O Labirinto do Fauno ♥ Guilhermo del Toro & Cornelia Funke

Retipatia
O Labirinto do Fauno de Guilhermo del Toro & Cornelia Funke: livro e filme

O Labirinto do Fauno é uma clássico moderno criado por Guilhermo del Toro com seu filme em 2006. A obra, brilhante e crítica ganha um livro adaptado e trás um enlace nada menos perfeito entre cinema e literatura pelas palavras de Cornelia Funke!

O Labirinto do Fauno (Pan’s Labyrinth: The Labyrinth of the Faun)
Guilhermo del Toro & Cornelia Funke
Tradução Bruna Beber
Editora Intrínseca
2019 / 320 páginas
Disponível em Amazon
“Todos nós inventamos nossos contos de fadas.”
Sobre Guilhermo del Toro

Criado pela sua avó católica, Del Toro desenvolveu interesse por cinema quando adolescente. Aos 21 anos, foi produtor executivo de seu primeiro filme, Dona Herlinda e seu Filho, em 1986. Por dez anos, trabalhou como supervisor de maquiagem, até formar a sua própria companhia, Necropia, nos anos 80. Dirigiu ainda programas para a TV Mexicana, foi onde aprendeu a fazer filmes. Seu primeiro sucesso foi Cronos, em 1992, filme que ganhou nove prêmios no México e se tornou um sucesso em Cannes.

A partir de então, Del Toro continuou escrevendo e dirigindo diversos filmes de destaque, como O Labritinto do Fauno e Hellboy 2. Além do seu envolvimento com o cinema, Del Toro, acompanhado por Chuck Hogan, iniciou sua aventura com os livros, lançando Noturno, em 2009. O livro conta a história de um terrível vírus vampírico que se espalha através dos moradores da cidade de Nova Yorque e coloca a existência humana em risco. O livro faz parte de uma trilogia, sendo que o segundo livro (The Fall) ainda não tem previsão de lançamento.

Sobre Cornelia Funke

Nasceu em 1958 na cidade alemã de Dorsten, filha de Harlz-Heinz e Helmi Funke. Quando criança, queria se tornar astronauta e ou uma piloto de avião, mas depois decidiu estudar pedagogia na Universidade de Hamburgo. Depois de terminar seus estudos, Funke trabalhou durante três anos como assistente social, se focalizando em crianças necessitadas. Ela ganhava algum dinheiro ilustrando livros, mas rapidamente começou a escrever suas próprias estórias, inspirada naquelas com que ela havia agradado as crianças carentes com quem tinha trabalhado. Durante o final dos anos 80 e 90, Funke se estabeleceu na Alemanha com dois grupos de crianças, o que a inspirou a escrevera série de livros Gespensterjäger e Wilde Hühner.

O Labirinto do Fauno de Guilhermo del Toro & Cornelia Funke: livro e filme
Sinopse de O Labirinto do Fauno: o filme de del Toro

Um dos filmes mais aclamados dos últimos tempos, O Labirinto do Fauno transborda das telas do cinema em obra que expande o universo de fantasia e horror da obra-prima de Del Toro.

Quando estreou nos cinemas, O Labirinto do Fauno encantou público e crítica com sua história que mesclava sonho e realidade, trazendo para o universo da fantasia o cruel cotidiano da Espanha fascista de Franco. Mais de dez anos depois, a produção permanece conquistando fãs e mostrando que boas histórias são atemporais.

Nesta edição mais do que especial, o escritor, diretor e roteirista mexicano Guillermo del Toro — a mente por trás do filme e um dos artistas mais inventivos dos últimos tempos — se une a Cornelia Funke, premiada escritora de contos de fadas modernos e autora da trilogia Mundo de Tinta, para narrar a jornada de uma menina pelo Reino dos Homens e pelo Reino Subterrâneo.

Sinopse de O Labirinto do Fauno: a história

No ano de 1944, Ofélia e a mãe cruzam uma estrada de terra que corta uma floresta longínqua ao norte da Espanha, um lugar que guarda histórias já esquecidas pelos homens. O novo lar é um moinho de vento tomado pela escuridão e pela crueldade do capitão Vidal e seus soldados, dispostos a tudo para exterminar os rebeldes que se escondem na mata.

Mas o que eles não sabem é que a floresta que tanto odeiam também abriga criaturas mágicas e poderosas, habitantes de um reino subterrâneo repleto de encantos e horrores, súditos em busca de sua princesa há muito perdida. Uma princesa que, segundo os sussurros das árvores, finalmente retornou ao lar.

No livro, a narrativa de Ofélia é intercalada com ilustrações e contos de fadas inéditos, baseados em elementos-chave de O Labirinto do Fauno. A obra é uma impactante ode ao poder das histórias, seja em imagens ou palavras, e a sua capacidade de transformar a realidade a nossa volta.

O Labirinto do Fauno de Guilhermo del Toro & Cornelia Funke: livro e filme
A História de O Labirinto do Fauno

Prepare-se para adentrar a floresta. Talvez o velho moinho esteja no caminho, mas algumas pistas te levarão ao lugar certo. Uma fada ou uma pedra entalhada… talvez seja apenas do destino fazendo com o que tem de acontecer, aconteça. Afinal, já faz muito tempo desde que a princesa Moanna saiu de seu mundo e se perdeu nas terras mortais.

“A criatura alada que estava esperando por Ofélia dentro da boca de pedra escancarada sabia de tudo isso. Ela sabia de muitas coisas, mas não era uma fada, pelo menos não como pensamos nas fadas. Só o mestre sabia seu nome verdadeiro, pois, no Reino da Magia, saber um nome era ser dono do destino da criatura que o carregava.”

Para quem já assistiu e se encantou com o filme de 2006, que tem direção e roteiro de Guilhermo del Toro, talvez ao ler o título O Labirinto do Fauno, a história já venha a mente. Mas, o que está nas páginas do livro extrapola os limites do filme e traz encaixe ideal ao que já chamávamos de perfeito.

“Raramente o mal se mostra de imediato. A princípio, é pouco mais que um sussurro. Um olhar. Uma traição. Mas logo cresce e cria raízes, mesmo que imperceptível, despercebido. Só os contos de fadas dão uma forma adequada ao mal. Os lobos maus, os vilões, os demônios, o diabo…”

Ofélia e sua mãe estão a caminho do posto de comando do Capitão Vidal, novo padrasto da garota e marido de Carmen. É 1944 na Espanha Franquista e Ofélia, segundo sua mãe, já está velha demais para os contos de fadas que leva consigo. Ela, por sua vez, sabe que tudo que aprendeu do mundo estava escrito nas páginas dos contos que lera, eles são bem mais próximos da realidade do que os adultos insistem em concordar.

“Se a mulher era uma feiticeira, era uma feiticeira linda, nem um pouco velha e enrugada como as que apareciam nos livros de Ofélia. Mas a menina aprendera com os contos de fadas que muitas vezes as feiticeiras não mostravam sua aparência verdadeira.”

Além disso, apesar do Lobo, quer dizer, o Capitão Vidal certamente ser um homem frio de dar calafrios, Ofélia acaba descobrindo algo muito interessante: um labirinto próximo à sua nova residência. E, nesse labirinto, ela encontra um Fauno que lhe diz que ela é a princesa Moanna, perdida há muito tempo. Para se lembrar de quem ela é e ter direito à sua alma imortal novamente precisará completar três tarefas. E bem, a partir daí é que a história se desenvolve.

“A bondade pode ser tão claramente identificada quanto a crueldade. Irradia luz e calor, e o médico parecia ser uma fonte de ambos em igual quantidade.”

Talvez o fim ou alguns percalços do caminho já sejam conhecidos pelos fãs do filme, mas o livro, escrito por Cornelia Funke, baseado na obra de Guilhermo del Toro, não deixa de inovar e ser, por si só, uma obra-prima.

O Livro Adaptado de O Labirinto do Fauno

Como falei, a história que o livro traz, tem alguns detalhes e partes que não estão no filme. E não apenas por força narrativa. Nele, iremos conhecer o desdobramento da vida da princesa perdida, do rei que sempre a procurou e do fiel escudeiro que o Fauno se mostra ser. São histórias do Reino Subterrâneo. E de tão perfeitamente elencadas com o que vemos no Reino Superior, ou seja, a Espanha de Ofélia, tornam-se vitais na trama que desbravamos nas páginas do livro. Mas nem só do mundo de fábulas somos entretidos, alguns personagens tem seus passados explorados e alguns os quais são pouco explorados no filme, ganham mais vida e espaço nas páginas.

“Ofélia não a relembrou de que, para ela, não existia nada melhor que um livro. A mãe não entenderia. Não considerava os livros um refúgio nem permitia que eles a conectassem com outros mundos. Ela só conseguia ver este mundo e, mesmo assim, pensou Ofélia, só em alguns momentos. Ser tão terrestre fazia parte da tristeza da mãe. Os livros podem ensiná-la tanto sobre este mundo e outros lugares distantes, sobre animais e plantas, sobre as estrelas! Podiam ser janelas e portas, asas de papel para ajudá-la a voar para bem longe. Talvez a mãe tenha esquecido como era voar. Ou talvez nunca tenha aprendido.”

A narrativa de Cornelia Funke, é um primor que só traz beleza, elegância e sutileza à história e a tudo que se passa. É como sopro do vento em noites cálidas. A autora comenta em texto contido no livro as dificuldades em se adaptar um filme para um livro. Não apenas os recursos visuais lhe são suprimidos como também, a expectativa acerca de uma obra tão adorada e, que a própria autora também é fã. Ela disse que seria uma tarefa impossível e, por isso mesmo, a aceitou. E não deixou nem um pouco a desejar, não só o fez como tornou o livro uma obra independente e totalmente fascinante, tal como a obra original de del Toro.

“Será que tinham nascido cruéis, esses soldados que ferem, queimam e matam? Haviam sido crianças como Ofélia. Mercedes temia por ela. A menina era inocente demais para aquele lugar, e a mãe não tinha forças para protegê-la. Era uma daquelas mulheres que buscavam a força nos homens, em vez de reconhecê-la no próprio coração.”

Tal como no filme, a mensagem que a história traz está escrita muito mais nas entrelinhas do que nas falas. Muito mais nos acontecimentos do que no que se pode enxergar de fato. É uma aventura, um conto de fadas moderno que traz a memória os contos antigos, da época dos Irmãos Grimm e Hans Christian Andersen, em que o final nem sempre era feliz e a moral, não consistia em evitar o choque e apelar para a bondade. Tal como os contos antigos, O Labirinto inspira, acalenta, sendo ao mesmo tempo brutal, frio e violento.

O Labirinto do Fauno de Guilhermo del Toro & Cornelia Funke: livro e filme
Os Personagens de O Labirinto do Fauno

Ofélia, a protagonista, a garota que não se cansa dos contos de fadas, é nossa principal visão do mundo e, ao buscar cumprir as três tarefas que lhe foram dadas, lembra-se não apenas dos contos que já leu, mas do que viveu. Apesar de jovem, a vida já lhe mostrou sua amargura com a morte do pai, o novo casamento da mãe com o Lobo, um homem a quem ela teme tanto quanto os piores vilões dos contos.

“A capa de couro lembrava uma casca de árvore gasta, e as páginas ainda estavam em branco, mas de algum modo Ofélia sabia que isso mudaria. Todas as coisas verdadeiramente importantes não estão à mostra. Ofélia era nova demais para saber disso.”

Nesse ponto, vale um adendo sobre a vilania de Capitão Vidal. Ele é estereotipado, o clássico vilão dos contos de fadas, tanto quanto em sua caracterização no filme quanto descrição no livro. O detalhe é que, mesmo inserido quase grotescamente na realidade, ele assusta e causa raiva, revolta. Porque, inserido no pano de fundo do regime autoritário de Franco, sabemos que a realidade, por vezes, consegue ser bem mais cruel que a fantasia. É uma imitação dos contos na realidade que, na verdade, não está equivocada.

“Quando ainda era garoto, o mundo era em preto e branco e havia o bem e o mal. Em que momento o mundo se complicou? Ou essa era só a percepção de seu coração exausto?”

E ainda tem o irmãozinho que cresce no ventre da mãe e parece sugar-lhe a vida a cada hora que passa. Não se trata apenas de um momento de forte transição para Ofélia, mas também de crescimento. Em sua relação com a mãe, o Lobo e o irmãozinho. É bonito ver o carinho e a imagem que a mãe tem na sua vida, a fragilidade que ela vê, o apego às lembranças e até mesmo a força em ser alguém presente para a mãe.

Quanto ao Lobo, Capitão Vidal, mudanças de sua visão do personagem também são consideráveis e muito importantes do desdobramento da história e seu desfecho. Com o irmãozinho, se vê uma das relações mais bonitas e talvez, emblemáticas da história. E não podemos nos esquecer da figura de Mercedes, de certa forma, uma figura também ou até mais maternal para Ofélia e que não se resume ao papel que inicialmente, parece que lhe foi designado.

“O amor é uma armadilha muito eficiente, e a verdade mais cruel sobre a guerra é que ela o torna um risco mortal.”

Ofélia ainda cresce na imagem que tem de si mesma e em como lida com a realidade que se desdobra ao seu redor. Ela sabe que são tempos duros, que o mundo é duro. Seu refúgio, os contos de fadas, são espelhados na trama em que se desdobra com o labirinto do fauno, com as tarefas que precisa cumprir. A única certeza é que o véu entre o Reino Superior e o Reino Subterrâneo é fino. Tão fino quanto o véu entre a realidade e a imaginação.

O Labirinto do Fauno de Guilhermo del Toro & Cornelia Funke: livro e filme
O Labirinto do Fauno: uma parábola sobre escolhas e desobediência

Outro ponto muito forte no filme é sobre escolhas e, dentro delas, a questão da obediência, do poder das escolhas, de poder escolher. É um viés que se mostra presença marcante na personagem de Ofélia, tanto pelo seu amadurecimento em questão da idade (na história, ela está com 13 anos), tanto quanto pela situação que está vivendo. Poder escolher, ser a garota que a mãe ou o Capitão esperam, ser a garota que gosta de contos de fadas, ou mesmo a que é uma princesa perdida que está em busca do seu retorno para casa.

Nas palavras de Guilhermo del Toro: “O filme foi pensado como uma fábula, uma parábola sobre escolhas e desobediência, que fala sobre a forma como você decide viver. A partir do momento que você decide como quer morrer, você comanda a sua vida. Se você ficar seguindo cegamente as regras, você nunca estará no comando.” (Fonte: Omelete).

E, em reflexo ao filme, a história do livro tem o mesmo cerne: a desobediência. A respeito dela, sabemos que não se trata apenas da garota que desobedece à mãe ou à regras que lhe foram impostas. Trata-se também de todo o contexto histórico que del Toro inseriu na história e foi refletido na versão do livro de Funke.

“É verdade: são poucos e raros os que sabem para onde olhar e o que escutar. Mas, assim como nas melhores histórias, são essas que fazem a diferença.”

Não poderia falar desse livro e, para quem conhece o filme, vai saber, sem lembrar de seu final, tão bem alinhado e ainda assim, com tantas possibilidades. São dois mundos, que não se cruzam, não se encontram, mas conectados por um único ponto: Ofélia. E daí nascem todas as dúvidas que a trama desperta. É Ofélia quem vê mais do que os outros ou os outros que veem o que Ofélia é incapaz de ver? Talvez, o que precisamos, seja permitir-nos acreditar.

O Labirinto do Fauno de Guilhermo del Toro & Cornelia Funke: livro e filme
O Labirinto do Fauno: O Filme

Uma das belezas de O Labirinto do Fauno se dá pela paleta de cores e nuances que cada mundo ganho. Um toque sombrio para ambos os lados, mas ainda diferentes. Os seres fantásticos, impecáveis. Cada criatura feita para encantar e trazer temor ao mesmo tempo. Um verdadeiro conto de fadas sombrio, ao estilo de seu diretor e roteirista.

O filme, distribuído pela Warner Bros, estreou em 2006 e levou três estatuetas em 2007 por Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Maquiagem. Garantindo também Melhor Filme Estrangeiro, Figurino e Maquiagem no Bafta.

O que fica dependente da nossa imaginação durante a leitura (talvez influenciada pelo filme, caso o leitor já tenha assistido), é um show de cenários, composições, criaturas e elementos fantásticos (ou trivialmente ordinários, mas bem inseridos) no filme. O segredo de del Toro: tudo que pode ser feito, será feito, a computação gráfica só entra quando algo é impossível de ser feito de outra maneira.

O Labirinto de del Toro: reinventando o que já existe e criando algo único

Aqui, vale um adendo, é possível perceber a riqueza das criações de del Toro e, especialmente, em como ele parece utilizar elementos que já vimos antes e torná-los completamente novos. Para quem conhece a história, como não lembrar de Alice no País das Maravilhas (Lewis Carrol) quando Ofélia desenha uma porta na parede e cria a entrada para um mundo novo!? Ou mesmo quando está prestes a cumprir sua primeira tarefa?

Ou mesmo é impossível assistir à cena de abertura e não se perguntar como aquilo aconteceu, porque aconteceu e, o mais importante: está tudo dentro da cabeça de Ofélia ou são apenas os adultos, cegos demais para ver o que está logo ao lado?

Em seus 119 minutos, o filme abre com uma cena dramática, marcante e com seu ritmo, consegue manter o expectador interessado e curioso todo o tempo, fechando o ciclo pelo qual a história se inicia com primor. Um final talvez, tanto real quanto surreal, mas totalmente amarrado à história, à sua proposta e a cada personagem que foi apresentado. Um final capaz de gerar debates infindáveis, muito mais importantes do que respostas concretas e certezas. E, aqui eis a confissão: o filme me deixou um pouco cética da primeira vez que o assisti, ao reler o livro e, depois, rever o filme, a opinião é completamente outra, afinal, “todos nós inventamos nossos contos de fadas“.

Para quem ainda não assistiu, vale a pena ver o trailer e conferir com seus próprios olhos:

Aleatoriedades
  • O Labirinto do Fauno foi recebido em parceria com a Editora Intrínseca, lançado em uma edição super especial com capa dura, ilustrações, corte colorido, fita para marcar a página e acabamento impecável. Uma edição digna da história que carrega!
  • Para quem quiser saber algumas curiosidades e análises do filme, vale a pena assistir ao vídeo do Pipoca e Nanquim!
  • A quem interessar o tema de contos de fadas, recomendo o livro Contos de Fadas em suas Versões Originais da Editora Wish.
  •  A foto em que eu apareço tentando fazer as vezes de Homem Pálido, foi um oferecimento Fetipatia, que se dispôs a confeccionar uns olhos de biscuit pra que eu colocasse minhas ideias em prática… ehehe
“Mas a vida é ainda mais forte que a Morte…”

xoxo

Retipatia

3 thoughts on “O Labirinto do Fauno ♥ Guilhermo del Toro & Cornelia Funke

  1. Ainda não vi o filme ( uma et né
    ) e depois que lançou o livro,quero ler primeiro e assistir depois, por td que já ouvi falar acha que o livro joga na nossa cara que os verdadeiros monstros andam entre nós com uma beleza falsa para enganar nossos olhos. História que remetem a guerras ou locais que viveram sobre tirania baseados em fatos reais me faz perder esperança na taça humana porque nunca aprendemos com nossos erros, ganância e poder ainda gera mts atrocidades pelo mundo até hj.

Repense, renove, rediscuta...

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