro é cheio de provocações ao nosso ser, o que me parece ótimo pois isto nos inspira o desconforto porém necessário ato de pensar e repensar a nossa existência. Quanto a foto gostei mesmo assim pois amo foto de cotidiano bjs.

  • Amável Casa

    Em 16.07.2018

    Oi,
    De fato pela resenha já dá para perceber que o livro é cheio de provocações ao nosso ser, o que me parece ótimo pois isto nos inspira o desconforto porém necessário ato de pensar e repensar a nossa existência. Quanto a foto gostei mesmo assim pois amo foto de cotidiano bjs.

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oie!
    Sim, o livro é exatamente desse jeito! Coloca as ideias prontas de um jeito que lhe faz pensar e questionar e inspira a sair do lugar-comum. Sem dúvidas uma leitura muito boa! Feliz que gostou das fotos na vibe cotidiano! <3
    Obrigada pela visita!
    xoxo

  • Rebeca

    Em 16.07.2018

    Oi Renata!! Eu adoro ler as suas resenhas porque você sempre coloca quotes no meio do post e as aleatoriedades no final. =) Eu não conhecia esse autor e nem o livro. Parabéns pela resenha. Beijo

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Rebeca!
    Own que delícia saber que gosta do estilo da resenha!!! <3 Vale a pena conhecer o livro e o autor! <3
    Obrigada pela visita! <3
    xoxo

  • Mary Martins

    Em 16.07.2018

    Que legal! o livro parece bem interessante e intrigante. você parece bem inteligente ao colocar cada palavra na hora de se expressar. ♥

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Mary!
    Que bom que gostou do livro e da resenha! <3
    Obrigada pela visita!
    xoxo

  • Erica Oliveira

    Em 16.07.2018

    Primeira preciso falar que amei demais esse trabalho artesanal, ainda não tinha visto nada parecido e gostei da ideia. Não me lembro de ter lido nada da editora e nem do autor mas gostei da pegada e só pelos quotes que vc colocou no decorrer do post fiquei aqui super curiosa para ler 🙂

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Erica!
    Ah o trabalho deles é mesmo incrível! Antes de conhecer a Scenarium também nunca tinha lido um assim e foi amor a primeira lida. É uma experiência muito gostosa! <3 E vale muito a leitura, tanto desse livro quanto dos outros da Editora, o catálogo deles é incrível! <3
    Obrigada pela visita!
    xoxo

  • Mari

    Em 16.07.2018

    Parece uma leitura instigante, cheia de questionamentos e reflexões para quem lê. Achei uma dica interessante.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Mari!
    Sim, acertou, é uma leitura super instigante, muito boa para fazer pensar. Que bom que gostou da dica! <3
    Obrigada pela visita!
    xoxo

  • Luana Souza

    Em 16.07.2018

    Esses livros artesanais são tão lindos! Me lembram livros antigos *-*
    Oi, Rê! Antes de mais nada, adorei as fotos tiradas ao ar livre; amo suas composições, mas essas com ar mais “urbano” parecem combinar com a proposta do livro. Se a Lunna está envolvida, já sei que deve ser maravilhosos, pois amo a escrita dela e tudo que indica.
    Esse tipo de obra, com reflexões profundas sobre coisas do dia a dia me chamam a bastante a atenção, mesmo que eu peque um pouquinho e não leia tanto.
    Amei a resenha e as quotes que você selecionou <3

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Luh!!!
    Também acho que esses livros têm um quê de nostalgia de livros antigos, adoro muito a leitura e fotografia deles! <3
    Feliz que curtiu o clima urbano das fotos, também acho que era o que o livro pedia, e por isso resolvi arriscar os cliques! <3
    E sim, tem a Lunna envolvida, ela faz o prefácio e o livro veio da Scenarium, que é a Editora dela (e que ela é Editora… eheheh).
    Também gosto muito de livros que tragam esse tipo de reflexão, é bom coisas que fazem sair do lugar comum! <3
    Obrigada pela visita! <3
    xoxo

  • Girlady Bouvier

    Em 16.07.2018

    O que eu mais gosto das crônicas é que esse gênero permite misturar a ficção e a realidade de um modo muito poderoso. Admiro quem consegue transformar pequenos fatos do dia-a-dia em histórias simples mas cativantes. Fiquei muito curiosa sobre esse livro, já que nunca tinha ouvido falar do autor antes.

    bjs
    Gih

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Gih!
    Ah também acho incrível essa possibilidade que as crônicas permitem, é como dar vida a pequenas coisas que costumam passar despercebidas e fazê-las notórias.
    Esse é o livro de estreia do autor e, com certeza vale a pena conferir! <3
    Obrigada pela visita!
    xoxo

  • Débora

    Em 16.07.2018

    Eu vou começar com um “Eita”!
    No início, o que me chamou a atenção foi o nome do livro. Eu ainda não tinha me tocado que era o nome do livro, nem que esse post seria de um livro. Ao ver o autor as coisas ficaram mais claras.
    E depois, que capa de livro é essa, amigos? Com todo o respeito, mas que capão da porra!
    Apesar de não me recordar muito bem, Obdulio não me é estranho.. Só me resta lembrar de onde conheço.
    Muito bom ler sobre autores brasileiros, valorizando nossas coisas!
    Particularmente, gosto desse tipo de livro com crônicas, e me parece ser um belo de um soco no estômago.
    Mas um livro que entra para a minha lista, mas creio que esse fique lá no topo.
    Parabéns pela resenha super bem escrita e instigante. E, essas fotos, que trabalho lindo!

    Um beijo

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Eita! ehehe Que delícia ler suas impressões da resenha!
    Essa capa é mesmo incrível, né?! Adoro o trabalho que a Scenarium faz com as capas das edições artesanais. É sempre parte da interpretação do livro! <3
    E gostei ainda mais de saber que a leitura chamou sua atenção e que foi pra sua lista de desejos, lá nas prioridades. Sem dúvidas, é a simplicidade de cada crônica que tem, na verdade, tatos vieses, que nos tira o ar, com esse soco na boca do estômago!
    Obrigada pela visita! <3
    xoxo

  • Luly Lage

    Em 16.07.2018

    Re, antes de qualquer coisa eu preciso falar de como essa edição é linda. Cara, maravilhosa! Eu aqui, no meu cantinho de encadernadora amadora (ou seria em formação?) fiquei com os olhos brilhando e as mãos coçando para tentar fazer algo assim. E essa fita que encaderna e ao mesmo tempo marca páginas? Coisa mais LINDA!
    Sobre o livro em si… Sei lá, eu senti muito que ele precisa ser lido pra conseguir falar sobre. Senti tudo o que você fotografou fez um sentido absurdo pra você junto com ele. Que cada um que lê talvez veja da sua forma. Sei lá! Só quero mesmo saber se sou dardo ou alvo, porque esse começo já me deixou em parafuso pra descobrir!

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Luly!
    Ah eu tinha um feeling de que você ia gostar do trabalho artesanal da Scenarium, é muito legal e dá gosto pegar para ler o livro assim, sério, é uma experiência completa! <3
    E acho que o livro é assim mesmo, cada um terá uma visão a partir da visão que o autor expõe ao longo das crônicas, com certeza precisa ser lido para ser sentido por completo!
    E também ainda procuro saber se dou dardo ou alvo... rsrsrs Te conto se descobrir!
    Obrigada pela visita!
    xoxo

  • Gislaine Motti

    Em 16.07.2018

    Oi, Rê! Tudo bem?

    Olha, antes de mais nada: eu adorei ver as suas fotos e reconhecer pedaços da meu querido belo horizonte – que fica cada dia mais belo, por e apesar de todos os males. Sobre o livro, ainda não sei o que dizer, sinto que não fui capaz de digerir. Só uma palavra me vem à mente: REALidade.

    Gislaine Motti | Literalize-se
    Literalize-se

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Gis, tudo bem e contigo?
    Ah que delícia saber que conseguiu reconhecer um cadim de Beagá pelas fotos! Eu também adoro esse lugar, apesar dos pesares!
    O livro é exatamente assim, compõe a REALidade. Não foi das resenhas mais fáceis de se escrever, porque além da realidade e da real idade variar de pessoa para pessoa, a visão do livro é do autor. E a resenha é minha visão da visão dele… ehehe ficou confuso, mas acho que é isso! <3
    Obrigada pela visita! <3
    xoxo

  • Fernanda Akemi Pedotte

    Em 16.07.2018

    Olá!!

    Eu simplesmente amei as fotos e acho que não teria cenário melhor para falar desse livro!
    Adoro leituras assim, profundas e nos pega na alma, trazendo questionamentos e reflexões. Para dar aquele incômodo.
    E que capa é essa? Mais uma vez a editora arrebenta com um belíssimo trabalho. Amei!

    bjs,
    Fernanda

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Fernanda!
    Ah que amor, feliz que tenha gostado das fotos e achado que elas captaram o estilo do livro!
    Esse livro traz tudo que o título anuncia e muita coisa pra se pensar, sem dúvidas!
    A Scenarium arrasa nessas capas e com esse trabalho artesanal, sou suspeita, mas sou também apaixonada por elas! <3
    Obrigada pela visita!
    xoxo

  • Lunna Guedes

    Em 16.07.2018

    Para variar fiquei aqui a passear pela realidade através da fotografias. Gosto dessa noção de movimento, de olhar ao redor e perceber elementos muitos a flutuar diante dos olhos ao mesmo tempo em que nós flutuamos nesse azul. Às vezes, penso na minha realidade e me perco de mim mesma e acho que usei esse argumento na hora de trabalhar esse livro, de confrontar a escrita e tragá-la em pequenos goles. Como conversamos, não é um livro fácil, mas a realidade é uma das coisas mais indigestas, quase uma afronta. Enquanto escritora eu a uso como fonte de alimento para o meu imaginário, enquanto editora, eu brinco de observar os moldes que me alcançam porque a realidade tem tantas formas e fôrmas e cada um usa a sua maneira, no caso do Obdulio, ele tem fantasmas muitos e acho interessante observar a maneira como os atiça e cobiça. rá

    Gostei imenso da reticência do pensar a respeito, talvez hoje-amanhã… nunca. Talvez!
    bacio

  • Retipatia

    Em 16.07.2018

    Oi Lunna!
    Adoro saber quando você viaja pelas fotografias das resenhas, tento sempre fazer com que façam parte da interpretação da leitura e, essas, sem dúvidas, fizeram parte da minha leitura da REAL-idade, que, realmente, não é fácil, e é possível observá-la de tantos lados (com formas e fôrmas, como você disse), que podem parecer muitas realidades imersas em, talvez, apenas uma.
    E eu adoro uma reticências, preciso confessar… rsrsrs
    xoxo


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