Fahrenheit 451 ♥ Ray Bradbury: livro e adaptações

Retipatia
Resenha de Fahrenheit 451 do autor Ray Bradbury, lançado em 1947 e com edição de 2012 pela Biblioteca Azul.

Fahrenheit 451 é a temperatura de queima do papel. É um dado importante em um mundo em que os bombeiros são pagos para queimarem livros. Livros e qualquer lugar que os abrigue. É o que anuncia o clássico de Ray Bradbury, lançado inicialmente em 1947, mas infelizmente, ainda condizente com a realidade.

Fahrenheit 451
Ray Bradbury
Tradução Cid Knipel
2012 / 215 páginas
Biblioteca Azul
Disponível em Amazon
“É um trabalho ótimo. Segunda-feira, Millay; quarta-feira, Whitman; sexta-feira, Faulkner. Reduza os livros às cinzas e, depois, queime as cinzas. Este é o nosso slogan oficial.”
Resenha de Fahrenheit 451 do autor Ray Bradbury, lançado em 1947 e com edição de 2012 pela Biblioteca Azul.
Sobre Ray Bradbury

Ray Douglas Bradbury nasceu nos Estados Unidos, em 1920. Escreveu romances, contos, peças, poesia e roteiros para filmes mas se tornou famoso com seus romances visionários. Considerado um dos mais importantes nomes da ficção científica, vendeu mais de 8 milhões de cópias de seus livros. Morreu em junho de 2012.

Sinopse de Fahrenheit 451

Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra.

O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.

Resenha de Fahrenheit 451 do autor Ray Bradbury, lançado em 1947 e com edição de 2012 pela Biblioteca Azul.
Fahrenheit 451: a história

Você sabe a qual temperatura o papel queima? A resposta dá título ao clássico romance de Ray Bradbury e tem uma relação direta e explícita com o que iremos encontrar em suas páginas.

Em Fahrenheit 451 conheceremos Montag, um bombeiro que vive seus dias intercalando as horas do trabalho noturno com a vida em casa com sua esposa, Milldred. O que pode parecer comum, se revela pelo viés inesperado: os bombeiros não são aqueles que apagam o fogo dos lugares, mas sim, os responsáveis por atearem fogo e manterem a chama ardendo até que não reste nada.

Mas também, não fogo em qualquer coisa, em livros. Na casa ou lugar em que estiver, colocar tudo abaixo, página a página até restarem apenas cinzas.

“É um trabalho ótimo. Segunda-feira, Millay; quarta-feira, Whitman; sexta-feira, Faulkner. Reduza os livros às cinzas e, depois, queime as cinzas. Este é o nosso slogan oficial.”

Montag está imerso nesse mundo até a cabeça, é bombeiro. Pode não ser assim tão bem remunerado, mas ele gosta do que faz, o processo de jogar o líquido, de acender a chama de ver as labaredas consumirem tudo.

Vivendo em dias praticamente iguais é a presença inusitada de sua vizinha Clarisse que faz com que o trajeto até o trabalho se altere um pouco. Com uma aura que ele nunca viu antes, a garota faz perguntas. Bem mais do que ele está acostumado a ouvir, como coisas sobre felicidade e o que é ser social. Dia a dia ele se acostuma à essa acompanhante que o faz imaginar porque, apesar de ter tudo o que precisa, ele não é feliz.

Resenha de Fahrenheit 451 do autor Ray Bradbury, lançado em 1947 e com edição de 2012 pela Biblioteca Azul.
“Como o rosto dela se parecia também com um espelho! Impossível. Pois quantas pessoas seriam capazes de refletir a luz de uma outra?”

O incômodo trazido por Clarrisa é, na verdade, algo que escancara dúvidas que já haviam sido plantadas quando Montag passa, logo no começo do livro, por uma situação marcante com sua esposa, que tenta o suicídio. Ainda assim, ela continua a afirmar que está tudo bem, que o que ocorrera não é nada. Além, é claro, do tratamento insignificante que ele vê ela ser submetida quando a emergência é acionada.

Mas tudo que preocupa sua esposa é a família, aquelas pessoas que ela vê nas três telas de tevê instaladas em sua sala. Aliás, preocupação é o que ninguém deseja nesse mundo. Uma guerra está prestes a ser iniciada entre nações e tudo que as pessoas dizem é que sim, haverá a guerra, as pessoas irão para a guerra, mas não há nada com que se preocupar. A guerra estará lá e nós aqui, afinal de contas.

Com tudo isso em mente surge um chamado para os bombeiros, e a resolução trágica que se desenrola finalmente acende a chama dentro de Montag: afinal, qual o poder que os livros têm? Por que os estamos queimando? Por que não devemos lê-los e por que alguém seria capaz de dar a vida por eles?

“Temos tudo de que precisamos para sermos felizes, mas não somos felizes.”

Essa é a ideia que Fahrenheit 451 vai seguir e iremos acompanhar Montag nos desdobramentos de seu abrir de olhos, por assim dizer. Daí, surgirão novos personagens e alguns ganharão novo papel, um desempenho que conduzirá a trama e a vida de Montag em uma reviravolta capaz de alterar o curso da humanidade.

Os Personagens de Fahrenheit 451

Um dos detalhes interessantes da história é o papel que os personagens vão assumindo a medida que surgem: Clarissa, apesar de criatura encantadora, não passa, na verdade de um instrumento utilizado para despertar o protagonista. Em definições atuais, bem posteriores ao livro, ela é uma perfeita manic pixie dream girl, apesar de o interesse romântico não ser explorado na obra. Peça necessária para o protagonista, mas também, substituível.

Mas, através dela, são levantados alguns pontos, que depois ressoam na trama, como a violência entre os jovens, a falta de contato e convivência entre as pessoas. A busca incessante por um mundo cada vez mais rápido (parece o mundo de hoje, não é mesmo!?).

“Dizem que sou antissocial. Não me misturo. É tão estranho. Na verdade, eu sou muito social. Tudo depende do que você entende por social, não é? Social para mim significa conversar com você sobre coisas como esta. – Ela chocalhou algumas castanhas que haviam caído da árvore do jardim da frente. – Ou falar sobre quanto o mundo é estranho. É agradável estar com pessoas. Mas não vejo o que há de social em juntar um grupo de pessoas e depois não deixá-las falar, você não acha?”

Montag é o protagonista. Ele é a peça do sistema que dá defeito, que por falta de polimento ou coisa qualquer, desperta e questiona o status quo. É aquele que quer deixar de fazer parte do sistema e se rebelar contra ele, ainda que não saiba exatamente como fazê-lo. Quando desperta, não mais se encaixa. Afinal, não é mais uma peça programada, silenciosa. Peças com defeito fazem a engrenagem ranger.

“Deve haver alguma coisa nos livros, coisas que não podemos imaginar, para levar uma mulher a ficar numa casa em chamas; tem de haver alguma coisa. Ninguém se mata assim a troco do nada.”

Personagem interessante vemos no Capitão Beatty, chefe dos bombeiros. Ele é a voz do poder, não apenas em seu papel de líder, mas também do poder onipresente que decide o que é legal e ilegal. Ele é a voz que tenta polir e fazer com que a engrenagem volte a funcionar corretamente, é quase um ex-viciado que se tornou um religioso fervoroso, mas ao invés da religião em um deus, temos a crença no perigo e vazio dos livros, na necessidade de que sejam incinerados, tais quais as armas que são.

“Um livro é uma arma carregada na casa vizinha. Queime-o. Descarregue a arma.”

Outro que merece lembrete é Faber. Ele age quase como um xamã a dar conselhos e ser guia de Montag. Mas, ao contrário da atuação dos sábios, conforma-se em demasia com sua mediocridade. Enquanto se autodeprecia, pede perdão por viver em silêncio.

“Os livros servem para nos lembrar o quanto somos estúpidos e tolos.”

Mildred é a esposa de Montag e, por isso, entenda que esse é um dos poucos fatos que a definem. Ela esconde de si mesma a profundez da superficialidade que sua vida é. É a representação da massa, do povo que bebe das telas e que vive por elas e para elas. É quem respira de acordo com o que mandam no poder, que deixou o ato de pensar de lado, porque, nos dias atuais, ele não é mais necessário. A família, aquilo que aparece nas telas, é tudo que importa. Ainda que seja completamente sem importância. Ser feliz é não pensar, não ser incomodada.

Através dela, além da relação clara do consumo ignorante do veículo de massa, da necessidade praticamente insana de se sentir bem à qualquer custo, destaca-se a relação fraca, frágil e distante que a família estabelece com os filhos e parentes. Crianças são máquinas colocadas para teclar e não incomodar. Ninguém quer ser incomodado, afinal.

“Deixar você em paz! Tudo bem, mas como eu posso ficar em paz? Não precisamos que nos deixem em paz. Precisamos realmente ser incomodados de vez em quando. Quanto tempo faz que você não é realmente incomodada? Por alguma coisa importante, por alguma coisa real?”
Fahrenheit 451: a Crítica às Comunicações de Massa, Censura e o Papel do Livro

Fahrenheit 451 foi lançado pela primeira vez em 1953 e a história se passa num possível futuro, não datado exatamente, mas sabendo-se que 1990 já é passado na história. O que nos remete, é claro, para uma história que facilmente seria ambientada nos dias de hoje.

O que temos, nesse futuro-atual é uma massa que não pensa, que foi condicionada a não pensar. Que é instruída, divertida e conduzida pelos televisores que ocupam as salas de todas as casas. Onde fica a família, um termo vazio e sem ligação com o que conhecemos. A religião vem de lá, a política, a diversão. O tudo feito por absolutamente nada.

O mundo de Montag não é apenas aquele em que se queimam livros, a leitura é proibida. A leitura que faz pensar, a leitura de clássicos, romances e quaisquer outros. Isso pode fazer parecer que os indivíduos são analfabetos ou algo assim, mas distante disso, eles precisam ser funcionais como membros da sociedade. Precisam ler um outdoor com uma propaganda ou um manual de instruções. Mas livros, não. Proibido.

Isso porque os livros não são, em sua essência, perigosos, mas carregam em si o perigo. O poder de abrir mentes, de fazer pensar. O que o autor deixa claro é que Farenheit 451 não é um livro sobre censura (apesar da clareza do ente governamental agindo através de seus braços chamados bombeiros para desempenharem o papel de reguladores-censuradores), mas do crescente desinteresse nos livros pelo que se vê na televisão, sempre versões resumidas e distorcidas. No livro, tão resumidas que passaram a perder qualquer tipo de sentido.

“Os livros eram só um tipo de receptáculo onde armazenávamos muitas coisas que receávamos esquecer. Não há neles nada de mágico. A magia está apenas no que os livros dizem, no modo como confeccionavam um traje para nós a partir de retalhos do universo.”

Em parte, é admirável sua sensatez em prever o futuro. Temos no Brasil uma população que pouco ou nada lê, mas um grande público televisivo.

A história, apesar de fechada na trajetória do personagem, sem abranger o mundo a sua volta em amplitude, é inegavelmente inteligente e perspicaz. Com um pequeno detalhe de que, o pano de fundo é o de uma guerra iminente. Uma a qual ninguém se preocupa, como se fosse apenas mais um ato corriqueiro.

Na década de 50 o autor já notou a tendência do mundo em se fechar em conteúdos superficiais, em se dirigir para o mais simples, o mais fácil, o mais rápido.

Uma sociedade que não sabe o que é ser social, sentar e conversar, passar um tempo consigo mesmo. As telas preenchem todo o espaço. E hoje, não são as telas que preenchem boa parte de nosso tempo, senão, quase todo ele? Trabalhamos com telas, falamos com as telas, interagimos com as telas, até dormimos com elas…

Apesar da leitura despertar tanta reflexão, não foi um texto que me prendeu em demasia, que me arrebatou. Talvez tenha colocado muita expectativa na leitura, mas ainda assim, a sensação é de que faltou algo. O final, por exemplo, deixa o sentimento de esperança, ainda que fruto de uma tragédia que paira no ar. Talvez seja eu quem não veja esperança.

E também devo reconhecer que a saída do fim, o retorno à oralidade é um ponto positivo. É um resgate que indica não só o retorno às origens das contações de história, mas também transmite a ideia de que o que foi perdido, será reconstruído.

Posfácio e Coda de Fahrenheit 451

A edição ainda conta com Posfácio do autor, falando acerca da época em que escreveu o livro e trazendo uma cena não incluída e algumas alterações da peça de teatro e que foi vista no cinemas na adaptação de François Truffaut. E com um Coda (uma seção com que se termina uma música, pode ser visto como uma conclusão aqui, ainda que não integre, em termos narrativos, a história).

No Coda, o autor fala da censura que uma das edições de Fahrenheit 451 sofreu para que fosse distribuído em escolas, destacando a ironia do caso, assim como alterações e cortes não autorizados de suas e de outras obras.

E nesse gancho nos lembramos que, no livro, são as próprias pessoas, cada grupo com suas ideias, que começam a rechaçar os livros, parte a parte, em tudo aquilo com o qual discordavam. No fim, a proibição não veio do governo, veio da própria população. É claro que ele se aproveita do sistema para manter o status quo, mas também tem muito a se pensar sobre o fato de que a origem da repressão se deu por uma demanda do próprio povo. Qualquer semelhança com a realidade, infelizmente, não é coincidência.

“Todos devemos ser iguais. Nem todos nasceram livres e iguais, como diz a Constituição, mas todos se fizeram iguais.”
Adaptações de Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 conta com duas adaptações em filmes, uma para o cinema e outra direto para televisão, além da versão adaptada de HQ, que foi autorizada pelo autor.

O primeiro longa adaptado de Fahrenheit 451 foi lançado em 1966 e tem direção de Françóis Truffaut, o único filme do diretor que é totalmente em inglês. Oskar Werner faz Montag, Julie Christie vive Clarisse e também Milldred e Cyril Cusak o Capitão.

O filme teve boa recepção do público e hoje é considerado um clássico, reconhecido também por ajudar na popularização do livro de Bradubury.

Em 2018 foi lançado um filme direto para a televisão, pela HBO, com direção de Raimin Bahrani e que também segue a obra de Bradbury, mas as avaliações são um pouco menos favoráveis à nova versão, especialmente pelos fãs do livro.

No elenco, Michael B. Jordan como Montag, Sofia Boutella como Clarisse e Michael Shannon como Capitão Beatty.

A HQ de Fahrenheit 451 com adaptação autorizada por Bradbury

A HQ com roteiro e arte de Tim Hamilton conta com introdução do próprio Ray Bradbury e foi lançada pela primeira vez no Brasil em 2011, pela Editora Globo e com edição de 2019 da Excelsior. O lançamento da HQ no original se deu em 2009.

A HQ está disponível em versão digital na Amazon pelo Kindle Unlimited e também na versão física com capa dura.

A HQ de Fahrenheit 451 é bem fiel ao que encontramos no livro. Mas confesso que é tão fiel que, de certa forma, em alguns momentos da leitura, tive a sensação que se tratava quase de um resumo do livro, mais uma versão ilustrada do que uma história em quadrinhos.

Ela contém muitos trechos de descrição de sentimentos, passagens bem literais do livro, e apesar de isso ajudar a manter a fidelidade ao texto de Bradbury, deixou a HQ um pouco cansativa, pouco dinâmica, de modo geral.

Ainda assim, acredito que a HQ seja um deleite para fãs de Bradbury, exatamente pela grande fidelidade ao clássico, assim como à aura dos desenhos que remetem muito ao que sentimos na leitura do livro. Com certeza, vale a pena conferir! Seja antes ou depois de ler o livro!

Aleatoriedades
  • A última quote colocada ali embaixo, logo depois desse tópico, explica um pouquinho sobre a inspiração para as fotos.
  • Esse livro ficou um bom tempo parado na estante. Ganhei para participar de uma leitura coletiva que nunca participei…. rsrs Mas foi uma boa época para leitura, em março desse ano.
  • Para quem curte clássicos questionadores de nossa realidade, duas dicas: Matadouro Cinco e Café da Manhã dos Campeões, ambos de Kurt Vonnegut.
  • Depois de ler Fahrenheit, apesar de não ser exatamente o que eu esperava, fiquei um pouco mais tentada e tirar Algo Sinistro Vem Por Aí, livro de Ray Bradbury lançado em 2019 pela Bertrand Brasil e que aguarda na estante.
“Um copo de leite fresco e algumas maçãs e peras depositadas ao pé dos degraus. Isso era tudo que ele queria agora. Alguns sinais de que o imenso mundo o aceitaria e lhe daria o longo tempo de que necessitava para pensar em todas as coisas que precisavam ser pensadas. Um copo de leite, uma maçã, uma pera.”

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Retipatia

10 thoughts on “Fahrenheit 451 ♥ Ray Bradbury: livro e adaptações

  1. Melhor resenha que já vi sobre esse livro, Rê. Super completa. Tem muito tempo que desejo ler esse livro, já tive a oportunidade de comprar e vacilei, ahahaha. E não sabia da existência da HQ, hoje mesmo já vou ler. É um livro que nos faz questionar bastante, né? Paro pra pensar, não sou ninguém sem meus livros, minha leitura, ahahahah. Arrasou!

  2. Melhor resenha que já vi sobre esse livro, Rê. Super completa. Tem muito tempo que desejo ler esse livro, já tive a oportunidade de comprar e vacilei, ahahaha. E não sabia da existência da HQ, hoje mesmo já vou ler. É um livro que nos faz questionar bastante, né? Paro pra pensar, não sou ninguém sem meus livros, minha leitura, ahahahah. Arrasou!

  3. Gostei muito da resenha! Finalmente fiquei com vontade de ler esse clássico. E eu sou a louca dos quotes e pelo visto esse livro vai render muitos !!! Parabéns 🙂

  4. Aquele tipo de clássico que não é de uma leitura fácil não. Eu penso que só quem curte o gênero, vai apreciar a fundo o conteúdo deste livro. Eu acho que iria amar, até por trazer isso do pós guerra, dos segredos e desse sonhar em não poder segurar em livro. Afs, bom nem pensar!!!
    Espero ter a oportunidade de sim, conferir este livro!!!!
    Beijo e parabéns pela resenha e oh, as fotos..rs
    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

  5. Incrível como uma história escrita há tantos anos pode ser tão atual.
    Pessoas intelectualmente ignorantes que não são capazes de formarem pensamentos críticos e são conduzidas pelo que veem na TV, ou em outros meios… Pera, to falando de 1950 ou de 2020? Rsrs pelo menos ainda temos os livros!

    Eu já estava querendo ler esse livro há um tempão, agora a vontade aumentou.
    Parabéns novamente pela resenha super completa, você arrasa!

    Meu ig: @milenenas

  6. É uma leitura importante, é algo que nos alerta e traz as percepções do risco que os livros e o direito à leitura sofrem. A pressão de pessoas radicais que tentam censurar livros e a arte em geral. Devemos estar atentos e valorizar sempre os livros.
    Ig: fabiananenes

  7. Esse livro tá na minha lista de livros que devo ler antes de completar 25 anos. Cada resenha que leio dele me apaixono mais. Espero logo poder comprar ele.

  8. Nem consigo imaginar um mundo onde a leitura é proibida e ainda queimam os livros. Esse é um clássico que quero muito ler, mas ainda não surgiu oportunidade, além de eu achar a leitura um pouco complexa. Não sabia que tinha a HQ. Os quotes são incríveis. Adorei a resenha, super completa e instigantes, fazendo eu querer comprar a HQ e o livros haha. As fotos ficaram ótimos
    @evelindanieli357

  9. Com certeza um clássico que quero muito ler mas ainda não surgiu oportunidade além de achar a leitura um pouco complexa. Só de imaginar viver em uma sociedade onde é proibido ler e que queimam livros e essa forma de governo me parecem horríveis. Não sabia da existência da HQ. Achei a resenha muito completa. Essas frases são incríveis e já nos fazem querer mergulhar nessa leitura. Que fotos maravilhosas

    @evelindanieli357

  10. Rê, você consegue fazer com suas palavras, que qualquer pessoa ame qualquer livro, rs.
    Chega a dar desespero em tentar me imaginar vivendo em um mundo onde eu seja proibida de ler, eu mal consigo escrever na folha de rosto de um livro, quem dirá queimá-lo. Eu todos os dias acompanhando a situação política do nosso país e do mundo, me apavora um bocado por imaginar que há uma possibilidade de que regimes totalitários atinjam nossa vivência.

Repense, renove, rediscuta...

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