
Bom dia, tarde e noite folks!
Dia de resenha super arco-íris por aqui, do livro da M. S. Fayes, que tem umas das capas mais lindas da minha estante: Rainbow!
Título: Rainbow
Autora: M. S. Fayes
Editora Pandorga

A Autora
M. S. Fayes é apenas uma das tantas faces de Martinha Fagundes. Entre os afazeres da vida, marido e filhos, além de trabalhar em diversas vertentes criativas, ela encontrou em seus livros a maneira mais divertida de conseguir que seus personagens obedecessem aos seus comandos sentimentais e tivessem seus finais traçados romanticamente. Há coisa melhor do que um belo final feliz?

Sinopse
Rainbow Walker sempre se sentiu diferente das garotas da sua idade. Com um nome peculiar e uma família estranha, ela nunca conseguiu estabelecer vínculos ou manter muitas amizades. Agora, em uma nova cidade, ela terá que se adaptar a uma nova escola e rotina, ao mesmo tempo em que precisa deixar sua introspecção de lado.
Mas Rainbow não está sozinha nessa jornada, já que uma pessoa inesperada entra em seu caminho, fazendo com que ela precise rever todos os velhos preconceitos em relação aos outros, se obrigando a deixar as pessoas entrarem na sua vida.
Reviravoltas, conflitos familiares e toda espécie de desventuras típicas de uma adolescente no Ensino Médio não podem competir com o que ela menos esperava encontrar: o amor e a autodescoberta.

A Obra
Não fosse o nome um tanto quanto atípico, Rainbow Walker passaria despercebida pelo ensino médio. Ou, talvez não, já que ela é nova no colégio Westwood, em que todos parecem se conhecer desde a época das fraldas e, ainda por cima, a cidade pequena inteira parecer saber que os novos habitantes são meio ‘hippies-nômades’ e que gostam de batizar os filhos com nomes de eventos da natureza, já que, os irmãos mais novos de Rainbow se chamam Sunshine e Thunder Storm.
“Para mim, era tipo um martírio, um momento de dor profunda e agrura mental. Buscar palavras para me
comunicar socialmente com uma pessoa desconhecida era um trabalho hercúleo. Então, eu preferia me manter muito calada.”
Apesar de tudo isso, Rainbow se mantém focada, é seu último ano escolar e, mesmo não tendo tanta certeza do que deseja quando for para faculdade, uma coisa é certa: sempre se esforçou para ser uma das melhores alunas e não será o já habitual bullying por causa do seu nome que irá atrapalhar. Afinal de contas, em se tratando de ser durona, ela tira de praxe, construiu barreiras bem fortes ao seu redor para isso.

O que Rainbow não esperava é que, logo em seus primeiros dias de aula ela já conheceria Rebecca, que vai não apenas lhe importunar nos dias que se seguirão, mas se tornar sua melhor amiga, apesar do seu esforço em não se apegar a ninguém, evitando qualquer tristeza que possa surgir com eventuais despedidas.
“Era isso. Eu realmente era muito séria. Enxergava o mundo sob uma ótica muito angular. Nunca permiti cores e a beleza dos caleidoscópios, que poderiam colorir meus pensamentos.”
Falando em esforço para não se apegar, nossa mocinha também preza muito por seu espaço individual, coisa que o gatíssimo-punk-boy Thomas Reynard, parece não estar nem aí. Com suas roupas pretas e vibe de quem não liga muito para o resto do mundo, ele consegue se manter ao lado de Rainbow mais tempo do que qualquer outra pessoa.
“Vamos logo para essa orgia programada aí.”
Mais um dia no paraíso na vida da filha mais velha dos Walker, e Rain (como é carinhosamente chamada pela família e, para seu desgosto) se vê obrigada a ir numa festa após a escola com seus irmãos, que, diga-se de passagem, são o espelho oposto à irmã mais velha. Adoram uma festa, pessoas e interagir, mas também não pactuam muito com o estilo hippie dos pais. Na festa, tudo poderia ser muito tranquilo, não fosse a desconcertante presença de Thomas e, digamos, o quanto alguns outros adolescentes podem ser clichês, como nas melhores e piores definições dos romances hollywoodianos.

A maior surpresa de Rainbow é perceber que, aos poucos, suas barreiras estão baixadas, seu coração está criando laços, assumindo, de uma maneira que ela jamais achou ser possível, sentimentos novos e arrebatadores, que vão da amizade ao primeiro amor. A única coisa que ela não esperava é que, exatamente quando tudo isso acontece e sua vida parece perder um pouco do tom cinza e começa a ganhar contornos coloridos que combinam com os de seu nome, seus pais, os espíritos livres que caminham sobre a Terra, decidem que é hora de se mudar.
“E Rainbow Walker era um verdadeiro vulcão por dentro. Ele só estava adormecido.”
Rain terá agora que assumir responsabilidades maiores do que ela e lutar por tudo que conquistou, embarcando ainda em desventuras que só uma prima-descontrolada-ex-namorada de Thomas é capaz de fazer. Não é apenas seu futuro em jogo, mas toda as cores que foram apresentadas à sua vida que agora correm o risco de esmaecer novamente aos pálidos tons de cinza aos quais se habituara, e ela sabe que não quer voltar a ver a vida em P&B depois de se acostumar às cores do arco-íris.

Impressões Sobre a Obra
É bem provável que Rain não soubesse o quanto esse último ano na escola seria decisivo, não para seu currículo acadêmico, mas para a vida. Ela cresce ao longo da história, passa da escala de cinza às cores e se reveste do seu próprio nome. Essa é a beleza do livro, o colorir do arco-íris que é nossa mocinha, algo que, sem dúvidas, só se daria diante das adversidades que a vida lhe impõe.
Então, em vez de viver amargurada e constantemente em crise, bastava eu sentir.
Dificuldades essas que vão desde o relacionamento com seus pais, que realmente são espíritos andantes, como o sobrenome da família indica (walker = caminhante), mas que têm dificuldades em entender e compreender os filhos bem arraigados que tiveram. Na verdade, apesar de toda a confusão que ocorre na história, entendo o lado deles, o sentimento de prisão que provavelmente se instala e necessidade de se mover. O único detalhe é o hábito que eles criaram em não realizar suas decisões como família, mas como um casal.

Apesar do clima tipicamente adolescente, Rain se dá consideravelmente bem com os irmãos e, a relação deles tem tudo para se alargar depois dos acontecimentos da história. Além disso, ela ainda faz uma amiga, Rebecca, dessas que temos certeza que não irá te largar depois do último dia de aula.
“Thomas era o que conseguia manter o fio da minha sanidade aceso.”
E, então, temos Thomas Reynard. O jovem que faz as adolescentes suspirarem e as leitoras se perguntarem onde é que está o seu exemplar de Reynard na vida… ahaha Brincadeiras à parte, não, ele não é perfeito, tem seus momentos adolescentes, mas conquista exatamente por saber demonstrar maturidade exatamente quando é necessário. E, o mais importante, quando decide se aproximar de Rain e vê seus sentimentos surgindo, não se afugenta, apenas sabe que quer viver tudo ao lado dela.

Se não fossem as pessoas que não dão a mínima para todo o instinto de auto-preservação que Rain mantém ativado, ela jamais começaria a se ver mais claramente, a se descobrir. E essa é uma das melhores mensagens do livro, de que, sozinhos, dificilmente chegaremos à algum lugar e, ao mesmo tempo precisamos respeitar e amar a nós mesmos antes de conseguir amar os outros.
“A verdadeira Rainbow. E o que vi foi simplesmente lindo. Foi tão brilhante quanto um belíssimo arco-íris logo após um dia de chuva.”
O livro da Martinha (aquelas, super íntimas, né… ahaha) tem uma escrita super fluida e gostosa. A narrativa segue majoritariamente pelo ponto de vista de Rainbow e, em alguns pontos, somos agraciadas por capítulos de Thomas. As páginas são viradas rapidamente e, apesar de não ter grandes reviravoltas e seguir alguns clichês básicos do bom romance, é cativante. Sobre clichês aqui vai o adendo, quando bem usados, eu os adoro e a Miss Fayes usa-os para trazer aconchego, sensações de bem-estar, risadas, alegria e alguns ‘own‘ para a história. O que, na minha definição particular, é um ótimo uso.

Ainda preciso destacar essa edição linda da Editora Pandorga. Sério, é a cara da Rainbow e uma das capas mais bonitas da minha estante, com certeza. A revisão é boa, encontrei quase nada de erros e, não só por fora, como por dentro, o livro é cheio de pequenos detalhes que o torna ainda mais fofo.
“Meu mundo poderia ser tão colorido quanto a paleta de cores que meu nome evocava, ou até mais.”
Por fim, mas não menos importante, Thomas sempre afirma que Rainbow Walker é um vulcão adormecido, prestes a entrar em erupção. O jovem Reynard que me perdoe, mas ela não é um vulcão temperamental e cheio de fúria a ser despejada. Como seu próprio nome indica ela é uma paleta de cores, o resultado do reflexo do sol nas gotas de chuva. É um turbilhão de cores em vários tons.

Aleatoriedades
- Essa foi uma das sessões de fotos mais custosa da vida… ahaha Podem me dizer, ‘Ah, Rê! Você só juntou um bocado de coisas e mudou o livro de posição, moleza!’. Daí, depois de rir maleficamente eu digo: eu tentei fazer essas fotos num dia e não rolou. As coisas não ornavam e não estavam ‘Rainbow’ o suficiente. Então, no dia seguinte, reuni as coisas, mudei algumas e então, foi este o resultado. Não, não é só amontoar e fotografar, como já ouvi por aí…
- Descobri que a Martinha também tem um blog, gente! Adorei saber disso, li alguns posts por lá e imagino ela na minha frente falando as coisas… algumas muito hilárias (não a gente não se conhece pessoalmente, mas eu imagino ela falando, ok?! kkk). Quem quiser conferir, é só clicar aqui, ela também está em várias redes sociais e sempre interage por elas, um amor que só!
- Rainbow ganhou recentemente um conto, chamado A Garota dos Meus Sonhos, que está disponível na Amazon também (inclusive pelo Unlimited) e que já está na TBR de fevereiro! Para quem quiser conferir, é só clicar aqui!

O livro físico de Rainbow está disponível nas mais diversas livrarias físicas e online e, se preferir a leitura em ebook, está disponível na Amazon, inclusive no Kindle Unlimited.
Que a Força esteja com vocês!
xoxo
Ouvindo:

