O Presente do Meu Grande Amor ♥ Stephanie Perkins

Bom dia, tarde e noite folks!

Inaugurando hoje a primeira resenha do ano de 2017, ainda que a leitura tenha sido ano passado, de muitas mais que virão! Como a meta de livros do ano é alta, estabeleci em 100 exemplares (se quiser ver mais sobre minha lista de leitura e o Planner Literário que fiz para download é só clicar aqui), a meta de resenhas também está alta e ainda fiquei devendo alguns de 2016.

Como as resenhas dos livros é um dos pontos que quero focar aqui no blog, além das minhas histórias, contos e do recontando contos de fadas (tem um em produção que espero conseguir finalizar em breve!), esperem ver muitas e muitas resenhas aqui no blog!

Comprei o exemplar de ‘O Presente do Meu Grande Amor‘ em meados de 2016 e comecei a ler, mas daí percebi que queria fazer isso na época propícia. O livro, publicado pela Editora Intrínseca, reúne, sob a organização de Stephanie Perkins, doze histórias de Natal. Daí a intenção de ler em época propícia.

Sinopse: Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve – presentes, árvores enfeitadas luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite -, vai se apaixonar por O presente do meu grande amor. Nestas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa se você comemora o Natal, o ano-novo, o Chanucá ou o solstício de inverno. Casais de formam, famílias se reencontram, seres mágicos surgem e desejos impossíveis se realizam. O pessimismo não tem lugar neste livro – afinal, o Natal é época de esperança. (Contracapa).

A proposta do livro é exatamente esta, trazer histórias calorosas e que remetam ao espírito contagiante do Natal. Algumas histórias me contagiaram verdadeiramente e, o mais especial delas é que mostram – com ou sem uma pitada de magia – que o que faz a mágica do Natal são as pessoas e a vontade de cada um. Vou dar uma pequena palinha com minha impressão sobre cada conto, então, pega um cafezinho – ou algo gelado porque estamos em pleno verão – e acompanha:

Meias-Noites de Rainbow Rowell

Sinopse: Acompanhamos a história de Mags e Noel por algumas meias-noites de anos seguidos, mostrando a mudança da idade escolar para o ingresso na universidade junto ao florescer do amor entre amigos. Sempre se encontram na virada do ano, na festa na casa de Alicia, uma amiga em comum.

Blá blá blá: Os personagens são legais e a história é interessante, acho que posso classificá-la como um clichê fofinho e romântico. Magic free, nesse caso.

A Dama e a Raposa de Kelly Link

Sinopse: Na casa dos Honeywell o Natal é sempre marcante. Muitos convidados, muitos parentes, muitos presentes, muito barulho. Daniel e Miranda tem apenas onze anos e não percebem todas as nuances da família ainda. Ele, o filho de Elspeth, é um Honeywell e Miranda passa lá apenas os Natais, por ser afilhada de Elspeth. E decorrer da história mostra Miranda conhecendo um estranho que veste um bonito casaco com um bordado de uma raposa e que admira a casa sempre quando neva no Natal. E assim, todos os Natais, ela espera sua chegada.

Blá blá blá: A magia está presente nesta história, inicialmente de modo sutil e, depois um pouco mais escancaradamente, com um final que parece atropelar o ritmo que ela seguia. Gosto da personagem de Miranda, mas o mistério que envolve o desconhecido do lado de fora da casa poderia ser melhor aproveitado. Parece que foi jogado e decido às pressas na conclusão da história.

Anjos na Neve de Matt de la Peña

Sinopse: As coisa não vão bem para Shy, que está passando o Natal na casa de Mike para levantar uma grana, para ter o que comer. Não que ele conte essa parte para o pai, que está lá San Diego, acreditando que o filho está se saindo bem em Nova York com a faculdade e tudo o mais. É o que todos esperam, afinal de contas. Contudo, Mike só irá pagar pelo serviço quando voltar de viagem e a geladeira não conta com mais que alguns iogurtes. Para vários dias. A sorte de Shy parece mudar quando uma das vizinhas de Mike, Haley, perde o voo para casa.

Blá blá blá: Essa história, que não envolve magia, consegue captar bastante a ideia do espírito natalino e a ideia de que um gesto simples pode fazer toda a diferença na vida de alguém. É sobre perseverança e família, sobre passado e sentimentos os quais nos sentimos embaraçados, ainda que não haja vergonha alguma em precisar do próximo. É aquele clichêzinho fofo e romântico indispensável para a vida.

Encontre-me na Estrela do Norte de Jenny Han

Sinopse: Natty é a única garota humana que vive no Polo Norte. Papai Noel a adotara há muitos anos e ela vive junto dos seus duendes, é como sua filha. Contudo, a diferença de espécie não fora capaz de impedir que Natty se apaixonasse pelo duende Flynn, que parece muito mais tendencioso a gostar da duende Elinor. Nada coopera com Natty quando o Baile da Neve está para acontecer, porque ninguém a convida, ainda a veem do modo como Papai Noel a vê: uma criança. Tudo ainda se complica porque, quando pequena, Natty tinha o hábito de inventar histórias para chamar a atenção e, quando ela realmente conta uma verdadeira, ninguém acredita.

Blá blá blá: Assim por minha sinopse tresloucada pode não parecer grandes coisas, mas a história que é uma das mais curtas do livro, me deixou encantada. Nas minhas anotações no post-it do início da história, eu coloquei o clássico: tamanho não é documento. Eu adorei Natty, ela é sonhadora e, ao mesmo tempo, pé no chão. Adoro a maneira como a história dela foi contada e o desfecho que teve.

É Um Milagre de Yule, Charlie Brown de Stephanie Perkins

Sinopse: Marigold visita durante todo o mês a loja de Árvores da Família Drummond. Não que ela não conseguisse se decidir por uma árvore, a ideia era economizar e não gastar com uma árvore nesse ano. Mas, ela precisava fazer um pedido ao garoto das árvores, North e, simplesmente, ela não sabia como. Até o dia em que ele conversa com ela, a convence a comprar uma árvore, bem no estilo Charlie Brown e a ajuda a carregá-la pelos quarteirões até sua casa. Mas um pedido inusitado ainda precisava ser feito.

Blá blá blá: Essa é outra história que eu gostei bastante. Ela também é magic free e, ainda assim, traz uma expectativa muito legal sobre costumes e expectativas. A mensagem que traz, independentemente do viés romântico que obviamente surge, é muito bonita e a história é envolvente.

Papai Noel por Um Dia de David Levithan

Sinopse: Connor pede ao seu namorado para se vestir de Papai Noel para que sua irmãzinha, Riley, ainda possa acreditar por mais um ano. Afinal, o ano já fora duro demais com a partida do pai, que era exatamente quem tomava o trabalho de vestir a roupa vermelha e fazer a magia acontecer. Uma casa é invadida na madrugada e uma criança é despertada pelo ho ho ho do Papai Noel.

Blá blá blá: Outra história fofa, com uma mensagem muito bonita sobre acreditar e fazer alguém feliz. O namorado – que, se não me passou despercebido na minha revisão, não tem o nome revelado, já que a história é contada em primeira pessoa, sob o ponto de vista do Papai Noel por um dia. E essa também é sutil, traz sentimentos passados e presentes. O conflito do amor juvenil e a necessidade de esperança, de realmente acreditar e poder se apegar em algo, ainda que isso seja passageiro.

Krampuslauf de Holly Black

Sinopse: O evento beneficente do Krampusnacht que ocorre em Fairmont vai contra todos seus princípios, já que este deveria ser algo apavorante e não, como dito, beneficente. Krampus é o filho de Hel na mitologia nórdica, mais antigo que o diabo, e dizem que este último fora quem copiou seu estilo. Hanna e suas amigas se atrapalham com o namorada de uma delas, que namora além de Penny, outra garota e, no fim das contas, prometem uma grande festa de virada do ano. A trama é armada e, até mesmo convidar o cara mais bem fantasiado do evento Hanna faz. O circo estava armado, agora era colocar as namoradas frente a frente, na festa do ano novo.

Blá blá blá: A história envolve outras culturas, como algumas outras já o fizeram e tem aquele toque de magia que só se descobre ao fim, quando tudo precisa ser resolvido, em um passe de mágica. Apesar de não ser das favoritas, a história é divertida e tem uma mensagem bem legal ao fim.

Que Diabo Você Fez, Sophie Roth? de Gayle Forman

Sinopse: Sophie enumera seus incontáveis erros desde que fora para a Universidade de Fimdomundo. Ir para lá era, sem dúvidas, um deles, ainda que a bolsa integral de estudos pudesse ter parecido muito atrativa, no início. As aulas já haviam terminado, mas as passagens precisavam baratear para que ela fosse para casa passar os feriados com a mãe. E nisso, ela se entendia com as atividades do campus, como o coral à lá Ned Flanders. E, num resmungo que sai mais alto que o pretendido, alguém capta sua observação sobre a apresentação. É mais um momento para que ela pense ‘que diabo você fez, Sophie Roth?’.

Blá blá blá: Sophie me encantou tanto, talvez por identificação pessoal, que só posso pensar nela como em alguém real. A história e os personagens me cativaram, o enredo é fofo e bonitinho e diz muito sobre crer em si mesmo, não se levar tanto a sério e ser fiel à quem você é, não importando o quanto possa parecer deslocado.

Baldes de Cerveja e Menino Jesus de Myra McEntire

Sinopse: Vaughn é, sem dúvidas, o garoto mais atentado da cidade. Quando o celeiro da Igreja entra em chamas devido à uma de suas brincadeiras, é necessário que o pastor Robinson tenha que intervir para que ele não acabe em um reformatório. Com isso, o espetáculo do presépio vivo fora ameaçado, vários trajes sendo refeitos de última hora, vários ajustes e uma nova acomodação. Além, é claro, do trabalho ‘voluntário’ de Vaughn para ajudar a recuperar tudo a tempo. Mas, uma nevasca e um outro evento agendado para o mesmo horário da apresentação do presépio ameaçam colocar anos de tradição em xeque.

Blá blá blá: Essa história me soou um pouco longa e forçada. Tudo de errado que poderia acontecer, acontece. E, uma garota, Gracie, a filha do pastor, é quase a responsável pela mudança de comportamento de Vaughn, que passa a ajudar para que a apresentação do presépio dê certo. Ainda assim, a história enrola um pouco demais e não tem muita liga. Carece do espírito natalino assim como de uma finalização melhor.

Bem-vindo a Christmas, Califórnia de Kiersten White

Sinopse: Uma cidade mais que pequena, do tipo que nem mesmo o Google identifica em suas buscas. Não é nem mesmo uma cidade, é uma região. É lá onde Maria vive com sua mãe e com o padrasto, vivendo para trabalhar e trabalhando para viver. Maria junta suas economias pronta para fugir dali, para bem longe, onde a lanchonete em que trabalha por gorjetas fique na lembrança. Contudo, a morte do cozinheiro faz com que um forasteiro seja contratado. Um que tem um dom de saber exatamente o que cada pessoa precisa comer, ainda que não seja exatamente o que ela pediu.

Blá blá blá: Mais uma das favoritas. A relação de Maria com sua mãe e o padrasto é tão bem desenvolvido na pequena história e reflete uma realidade. A possibilidade de se afastar daqueles que vemos diariamente. A pequena mudança na comida da lanchonete faz uma cidade inteira se acender e dá a Maria uma nova perspectiva da vida, assim como de tudo que tinha como verdade. É linda, magic free e tem muita magia do Natal!

Estrela de Belém de Ally Carter

Sinopse: Uma passagem de avião trocada e um destino incerto para Liddy. Era tudo que ela precisava, fugir da realidade, da sua vida. Só não esperava que precisaria se passar por uma islandesa chamada Hulda, que estava a caminho da casa do namorado, que vive em Oklahoma. Completamente fora do destino correto: Nova York. No aeroporto, Liddy se vê diante do namorado de Hulda, que a busca, junto de vários familiares e, apesar de claramente saber que ela não é Hulda, a apresenta para todos. E Liddy segue por horas para a casa de Ethan, o namorado de Hulda. Aquele que ela preferiu não ir ver, já que ama quem a espera em Nova York e não quem a esperava em Oklahoma.

Blá blá blá: Essa eu desejei fortemente que fosse um livro inteiro para ser devorado, queria mais e mais páginas. A história pode parecer um pouco blasé resumindo-se pela história, é o tipo de história romântica e motivadora (que talvez tenha me lembrado a narrativa do Nicholas Sparks, mas sem o final em que alguém morre), mas que faz você se apegar aos personagens, torcer pelo melhor e querer mais! Sem dúvidas mais uma favorita!

A Garota que Despertou o Sonhador de Laini Taylor

Sinopse: Em um mundo pobre e desigual, uma das poucas esperanças das jovens rendeiras que trabalham para sobreviver na ilha para a qual foram traficadas, é receber o cortejo de um homem que tenha um emprego que permita que elas não passem fome e não morram de frio. A ideia, ainda assim, de aceitar alguém, em especial o Reverendo Spear, que já enterrara outras esposas jovens. Ainda mais depois que seus melhores amigos se foram após um surto de febre, Neve sabia que jamais se uniria a alguém. Quando o Reverendo resolve cortejá-la no Advento de Natal, ela sabia que estava condenada e não lhe resta nada a não ser apelar uma prece para os antigos deuses daquele mundo.

Blá blá blá: Ok, talvez você pense que tenho muitas favoritas e, talvez, seja realmente assim, mas a história do sonhador, repleta de magia e histórias antigas, me deixou muito tocada. Não apenas pela parte mágica da coisa, o modo como tudo se resolve facilmente, mas pelo processo e pelas ideias de Neve. Ela é uma garota forte e decidida e não aceita seu destino como algo que lhe imposto, independente da adversidade pela qual ela esteja inserida. E isso é algo muito grande e valioso em alguém! Então, mais uma história bonita para a lista!

Acho que, no fim das contas, gostei da maioria das histórias, cada uma com seu ponto forte. É uma leitura aconchegante para a época de fim de ano e, se você, como eu, adora ler e reler coisas adoráveis, sugiro que entre para sua lista para o fim de 2017. Eu já até marquei as minhas histórias favoritas no livro para relê-las no fim deste ano, quem sabe é uma nova tradição surgindo?

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Ouvindo: Words – Birdy

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