BEDA #15 ♥ Faço hora, vou na valsa

Bom dia, tarde e noite pessoas do coração! Nesse décimo quinto dia de BEDA, que é de tema livre, preciso espairecer. E, para isso, nada melhor que escrever. Tentar expressar em palavras o que às vezes nem mesmo nossos pensamentos conseguem colocar em ordem. Como diria Lenine, o tempo não pára. E, por tempo, leia-se, a vida. A vida não pára, não volta, nem se apressa. Caminha cada dia de uma vez, ainda que às vezes um dia ou momento pareça passar em branco ou que sejam fugazes em demasiado, cada momento é um momento único, independente de ser bom ou ruim. Em alguns momentos parecemos estar trilhando caminhos completamente distintos do que queremos para nossa vida e o desespero costuma bater à porta. Dá vontade de jogar todos os projetos começados na correnteza e deixar que ela os leve embora e dizer: vou recomeçar do zero. Às vezes, dá vontade de gritar para o mundo um sonoro ‘foda-se’ para tentar se livrar da opressão de sermos tudo o que não somos. E, em alguns momentos, os sentimentos que vem sendo acumulados, guardados, ignorados, reprimidos (sim, aqueles que às vezes varremos para debaixo do tapete), precisam ser libertados. Trazidos à tona como o fôlego que um mergulhador toma após um salto em grande profundidade.