Todos nós tivemos contato com os contos de fadas pelos desenhos animados, livros ou contações de histórias. O curioso é que todas essas narrativas foram adaptadas sem muito compromisso com os contos originais, perdendo parte da tirania e sutileza naturais da época. Neste livro de colecionador, os melhores contos de fadas foram escolhidos de forma criteriosa, cujas histórias centenárias se enveredam por horizontes escuros e sombrios, onde não há censura ou limites. Seus finais nem sempre envolvem casamentos ou futuros felizes, nos quais a moral prevalece sobre os pecados. Nada mais será escondido ou censurado. A chave para conhecer os contos de fadas mais obscuros está em suas mãos. Você tem coragem de abrir esta porta? Sinopse da edição de Contos de Fadas em suas versões originais publicado pela Editora Wish Quem conta um conto… Era uma vez, em um tempo em que os dias não eram contados e o sol e a lua não se importavam em intercalar-se para surgir no céu, havia um reino feito de papel e palavras. O nome era Reino das Histórias Maravilhosas e, de tão incrível que tudo nele era, chamava até mesmo visitantes das terras mais longínquas. As paredes de seu castelo, onde viviam os mais célebres escritores, era feito do papel da mais alta gramatura, amarelado, que deixava um perfume permanente pelos corredores. A tinta, especialmente desenvolvida para ser legível sob os raios de sol ou de lua, exalava aroma de lavanda e deixava as palavras em tom anis sobre o papel. As casas e lojas do Reino também não ficavam atrás, em ruas pavimentadas com papelão decorado das capas mais distintas, eram salpicadas de páginas das mais diversas formas. Ilustradas, escritas à máquina de escrever, escritas à mão e em braile. Uma infinidade tão grande que não existia construção igual a outra. Praças, parques, todos adornados do mais fino papel, das palavras mais belas, que inspiravam dias cálidos e momentos alegres. As árvores, tinham troncos costurados com intrincadas ranhuras e seus galhos e folhas feitos do origami mais detalhado e belo. Tsurus voam aqui e acolá, cisnes deslizam pelo lago de ondas de dobraduras e coelhos saltitam pela grama de papel picado. O único detalhe que escapava desse mundo de papel e palavras, eram as pessoas que por ali viviam. Não eram moldadas ou dobradas de papel, tampouco adornadas com palavras. Eram de massa mais sólida, pesada, uma mistura de ossos, carne e pele. Nada suave ou singelo como escritas desenhadas formando cachos para as cabeças ou acentos agudos formando cílios. Nada de capa dura para proteger o papel de dentro, apenas pele fina e mole pra segurar varetas chamadas ossos. Os rasgos, assim, aconteciam com mais frequência do que era possível restaurar. Ora, vejo só, às vezes, até mesmo era necessário subir paredes em branco, completamente sem palavras ou símbolos ou desenhos quaisquer. Uma afronta que a Escrivã-mor desejava acabar. Mas de nada adiantava, as pessoas não ficavam presas em jaulas de papel, não acreditavam em folhas que estipulavam multas ou penas e sequer se importavam dos amassos que deixavam pelo reino afora. Certo dia, ao ver dezenas de cisnes despedaçados, a escrivã não suportou a dor de ver tanta vida em papel jogada fora e chorou rios e rios de lágrimas molhadas, aquelas proibidas no Reino das Histórias Maravilhosas. As lágrimas foram tantas que se formou uma cachoeira, nascida no próprio palácio e que desaguou na principal avenida do reino. Assim, as lágrimas verteram por todo canto do Reino, destruindo tudo que tocava: borrou-se a tinta e amoleceu o papel até esfarelar e murchar e empapar. A cidade, as ruas, casas, tudo se desfez, morreu e apagou. A Escrivã-mor desfaleceu de desgosto ao ver a cidade desfeita, o papel junto e amassado e retorcido com corpos de osso-carne-pele, com palavras ainda a escorrer e pintar o rio de lágrimas de anis. Para aqueles que leem com atenção as entrelinhas, podem ver que ainda restam aqui e acolá, uma palavra ou outra que seguiu o rio e se espalhou para outros reinos de terra e poeira e pedra. Chegaram até o tempo em que a lua e o sol se separaram e não costumam mais aparecer juntos no manto azulado. Algumas dessas palavras foram lembradas, contadas através do tempo que começou a ser contado. Honradas, foram colocadas em papéis novamente, mas não mais em paredes de chalés e troncos de árvores. Mas em alguns espécimes que começaram a chamar de livros. Alguns deles, trazem versões antigas de tudo que já foi um dia, começam com era uma vez, mas nem sempre terminam com um e viveram felizes para sempre, porque sabem que lágrimas molhadas podem derreter papel e trazer tristeza. Seja através de um sapatinho enfeitiçado, uma fada madrinha, um troll maligno, uma criança esfomeada. Até mesmo uma madrasta má e um pai também malvado. Uma garota sonhadora, um gato falante e um segrego guardado por doze princesas. De tanto em tanto, as palavras ressoaram como se levadas pelo canto dos tsurus que tentaram fugir da correnteza. Certeza não há de quase nada, mas… quem sabe não foram eles que voaram dali e recontaram as palavras que outrora viram escritas no Reino das Histórias Maravilhosas? Aleatoriedades O exemplar lindo de Contos de Fadas em suas versões originais foi recebido em parceria com a Editora Wish. Pensei qual seria a melhor forma de resenha-lo e, por mais que tentasse, seria impossível falar de todos os contos e fazer jus a beleza e profundidade que é possível extrair de cada um. Foi incrível conhecer todos, dos mais populares aos raros, dos que já conhecia aos que já havia assistido alguma versão, a maior parte, em adaptações da Disney. Alguns contos ganham destaque, tanto pela perplexidade que causam ao leitor contemporâneo, tanto pela sutileza ou rudeza dos acontecimentos. É incrível poder avaliar as origens de cada uma dessas histórias, frutos da oralidade e que queriam passar ensinamentos – atualmente bem contestáveis – às crianças. As reflexões vão desde as relações entre familiares
Os prós e os contras de nunca esquecer ♥ Val Emmich
Os prós e os contras de nunca esquecer Val Emmich Editora Intrínseca “As pessoas acham que eu não devia sentir falta das coisas porque tenho a lembrança delas guardada na caixa no meu cérebro, mas essas lembranças só me fazem sentir mais falta das coisas” Sobre o Autor Val Emmich é escritor, compositor, cantor e ator. Atualmente vive em Jersey City, New Jersey, com sua esposa e os dois filhos. Os prós e os contras de nunca esquecer é seu primeiro livro. Sinopse Joan Lennon é uma menina de 10 anos com um dom surpreendente: ela é capaz de lembrar, com exatidão de detalhes, tudo que aconteceu com ela. Sabe quantas vezes a mãe disse “sempre dá certo” nos últimos seis meses, lembra dos dias e dos motivos para ter chorado, mas compreende também que nem todos têm essa capacidade. A maioria das pessoas, ela sabe, esquece as coisas, mas Joan não quer ser esquecida pelos outros. Então quando depara no jornal com um concurso cultural intitulado “Próximo Grande Compositor”, ela encontra a resposta: uma boa música é impossível de ser esquecida. Ela só precisa achar o colaborador perfeito. E é aí que entra Gavin Winters. Amigo de faculdade dos pais de Joan, Gavin é um ator famoso de Los Angeles que no momento enfrenta a dor terrível de ter perdido subitamente o namorado, Sydney. Depois de ter um vídeo seu em surto vazado na internet, Gavin decide dar um tempo na casa dos velhos amigos. Logo que se conhecem, Gavin e Joan fazem um acordo peculiar: ele vai ajudar Joan com a música e em troca a menina vai contar tudo que se lembra de Sydney. Mas o que no início era reconfortante acaba se tornando uma tortura no momento em que Gavin é obrigado a encarar o fato de que o namorado talvez estivesse escondendo alguma coisa. Emocionante e divertido, Os prós e os contras de nunca esquecer é um livro de estreia surpreendentemente encantador, para ser lido com Beatles tocando ao fundo. Os prós e os contras de nunca esquecer Na minha estréia como resenhista deste blogão, vou falar de um livro da minha editora favorita, Intrínseca, meu amor platônico, minha crush! O livro me chamou a atenção por ter relação com música, meu segundo hobby, antes meu coração só pertence à leitura. Um enredo que exala trilha sonora e nos embala na melodia de um drama que me parecia ter ricos ensinamentos. Joan nunca soube o que era ser normal, já que carregava o dom de uma memória impecável. Ela conseguia lembrar com detalhes de todos os momentos da sua vida, incluindo dias da semana, roupa que vestiu, alimentos que comeu, tudo que qualquer um fez ou disse. Seria algo extraordinário, se não a machucasse a facilidade com os que outros se esqueciam dela ou do que viveram. Um dos exemplos mais fortes e recentes, foi ver a avó falecer de Alzheimer, após esquecer completamente da neta. Jovem e cheia de sonhos, Joan queria fazer algo memorável, que a eternizasse, não apenas para os familiares, como para o mundo. Viu a sua chance através de um concurso de música, onde junto com o pai, um dos músicos que ela mais admirava depois de John Lennon, poderia criar uma canção que emocionasse as pessoas. Paralelo à essa história, conhecemos Gavin, um dos melhores amigos do pai da Joan, que foi casado com Sydney, o melhor amigo da mãe dela. Relacionamento que foi resultado de um encontro arranjado pelos amigos e um sucesso até Sydney falecer. Gavin era um ator famoso, com a vida estruturada, mas perder o companheiro abalou seu emocional e na tentativa de se livrar das lembranças, ele arma uma fogueira no seu quintal, com toda as coisas do marido. A ideia não foi bem sucedida e terminou com os bombeiros acalmando um incêndio. Preocupados com a sanidade do amigo, os pais de Joan o convidam para passar um tempo com eles e é aí que a história começa. Uma das profissões mais difíceis de sustentar é a dos músicos! Ou você dá muita sorte e consegue se encaixar e fazer sucesso ou você vive lutando por um lugar ao sol. O pai de Joan se encaixa nesse segundo grupo. Tinha um estúdio em casa, onde compunha jingles e prestava alguns serviços, mas quem pagava as contas era a sua esposa, que decidiu que não manteria mais o estúdio, por motivos óbvios, não dava dinheiro. Diferente do pai, Joan não compreendia os motivos da mãe e extremamente abalada, tornou a tarefa de criar a canção, ainda mais valiosa, sentimentalmente falando. Gavin tinha um histórico musical, há muito esquecido, deixado nos tempos de faculdade com o pai de Joan. Quando conversou com a menina, ficou admirado com a esperteza e carisma, mas ainda mais pela sua incrível memória. Ele, que foi até ali para parar de pensar em Sidney, encontrou em Joan a chance de ouvir histórias com tamanha exatidão nos detalhes, que parecia estar diante do amado novamente. Uma amizade nasceu e um pacto, se Joan contasse todas as lembranças que tinha de Sidney, ele a ajudaria com a canção. Ouvir as lembranças de Joan foi maravilhoso, até que alguns fatos começaram a não bater e Gavin se viu de frente com o maior dilema da sua vida: Sidney era realmente quem ele imaginava? Na ânsia por encontrar respostas, arrasta a jovem amiga em uma aventura para descobrir os mistérios do passado do amado. Para Joan, tudo estava ótimo. Ganhando atenção de um adulto como nunca teve, ajudando em algo que parecia importante e ainda tendo auxílio na sua música, que a faria ser lembrada eternamente. Mas nenhuma distração foi o suficiente para fazê-la esquecer que em breve não haveria mais o estúdio do pai. Achando que poderia ajudar de alguma maneira, ela começa a aceitar explorar a curiosidade da mídia pela sua memória espetacular, para conseguir dinheiro e ajudar nas despesas do estúdio, mas escondida dos pais e se aproveitando dos momentos de
As Regras do Amor e da Magia ♥ Alice Hoffman
As Regras do Amor e da Magia Alice Hoffman Editora Jangada Grupo Editorial Pensamento “Nada de andar ao luar, usar o tabuleiro Ouija, acender velas, calçar sapatos vermelhos ou vestir roupas pretas; nada de andar descalço, usar amuletos, cultivar flores que desabrocham à noite, ler livros de magia, criar gatos e corvos ou se aventurar muito além da esquina de casa.” Sobre a Autora Alice Hoffman tem mestrado em Escrita Criativa pela Universidade de Stanford e é autora de mais de trinta obras de ficção, muitas delas premiadas e elogiadas pelo The New York Times, Entertainment Weekly, Los Angeles Times, Library Journal e People Magazine. Seus contos de ficção e textos de não ficção foram publicados pelo The New York Times, Boston Globe Magazine, Kenyon Review, Los Angeles Times, Architectural Digest, Harvard Review, Ploughshares e por outras revistas. Alice também trabalhou como roteirista e é autora do roteiro original do filme Independence Day. Seu romance adolescente Aquamarine foi transformado num filme estrelado por Emma Roberts. Seu best-seller Da Magia à Sedução, hoje um clássico cult, foi adaptado para o cinema e deu origem ao filme homônimo, estrelado por Sandra Bullock e Nicole Kidman. Ela mora em Boston. Sinopse Em 1620, depois de ser acusada de bruxaria por amar um inquisidor, Maria Owens lança uma maldição em todas as gerações de mulheres de sua família: qualquer homem que se apaixonasse por elas estaria condenado à morte. Mais de trezentos anos depois, Susanna Owens mora na cidade de Nova York, com os três filhos adolescentes – a temperamental Franny, a doce Jet e o carismático Vincent -, e faz de tudo para protegê-los, escondendo o passado da família e criando algumas regras: é proibido andar ao luar, usar o tabuleiro Ouija, acender velas, criar gatos e corvos ou ler livros de magia. E o mais importante: é proibido se apaixonar! Mas não demora muito para que os irmãos comecem a descobrir seus poderes sobrenaturais e, junto com eles, os segredos e a maldição que assombra sua família. Agora, precisam buscar uma forma de violar as leis da magia sem sucumbir à maldição de Maria Owens. As Regras do Amor e da Magia é uma história que antecede o clássico cult Da Magia à Sedução, resgatando a história da família Owens e personagens já conhecidos. Um livro sobre magia, coragem e o desafio de aceitar a si mesmo para viver o verdadeiro amor. As Regras do Amor e da Magia Por favor, não se esqueça das regras: nada de andar descalço na terra ou brincar com velas, usar amuletos, vestir-se de preto ou calçar sapatos vermelhos. Nada de tentar trapacear o destino e, principalmente, nada de se apaixonar. Afinal, a maldição que corre no sangue de um Owens jamais ficará adormecida e sempre irá encontrar aqueles os quais possuem seu coração. “O que tem de acontecer, acontecerá, quer você aprove que não. Numa manhã de junho, a vida deles mudou para sempre. Era 1960 e havia no ar a sensação de que qualquer coisa poderia acontecer, de repente e sem aviso.” Franny, Jet e Vincet são irmãos Owens, ligados pela magia de seu sangue que a mãe, Susanna, insiste em manter sob águas calmas enquanto crescem numa mansão decadente na Nova York da década de 60. Como espíritos livres que são, o despontar para o que até então não passava de uma esquisitisse de família, vem com a visita à casa da tia Isabelle na recôndita Rua Magnólia, em Massachusetts. O convite é endereçado à Franny, a primogênita, que acaba de completar 17 anos, mas a jornada é feita em trio. “Cuidado com o amor, Maria Owens escrevera na primeira página do diário. Saiba que, para a nossa família, o amor é uma maldição.” A partir daí, a vida dos irmãos é entrelaçada em fios invisíveis de magia, misturada ao aroma cálido de lavanda e despertada através de ritos e passos necessários para executar feitiços e selar destinos. A maldição, parece um pequeno zumbido de um besouro que vem dizer mau agouro com o bater de suas asas e roer da madeira do chão. “A maldição era simples, ruína para qualquer homem que se apaixonasse por uma Owens.” A história, intercalando as três jovens vidas, segue o curso do rio, ora em seus marcantes acontecimentos, ora em doses de Chá de Cautela para acalmar os ímpetos estarrecidos. A semente do amor, necessariamente tolhida aos Owens por sua ancestral, não deixa de florescer em terreno salgado. Brota tão forte que parece ter tomado Chá de Coragem para conseguir desbravar até mesmo o coração indômito da Donzela de Espinhos. “Faça o que quiser, mas não prejudique ninguém. O que você fizer retornará para você triplicado. Apaixone-se sempre que puder.” As regras da magia Vidas se entrelaçam, com outros Owens, com aqueles que o passado está intrincado desde à época da Inquisição e se mistura nas ruas barulhentas e desordeiras de Nova York, com pinceladas do aroma de magnólia de Massachusetts. Ambos locais são tão personagens quanto Jet, Franny e Vincent. Possuem pele que recobre suas ruas, odor próprio que perambula por cada esquina, do Central Park ao Lago Leech. Passeamos por cada canto de suas paisagens e conhecemos cada marco por um acontecimento da vida daqueles aos quais nos apegamos logo nas primeiras vezes que seus nomes surgem nas páginas. “Tudo pode se quebrar, e qualquer coisa quebrada pode ser consertada novamente. Esse é o significado de Abracadabra. Eu crio o que digo.” E seguimos nos encantando pelos personagens: somos apresentados à Isabelle Owens, que é uma força por si só. Conhecemos a bravura indômita de April Owens. E temos Levy e Haylin e William, com seus respectivos corações sob risco. Todos tão bem inseridos e apresentados, que é impossível ler e dizer desconhecer qualquer um que seja, não se apegar e afeiçoar. Não compreender e querer que a mão do destino seja mais forte que a da maldição. “Não estávamos lá quando essas coisas terríveis aconteceram, quando as mulheres eram acusadas de se
O Verão que mudou minha vida ♥ Jenny Han
O Verão que mudou minha vida Jenny Han Editora Intrínseca “Minha vida era contada em verões. Como se eu não vivesse de verdade até junho, até estar naquela praia, naquela casa.”
Corte de Névoa e Fúria ♥ Sarah J. Maas
Depois dos acontecimentos de Sob a Montanha, Corte de Névoa e Fúria irá nos apresentar um mundo totalmente diferente. Uma parte de Prythian que os leitores podem preparar para se apaixonar e, claro, para descobrir que algumas coisas que nos são preciosas em uma parte de nossas vidas, nem sempre se encaixam ao longo do tempo. Ou depois de um grande acontecimento. Esse é o segundo livro da saga ACOTAR, favorito da maioria dos fãs!
Um Conto do Mundo Invertido
Mundo Invertido: Suspense dos Anos 80 Organização Stefano Sant’anna e Bruno Godoi Editora Wish “Se as luzes piscarem, não repreenda. Pode ser apenas um desesperado tentando se comunicar. Se as luzes se apagarem, esqueça este livro e corra.” Sinopse Outros mundos existem e eles estão cheios de monstros… Já imaginou se o mundo seu fosse apenas o reflexo sombrio de outros? O Mundo Invertido é uma dimensão paralela por onde caminha o Senhor dos Mundos, uma entidade que busca apenas uma coisa: causar medo. Ele atravessa as dimensões com seus tentáculos que abraçam tudo o que tocam. É um olho pulsante que está cansado de viver só, e por isso, Ele chegou, abrindo portas entre os multiversos, disseminando o terror.O Senhor dos Mundos está aqui. Mundo Invertido Texto não recomendado para menores de 18 anos. Feche os olhos. Talvez assim a criatura que espreita da sombra projetada pelos galhos do lado de fora da janela não seja capaz de lhe colocar medo. Ou, talvez, se você não a ver, ela também não será capaz de enxergar-lhe. Mas a verdade é que, mesmo seguro atrás de suas pálpebras, a criatura é capaz de qualquer coisa. O olho gigante envolto em tentáculos como se fossem veias aguarda o momento certo. A hora em que seu suspiro indicará o medo, que sua respiração irá falhar e você estará prestes a sucumbir. É inútil tentar gritar quando sua voz já foi abafada dentro de si como última brasa ao apagar da lareira. Você pode não ver, mas percebe os tentáculos subindo por sua cama, deslizando feito serpentes que estão prestes a dar o bote. Se encolhe, recolhe as pernas para junto do corpo, a mera ideia da textura fria e pegajosa da criatura é suficiente para fazer a pele arrepiar. A razão já lhe deixou há muito, quando tentou indagar o que, afinal, poderia um olho fazer além de olhar? Não há boca para devorar ou garras afiadas para perfurar. Ah, mas há os tentáculos! Estes que sobem agora por seus braços e acariciam a pele como se fosse ferro em brasa. Deveriam ser frios… Mas queimam e o odor de pele queimada é tudo que sente, deveria sentir a dor, mas ela já se tornou uma constante que deixa apenas as lágrimas escaparem pelos olhos. Poderia acordar agora, se ver na cama com os raios do luar a brincar com as sombras da árvore que insiste em projetar-se pela janela. Mas não acorda. Não é sonho, é a certeza disso que faz a boca escancarar desejando que a fagulha de voz reacenda e seja capaz de clamar por ajuda. Ou piedade. Ou apenas que acabe logo. Ao menos, seu último desejo fora atendido, um tentáculo invade a boca, sufoca, o ar não tem espaço, e é espaço que o tentáculo busca ao seguir mais e mais fundo, até os espasmos cederem, até não haver mais nada se movendo. Acorda, mas não desperta, o corpo jaz intacto na cama, mas não há ninguém do lado de dentro, foi levado pelos tentáculos ardentes e gosmentos… para o mundo invertido. Mas isso não significa o fim… O barulho do livro sendo aberto bem ao seu lado parece soar como agulhas caindo no chão. Ainda que não haja certeza de onde se está, sua mente vagueia até o objeto que parece ser a única coisa existente além de você… se é que existir pode ser usado para te descrever. As letras parecem recém escritas nas páginas, mas estão secas quando as toca com a ponta dos dedos. A palavra estranho soa em sua mente, mas, ao mesmo tempo, não se aplica. O que é exatamente estranho? As palavras são reconhecidas e, enquanto os olhos correm pelas palavras, a história se desbrava ao seu redor. Um provável fim do mundo à sua volta numa apertada cabana em que os monstros espreitam do lado de fora. A única certeza é a de que está prestes a morrer. Ou está prestes a acontecer, seja lá o que de mais horrendo possa ser feito à sua mente presa ao corpo na cama que não reage e que está, ao mesmo tempo, sentado e bêbado na cabana. Você não recordo o motivo, mas sabe que estão forçando a porta. O grito vem quando garras languidas estraçalham a madeira e é como se a porta fosse sua carne a rasgar e sangrar… até o pânico lhe fechar os olhos. Estão novamente apenas você e o livro. As páginas passam para a próxima história e, algo na aparência avermelhada do livro não lhe inspira que será coisa boa. Vê uma amarelinha no chão, algo que leva você à pensar na infância, mas não consegue materializar lembrança alguma e logo ouve o chiado da tevê, ainda que não se lembrasse de ter visto alguma por aqui. O chiado aumenta e você se dirige até ela como se fosse mosca indo atrás de luz. O ruído toma conta de seus ouvidos e, ao tocar na tela de chuviscos, eles sobem por suas mãos, corroendo cada pedaço de pele, a voz fica engasgada e tudo que sai da boca é interferência que sufoca…. O livro aberto novamente. As folhas secam resvalam sob os pés, o craquelar parece quebrar uma costela sua a cada vez que o som refestela no vazio. Um som distante ressoa nos ouvidos e parece com algo desconhecidamente conhecido… os pés pisam na pedra, fria como gelo que logo é colocada na palma da mão. Inofensiva, você tem certeza que a palavra é ótima para descrevê-la, mas, ao mesmo tempo, não sabe a razão, olha através do buraco no meio, mas não é sua mão que está ali, é a pura escuridão que se adensa e escapa, escorre pela palma da mão e te engole… é difícil saber quando seu corpo inteiro se contorce e expande infinitamente causando uma dor que jamais seria capaz de descrever… E mais páginas do livro seguem adiante. Chamam um nome. Seria o seu? A voz aparece quando
Caleidoscópio de Memórias ♥ Bianca Leão
Caleidoscópio de Memórias Bianca Leão Editora Empíreo “Um campo de lirismo brotou sobre minha pele E agora transpiro poesia por todos os poros.”
Sem Canção ♥ Naiara Aimee
Sem Canção Naiara Aimee Publicação Independente Kindle Direct Publishing “Algumas pessoas diriam que estou sendo exagerada com toda essa apatia, mas é difícil compreender os desgostos de alguém que não consegue amar algo que a maior parte das pessoas considera como seu combustível para vida.”
Corte de Espinhos e Rosas ♥ Sarah J. Maas
Uma vida deve ser paga com outra vida.. Esse é o lembrete que Corte de Espinhos e Rosas, fantasia da autora Sarah J. Maas irá nos apresentar. Num mundo em que as terras são divididas entre mortais e imortais, quando uma garota humana mata um feérico, precisa lidar com as consequências, mesmo que isso a obrigue a viver nas terras imortais de Prythian, longe de sua família e sob a guarda de uma fera, o Grão Feérico da Corte Primaveril.
Meu Querido Astronauta ♥ Taty Azevedo
Meu Querido Astronauta Taty Azevedo Publicação Independente – Amazon Direct Publishing “Dominar a Terra e nos fazer de escravos é o maior clichê. Talvez essa seja a história criada, um sci-fi adolescente com pegadas de invasão alienígena.”
Pssica ♥ Edyr Augusto
Uma leitura sem precedentes, um estilo irrefreável e uma realidade crua descrita nas linhas de… Pssica Autor Edyr Augusto Editora Boitempo “Eu te roguei uma praga, Portuga. Uma pssica pra vocês não serem felizes. Pra ela voltar pra mim. Pra matar a vontade de ter a vida que não tive com ela.”
Um Mito Chamado Gardel ♥ Celso Gonzaga Porto
Um Mito Chamado Gardel Celso Gonzaga Porto Travassos Publicações