A Garota do Calendário – Janeiro ♥ Audrey Carlan

Bom dia, tarde e noite folks!

A Amazon às vezes está mais linda que o normal e te dá dois ebooks de graça! rsrs Nessa vibe, ganhei A Garota do Calendário – Janeiro, da Audrey Carlan e a versão bilíngue de Orgulho e Preconceito da Jane Austen (suspiros de amor aqui!). Na última terça estava sem sono quando fui dormir e resolvi ler um pouco. Por um pouco, entenda, todo o livro! rs Mas, calma, o livro é pequenino.

Título: A Garota do Calendário – Janeiro

Autora: Audrey Carlan

Editora: Verus

Páginas: 164

Sinopse: Fenômeno editorial nos Estados Unidos com mais de 3 milhões de cópias vendidas. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Ela precisa de um milhão de dólares. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser… Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele. (Fonte)

Não encontrei classificação etária do livro, mas eu não indicaria para menores de 16 anos, e, assim, fica a informação de destaque aqui para quem ler a postagem, já que é considerado um romance hot (erótico)!

A História

Os livros ‘A Garota do Calendário’ são subtitulados por cada mês da vida de Mia, o ano em que ela precisa juntar um milhão de dólares para pagar o agiota e salvar a vida do pai.

“- Não sei o que fazer Gin. Não tenho essa grana toda. Não tenho grana nenhuma.”

Em ‘Janeiro’, ela acaba se convencendo que, sua única saída, é aceitar o trabalho que a sua tia Millie, ou melhor, Sra. Milan, como deve ser chamada profissionalmente, lhe ofereceu. Ser acompanhante, por um período de 24 dias com um rico bem bonito, e conseguir 100 mil por mês. Mais que uma oferta, é a única solução para Mia.

“- Vou fazer isso – ouvi-me sussurrar.”

O contrato de serviço de acompanhante de luxo Exquisite Acompanhantes de Luxo, da Sra. Milan, não inclui sexo em seu rol de obrigações – como diria tia Millie, apenas por ser ilegal Califórnia. Contudo, se Mia resolver dormir com algum deles, ganha mais 20%. O que é um negócio e tanto para ela, que precisa levantar a quantia exorbitante de 1 milhão de dólares, em um ano.

“- Boneca, você não tem que fazer nada que não queira. Mas, para conseguir todo esse dinheiro, precisa considerar a possibilidade. Meus clientes e eu temos um acordo verbal, por assim dizer. Minhas meninas dormem com eles, e eles acrescentam vinte por cento à comissão.”

Aceito o contrato com cláusulas bastante questionáveis, Mia parte determinada ao seu primeiro trabalho, o riquíssimo e famosíssimo roteirista de filmes Weston Charles Channing III. Deve-se somar também gatíssimo e saradíssmo aos superlativos anteriores e, ainda, um ótimo surfista.

“1. Esteja sempre com a melhor aparência possível… 2. Sorria constantemente… 3. Não fale, a menos que falem com você… 4. Esteja disponível o temo todo… 5. Sexo com o cliente não está incluído no contrato.”

Já na primeira noite na casa de Wes, Mia se sente atraída por ele e, não emocionalmente atraída (destaque-se), já que ela faz questão de blindar seu coração o máximo de pode. A tensão sexual entre os dois é clara e, na noite seguinte, após o primeiro evento que Mia acompanha Wes, os dois transam.

“- Se você ficar nua, não vai ser porque estou pagando por isso.”

Contudo, 24 dias é um tempo bastante longo, convivendo e conhecendo cada vez mais um ao outro, tendo transas intensas e conhecendo até mesmo sobre o passado e a família de Wes e, um sentimento surge da parte deste, que não deseja que Mia vá embora ao findar do prazo. Ele está certo que a ama e, Mia, pesar de se sentir balançada por Wes e, em vista dos seus relacionamentos anteriores, achar que este é o melhor que já experimentou do amor, não quer que ninguém – ou seja, Wes – assuma seu fardo: a dívida de um milhão.

“- Eu tenho muito dinheiro sobrando, Mia. Eu posso ajudar você.”

Assim, ainda que sob a clareza dos sentimentos de Wes e da promessa de uma amizade – bastante – colorida e da ideia de que, daqui a um ano, qualquer coisa pode acontecer, ela parte para Seattle para encontrar o estranho, mas muito bonito, Alec Dubois.

“Esse vai ser interessante. Alec Dubois é o nome do cliente. Trinta e cinco anos, alto, moreno e bonito. Se encaixa no perfil, mas é meio esquisito.”

A partir daí, entra a continuação de A Garota do Calendário – Fevereiro. E, é claro que a ideia é deixar o leitor curioso o suficiente para comprar o próximo e o próximo do próximo exemplar, até finalmente chegarmos ao derradeiro mês de dezembro.

Impressões

A impressão final da leitura do livro (sim, estou começando pela última), é de que era um longo livro com 12 longos capítulos (um para cada mês), que fora comercialmente dividido em 12 livros. A história poderia fluir bem em uma forma um pouco mais compacta e em um único livro. Não que a dinâmica e contagem da história seja arrastada ou coisa parecida, é até enxuta. A autora conta o passar dos 24 dias quase que de forma semanal e, as partes mais descritas são, basicamente, o sexo de Wes e Mia e alguns dos eventos que ela comparece com ele, mantendo a dinâmica de demonstrar o desejo de ambos e o afeto que começa a surgir.

“- Regra número um: vamos fazer uma quantidade insana de sexo este mês.”

Se está se perguntando sobre a parte hot do livro, que está sendo considerado o substituto de 50 Tons de Grey Cinza, conto mais. Inicialmente, já que compararam a 50 tons, que fique claro que não há nada relacionado aqui a BDSM (bondagismo, dominação, sadismo e masoquismo). As cenas de sexo se tratam apenas disso, não trazem nenhuma inovação para o gênero e, não são tão frequentes ou descritivas como em 50 Tons. De fato, possuem maior simplicidade e, algumas terminam em suposições ou não passam de uma lembrança de Mia de algo que não fora contado. (Sim, elegi mentalmente as melhores transas do casal! ahaha Palavras-chave: moto e piscina… rsrs).

“- Regra número dois: enquanto estivermos juntos, somos apenas eu e você. Pelo mês inteiro nós vamos ser monogâmicos.”

Um dos pontos positivos da narrativa, e provavelmente isso se dá pela construção da personagem de Mia – já que, a história é toda vista sob o ponto de vista dela, que nos compartilha seus pensamentos, ainda que não como uma narradora do passado -, é a ausência do habitual e muito comum nas obras eróticas e romances atuais é a ideia de ‘ele me faz sofrer, maltrata, xinga, humilha, violenta, abusa… mas me ama‘. A relação de Wes e Mia não se baseia nisso, começa sim com um contrato (50 tons feelings…), feito pela Exquisite Acompanhantes de Luxo, mas, o sentimento nasce pela convivência e, o desejo sexual vem de ambas as partes, com jogos de sedução também de ambas as partes. E, é claro que Wes tem sua – ainda que pequena – dose de Christian Grey, ao estabelecer regras para que ele e Mia transem, mas nada que fuja muito do que já fora estabelecido no contrato do serviço de acompanhante ou do que está subtendido nele.

“- Regra número três: nós nunca vamos dormir na mesma cama. Não queremos confundir isto com algo que não é. Eu gosto de você, Mia. Muito. Não quero magoá-la fazendo você acreditar que estou em condições de ter um relacionamento.”

Não que tais elementos neguem a característica principal: de que todos que contratam o serviço não esperam apenas uma acompanhante, mas sim o serviço ‘a mais’ e não dito: sexo. Se isso não estiver claro na cabeça do leitor ao ler o primeiro livro (não que eu ache isso realmente possível, o comportamento de Wes quando leva Mia para sua casa deixa isso bem claro e vários outros fatores…), dá para se ter uma ‘confirmação do que já estava claro, ao se ler o primeiro capítulo de ‘Fevereiro’. O ebook de ‘Janeiro’ vem com o primeiro capítulo do mês seguinte grátis.

“- Regra número quatro… Nunca se apaixonar.”

A autora tenta dar uma suavizada no que diz respeito à questão de Mia se tornar uma garota de programa – para que isso não vire a discussão principal da trama, ainda que tal fato se passe pela cabeça de Mia -, colocando a ‘opção‘ à ela de transar ou não com os clientes e, colocando em sua vida a necessidade de descoberta, além da motivação principal: grana, grana, grana. Depois de muitos relacionamentos fracassados, incluindo o último com o próprio agiota que quase matou seu pai por causa da dívida, ela deseja sexo sem compromisso, o que vem bastante a calhar, não é mesmo?!

“- A melhor decisão que eu tomei na vida foi contratar você.”

Se procura por drama, volte para 50 tons. Apesar do que se pode esperar, o livro não é nem um pouco dramático. Convenhamos que Mia tem todas as razões para se lamuriar e ser aquela mocinha cheia de drama, mas ela é uma mulher alegre, desinibida e cheia de vivacidade. Eu realmente gostei da personagem dela, apesar de todos os outros personagens da história, de um modo geral (até mesmo nosso gatíssimo Wes), não serem tão marcantes.

De modo geral, o livro é do tipo de leitura rápida e, mesmo que cheio de clichês e vir repleto do que se pode esperar de um hot, é um romance água com açúcar e divertido, em que a mocinha precisa descobrir a si mesma e salvar a família, para então poder viver a própria vida e, quem sabe, seu amor, mas, claro, com muito sexo durante essa jornada! rsrs

Na Reclassificação de Livros, A Garota do Calendário – Janeiro, é do tipo que ‘leio somente quando sentada/entediada no ônibus‘ e, sim, não vou negar que fiquei curiosa para ler Fevereiro e os demais meses do ano…

Que a Força Esteja com Vocês!

xoxo

Ouvindo: Ariana Grande – The Weeknd – Love Me Harder

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