Collateral Beauty

Em 25.01.2017   Arquivado em Reassistindo por Aí

Bom dia, tarde noite everyone!

Saí da pré-estréia de Beleza Oculta completamente embasbacada e com olhos ainda úmidos (sim, eu a pessoa que não chorava em absolutamente filme algum… a idade vai chegando e a gente muda, essa é a realidade). A impressão que o filme me deixou foi tão marcante e bonita que resolvi fazer um post extra aqui pro blog (já que estou mantendo o esquema de postagens domingo e quinta de resenhas literárias e terças livres…rs). Então, bora recomendar mais um filme:

Título em Português: Beleza Oculta

Título Original: Collateral Beauty

Estréia no Brasil: 26 de Janeiro

Estréia EUA: 16 de dezembro de 2016

Sinopse: Howard (Will Smith) entra em depressão após a morte de sua filha, com isso, ele passa a escrever cartas para os três pontos chaves que ele sempre lembrava em seus discursos motivacionais na empresa de propagando que possui com seu amigo Whit (Edward Norton): a Morte, o Tempo e o Amor. O que Howard não espera é que a Morte (vivida por Heln Mirren), o Tempo (vivido por Jacob Latimore) e o Amor (vivido por Keira Knightley) de fato respondessem, pessoalmente, suas mensagens.

O filme recebeu duras críticas desde sua estréia em dezembro e não teve grandes arrecadações. Contudo, eu estou aqui apenas para rasgar seda do filme e listar vários bons motivos para você ir ao cinema e não perder a chance de ver ainda na tela grande! E, se é do tipo que chora em longas emocionantes, leve um lenço (ou um balde) também!

Howard perde a filha pequena e isso devasta seu mundo. Whit, Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña) não são apenas seus colegas de trabalho, mas também seus amigos e não sabem ao certo como ajudá-lo e ainda resolver os problemas que a empresa enfrenta. O problema maior é que Howard se perdeu e não trabalha ou faz qualquer outra coisa que não seja andar de bicicleta pela cidade e montar extensos jogos de dominó.

E, claro, escrever cartas para os três culpados de sua perda e sofrimento: a morte, o tempo e o amor.

O enredo do longa surpreende e, quando você pensa que não pode haver mais uma descoberta, lá vem aquela última, que lhe arranca mais algumas – várias – lágrimas. Muito mais do que um filme vazio sobre pessoas sofrendo perdas e recuperações milagrosas, Collateral Beauty é sobre seguir em frente, em viver, mesmo depois da perda.

E, já adianto que fiquei querendo pegar um bloquinho na bolsa e anotar várias falas lindas e inteligentes que acontecem a todo instante. Uma das mensagens que me marcou foi quando Whit fala sobre a mãe, que, após um derrame, dizia várias coisas sem sentido e eles viviam discutindo quando ele dizia a ela que certas coisas não existem. Não são as palavras exatas, mas, em síntese, é que devemos aceitar a realidade dos outros. Além de várias outras mensagens inspiradoras, é óbvio, essa é uma das mensagens mais incríveis que o filme traz (e tem todo um desenrolar sobre a história a partir dessa questão de aceitar a realidade).

O filme segue com as visitas da Morte, do Tempo e do Amor à Howard, mas esses três elementos também se aproximam cada um de um dos amigos de Howard: o Tempo fica próximo de Claire, o Amor de Whit e a Morte de Simon. Cada um precisando também que aquele elemento lhe mostre alguma coisa e aprendendo mais sobre a vida do que poderiam imaginar.

O filme cita em dois momentos a “collateral beauty”, título original do filme, traduzido como “beleza oculta” na versão em português. Estou insistindo em falar de collateral beauty, em inglês mesmo, porque o termo, que pode ser traduzido literalmente como “beleza colateral“, fez, para mim, muito mais sentido com toda a dinâmica do filme e com o significado dado. Collateral beuaty é como toda a singeleza e beleza que nasce do caos, da tristeza, do medo, da morte. É como uma espécie de completude que, mesmo não trazendo aceitação ou substituição de ninguém, mostra um saber que há algo maior no universo que o simples encerrar da vida.

Ainda existem outros momentos lindíssimos no filme, que ficam a cargo de algumas passagens de pessoas do grupo de apoio ao qual Howard decide começar a acompanhar. Mas, não vou estragar a surpresa, assistam às cenas e se surpreendam!

Cada palavra, cada fala do filme tem total razão de ser e, todos os personagens centrais que, apesar de muitos, são bem apresentados e trabalhados, tem algo importante a acrescer para a ideia final do filme. Sem dúvidas é um título que levarei para a vida comigo.

Na Reclassificação de Filmes, Collateral Beauty é Fora de Série!

Não deixe de conferir o filme, que estréia amanhã nos cinemas de todo país!

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Ouvindo (apenas na minha cabeça): Adele – Chasing Pavements

  • Polly

    Em 25.01.2017

    Eu já ouvi falar (super bem) do filme, ainda não assisti (mas, já está na minha lista de filmes que pretendo assistir).

  • Marcella

    Em 25.01.2017

    Rê, quase chorei só com o post! Espero poder assistir na telona mesmo! Beijos. Saudade de você.

  • Marcella

    Em 25.01.2017

    Em tempo, apaixonada pela Reclassificação dos filmes… <3

  • Ane Carol

    Em 25.01.2017

    Se eu já queria ver este filme, depois de ver tua resenha eu tenho certeza que preciso vê-lo. Acho os filmes do Will que envolvem uma certa carga dramática emocionantes (A procura da felicidade, Sete Vidas…), esse só pelo trailer já deixa a gente meio que com os olhos marejados.

  • Erika Monteiro

    Em 25.01.2017

    Oi Rê, tudo bem? Vi o trailer do filme e o making off (entrevista com atores, etc.) e confesso que desde o início me chamou bastante a atenção, principalmente pela atuação do ator principal. Desde o filme À procura da felicidade admiro o trabalho dele. Comecei a assistir e vi somente uns 15 minutos, infelizmente ainda não terminei. Pelo pouco que percebi ele é carregado de sentimentos, tristeza, e exige bastante atenção para acompanhar o enredo. Senti o coração partido naquele momento em que ele derruba a montagem de dominós, é possível perceber o tamanho de sua dor. Vou tentar assistir inteiro dessa vez. Beijos, Érika =^.^=

  • Retipatia

    Em 25.01.2017

    Oi Erika! Quando puder, termine de assistir! Eu sou do tipo que não chora com quase nadaaaa e esse filme conseguiu arrancar lágrimas minhas e dar aquele nó na garganta! É de uma sensibilidade incrível e acho que vale muito a pena assistir! Também adoro o Will Smith e, se tem ele no elenco é sempre motivo para eu querer assistir! ehehe <3
    xoxo

  • Raquel Trindade

    Em 25.01.2017

    Puxa! Fiquei interessadíssima em assistir. Vou ter que esperar aparecer no meu catálogo de filmes, porque não o vi no cinema. Gosto de filmes assim como você descreveu. “Aceitar a realidade”, como é difícil às vezes! Amo a atuação d Will Smith e para mim, é um dos melhores atores que já atuaram ou atuam. Valeu pela dica! Bjs.

  • Retipatia

    Em 25.01.2017

    Oi Raquel! Ahh que bom que se interessou! O filme teve grandes críticas, mas a proposta dele é bem válida e serve de fonte de inspiração e, claro, algumas lágrimas! É uma ótima pedida para os fãs do Will Smith! <3
    xoxo

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