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A Casa Holandesa ♥ Ann Patchett

Resenha do livro A Casa Holandesa de Ann Patchett, publicado no Intrínsecos 020, de Maio/2020 - Ed. Inrínseca.

Não apenas uma casa, mas A Casa Holandesa. Onde a família Conroy estabelece moradia. Mas não apenas uma casa diferente, repleta de vidros como paredes, uma que é personagem na história. Capaz de te levar para um outro mundo, para a história da casa holandesa. Para a vida da casa holandesa.

A Casa Holandesa (The Dutch House)
Ann Patchett
Tradução Alessandra Esteche
2020 | 345 páginas
Intrínsecos | Intrínseca
Para assinar: Intrínsecos
“Foi assim que aconteceu com os Conroys: uma geração foi empurrada porta adentro e a seguinte foi empurrada porta afora.”
Resenha do livro A Casa Holandesa de Ann Patchett, publicado no Intrínsecos 020, de Maio/2020 - Ed. Inrínseca.
Sobre Ann Patchett

Ann Patchett é autora de oito romances e três obras de não-ficção, premiada com o PEN/Faulkner e o Orange Prize, e traduzida para mais de trinta idiomas. Patchett foi eleita pela Times como uma das 100 Pessoas Mais Influentes do Mundo e sua carreira começou em 1992 com o lançamento de The Patron Saint of Liars (o santo padroeiro dos mentirosos), sendo consagrada em 2001, com Bel Canto (publicado no Brasil pela Intrínseca).

A Casa Holandesa começou a ser escrito em 2016 e passou por um longo processo de reestruturação e reescrita, tudo enquanto a autora trabalhava também em sua livraria, a Parnassus Books, inaugurada em 2011. Ela nasceu em Los Angeles em 1963 e cresceu em Nashville, onde mora com o marido. Formada no Colégio Sarah Lawrence e na Universidade de Iowa Writers’ Workshop, em 1990 recebeu uma bolsa da para a Fine Arts Work Center em Provincetown de Massachusetts, onde ela escreveu seu primeiro romance, The Patron Saint of Liars.

Resenha do livro A Casa Holandesa de Ann Patchett, publicado no Intrínsecos 020, de Maio/2020 - Ed. Inrínseca.
Sinopse de A Casa Holandesa

Após a Segunda Guerra Mundial, graças a uma conjugação de sorte e senso de oportunidades, Cyril Conroy entra no ramo imobiliário, criando um negócio que logo se torna um império e leva sua família da pobreza para uma vida de opulência. Uma de suas primeiras aquisições é a Casa Holandesa, uma extravagante propriedade no subúrbio da Filadélfia. Mas o que ele imaginou que seria uma surpresa incrível para a esposa acaba por desencadear o esfacelamento da família.

Quem nos conta essa história é o filho de Cyril, Danny, quando ele e a irmã mais velha – a autoconfiante Maeve – já não moram mais na casa em que cresceram, onde cada centímetro um dia ocupado por eles, pela mãe e o pai agora pertence a madrasta e suas duas filhas. Danny e Maeve aprenderam muito cedo que eram a única certeza na vida um do outro. Eles e a Casa Holandesa.

A construção – erguida na década de 1920 pelos Van Hoebeeks, um casal que fez fortuna comercializando tabaco e cujos retratos em tamanho real ainda estão acima da lareira, na sala de estar – exerce certa aura mágica sobre todos os habitantes da trama, não apenas Maeve e Danny. Foi um troféu para o pai deles, um fardo para mãe, uma ambição concretizada para madrasta. Apesar de suas conquistas ao longo da vida, Danny e Maeve só se sentem verdadeiramente confortáveis quando estão juntos e repetidas vezes voltam aquele endereço, observadores externos da própria vida.

Resenha do livro A Casa Holandesa de Ann Patchett, publicado no Intrínsecos 020, de Maio/2020 - Ed. Inrínseca.
A Casa Holandesa

Talvez essa seja uma daquelas leituras que deixam marcas. Não do tipo calo nos dedos por segurar um calhamaço ou dor no ombro pelo peso de carregá-lo por aí. Mas talvez o tipo de marca que só se vê do lado de dentro da gente. Marcas que o tempo imprimiu na casa holandesa e, assim, em quem a lê.

“Sempre vou acreditar que a cara de Andrea caiu por um instante quando ela nos viu. Ainda que meu pai não tivesse mencionado os filhos, ela devia saber que ele tinha algum. Todos em Elkins Park sabiam o que acontecia na Casa Holandesa. Talvez ela tivesse pensado que fôssemos ficar lá em cima. Afinal, Andrea tinha vindo ver a casa, não as crianças.”

A história pode parecer se tratar dos Conroy, já que Cyril Conroy comprou a casa para sua esposa, Elna. Era a mostra de que, finalmente, prosperaram. Depois da Segunda Guerra e de todas as marcas que ela deixou, Cyril conseguiu o que queria: entrar no ramo imobiliário e ser bem-sucedido.

O detalhe que ele não esperava é que o palacete dos anos 1920, um tanto quanto – ainda – extravagante na Filadélfia de 1950, seria a razão da ruína de sua família. Sua esposa abomina o lugar e, anos depois, abandona Cyril e Danny e Maeve, seus filhos, na casa holandesa.

“A maior mentira no mundo dos negócios é que é preciso dinheiro para fazer dinheiro. Lembre-se disso: é preciso ser inteligente, ter um plano, prestar atenção no que acontece à sua volta. Nada disso custa um centavo.”

Mas isso é apenas o começo da história, afinal, ainda não surgira nenhuma rainha má, quero dizer, madrasta. O passar dos anos e a perda da mãe aproxima Danny e Maeve de um jeito que vai além do amor fraterno: Maeve assume o papel que ficou vago na vida de Danny, o de mãe. Para eles, a vida se basta aí, eles e a casa holandesa. Ainda que o pai seja inegavelmente distante e frio.

A questão é que Cyril não vê as coisas da mesma forma que os filhos e uma figura materna parece a ele indispensável. É assim que, pouco a pouco, até se tornar de uma só vez, a figura de Andrea se infiltra pela casa holandesa e na vida dos Conroy. Até se tornar a senhora Conroy. Com Andrea, vieram suas filhas, Norma e Bright.

“Segundo a lógica, a ausência de nossa mãe a teria deixado doente, então, ainda segundo a lógica, falar de nossa mãe poderia matá-la.”

Talvez as coisas não fossem tão ruins assim, depois que Maeve foi para faculdade, Danny sabia que poderia aguentar. Em alguns anos, ele também se formaria e poderia seguir o que sempre quis: os passos do pai.

“A Casa Holandesa, como ficou conhecida na Elkins Park, Jenkintown, Glenside e em toda parte até a Filadélfia, referia-se não à arquitetura da casam mas a seus habitantes. A Casa Holandesa era o lugar onde aqueles holandeses com nomes impronunciáveis viviam. Vista de certa distância, parecia flutuar alguns centímetros acima da colina em que ficava. Os painéis de vidro que cercavam as portas de entrada, também de vidro, eram grandes como vitrines de lojas e sustentados por trepadeiras de ferro forjado. As janelas absorviam a luz do sol e a refletiam de volta pelo extenso gramado. Talvez fosse neoclássica, mas com uma simplicidade de linhas que se aproximava do estilo mediterrâneo francês, e, embora não fosse holandesa, dizia-se que as cornijas azuis da sala de estar, na biblioteca e no quarto principal tinham sido arrancadas de um castelo em Utrecht e vendidas para os VanHoebeeks para pagar as dívidas de jogo de um príncipe. A casa – incluindo as cornijas – fora concluída em 1922.”

Mas o destino (vamos chamar assim para não apontar dedos), reservou mais uma cota de amargura para os Conroy. Uma que Maeve e Danny jamais irão perdoar. Uma que os afastará para sempre do lugar que consideram seu lar: a casa holandesa.

“Todos tinham se tornado personagens da pior parte de um conto de fadas.”

Preciso explicar que eu não li esse livro. Não me entenda mal, eu o devorei. Página a página, noite adentro, sentindo cada pedaço de história. E, essa história cheia de nuances, é daquele tipo que fala sobre a vida, sobre as vivências, sobre confiança, escolhas e perdas. E tem também uma madrasta má, antes que eu me esqueça. Uma que nos faz pensar nos contos de fadas que povoam nossa infância e, porque negar, também presentes na vida adulta, ainda que, por vezes, de formas distintas.

Resenha do livro A Casa Holandesa de Ann Patchett, publicado no Intrínsecos 020, de Maio/2020 - Ed. Inrínseca.

A história de Danny e Maeve vai chegar em pontos críticos, vai trazer o amor de irmã transformado em amor de mãe. Fazer a carência desse mesmo amor de mãe ser a razão para perdão de erros empoeirados de tão velhos.

“Olhamos para o passado pela lente do que sabemos agora, então não o vemos como as pessoas que éramos, vemos com os olhos das pessoas que somos hoje, o que significa que o passado foi radicalmente alterado.”

A narrativa de Ann Patchett, intimista, sincera e real, segue o ponto de vista de Danny e, ainda assim, é possível ver muitas das coisas para além das lentes do personagem. O que, na minha não tão humilde opinião, é uma mostra do excelente trabalho da autora (os muitos prêmios de sua carreira estão aí para corroborar minha ideia).

Através de Danny, vemos o tempo passar por cinco décadas, mas sem linearidade. Vamos e voltamos. E, entre um e outro cigarros fumados no carro de Maeve, estacionado em frente à casa holandesa, vemos as escolhas e renúncias que cada um fez e a vida que segue, mesmo quando as memórias e feridas do passado ainda não foram curadas.

“Eu sentia a casa inteira sentada em cima de mim como uma concha que eu teria que carregar pelo resto da vida. Não foi isso que aconteceu, claro, mas no dia do velório eu pensei estar vendo o futuro.”

De outro lado, vemos fragmentos de Andrea. O magnetismo que a casa holandesa exerce sobre ela (e sobre muitos, inclusive, numa mistura de admiração e horror). Ela é como uma incógnita, apenas suas ações tomando seu partido que, muitas vezes, não é um que apreciamos. Mas seria ela apenas uma mulher fria e calculista? Seria uma versão das madrastas dos contos de fadas?

Resenha do livro A Casa Holandesa de Ann Patchett, publicado no Intrínsecos 020, de Maio/2020 - Ed. Inrínseca.
“O Princípio de Arquimedes afirma que qualquer corpo completa ou parcialmente submerso em um fluido em descanso sofre a ação de uma força ascendente, cuja magnitude é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo. Ou, em outras palavras, você pode segurar uma bola embaixo d’água, mas, assim que largar, ela vai disparar de volta à superfície.”
“Eu ainda estava em um ponto da vida em que a casa era o herói de toda história, nossa terra perdida e amada.”
“As coisas podem ser baratas, mas se você não tem dinheiro isso não importa muito. Eu sabia disso por experiência própria.”

É provável que não exista uma resposta correta. Ao primeiro olhar, em toda a trajetória da história, ela tem sua ascensão e desfecho tal qual as madrastas mais cruéis, as que dão maças envenenadas às jovens. De outro lado, não podemos dizer que Andrea é fictícia, é saída das páginas de um conto, porque Andrea é, sem tirar nem pôr, real: até mesmo em suas falhas.

“O hábito é uma coisa engraçada. Podemos achar que o compreendemos, mas nunca vemos exatamente como ele é quando o estamos praticando.”

Uma das coisas que me despertou para essa leitura foi justamente o enlace com essa figura que parece surgida diretamente dos contos. Mas, ao ler, a profundidade do tema traz mais. Não apenas ela, mas também em Elna, Maeve e em Sandy e Jocelyn (aquelas que verdadeiramente mantém a casa holandesa e as pessoas que vivem nela, funcionando), e – fazem surgir o tema da maternidade para a discussão. O abandono que se repete diante do papel que se espera que cada uma deveria seguir. Deveria mesmo? O papel de mãe deve se sobrepujar à qualquer outro? E as responsabilidades, como ficam?

Resenha do livro A Casa Holandesa de Ann Patchett, publicado no Intrínsecos 020, de Maio/2020 - Ed. Inrínseca.

A figura de Andrea, aos próprios olhos do narrador Danny e de Maeve, é divergente. Quem lê, sente essa disparidade. E não é para menos, uma história sempre terá, ao menos, dois lados. Aqui, acredito que temos o lado de Danny, o de Maeve, o de Cyril, Andrea, Norma, Bright e, claro, da casa holandesa.

“Precisamos servir àqueles que precisam ser servidos, não só aos que nos fazem nos sentir bem.”

É um mar de intensidade que diz respeito à maternidade no livro. Porque a vemos esmiuçada, a vemos sob olhar de filho, de mãe. É ela questionada sob o ponto do ferido, mas, no fim, descobrimos que ninguém sai impune, imune, incólume. Todos quebram uma parede ou outra de si. Mas que fique claro: a casa holandesa, essa permanece de pé.

Resenha do livro A Casa Holandesa de Ann Patchett, publicado no Intrínsecos 020, de Maio/2020 - Ed. Inrínseca.

Afinal, é inegável: a casa holandesa vive. Não como nos contos de fadas que paredes rangem como se conversassem e porões engolem vidas. Não. É como o personagem principal a ambientar tudo, mesmo quando não está presente. É a ferida aberta, a veia rasgada.

“Mesmo as ideias mais idiotas acabam reverberando depois que acontecem.”

A Casa Holandesa pulsa nas páginas do livro, em suas mãos, quase como se tivesse coração. Ela povoa não apenas o imaginário daqueles que foram banidos de seu abrigo ou de que lá permaneceram, mas de quem lê e imagina as paredes de vidro, o quarto com a bancada e a cozinha apertada.

“Sempre imaginei que a casa morreria sem nós. Sei lá, achei que entraria em colapso. Será que casas morrem de tristeza?”

Uma casa, uma leitura, um livro favoritado para a vida!

Aleatoriedades
  • A Casa Holandesa foi o livro de maio/2020 do Intrínsecos, clube do livro da Editora Intrínseca.
  • Na Revista Intrínsecos 020 tem um artigo de Vivian Villanova sobre a pintura que é capa do livro lançado no original (e que será também a versão tradicional quando lançada pela Intrínseca), e que nas fotos aqui é possível ver no postal. O artista que fez a pintura é Noah Saterstrom e dá para conhecer um pouco do seu trabalho no seu Instagram: @noahsats
  • Outro detalhe super legal que a Revista Intrínsecos trouxe (eu adorei toda ela, na verdade), é o texto ‘Quem inventou a madrasta?‘ de Karin Hueck, que faz uma análise sucinta, mas cheia de pontos relevantes sobre essa figura tão presente e marcante – e cruel – dos contos de fadas, assim como elabora alguns pontos que possam embasar a constante frequência de sua aparição.
  • Esse livro me lembra meu favorito da vida: O Construtor de Pontes do Markus Zusak. Apesar de serem narrativas diferentes, o tom do drama familiar é presente com intensidade nos dois livros e os temas de luto, perda, remorso, erros e perdão é forte em ambos. É claro que também recomendo a leitura!

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Retipatia

25 comentários

  1. @milenaolis says:

    Rê, conheci esse livro através do seu Instagram e me apaixonei! Vi você falando muito bem dele, comecei a pesquisar e só vi elogios. Minha vontade de ler só aumentou! Amo essas capas da Intrínseca. Espero ler ele em 2021. Maravilhoso!!

    1. Oi Milena!
      Ele é incrível, foi uma leitura que me marcou muito e vou panfletar ele sempre! ehehe Tô feliz em saber que você o conheceu pelo IG e se interessou por ele também! <3 Coloca na listinha que vale muito!
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  2. @prihcarlos says:

    Eu imagino ser um livro que de certa forma além do apego material (a casa), teve uma expectativa de uma mãe, onde não aconteceu trazendo um ar de frustrações.

    1. Oi Prih!
      A casa holandesa é sinônimo de riqueza, com certeza, mas o papel dela vai bem além da questão material e financeira que envolve sua posse, é bem legal como isso é trabalhado no livro e entre os personagens. 🙂
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  3. @mirelask says:

    Não sei o que me prendeu mais a esta postagem, se foram as fotos ou a história do livro. Com toda certeza foi para a lista de leitura

    1. Oi Mirela!
      Ah tô feliz em saber que gostou e esse vale muito mesmo a leitura! ❤
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  4. Vazio Na Flor says:

    Ontem pelo Insta eu sabia que aqui a viagem até essa casa ia ser tão completa, mas você sempre consegue surpreender ainda mais. Que viagem até essa casa, a personagem principal do enredo? Não!O próprio enredo inteiro.
    Sabe, lendo acima, entendi que todos estavam na casa, mas ela também estava neles e em suas histórias e o trabalho da Editora está impecável como sempre!
    Já coloquei o livro na lista dos mais desejados(culpa sua)
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor(@vazionaflor)

    1. Ahhh assim eu fico toda boba! ahaha Sim, eu adorei isso no livro, como a casa se tornou um personagem tão importante para a narrativa, os outros personagens, pra tudo! E sim, você captou totalmente a ideia! ❤ ahaha e tô feliz que ele foi pra sua lista de desejos!
      Obrigada pela visita, sugar!
      xoxo

  5. ma.riah6256 says:

    Rêeee, eu vivi para ver essa resenha no blog haha nem sei explicar o quanto eu amo A casa holandesa. Foi uma leitura que me marcou demais, me fez refletir sobre meu passado ainda mais a frase : vemos o passado com os olhos das pessoas que somos hoje. Talvez eu fique fantasiando algo que não era legal no passado e isso fez com que eu pensasse mais sobre. Um dos meus favoritos da vida, o que a autora escreveu nesse livro é simplesmente incrível (como eu amo o livro 🙂 ).
    Adorei a resenha, foi como se eu estivesse lendo de novo o livro, parabéns.

    1. Ahhh esse livro é mesmo sem igual, adoro saber que ele também tocou você dessa maneira! Essa frase de destaque eu achei muito real, é realmente impossível que vejamos o ontem com os olhos de hoje, sem ter uma visão diferente. Acho que a gente tem muito disso, de carregar muito foco em alguns acontecimentos que, às vezes, nem foram tão impactantes assim. São os olhos do hoje que ditam isso. Também foi favoritado por aqui, impossível não amar! Feliz que tenha gostado da resenha!
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  6. @_laurindda says:

    Você sempre consegue fazer resenhas incríveis! Vou adicionar o livro na minha lista já, parece ser uma leitura da qual vou gostar muito S2

    1. Oi Laurinda!
      Ah tô feliz em ler isso, sempre gosto de trazer minhas impressões e coisas legais para quem vai ler! Esse vale muito a leitura, é um livro que me marcou muito e foi favoritado!
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  7. @vibastos15 says:

    Eu amei a resenha e as foto!! Vou adicionar “A casa Holandesa” na minha lista de leitura, eu nunca li nenhum livro da autora e nem ouvi falar muito desse livro ai fico meio receosa…

    1. Oi Vi!
      Own obrigada, tô feliz em saber! Esse livro tá muito lindo e perfeito, vale a pena dar uma chance. Às vezes é só o empurrão que a gente precisa para ler coisas diferentes e fora da zona de conforto! ❤
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  8. Nicole says:

    Tenho visto bastante esse livro pelas redes socias(acho q por causa do intrínsecos) e fiquei com muita vontade de ler, também já coloquei na lista! (@nicolemarino13 )

    1. Oi Nicole!
      Ah que bom que isso te despertou o interesse na leitura, vale muito!
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  9. Marília says:

    Esse livro parece ser muito booom, com certeza vou ler ele em breve
    Uma história envolvente.
    @Marilia_marah00

    1. Ah é incrível, dá chance pra leitura sim! ❤
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  10. Adaiane says:

    Difícil vc fazer um post de um livro que realmente não valha a pena ler, esse eu só ouvi falar bem e com certeza já vou colocar ele na minha lista de desejados.

    @nova.leitura

    1. Oi Adaiane!
      Ah tô feliz em saber disso! Esse livro é incrível, vale mesmo a leitura! ❤
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  11. @Evelindanieli357 says:

    Me parece um livro e tanto, de deixar marcar. Achei interessante o fato de ter uma madrasta má na história. Muito lindo ver esses dois irmãos, até mesmo ela tendo de assumir o papel de mãe. Fiquei curiosa para saber o que acontecerá com esses dois irmãos. A resenha ficou ótima. As fotos estão maravilhosas

    @evelindanieli357

  12. Adaiane Pereira says:

    Quero, pq suas indicações nuca vi uma errada shushsushsu

    A editora Intriseca está fazendo um trabalho muito lindo com os livros escolhidos dos intrínsecos, acredito que a maioria dos leitores querem uma caixinha deles.

    @nova.leitura

  13. Joyce says:

    Que resenha incrível, cada vez que eu leio alguma coisa que você escreve sobre esse livro só aumenta a minha vontade de devorar ele também. Com certeza está na minha lista ❤

  14. Joyce says:

    @barbosa.joycereis

  15. Rê, desde que li sobre este livro no seu ig eu me encantei, lendo essa resenha completa eu digo que preciso deste livro urgentemente haha. Eu vi uns igs reclamando que a leitura se tornou arrastada em certos pontos, mas é questão de gosto né? Eu só sei que vou começar a juntar dinheirinhos para adquirir o meu.

    @amayesteves

Repense, renove, rediscuta...