
Bom dia, tarde e noite folks!
Quase finalizando as resenhas pendentes do ano passado, hoje é dia de falar de um clássico do romance de época. E, adianto, Jane Austen conseguiu me cativar de tamanha maneira que me pergunto, por quê cargas d’água, nunca li nada dela antes.
Para quem não sabe, Jane Austen foi uma escritora inglesa, que viveu de 1775 a 1817, tendo produzido obras que são celebradas até hoje, como Orgulho e Preconceito, Persuasão e Razão e Sensibilidade. Já foi considerada por alguns como uma escritora conservadora, mas hoje em dia já se reconhece a grande perspicácia de suas obras e os questionamentos presentes, em especial no que diz respeito ao papel da mulher na sociedade.
Persuasão (edição com três obras da autora, incluindo também Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade).
Autora Jane Austen
Editora Martin Claret
Contracapa: O fascínio que os escritos de Jane Austen exercem, mais do que se manter, torna-se maior no curso do tempo. A obra desta aclamada escritora tem sido constantemente adaptada para o teatro, o cinema e a televisão. Nos meios acadêmicos, tem gerado abundantes e fecundos estudos de sua dimensão estética, sociológica e histórica. Em vários países, inclusive no Brasil, são-lhe dedicados ativos e entusiasmados fã-clubes; e, na web, há um número assombroso de páginas que remetem a Jane Austen. Esta edição especial reúne Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito e Persuasão – três dos mais apreciados romances desta que é uma das mais lidas e amadas autoras inglesas em todo o mundo.
Em Persuasão, somos apresentados a família de Sir Walter Elliot, que vive com suas duas filhas solteiras em Kellynch Hall – condado de Somerset -, Elizabeth e Anne.
Contudo, a vasta propriedade de Kellynch Hall precisa ser alugada, já que os exacerbados gastos de Sir Elliot e da filha Elizabeth restaram por endividá-los. Anne, a mais contida, nos gastos e nos modos, vê-se obrigada a mudar-se com o pai e a irmã para Bath.
Antes da mudança, Anne tem a oportunidade de viajar, para passar um tempo com sua irmã Marie, agora, Sra. Charles Musgrove, que reside em Uppercross Hall.
E o destino segue para reviver o passado de Anne, ao fazê-la encontrar-se com seu ex-noivo, capitão Wentworth, já que este é aparentado aos inquilinos de Kellynch Hall, o Sr. e a Sra. Croft, a propriedade de seu pai que fora alugada.

O capitão é um homem agradável e de vários encantos e, por tal razão, acaba por despertar a atenção das irmãs de Charles Musgrove, Henrietta e Louise, esta última, por sua vez, conquistando a atenção do capitão.
Aos poucos, vão se revelando trechos do passado e o principal motivador do desenlace entre Anne e Wentworth: a opinião da fiel amiga de Anne, Lady Russel, a quem não simpatizou de imediato com o capitão e acabou por convencer Anne de que o casamento não era uma boa opção.
Durante um passeio, Louise se acidenta e, permanecendo em Bath, acaba se aproximando do de um dos amigos de Wentworth, o capitão Benwick, com o qual fica noiva, deixando o amor de Anne desimpedido mais uma vez e, daí nasce a chance para o acerto entre o casal principal da trama.
Persuasão é um livro maravilhoso. Não tem a exata sintonia que vi em Orgulho em Preconceito, onde temos personagens mais extremos (e gosto muito dessa vivacidade), mas tem, por sua vez, uma calma e leveza que encanta no modo de contar a história.

No início do livro devo dizer que achei um pouco desinteressante, talvez porque foca um pouco no pai de Anne, Sir Walter Elliot e, convenhamos, ele é um homem superficial e frívolo, difícil de se digerir. Mas, a trama, quando passou a focar-se mais em Anne, tomou minha atenção de um modo super delicado, que me fez gostar da protagonista, ainda que ela seja um tanto quanto dependente demais das opiniões alheias (claro, o livro não se chama persuasão à toa).
E, devo dizer, eu não esperava um final satisfatoriamente feliz para Persuasão. A trama se desenrola de uma maneira que pensava impossível ficar satisfeita com o destino de Anne e, isso, Jane Austen desenvolveu tão bem que se tornou, ao mesmo tempo, esperadamente inesperado.
Persuasão, é, de um modo inesperado, uma obra que eu posso chamar de sublime. Todo o enredo é desenvolvido com uma sensatez e sutileza que mostram uma profundidade dos personagens e da própria história em si.
Esta foi a segunda obra de Jane Austen que li, a outra foi Orgulho e Preconceito e, apesar desta última ser minha queridinha (talvez Lizzie e Mr. Darcy tenham culpa neste aspecto), achei Persuasão de uma riqueza extrema, e, sem dúvidas, um excelente livro e leitura. Resumidamente, é um clássico, oras! rs

Na Reclassificação de Livros, Persuasão é ‘leio assim que puder me sentar no ônibus’.
Que a Força esteja com vocês!
xoxo
Ouvindo: assistindo a 7ª temporada de Gilmore Girls (finalmente acabando!!! ahahaha)

