Crônicas de Amor e Ódio: The Kiss of Deception – Projeto #KoDcomJu

Em 15.06.2016   Arquivado em Projetos, Resenhas

Bom dia, tarde e noite pessoal!

Como boa viciada em livros e nova nesse mundo de blogs e aventuras literárias, dia desses descobri o adorável blog Nuvem Literária, da Juliana Cirqueira que, coincidentemente, estava lançando um projeto de leitura conjunta do meu mais novo queridinho, que havia chegado apenas há uns dias.

Muito empolgada, resolvi participar do projeto, que é bem simples: você se inscreve pelo blog, e tem de ler o livro durante o mês de junho. Como o livro tem cerca de 400 páginas, são 100 páginas por semana, o que é muito razoável.

Desconsiderem a péssima qualidade da foto…

Inclusive, já saiu o primeiro vídeo da Juliana contando sobre suas impressões acerca das primeiras 100 páginas do livro, para quem quiser conferir (CUIDADO, CONTÊM SPOILERS! Inclusive nesse post!), é só acessar o canal dela, do YouTube.

O projeto também envolve outras coisas muito legais, como esse cronograma de leitura e promoção que já está valendo através do Instagram da Ju, sob a #KoDcomJu, dá uma conferida no perfil dela, é @nuvemlit

Fiz uma foto de uma das minhas pullips, inspirada na capa do livro para participar do desafio fotográfico de The Kiss of Deception promovido pela Nuvem Literária, via Instagram, bem simplesinha, mas achei que ficou aceitável…rsrsrsrs

ella the kiss of deception

Ella – Pullip Dahlia Cinderella

Para quem não conhece, essa é uma boneca de colecionador, chamada Pullip, produzida pela Groove. Esta da foto é uma Pullip Dahlia Ciderella, da série Starry Night Cinderella, lançamento de Julho de 2013.

lombada tkod

Mais detalhes do livro…

The Remnant Chronicles: The Kiss of Deception (título original), em português Crônicas de Amor e Ódio: The Kiss of Deception é de autoria da Mary E. Pearson, escritora premiada norte-americana do sul da Califórnia, já conhecida por seus outros sete livros juvenis. No Brasil, o livro foi lançado pela Editora DarkSide Books, em uma linda versão especial de capa dura. As primeiras edições, inclusive, são todas acompanhadas de um marca página lindo e um mini pôster que, de um lado traz a capa do livro e do outro um mapa do mundo em que se passa a história.

marca pagina e mapa

O pôster e o marcador de página.

Um pequeno adendo acerca da tradução do título: imagino ter alguma explicação para a traduzir/interpretar “The Remnant Chronicles” para “Crônicas de Amor e Ódio”, visto que a versão original, em inglês, faz bastante sentido quando se lê o livro e poderia ser algo como As Crônicas dos Remanescentes, e talvez fizesse até mais sentido do que Crônicas de Amor e Ódio, mas volto a opinar sobre isso ao fim da história, para ver se minha opinião mudou. Quem já quero uma versão dele no inglês?

Como a própria contracapa do livro já diz:

“A força feminina é a grande estrela neste romance de Mary E. Pearson. Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista da história. Morrighan é um reino imerso em tradições e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? O primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca do seu verdadeiro destino e da liberdade a qualquer custo.”

O livro em si é maravilhoso, adoro a temática da capa e os detalhes que o livro traz. Existem partes do mapa do reino em várias partes dele, e cada capítulo tem uma arte padrão muito bonita. Adorei o fato do livro ter cordinha para marcar a leitura e, convenhamos, diria que se todos os livros tivessem, seria perfeito. Até coloquei um pingente de livro no meu.

pingente tkod

O pingente em forma de livro que coloquei.

A capa do livro é maravilhosa, remete à época em que se passa a história, apesar de – minha humilde opinião – ter havido grande liberdade artística aqui, não sendo a ideia principal retratar fielmente a personagem principal da história, Lia, que tem cabelos pretos ou bem escuros e a personagem da capa é loira. Mas não amo menos a capa por isso, é muito linda!

Mais capa...

Mais capa…

A história começa sob o ponto de vista da princesa Arabella Celestine Idris Jezelia, Primeira Filha da Casa de Morrighan, no dia de seu casamento, enquanto ela está sendo preparada para a cerimônia. Como a narrativa é em primeira pessoa, você tem total ciência dos pensamentos e sentimentos de Lia, como a protagonista prefere ser chamada.

O casamento real, necessário para selar a paz entre o reino de Morrighan, em que Lia é a Primeira Filha e um príncipe de Dalbreck, tem o intuito de os fortalecer contra a ameaça dos bárbaros que vivem em terras não muito distantes.

Lia é contra o casamento porque, primeiramente, não aceita o encargo de Primeira Filha, de ser dada em casamento como um se fosse um dos soldados de seu pai, que devem obedecer cegamente as ordens.

“Eu não sou um soldado do exército de meu Pai.” Minha mãe aproximou-se de mim, esfregou minha bochecha com a mão, e disse, em um sussurro: “Sim, minha querida. Você é”.”

Além disso, ela não consegue evitar a repulsa que sente pelo príncipe velho e enrugado como seu esposo, em uma terra que não é seu lar e muito menos tem as mesmas regras e modos aos quais ela conhece. Lia acredita no amor e quer ter a chance de se casar por causa dele, não por uma barganha entre reinos, firmado através de um contrato. Mas acima disso, quer ser livre e ser responsável por seu próprio destino.

Um detalhe muito especial sobre a Primeira Filha é que elas são sempre dotadas de algum dom e tem especial poder nas cultura local. Lia é a quinta criança a nascer da realeza, mas é a Primeira Filha, sendo seus irmãos todos homens. Assim, “a produção de bebês se encerra após o nascimento de uma primeira filha”, por assim dizer. Mas, acontece que Lia, mesmo sendo uma Primeira Filha, não tem nenhum dom, e insiste nisso, mesmo sua mãe sempre alegando que o dom às vezes aparece tardiamente.

Com isso, a decisão que mudaria todo seu destino e daqueles que a cercam, é tomada. Antes do seu casamento, a princesa consegue fugir do castelo de Morrighan, levando consigo sua amiga (que suponho ser uma espécie de dama de companhia da princesa e assistindo ao vídeo da Nuvem Literária vi que a impressão fora a mesma), chamada Pauline.

“Deste momento em diante, para o bem ou para o mal, este é o destino com que terei de viver.”.

Juntas, as amigas escapam em direção a Terravin, onde Pauline fora criada por Berdi, uma mulher de fibra e bastante pé no chão, por assim dizer, que cuidou de Pauline quando criança. Com o tempo, Berdi, que também é dona de uma estalagem, começa a aceitar distribuir tarefas para as duas fugitivas, acreditando não haver perigo ou possibilidade de que elas tenham sido seguidas.

Contrapondo essa segurança, o livro te traz brevemente o ponto de vista de mais dois personagens, que conhecemos inicialmente apenas como o Assassino e o Príncipe. Que, posteriormente, serão chamados de Kaden e Rafe. O Assassino veio das terras de Venda, dos “bárbaros”, segundo a cultura de Morrighan, com a missão de assassinar a princesa e acabar de vez com quaisquer chances de união e fortalecimentos dos reinos inimigos. Já o Príncipe, em parte com orgulho ferido e parte com curiosidade acerca da menina que fora capaz de desafiar dois reinos para levar a vida que desejasse, uma ousadia e coragem que ele mesmo não teve, sai em sua primeira aventura solo, por assim dizer, em busca de Lia.

O mais interessante dessa parte é ver quão falha foi a fuga de Lia e Pauline. Claro, elas tomaram muitas precauções mas, – para quem é viciada em seriados de investigação criminal – elas venderam seus pertences cedo demais, foram para um lugar próximo demais e claro, um lugar que, sabendo do histórico de Pauline, poderia ser associados facilmente à fuga em conjunto. E sim, ambos os perseguidores encontram ambas um tanto quanto muito rápido. Claro, são ágeis, astutos e treinados. Mas demonstraram o quão frágil fora o plano bolado às pressas pela princesa e sua amiga. Várias partes eu estava lendo e dizia, não, não façam isso… rsrsrsrs E elas tiveram ótimas ideias como trocar os cavalos por animais menos chamativos (três burros chamados Otto, Nove e Dieci), contudo, foram novamente enganadas ao pensar que algumas jóias seriam capazes de comprar o silêncio das pessoas, que logo foram novamente compradas pelo Assassino e pelo Príncipe. Que fique claro que isso não é um ponto desabonador para o livro ou para a narrativa, seria muito infactível que elas, sem muita ou pouquíssima experiência, tivessem um plano infalível.

capa a mapa certa

Morrighan, Civica e Terravin em destaque.

Sobre a narrativa dos dois personagens extras, Kaden e Rafe, gosto muito do fato de que ambas não superam ou equivalem à quantidade narrativa que temos sob o ponto de vista de Lia. Isso faz com que você saiba de detalhes importantes sobre a trama, que somente o ponto de vista dela não seria capaz de revelar e te mantêm atrelado à ela como protagonista da história.

Voltando a Terravin, os dois personagens acabam por se instalarem na estalagem de Berdi, encontrando a princesa servindo mesas na primeira noite que se instalam. E, eu diria que Lia é excelente em primeiras impressões. Durante uma discussão com um guarda que tenta aproveitar-se de sua amiga Pauline, Lia acaba chamando a atenção de todo o bar e, claro, dos dois novos forasteiros.

Mas eles também causam uma impressão suficientemente grande na nossa princesa, o suficiente para fazer com que ela não tire os tire de sua cabeça, em especial, um deles, que vem a ser Rafe e, em minha opinião, é o Príncipe (muitas discussões, pelas descrições e pelo comportamento, frisam que é difícil definir qual é qual, mas para mim, está bem claro. Vamos ver se estou certa… rsrsrs).

Depois desse primeiro encontro interessante, seguido de mais um encontro após o expediente na estalagem, em que, basicamente, ambos aparecem sob o pretexto de acompanhar Lia até sua cabana, o príncipe decide ficar mais tempo e conhecer mais de Lia e o assassino, adia sua missão, já que deverá se reencontrar com seu bando, que foi causar um pouco de caos nas terras de Morrighan, para distrair a atenção real do verdadeiro objetivo de sua empreitada: a princesa.

Com o tempo, mais são os encontros de Lia com Rafe e Kaden, cada um sendo prestativo, tanto para a estalagem quanto para ela. Ajudam em tarefas do dia a dia e conversam sempre que possível. Em meio a esses acontecimentos, um dos irmãos de Lia a encontra em Terravin, não para prendê-la ou qualquer outra coisa, os laços fraternais que Lia tem com os irmãos são fortes e ele entende seu ato contra o matrimônio arranjado. Contudo, quando Lia encontra seu irmão, está sendo seguida por Kaden e este, por Rafe, e ambos acabam por entender que, na verdade, aquele é um amante da princesa e, talvez por isso, o êxito dela em demonstrar mais interesse por qualquer um deles.

O mal entendido é rapidamente desfeito quanto a Kaden, mas a história fica um pouco mais nebulosa em relação à Rafe, que fica sempre dividido entre os sentimentos que começa a nutrir por Lia e a ideia que o que ela fez, seja, talvez, imperdoável. Os dois tem um momento bastante singelo quando Lia precisa contar para Pauline que seu amado, que ela tanto aguarda que chegue a Terravin, faleceu. De fato, Lia fica sabendo que o amado de Pauline, Mikael, não passa de um mulherengo sem honra que conquista mulheres em todos os locais que vai. A princesa pensa qual das mentiras seria a que causaria menos dano à amiga, que recentemente, apesar das palavras não confirmadas, descobriu-se estar grávida, e acaba optando por dizer que Mikael morreu.

ultima foto the kiss

“Eu encontrarei você… No recanto mais longínquo… Eu encontrarei você.”

Em meio a tudo isso, uma grande preparação surge para o Festival da Liberação, que ocorre em todo reino, e a estalagem de Berdi, além de cheia, tem mais trabalho do que de costume. Devido ao luto de Pauline, o trabalho de Lia e de Gwuyneth (que também trabalha para Berdi), é aumentado e a princesa passa a apreciar ainda mais a bem vinda ajuda dos dois intrigantes viajantes.

Alguns trechos da história, já notáveis nessa primeira parte, dão a entender que Lia, na verdade, tem sim um dom, apesar de ainda não ter percebido isso. Ela costuma ouvir vozes e alguns chamados em sua mente, mas sempre acha que é um sussurro que o vento trouxe até ela e nega, várias vezes, seguir sua intuição.

Essas foram algumas das minhas impressões sobre as primeiras 100, 105 páginas, na verdade, de Crônicas de Amor e Ódio: The Kiss of Deception (o que me faz pensar a todo tempo que dará esse tal beijo da decepção e se isso será algo tão literal assim…).

Por último, mas não menos importante, para quem gosta de ouvir música enquanto lê, sugiro músicas da Loreena Mckennitt. Fiz uma playlist no YouTube, quem quiser, ouve aí:

Ouvindo Playlist The Kiss of Deception da Retipatia.

  • Luly

    Em 15.06.2016

    Adorei você ter feito uma playlist pro livro, hahaha! Eu sou uma pessoa que associa muito música ao que está escrevendo, então preciso de playlists (cê sabe, né)!
    Outra coisa que amei: SUA FOTO! Ficou absolutamente incrível, Ella arrasou! Eu adoro esse tipo de foto de doll que reproduz capas/cenas de livros, filmes, etc, então achei a sua demais. E a história do livro em si me deixou curiosa… Me pareceu uma versão 5mil vezes melhor da série A Seleção, só que diferente, hahaha. Sei lá, pensei nisso enquanto lia algumas coisas, apesar de no fundo não ter realmente nada a ver. Parece ser legal, fiquei curiosa com alguns pontos e a Lia me pareceu uma personagem até bacana!

  • Retipatia

    Em 15.06.2016

    Luly, nossos corações batem mais forte por playlists! ahahahah
    A Lia é ótima mesmo e o livro do tipo que não dá vontade de largar! Com certeza recomendo sua leitura!
    Que bom que gostou da foto da Ella, eu amei fazer! Fiquei empolgada e tô pensando em fazer um projeto pra fazer fotos das dolls inspiradas nos livros que vou lendo, acho que deve ficar bacana! A personagem do livro é morena e depois pensei em fazer uma versão com uma das meninas morenas também, porque a empolgação fala mais alto… rs

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