Stranger Things: Raízes do Mal ♥ Gwenda Bond

Raízes do Mal é o primeiro livro oficial da série Stranger Things, escrito por Gwenda Bond e publicado pela Intrínseca! Raízes profundas nascidas no passado e que vão revelar mistérios sobre a origem de Eleven, algo que maligno e imparável!
Um Conto do Mundo Invertido

Mundo Invertido: Suspense dos Anos 80 Organização Stefano Sant’anna e Bruno Godoi Editora Wish “Se as luzes piscarem, não repreenda. Pode ser apenas um desesperado tentando se comunicar. Se as luzes se apagarem, esqueça este livro e corra.” Sinopse Outros mundos existem e eles estão cheios de monstros… Já imaginou se o mundo seu fosse apenas o reflexo sombrio de outros? O Mundo Invertido é uma dimensão paralela por onde caminha o Senhor dos Mundos, uma entidade que busca apenas uma coisa: causar medo. Ele atravessa as dimensões com seus tentáculos que abraçam tudo o que tocam. É um olho pulsante que está cansado de viver só, e por isso, Ele chegou, abrindo portas entre os multiversos, disseminando o terror.O Senhor dos Mundos está aqui. Mundo Invertido Texto não recomendado para menores de 18 anos. Feche os olhos. Talvez assim a criatura que espreita da sombra projetada pelos galhos do lado de fora da janela não seja capaz de lhe colocar medo. Ou, talvez, se você não a ver, ela também não será capaz de enxergar-lhe. Mas a verdade é que, mesmo seguro atrás de suas pálpebras, a criatura é capaz de qualquer coisa. O olho gigante envolto em tentáculos como se fossem veias aguarda o momento certo. A hora em que seu suspiro indicará o medo, que sua respiração irá falhar e você estará prestes a sucumbir. É inútil tentar gritar quando sua voz já foi abafada dentro de si como última brasa ao apagar da lareira. Você pode não ver, mas percebe os tentáculos subindo por sua cama, deslizando feito serpentes que estão prestes a dar o bote. Se encolhe, recolhe as pernas para junto do corpo, a mera ideia da textura fria e pegajosa da criatura é suficiente para fazer a pele arrepiar. A razão já lhe deixou há muito, quando tentou indagar o que, afinal, poderia um olho fazer além de olhar? Não há boca para devorar ou garras afiadas para perfurar. Ah, mas há os tentáculos! Estes que sobem agora por seus braços e acariciam a pele como se fosse ferro em brasa. Deveriam ser frios… Mas queimam e o odor de pele queimada é tudo que sente, deveria sentir a dor, mas ela já se tornou uma constante que deixa apenas as lágrimas escaparem pelos olhos. Poderia acordar agora, se ver na cama com os raios do luar a brincar com as sombras da árvore que insiste em projetar-se pela janela. Mas não acorda. Não é sonho, é a certeza disso que faz a boca escancarar desejando que a fagulha de voz reacenda e seja capaz de clamar por ajuda. Ou piedade. Ou apenas que acabe logo. Ao menos, seu último desejo fora atendido, um tentáculo invade a boca, sufoca, o ar não tem espaço, e é espaço que o tentáculo busca ao seguir mais e mais fundo, até os espasmos cederem, até não haver mais nada se movendo. Acorda, mas não desperta, o corpo jaz intacto na cama, mas não há ninguém do lado de dentro, foi levado pelos tentáculos ardentes e gosmentos… para o mundo invertido. Mas isso não significa o fim… O barulho do livro sendo aberto bem ao seu lado parece soar como agulhas caindo no chão. Ainda que não haja certeza de onde se está, sua mente vagueia até o objeto que parece ser a única coisa existente além de você… se é que existir pode ser usado para te descrever. As letras parecem recém escritas nas páginas, mas estão secas quando as toca com a ponta dos dedos. A palavra estranho soa em sua mente, mas, ao mesmo tempo, não se aplica. O que é exatamente estranho? As palavras são reconhecidas e, enquanto os olhos correm pelas palavras, a história se desbrava ao seu redor. Um provável fim do mundo à sua volta numa apertada cabana em que os monstros espreitam do lado de fora. A única certeza é a de que está prestes a morrer. Ou está prestes a acontecer, seja lá o que de mais horrendo possa ser feito à sua mente presa ao corpo na cama que não reage e que está, ao mesmo tempo, sentado e bêbado na cabana. Você não recordo o motivo, mas sabe que estão forçando a porta. O grito vem quando garras languidas estraçalham a madeira e é como se a porta fosse sua carne a rasgar e sangrar… até o pânico lhe fechar os olhos. Estão novamente apenas você e o livro. As páginas passam para a próxima história e, algo na aparência avermelhada do livro não lhe inspira que será coisa boa. Vê uma amarelinha no chão, algo que leva você à pensar na infância, mas não consegue materializar lembrança alguma e logo ouve o chiado da tevê, ainda que não se lembrasse de ter visto alguma por aqui. O chiado aumenta e você se dirige até ela como se fosse mosca indo atrás de luz. O ruído toma conta de seus ouvidos e, ao tocar na tela de chuviscos, eles sobem por suas mãos, corroendo cada pedaço de pele, a voz fica engasgada e tudo que sai da boca é interferência que sufoca…. O livro aberto novamente. As folhas secam resvalam sob os pés, o craquelar parece quebrar uma costela sua a cada vez que o som refestela no vazio. Um som distante ressoa nos ouvidos e parece com algo desconhecidamente conhecido… os pés pisam na pedra, fria como gelo que logo é colocada na palma da mão. Inofensiva, você tem certeza que a palavra é ótima para descrevê-la, mas, ao mesmo tempo, não sabe a razão, olha através do buraco no meio, mas não é sua mão que está ali, é a pura escuridão que se adensa e escapa, escorre pela palma da mão e te engole… é difícil saber quando seu corpo inteiro se contorce e expande infinitamente causando uma dor que jamais seria capaz de descrever… E mais páginas do livro seguem adiante. Chamam um nome. Seria o seu? A voz aparece quando