Um Livro, Um Filme: memória e como ela nos define

Retipatia
filme livro memória

Mais um post do Um Livro, Um Filme, agora com o tema memória e como ela nos define, ou mais precisamente, como a memória influencia quem somos? E então, teremos dicas de livros e filme que se enquadram nessa temática!

Desde que li Recursão, do Blake Crouch, o tema memória aflorou na minha cabeça, especialmente porque já havia feito a leitura de Para Sempre Alice, da autora Lisa Genova.

Memória: os livros Recursão e Para Sempre Alice

Em Recursão, vamos encontrar um mundo que se colapsa repetidamente por causa de uma máquina capaz de voltar no tempo. E assim teremos os personagens principais tentando corrigir erros do passado que podem levar ao fim do mundo. Mas a chave de tudo está no seguinte detalhe: são suas memórias que definem quem eles realmente são. Dá pra conferir a resenha do livro aqui!

Já em Para Sempre Alice, conheceremos a história de Alice, uma mulher de 50 anos, que está no auge de sua carreira, com a vida que sempre sonhou, até ser diagnosticada com mal de Alzheimer precoce. Aliás, se quiser ler a resenha, é só clicar aqui!

Assim, a memória é o ponto em comum desses dois livros e, logo, me fez pensar na ideia de um “livro e filme sobre memória” seguindo o quadro que aparece também no Instagram @retipatia.

Filmes Que Abordam o Tema Memória

Seguindo a ideia da memória como chave para definir quem somos, selecionei alguns filmes que também podem trazer essa abordagem e que valem a pena conferir:

filme livro memória mente criminosa

O primeiro deles que faz uma boa relação com o tema memória, que também está em cada um dos livros, é o filme Mente Criminosa (Criminal, 2016). Não apenas o enredo é interessante, como conta com um elenco muito bom: Kevin Costner, Gary Oldman, Tommy Lee Jones, Michael Pitt, Gal Gadot e Ryan Reynolds.

Na história, um agente da CIA morre com uma informação vital para impedir os planos de uma conspiração internacional. Até aí zero novidade no enredo, mas então vem a questão interessante do filme: para tentar recuperar essas memórias, a agência usa uma tecnologia ainda experimental para transferir as memórias do morto para uma cobaia.

O detalhe é que essa cobaia precisa ser alguém que tenha uma síndrome específica e rara: a síndrome no lobo frontal. Mas adivinhe só, é claro que eles a cobaia perfeita: Jerico!

Mas o detalhe é que ele também é um criminoso inescrupuloso que, devido à síndrome, é incapaz de diferenciar certo do errado. É alguém que não tem controle dos próprios impulsos, que não pode ser disciplinado ou punido, incapaz de diferenciar se fez ou não algo errado.

Então, eis o ponto: as memórias do agente passam a interferir na personalidade de Jerico, afetando seu agir sem controle e inconsequente. Assim, as memórias passam a suprir detalhes que a síndrome o impedia de desenvolver.

Até que ponto nossas memórias definem quem nós somos?

Em Recursão, são a diferença entre a vida e a morte de um mundo inteiro. Enquanto o que temos em Para Sempre Alice, é a de que Alice está a se perder de quem é exatamente por perder suas memórias. Já no filme Mente Criminosa não são apenas a chave para salvar o mundo, mas para trazer humanidade a quem não a tinha.

Vou deixar o aviso que Mente Criminosa não é cinco estrelas, mas ainda assim a questão da memória é um ponto bem legal para reflexão. E a trama também prende a atenção! Ele está disponível na Amazon Prime.

Outros Filmes: Para Sempre & O Doador de Memórias

É provável que o tema da memória como definidor de quem somos, tanto em livros quanto filmes, desperte outras possibilidades. Por isso, vou listar mais dois filmes que também podem ser relacionados à essa questão. Mas, deixando de fora a adaptação de Para Sempre Alice, porque a abordagem é a mesma do livro, e se quiser ler, é só acessar: Para Sempre Alice.

Para Sempre (The Vow, 2012), com Rachel McAdmans e Channing Tatum. Paige e Leo formam um feliz casal até que ela sofre um acidente. E, após retornar do coma, não se lembra do marido e dos últimos anos desde que o conheceu.

Nesse meio tempo que ela retorna para a vida que tem em suas memórias, logo percebe que aquela não é mais a vida que deseja, não é mais quem ela é. E é a chance para que seu marido tente reconquistá-la.

filme livro the vow para sempre perda memória

O Doador de Memórias (The Giver, 2014): uma comunidade vive no mundo ideal, sem doenças, nem guerras nem sentimentos. Só que nem tudo foi graças à bondade espontânea, os sentimentos das pessoas também foram execrados. Mas uma pessoa ainda retém as memórias da humanidade: o doador de memórias e ele é responsável agora por treinar seu substituto.

Agora, as revelações que estão por vir podem ser capazes de mudar o mundo, já que seres humanos sem emoções e sentimentos, sem saber de sua história enquanto povo, podem ser tremendamente sugestionáveis e fazer coisas horríveis sem sequer saber que os fazem.

filme o doador de memórias livro

Invariavelmente, somos afetados por nossas memórias, sejam elas boas ou más, e elas podem até compor boa parte de quem somos, mas não nos resumem. Afinal, somos feitos de nossas memórias, mas a essência de quem somos não se encerra nelas.

Aleatoriedades
  • O livro Recursão do Blake Crouch, você pode encontrar na Amazon em versão física/e-book (minha edição é do Intrínsecos);
  • O livro Para Sempre Alice da Lisa Genova, também disponível em versão física e e-book na Amazon;
  • E mais, o filme Mente Criminosa está disponível na plataforma de streaming da Amazon Prime.

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Retipatia

4 thoughts on “Um Livro, Um Filme: memória e como ela nos define

  1. Gostei imenso de Para sempre Alice. Foi difícil de ler, embora a leitura fluiu naturalmente. A trama, no entanto, foi complicado. Certas cenas me atropelaram.
    No filme Para Sempre, baseado numa história real, achei curioso que mesmo sem memória, aos poucos, ela foi retornando a vida esquecida. Agora, o marido dela me chamou a atenção. Suas atitudes foram incríveis. Parecia que era o único homem em cena. A tentativa de conquistá-la e a desistência. Gostei…
    O outro filme (mente criminosa) eu não conheço, mas o roteiro não me seduziu. rs

    bacio

    1. A sensação de Para Sempre Alice é exatamente essa, flui que é uma beleza a narrativa da Lisa, mas é difícil de ler, é difícil ver Alice perdendo suas memórias. Sim, esse filme Para Sempre me deixou a mesma sensação, aquela ideia de que, por mais que as memórias delas não estivessem lá, ela permanece sendo a mesma pessoa. E que marido é aquele, né!? Muita gente desistiria em dois tempos. ahahah Acho que o Mente Criminosa não é muito sua vibe mesmo… rs
      Obrigada pela visita!
      xoxo

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