Conto ♥ A Vida Passa Muito Rápido

Em 07.03.2017   Arquivado em Contos, Projetos

Estou novamente na beirada, quase caindo. Olho para meus pés e estou calçando aquelas botas coloridas que eu tanto adoro. Papai me empurra e vou cada vez mais alto no balanço. Minha voz infantil continua a pedir “Mais alto, papai! Mais alto”. E ele me empurra e ri, vou mais alto, tão alto quanto é possível, até ver toda a cidade aos meus pés, os prédios parecendo peças acinzentadas de Lego. Tão alto e tão distante que, quando me solto do balanço, voo livre por muito tempo até começar a cair.

Não estou mais usando minhas botas coloridas ou confortavelmente ouvindo o sorriso de papai. Estou sozinha, caindo, me aproximando do concreto, cada vez mais perto do chão. Do impacto. Meu corpo irá se partir em milhares de pedaços.

– Lu? Luiza, acorde!

Abro meus olhos e vejo Camila com o olhar preocupado em minha direção. Suas mãos seguram meus ombros com força e meu corpo todo treme. Estou gelada e um suor frio escorre por minha pele.

– Está se sentindo mal? Quer que eu chame a mamãe? Lu, fala comigo!

Saio do meu devaneio, a sensação de estar caindo ainda me apavora, mas balanço minha cabeça, não quero assustá-la ainda mais.

– Não, Mila, não. Está tudo bem… foi só um sonho. – Minha voz soa rouca e abafada.

Os olhos dela estão repletos de lágrimas.

– Ah, venha cá. – Eu a puxo para meus braços e ela volta a ser minha irmãzinha.

A inversão de papeis não faz bem para ela. Sei que ela tenta parecer forte, por mim e por mamãe. Mas é exigir demais de uma garota de apenas doze anos. É exigir muito dos meus dezessete também, devo dizer. A questão é que, bem, não tem questão alguma.

– Está tudo bem. – Passo minhas mãos por seus cabelos cheios e cacheados até que ela se acalme.

Mila passa as mãos no rosto, enxugando as lágrimas e me dando um sorriso que ela deve imaginar ser alegre. Não passa de um traço fino que mostra parte de seus dentes, na verdade.

– Qual é o nosso lema? – Eu pergunto, soando o mais animada que consigo.

– A vida passa muito rápido.

– Exatamente, Mila, muito rápido!

Nos deitamos abraçadas e emboladas uma a outra na minha cama e me permito não pensar no meu sonho ou que esta é a penúltima noite em minha cama.

– Lu?

A voz de Mila me desperta mais uma vez. Abro meus olhos e ela já está de pé, vestida e sorridente.

– Que horas são? – Pergunto, me espreguiçando.

– Já passa do meio dia, o almoço já está pronto.

Me sento na cama de uma só vez.

– Mila, me deixou dormir o dia todo? – Ela dá de ombros, sem remorso algum aparente. – Ainda tenho que fazer as malas.

Me arrasto até o banheiro, escovo os dentes e passo no chuveiro, mas visto meus pijamas novamente, já que não vou sair de casa, por que não? Sigo para cozinha, atrás de Camila enquanto termino de pentear meus cabelos.

Quando chego na cozinha há três caixas de pizza sobre a mesa.

– Desde quando comemos pizza no almoço? – Eu pergunto, me sentando à sua frente na mesa.

– Mamãe deixou, Lu, não seja chata. – É claro que ela deixou, deixaria qualquer coisa hoje.

Enquanto forço uma fatia para dentro, Mila já está no terceiro. Ela tenta disfarçar, mas sei que está reparando meu esforço em comer. Não sinto fome e, qualquer coisa me faz vomitar, e odeio vomitar. Então, geralmente prefiro não comer.

– Poderíamos ver um filme, o que acha?

– Tenho que fazer minha mala. – Respondo, finalmente colocando o último pedaço de pizza na minha boca e engolindo-o com um copo cheio d’água.

– Ok. – Ela parece amuada, mas depois que tomo minhas pílulas e sigo para o quarto, ela some pela casa.

É melhor assim, a última vez que ela me viu dobrando peças de roupas e pijamas ela simplesmente caiu no choro e não sei se estou pronta para isso hoje.

Não passam trinta minutos que estou arrumando minhas coisas e já estou me deitando na cama. Essas drogas de remédios que me deixam sonolenta. Talvez eu precise apenas dormir alguns minutos.

– Lu?

Abro os olhos, a claridade no quarto está pouca, percebo que o abajur ao lado da cama está aceso. Que horas são?

– Mila, que horas são?

– Já passa das onze. São quase meia-noite, na verdade.

– O que? Eu dormi tanto assim?

Ela assente.

– Droga, ainda nem terminei minha mala. – Me sento na cama.

– Não preocupa. Mamãe já terminou, já está na sala.

Assinto com a cabeça.

– Está tudo bem, precisa de alguma coisa? – Eu pergunto, encarando o colchão de sua cama que não saiu do chão do meu quarto desde que voltei do hospital. Fico me perguntando se ela dorme aqui enquanto estou lá…

Ela me surpreende colocando um lenço em meu pescoço e uma touca em minha cabeça.

– Ei, para que tudo isso?

– Lá fora está frio. – Ela responde e então noto que ela não está de pijamas, como eu. Está usando moletom e meias grossas. – Vem, mas tem que ser em silêncio, não podemos acordar a mamãe.

– Mila, mas o que… – Ela me puxa pela mão, em direção a porta do quarto. Quando foi que ela ficou tão forte assim?

Passamos pelo corredor em silêncio, nossos passos amortecidos pelas meias e pelo carpete.

– Onde… – Eu começo a perguntar quando chegamos na cozinha e Mila começa abrir a porta que, não deixo de notar, já está destrancada.

– Shhhhh… mamãe não sabe que estamos saindo.

Assim que saímos e entramos no elevador, eu volto a falar.

– Certo, mamãe não irá nos ouvir aqui. Aonde estamos indo, Mila?

– É surpresa, saberá quando chegarmos.

Assim que o elevador chega no térreo e suas portas se abrem, vamos apressadas até a saída. Não sei exatamente porque estou fazendo o que Mila me pediu, mas, sendo minha última noite em casa, não posso deixar de pensar o quanto é difícil para ela.

Um conversível está parado no acostamento, bem no rumo da saída do portão do meu prédio. Mas o que faz meu coração disparar não é exatamente o carro chique. É quem está apoiado nele, esperando com um sorriso de tirar o fôlego. Pedro. Meu ex-namorado.

Mila corre até ele e o abraça como se sentisse saudades. Claro que sente, ele era como seu irmão mais velho e sempre a protegia quando ela fazia travessuras.

– Mila… – Eu começo a falar, mas não consigo concretizar nada e me dou conta de que ainda estou vestindo aquele estúpido pijama de flanela. De vacas, vacas estampadas por todos os lados!

– Oi, Luiza. – Ele diz sorridente e com aquele ar convencido que sempre o acompanha.

– O que está havendo aqui? – Eu pergunto, minha voz finalmente mostrando que não me deixou.

– Não tenho nada ver com isso, sou apenas o motorista hoje, Luiza. – Ele diz, sorrindo e levantando as mãos em rendição.

Em seguida, ele abre a porta e Mila pula para o banco traseiro, animada, já puxando o banco do carona e batendo no encosto, mostrando que eu devo me sentar.

– Lu? – Pedro chama, me encarando com aquele olhar. Aquele para o qual eu não consigo dizer não.

Seguro a mão que ele me oferece e me sento no banco, afivelando o cinto em seguida. Enquanto ele dá a volta no carro, eu lanço um olhar “você me paga” para Mila, que dá de ombros e sorri feito boba.

Pedro liga o carro e começamos a nos mover pelas ruas da cidade. Sempre adorei andar de carro à noite, as luzes iluminando tudo e dando a impressão de que é sempre Natal. É lindo e, por um instante, eu me permito fechar os olhos, esquecer o que me aguarda no dia seguinte, esquecer que estou doente, esquecer que eu afastei Pedro de minha vida e sentir o vento frio me tocando o rosto, como se fosse um banho de vida que eu estivesse recebendo.

– Chegamos! – Pedro anuncia, descendo do carro. Estamos em um estacionamento enorme e vazio.

– Se eu não te conhecesse, diria que é um serial killer e nos trouxe aqui para nos matar.

Mila começa a rir e Pedro também, erguendo sua sobrancelha e me encarando com uma expressão engraçada.

Ele tira seu cinto e começa a descer do carro e eu imito seus movimentos, retirando o cinto e indo em direção a porta.

– Não, Lu! Não vamos descer. – Ela fala, passando para o banco do motorista enquanto segura cobertas grossas em seus braços e me entrega uma delas.

Obediente, me cubro e meu coração se acelera, mas esta parte, não sei bem a razão. Quando a luz se acende na gigantesca parede a nossa frente, eu começo a sorrir.

– Senhoritas? – Pedro está segurando baldes de pipoca e copos de refrigerante absurdamente grandes, que distribui entre eu e Mila.

– Não vai ficar? – Eu pergunto, quando ele começa a se afastar novamente.

Ele sorri presunçosamente, enquanto passa sua mão bagunçando meu cabelo, que – dou uma olhada rápida no retrovisor – já está um desastre. Talvez só não esteja pior que meus pijamas…

– É noite das garotas, Lu. – Ele responde e sai sorridente.

Eu começo a comer pipoca e o filme começa. Espio Mila e ela está sorridente que nem eu. Somos duas bobonas, mesmo.

Quando o símbolo da Paramount surge e a fala “Está um lindo dia em Chicago…” chega a meus ouvidos, eu começo a rir, e Mila também.

– É meu filme favorito. – Eu falo.

– É, eu sei. – Ela responde com convencimento e cai na gargalhada.

Seguro a mão de minha irmãzinha e a aperto. Esse momento poderia durar para sempre.

E, em pouco tempo, estamos repetindo a melhor e mais verdadeira frase que já ouvi, junto da voz de Ferris Bueller: “A vida passa muito rápido. E se você não curtir de vez em quando, a vida passa e você nem vê.”.

Conto escrito para o Desafio Relâmpago do grupo Café com Blog, inspirado na imagem que está no post e nas palavras ‘medo‘ e ‘ousadia‘ que, ainda que de forma um tanto quanto subliminar, acabaram representadas neste conto.

Para quem não conhece, Ferris Bueller é o nome do protagonista do filme Ferris Bueller’s Day Off, ou, na versão brasileira do título, Curtindo a Vida Adoidado. E que, inclusive, já passou milhões de vezes na Sessão da Tarde e é um filme muito legal! Confesso que a ideia era escrever um conto super alegre e que fizesse menção ao filme, mas falho sempre que tento me enveredar por esse lado alegre da Força… rs

Para visitar os outros blogs que também participaram do desafio, é só acessar: Jardim Literário, Metamorphya, Profano Feminino, Dose de Poesia, Simplesmente Ciana e Jubirubs.

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

 

  • Barbara

    Em 07.03.2017

    Incrível!!! Triste e doce!!! Li com aquele sorriso no rosto!!!

    Que irmã fofinha não??? E que ex namorado bacana né??? Daqueles que valeu a pena o relacionamento!!!

    Adoro seus contos!!!!

    Bjos

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Own! Feliz demais com suas palavras e a Mila é campeã na fofurice, né?! <3
    Obrigada!
    xoxo

  • Aline

    Em 07.03.2017

    Oi Renata, gostei muito do conto, ele não deixa de ser alegre, já que fala do amor entre irmãos! o que é uma coisa boa demais pra se escrever…
    Sempre quis escrever um conto, mas como não conseguia eu acabei abandonando a ideia, vou tentar retomar meu projeto agora haha. Parabéns pelo seu conto!

    Seus personagens, mesmo que apresentados brevemente são cativantes! E gostei de como você trouxe um ex namorado gente boa, nem todo relacionamento precisa acabar com as pessoas fingindo ser estranhos.

    Gostei de como escreveu para o desafio, é meu primeiro e não tinha muita idéia de como fazer, então super me ajudou!

    Um beijo!

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Obrigada Aline, o conto pode parecer um pouco triste em alguns aspectos, mas tem todo esse amor fraternal envolvido que deixa tudo mais leve! <3
    E bora colocar suas ideias no papel e escrever!!! Seja para o desafio ou não!!! <3
    xoxo

  • Vivian Diniz

    Em 07.03.2017

    Maravilhoso, já falei que adoro seus contos? Muito bom, parabéns pela criatividade ❤

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Acho que já falou Vivi, mas eu não ligo se você repetir não!!! eheheheh Obrigada linda!!! <3
    xoxo

  • Ane

    Em 07.03.2017

    Que texto incrível! A cada palavra lida eu ia imaginando toda uma história por trás dos acontecimentos narrados. Gostei bastante da referencia que você fez ao filme e a mensagem que o texto trouxe que a vida passa muito rápido, e que não vale a pena deixarmos de viver por medo de que as coisas não saiam como o planejado.

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Obrigada Ane! Fico feliz que o conto tenha transmitido tanto para você e que foi possível imaginar todo o cenário por detrás dele!!! <3
    xoxo

  • Bruna

    Em 07.03.2017

    Re sua linda! Que conto maravilhoso e envolvente. Mila é um amor, como não se apaixonar por ela e querer abraçá-la? Não vou negar que foi minha favorita! Mas sim, deu pra sentir toda a carga dos personagens, ‘estar’ em todos os lugar, posso dizer que aqui lendo senti até o cheiro habitual dos cobertores rsrsrs deu tanta curiosidade de saber mais, o que a Lu tem; ela e Pedro ainda se amam?! Maravilhoso o jeito que você usou as palavras ^^ beijos beijos!

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Mila fazendo sucesso por aí, mas confesso que eu também acho ela uma fofurinha! Feliz de saber tudo que a história conseguiu passar a você e, falando assim até eu fiquei querendo saber mais da vida desse povo todo aí!!! ehehe Obrigada Bru!!! <3

  • Cilene Mansini

    Em 07.03.2017

    O que eu posso dizer de diferente das outras vezes??? rs
    Sempre adoro seus contos, sempre fico com vontade de ler mais e saber o resto, ou seja, que vire um livro 🙂
    Eu sempre tenho mil ideias na cabeça, mas passar para o papel é que são elas…você é uma inspiração, uma pessoa para se espelhar.
    Parabéns!!

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Eheheheh vamos fazer um mega projeto e transformar todos em livros!!! <3 <3 Obrigada por me considerar uma inspiração e, bora lá colocar suas ideias em prática, seja no papel ou na tela do pc!!! <3
    xoxo

  • Jéssica Miguel

    Em 07.03.2017

    Você escreve tão bem…
    Preciso dizer que foi um dos textos que mais senti na alma.

    Parabéns, Re.
    Beijos, Jé

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Obrigada linda!!! Vindo de uma leitora ávida como tu, é baita elogio e fico me achandoa!!! ehehe <3
    xoxo

  • Luciana de Andrade-Ciana Andrade

    Em 07.03.2017

    Muito bom RÊ! Adorei a parte do pijama de vaquinhas.rsrs Fiquei rindo aqui sabe.rsrs Ah eu queria uma irmã como a Mila também, achei tão fofinha.
    Ferris Bueller fez parte da minha infância e juventude, eu já perdi a conta de quantas vezes assisti Curtindo a minha vida adoidado. Adorei o conto! bjs
    http://www.simplesmenteciana.com

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Obrigada Luciana! Ferris marcou minha adolescência também, eu via direto na Sesão da Tarde… ehehehe E fico feliz que tenha gostado do conto! A Mila é uma fofura que só!!! rsrs <3
    xoxo

  • Gislaine

    Em 07.03.2017

    Me arrepiei inteira lendo o conto – e não é exagero! Adoro ler seus escritos, sempre me envolvem e emocionam de uma forma inexplicável.
    Paraíso da Leitura

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Own! Obrigada Gislane!!! <3 Tu nao faz ideia de como eu fico feliz em ler algo assim!!! <3
    xoxo

  • Thaís Bueno

    Em 07.03.2017

    Parabéns pelo conto. Está lindo. Beijos.

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Obrigada Thaís! <3
    xoxo

  • Erika Monteiro

    Em 07.03.2017

    Oi Rê, tudo bem? O que dizer desse conto? Simplesmente incrível. Quando comecei a ler pensei que a história ia por um caminho e fui completamente surpreendida. Nunca imaginei que seria esse o final. Por falar nesse filme, é um dos meus preferidos, já assisti mais de 20 vezes haha e ainda tenho ele em DVD. Realmente precisamos aproveitar a vida e fazer as coisas que amamos, além de deixar uma sementinha do bem para o próximo. Beijos, Érika ^^

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Eu também sou mega fã de Curtindo a Vida Adoidado!!! eheheh E fico feliz que tenha gostado do conto, e sempre bom saber as impressões que eles trazem as pessoas! <3
    xoxo

  • Bruna Morgan

    Em 07.03.2017

    Nossa, que irmã incrível por levá-la num cinema ao ar livre antes de ir para o hospital… me lembrou a minha irmã mais nova, ela tem cara de quem faria uma coisa dessas por mim <3

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Igual a amor de irmãs não existe, não é!?!?!? <3 <3 <3
    xoxo

  • Gilvana Rocha

    Em 07.03.2017

    Adorei o conto, muito gostoso de ler, fiquei com vontade de saber mais desta história…Parabéns! Bjs

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Obrigada Gilvana!!!! <3 <3
    xoxo

  • Nathália Guimarães

    Em 07.03.2017

    Sou fã dos seus contos! Tenho uma irmã mais nova e, apesar das nossas diferenças, a gente tem um amor mútuo tão forte que até dói ler coisas assim. Sei exatamente que ela faria o mesmo por mim, e contos que retratam amores tão puros me deixam super emocionada! A construção da narrativa foi incrível, prende o leitor do início ao fim! <3

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Obrigada Nathália!!! <3 É tão bom demais ter uma irmã que a gente pode contar, não é? É um amor que a gente não encontra igual na vida! <3
    xoxo

  • Julia

    Em 07.03.2017

    Eu ia dizer que adorei o conto, mas tu já sabe disso… Achei o canto encantador! Essa irmãzinha é fofa demais gente! Eu nao tenho uma irmã mais nova, eu que sou a caçula, mas me apaixonei pela do seu texto, vou adota-la kkkk <3 Bjuus!

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Oi Ju! Muito obrigada!!! Essa irmãzinha aí é fofa desse jeito porque eu também tenho uma irmã muito fofa que me inspira sempre! ehehe Pode adotar a Mila!!! <3 ehehe
    xoxo

  • Josy Souza

    Em 07.03.2017

    aaaaah, que emocionante! Você tem um dom para provocar grandes emoções com seus textos. Continue!!

    Beijos,
    http://www.estantedajosy.com.br

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Ahhh que amor! Muito obrigada Josy, fico feliz que os contos toquem as emoções das pessoas!! Escrevo com muito amor! <3
    xoxo

  • Luana Souza

    Em 07.03.2017

    Rê, já disse que amo seus contos por se tratarem de coisas simples, mas serem inspiradores e cheios de descrições que nos fazem adentrar na história? Sério, parabéns! Admiro tanto quem consegue organizar os pensamentos e criar textos tão lindos assim <3

    Oh, e esse final terminou de forma tão esperançosa *-* uma mensagem para a vida inteira!

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Own sua linda!!!! Obrigada por todo carinho e acompanhar meus contos doidos!!! Eu sempre tento passar alguma mensagem através deles e fico muito feliz em saber que eles passam essas ideias!!! <3
    xoxo

  • Kimberly Camfield

    Em 07.03.2017

    Rê, me diz qual o teu segredo para prender a pessoa em um texto do início ao fim e ainda fazer com que eu me sinta presente em todas as cenas? Juro até que escutei a voz da garotinha no início do conto, pedindo para o pai empurrar o balanço mais alto.
    Como sempre, você não cansa de nos surpreender! Só você para descrever situações simples e até rotineiras, mas por um ponto de vista tão cativante envolvente.
    Beijooos

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Olha Kim, eu só sei que fico mega contente em ouvir de alguém que escreve tão bem que meus textos ginórmicos prendem a atenção, porque, se não prendesse, ninguém aparecia aqui… kkk Você sabe que não sou sucinta né?! rsrs
    “Juro até que escutei a voz da garotinha no início do conto, pedindo para o pai empurrar o balanço mais alto.” >> ahhhh que doidera! Eu sempre imagino as vozes da pessoa quando escrevo! Legal saber que as vozes tão aí pra quem lê tbm! ehehe ^^
    xoxo

  • Nana Araujo

    Em 07.03.2017

    aff… apertei em alguma coisa que todo o comentário sumiu… ¬¬

    nao sei como, mas sabia que era a guria se jogando… tenso hauhauhauha

    esse filme é otimo. pena que esqueço que ele existe e só assisti duas vezes =/

    nao sei que mente suja eu tenho que por um momento pensei que a guriazinha ia sair da limosine pra deixar os dois sozinhos hauhaua obrigada por me surpreender!!!

    beijos

  • Retipatia

    Em 07.03.2017

    Ahahaha Tu é doida, por isso sabia que ela ia se jogar, mas que fique claro que a imagem também é bem sugestiva… rsrsrs
    Bora fazer sessão e ver mais vezes Curtindo a Vida Adoidado!
    E tô rindo horrores da sua mente suja que já achou logo que a menina ia era dar uns pega no ex namorado lá no carro… ahahaha De nada pela surpresa! kkk
    xoxo ^^

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