Aurora ♥ Parte III/V

Em 25.10.2016   Arquivado em Aurora, Contando Histórias, Projetos

Bom dia, tarde e noite pessoal!

Preparados para mais uma parte da história de Aurora??? Para quem ainda não começou a ler a história, pode conferir a primeira parte aqui e a segunda aqui! E claro, depois tem que voltar aqui e ler a terceira parte toda né?! rsrsrs Ou se quiser acompanhar pelo Wattpad, é só clicar aqui!

Hoje estou no mood sucinta, então segue logo a continuação para vocês:

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Aurora – Parte III

– Acorde! Ande logo, príncipe!

Phillip acorda sobressaltado, sem entender o que está havendo. Seu corpo está cansado de dormir no sofá duro do casebre de Briar Rose e a ferida de suas costas parece estar em chamas.

– A vida no castelo te deixou preguiçoso príncipe, sempre dormindo demais. – Diz Briar Rose, com um sorriso nos lábios. O mais sincero que o príncipe já vira-a esboçar até então.

– Sequer amanheceu, Rose. – Ele diz, sonolento, enquanto se levanta.

Briar Rose apenas ri e segue para a cozinha. Quando o príncipe chega lá, um pedaço de pão junto à uma caneca de chá amargo o aguardam. Ele faz uma careta ao provar o chá.

– É a única coisa que beberá além de água, por dias, príncipe, é melhor que beba tudo. – Obedientemente, ele bebe o chá e come o pão.

Quando chega do lado de fora da casa, vê que sua espada e seu punhal foram polidos e estão aguardando em cima de um tronco. Seu cavalo está sem a sela e comendo grama não muito distante. Briar Rose está colocando, além de sua adaga em seu cinto, uma série de pequenas lanças que parecem folhas finas de árvore em seu cinto. Ela começa a trançar seus cabelos enquanto Phillip fica parado com a sela nas mãos.

– Aonde vai com isso? – Briar Rose pergunta, desconsiderando o olhar fixo do príncipe.

– Colocar no cavalo, onde mais?

– Ele fica.

– Como assim, vamos a pé?

– Aonde vamos não é bom para animais. Vamos caminhar, alteza. – Ela diz, com o deboche já corriqueiro.

O príncipe solta um suspiro indignado e volta a sela para o lugar. Colocando sua espada e punhal no cinto, ele pega sua capa de viagem e a prende em sua roupa.

Os dois partem em silêncio em uma caminhada em ritmo lento. A medida que adentram na floresta, a vegetação vai ficando mais fechada e arbustos e espinhos prendem suas capas a todo instante.

– Sei que não quer me dizer como você tem todas essas informações sobre a rainha e a assassina chamada de Corvo, mas, qual a razão de você morar na Grande Floresta com suas três tias?

Briar Rose olha rapidamente para o príncipe por sobre o ombro e para um instante. Levantando sua mão e indicando que ele faça o mesmo.

Uma cobra de mais de três metros de comprimento cruza à frente deles sem se importar com sua presença. Assim que o longo animal termina de rastejar para longe, Phillip decide que permanecer calado deve ser a melhor opção para percorrer a floresta.

– Elas me acolheram quando precisei. – Diz a jovem, sem indicar a necessidade de silêncio, o que é suficiente para despertar a curiosidade do príncipe.

– Precisou?

– Já faz alguns anos.

– E elas são mesmo, suas tias?

– Porque pergunta?

– Não vejo qualquer familiaridade.

Briar Rose o encara e ele espera que ela avance nele, mas seu olhar é mais intrigante do que isso.

– Não, não são tias de sangue, se é o que pergunta.

Ele assente e eles continuam a caminhar em silêncio. A medida que o sol se ergue no céu, o calor adentra pela mata, apesar da claridade não ousar fazer o mesmo com tanta intensidade.

A história de Briar Rose parece uma charada que não lhe foram dadas todas as dicas para decifrar. E, mesmo tentando compreender, tudo lhe parece por demasiado improvável ao jovem príncipe.

Quando se aproxima a metade do dia, a dupla para perto de um rio para beber água e se refrescar, fazendo com que Phillip volte a falar, num tom que indica que a conversa não fora interrompida por horas a fio.

– Então… porque suas tias vieram moram no meio da Grande Floresta, com você?

– Alguém já disse que sua alteza faz perguntas demais? – Phillip ri.

– É bastante provável.

Phillip entende que não teria as respostas de maneira tão fácil e eles continuam sua caminhada pela floresta densa o restante do dia, em silêncio.

– Ficaremos aqui nesta noite.

– Mas ainda está cedo, porque não avançamos mais? – Pergunta Phillip.

– Já estamos quase no território dela, é melhor descansarmos aqui.

– Território dela? De quem, da Corvo?

Briar Rose apenas assente com a cabeça.

– Certo, vou procurar madeira para…

– Não, sem fogueiras hoje. Não precisamos avisá-la de que estamos chegando.

– Certo. – Responde o príncipe, um tanto quanto cético. – Já compreendi que você não quer me falar sobre você mesma, então, me fale sobre a Corvo.

Briar Rose solta um longo suspiro e encara o príncipe. Ela sabia exatamente porque estava ajudando o príncipe arrogante, mas era fato que ele a fazia repetir seus motivos com mais frequência do que ela gostaria.

– A Corvo era filha de um dos membros da corte, que sempre tentava participar dos eventos que apenas os adultos eram convidados. Uma vez, a rainha a viu roubando comida de uma de suas mesas em um banquete…

– E ela continuou viva depois disso? – Interrompe o príncipe.

– A rainha, contudo, – Diz Briar Rose dando continuidade à sua fala como se não tivesse sido interrompida. – … não se zangou. Ficou impressionada pela ousadia da garota. É uma qualidade que ela costuma prezar. A partir daí, ela ordenou que a garota fosse colocada à seus cuidados. Então, a própria rainha a treinou para encarregar-se dos assuntos mais escusos da monarquia. Ela vive aqui na Grande Floresta e, sempre foi excelente em montar armadilhas e trabalhar com alguns preparos que a rainha lhe ensinou. Por isso, precisamos de mais cautela, ao entrar no território dela. Com certeza haverá armadilhas espalhadas no caminho.

– Uma coisa não faz sentido em tudo isso, Rose. Na sua história, a rainha possui apenas uma assassina. E não é isso que as pessoas dizem.

– Como príncipe já deveria ter aprendido a não confiar em tudo o que houve. – Diz Briar Rose, enquanto começa a comer uma pera e joga outra para o príncipe.

– Não interessa, irei leva-la prisioneira e ela pagará pelo que fez, assim como Arcose pagará.

– O povo nada tem com as disputas da realeza e sempre é o primeiro a pagar.

– Porque diz isso?

– Quem vai a guerra por você, príncipe? Acha que o povo está preocupado com quem governa, se você ou a rainha? Só estão preocupados em passar pelo próximo período de escassez, enquanto vocês se refugiam estre as paredes grossas do castelo. – O tom de Briar Rose não passa de uma constatação.

– Isso não é verdade! – Diz o príncipe em baixo tom e claramente com o orgulho ferido. Briar Rose apenas dá de ombros.

– Descanse príncipe, – Diz a jovem enquanto se deita enrolada em sua capa. – amanhã temos muito o que caminhar.

***

– Acorde, príncipe! Sempre dormindo mais do que deve. – A última frase sai mais como um resmungo para si mesma.

Phillip desperta com a água fria caindo em seu rosto, Briar Rose despejara todo o conteúdo do cantil do príncipe.

– Muito esperto de sua parte, Rose, agora não terei mais água! – Ele diz, carrancudo.

– A água é abundante na floresta príncipe, não seja ranzinza. Vamos, precisamos seguir viagem.

Os dois jovens seguem caminhando em silêncio, o que deixa Briar Rose contente, já que o príncipe ainda estava de mau humor pelo modo como fora despertado.

Não demora muito para que cheguem a um riacho de água límpida, em que o príncipe logo pode reabastecer seu cantil e melhorar seu humor.

– Se quer mesmo leva-la como prisioneira, preciso avisar que será necessário que a ataquemos juntos, entende? – O príncipe encara Briar Rose, mas assente em afirmativa. – Eu falo sério, Phillip. Sei que a raiva pode toma-lo, mas assim nada além de sua morte e a minha será o que ocorrerá. Tenho sua palavra?

– Sim, Briar Rose, tem minha palavra.

Com Briar Rose à dianteira, os dois caminham por um longo caminho estreito próximo a um penhasco. Na metade do trajeto, Briar Rose para e corta uma corda que prenderia os desavisados pelos tornozelos.

O caminho continua sem muitos percalços, uma armadilha aqui, e outra ali. Nada que Briar Rose não estivesse preparada.

Logo depois do entardecer, numa planície rebaixada, é possível ver uma casa de madeira, que parede ter nascido das próprias árvores dos arredores, mas não há sinal de ninguém do lado de fora, apenas um cavalo pastando com tranquilidade.

– É lá que ela vive? – Pergunta o príncipe, tentando reconhecer o cavalo como o que servira de fuga para a Corvo.

– Sim, vamos bater na porta. – Diz Briar Rose, com um sorriso sombrio, mas que Phillip não consegue deixar de pensar que a deixa ainda mais bonita.

Eles seguem sorrateiros e se aproximam de uma das janelas da pequena casa. Phillip não sabia bem o que esperar, mas o lado de dentro parece tão normal quanto a casa de Briar Rose. Uma mobília simples de madeira, mesa, cadeira, fogão à lenha, uma cama do outro lado. Uma lareira.

Briar Rose abre a porta com cautela com sua adaga empunhada e o príncipe segue em seu encalço empunhando sua espada.

Entretanto, toda a adrenalina não tem razão de escape, a cabana está vazia e não há sinal de que a Corvo estivesse na cabana.

– Ela deveria estar aqui! – Diz Briar Rose com fúria, jogando alguns frascos da cozinha no chão.

– Porque me trouxe aqui Briar Rose?

– Do que está falando, príncipe? Já se esqueceu de sua irmã?

– Não ouse colocar minha irmã nisso! – Ele responde, com ferocidade. – Você é quem vive cheia de segredos e agora parece muito mais insatisfeita do que eu. Qual a razão para tudo isso? Porque me trouxe de tão bom grado e porque…

As palavras do príncipe são interrompidas por uma flecha que entra zunindo pela cozinha.

– Achei que não seria capaz de cumprir sua tarefa, Malévola.

Phillip encara Briar Rose sem compreender as palavras que vem do lado de fora da casa.

– O que está… – Ele começa a dizer, mas Briar Rose escancara a porta da casa e sai. – Briar Rose! – Ele a chama.

– Ah, claro. Já fez mais um tolo se encantar por você, não é mesmo? Para isso você nunca precisou de poções. – Diz a voz desconhecida.

O príncipe sai da cabana e vê que Briar Rose está partindo e, a outra mulher, dona da voz desconhecida, está parada há vários metros da cabana, segurando um arco e flecha. Seus cabelos são encaracolados e estão soltos ao vento, sua pele é negra como o céu da meia noite e, apesar de sua expressão severa, o príncipe logo fica tocado por sua beleza.

– Briar Rose! – O príncipe a chama, mas Briar Rose não cede seu passo e já está chegando à borda da clareira.

– Tolo, ela não tem o habito de atender por esse nome, apenas as três velhas a chamam assim… Mas ela não é aquela menina há muito tempo. – Diz Corvo.

Phillip saca seu punhal e o atira em direção à Briar Rose. A lâmina segue certeira em direção à jovem, mas uma flecha atinge a faca, fazendo com que ela desvie e acerte apenas o braço da Briar Rose, cortando lhe a carne.

Briar Rose grita e pega a lâmina e a flecha que a ferira, virando de costas e encarando o príncipe e a Corvo.

– É, você sempre foi melhor do que eu com o arco, Malévola. Mas agora tenho um trabalho a terminar e, prefiro fazer isso de uma maneira mais pessoal.

O príncipe ignora a expressão séria de Briar Rose, já que Corvo, tão logo termina de falar, avança com uma espada em direção ao príncipe, que logo se vê duelando com a jovem.

O tinir das espadas ressoa na floresta e Phillip entende porque Briar Rose estava indo embora, Corvo era uma excelente espadachim, e não seria fácil derrota-la. Briar Rose acerta o cabo de sua adaga na cabeça do príncipe, atordoando-o por um instante e fazendo-o perceber que ela não partira. Mas, ao invés da jovem continuar a ataca-lo, ela investe agora contra Corvo, que sorri e se delicia com a nova oponente.

Phillip deixa de lado a dor latejante em sua cabeça e parte ao ataque de ambas as jovens, e eles permanecem numa batalha tripla, o príncipe com sua espada, Corvo com a sua e Briar Rose com sua adaga e o punhal do príncipe.

Quando Corvo desfere um golpe profundo na lateral de Briar Rose, a jovem cai no chão, e sua blusa logo se colore com seu sangue. Ela coloca a mão sobre o corte, mas o sangue não cessa e ela é obrigada a soltar uma de suas armas.

– Não sei por que não foi embora Malévola… Ao contrário de você, eu não quebro minhas promessas. Suma daqui enquanto ainda tem vida. – Corvo se delicia com cada uma dessas palavras, continuando a duelar com o príncipe, que logo se vê acuado quando sua espada é arrancada de suas mãos, sob um golpe forte da espada de Corvo.- Uma já foi, agora o outro. Devo dizer que vossa alteza foi um dos serviços mais fáceis que já realizei. – A ponta de sua espada está próxima a garganta do príncipe e ela se prepara para decepar lhe a cabeça quando uma lâmina fria aperta seu próprio pescoço.

– Não hoje, Corvo. – Briar Rose está segurando sua adaga tão colada à pele do pescoço de Corvo que um filete de sangue brota da pele lisa.

Corvo não hesita e joga a espada no chão. Phillip rapidamente a recolhe e pega também sua espada, enquanto Briar Rose amarra as mãos de Corvo.

Briar Rose vê que o príncipe não embainhara sua espada e as mantêm apontadas para Corvo e para ela.

– Você tem sua prisioneira príncipe. O que mais deseja? – Ela pergunta, com sarcasmo.

– O que eu… – Phillip controla a raiva que cresce dentro dele, já que não desejava deixar que sua prisioneira escape. – Você me trouxe aqui para que ela me matasse, terminasse o serviço? Afinal, quem é você? Porque ela permanece chamando-a de Malévola?

Corvo solta um riso e Briar Rose permanece em silêncio, com sua adaga segura próxima ao pescoço de Corvo.

– Já que aparentemente Malevóla perdeu o dom da fala, deixe-me explicar-lhe, príncipe. Apesar dos motivos distintos, ela tinha tanto interesse quanto eu de vê-lo morto, então eu sugeri que ela o trouxesse para um embuste. Assim eu resolveria os problemas de Arcose e dela, ao mesmo tempo. Nenhuma realeza sujaria as mãos, no fim das contas. – Um sorriso de satisfação não deixa o rosto de Corvo. A confusão é clara no rosto de Phillip. – Eu sou Corvo e ela Malévola, assassinas da rainha de Arcose, caso ainda não tenha ficado clara esta parte. A realeza está cada dia mais ignorante…

– Você… –As palavras escapam de Phillip, enquanto ele encara Briar Rose. As palavras de Corvo não podiam ser verdadeiras, não faziam sentido, ou por mais sentido que fizessem, ele não poderia acreditar nelas.

Ele aponta uma das espadas para cada uma das jovens à sua frente, Corvo de joelhos e com as mãos amarradas as costas e Briar Rose, segurando a adaga com firmeza no pescoço da outra.

– Você tem sua prisioneira príncipe. Leve-a daqui. – Diz Briar Rose.

– Você também tem culpa na morte de minha irmã, Briar Rose, ou devo chama-la de Malévola? – Diz Phillip, assumindo o tom sarcástico, habitual da jovem.

– Não pode me derrotar, sabe disso. – Diz Briar Rose, apontando o punhal do príncipe na direção dele.

– Não tinha a vantagem que tenho agora. – Diz o príncipe, indicando a ferida de Briar Rose com a ponta da espada e lhe sorrindo de modo desafiador.

O jovem príncipe avança para atacar Briar Rose com ambas as espadas e ela se defende usando o punhal a adaga que permanecem em suas mãos.

Corvo aproveita a oportunidade para se afastar e fugir em direção à mata da floresta.

– Ela está fugindo, seu tolo e estúpido! – Vocifera Briar Rose para Phillip, que, enfim, para de ataca-la. – Juro que não tive nada com a morte de sua irmã. – Diz Briar Rose.

– Claro, e a parte que você me deseja morto é apenas um detalhe! – Responde o príncipe, jogando uma das espadas para Briar Rose e partindo em disparada atrás de Corvo.

Não demora para que Phillip perceba os passos de Briar Rose em seu encalço.

– Se não estiver tentando me matar, é melhor que pare de correr, ou acabará morta de tanto sangrar, Briar Rose! – Diz Phillip ainda correndo e olhando rapidamente na direção da jovem.

– Phillip, pare! – Grita Briar Rose, com urgência. O príncipe obedece sua ordem, com expressão confusa.

– Não estamos muito distan… – A voz do príncipe some quando o chão abaixo dele desaba, engolindo-o em uma cratera.

– Phillip! – Grita Briar Rose, correndo até a beirada do buraco que se abrira no chão.

O príncipe está caído em meio há várias rocas de fiar quebradas há mais de três metros de profundidade.

– Phillip! – Chama Briar Rose. – Por favor, não esteja morto! – Xinga a jovem. – Phillip!

Demora alguns minutos até que Phillip abra seus olhos e ouça Briar Rose chamando seu nome incansavelmente.

– Está vivo, afinal. – Briar Rose diz, com o peso saindo de sua voz.

– É, Rose, não foi dessa vez. – Diz Phillip com um sorriso na voz e gemendo de dor. – Acho que algo me espetou.

O príncipe se senta entre as madeiras quebradas das velhas rocas de fiar que cobrem o fundo do buraco. Ele tenta tirar uma madeira que entrou fundo entre suas costelas, mas a dor logo o faz recuar.

– Phillip, preciso que retire isso, não conseguirei tirá-lo daí com isso preso em você.

– Isso tudo é sua culpa! – Ele diz, com raiva.

– Não fui eu quem não viu uma armadilha tão óbvia no chão! – Ela responde zangada.

Os dois ficam um minuto em silêncio afagando seus ânimos.

– Respire fundo e puxe de uma só vez. – Ela diz, por fim.

O príncipe apenas assente com a cabeça e faz o que Briar Rose ordenou, urrando de dor quando a lasca de dez centímetros sai de seu corpo.

– Ainda bem que não foi no meu pescoço, ou na minha cabeça, ou no meu olho… – Diz Phillip, encarando a lasca de madeira.

– Muito bem, agora pressione o local enquanto eu vou buscar uma corda para suspendê-lo.

– Sem pressa, não vou a lugar algum, Rose. – Diz Phillip, ofegante pela dor.

Apesar da dor que o corte a faz sentir, Briar Rose corre até a casa da Corvo e não tem dificuldades em encontrar uma corda grossa e extensa o suficiente para içar o príncipe.

Saindo da casa, suas botas quebram alguns pedaços de vidro dos frascos que ela jogara no chão mais cedo. O líquido que eles continham parece incolor, mas um odor costumeiro está impregnando o ambiente.

– Não pode ser! – Briar Rose agarra a corda e parte em disparada até a armadilha.

Antes de chegar, Briar Rose já está gritando pelo nome do príncipe.

– Phillip! Phillip! Phillip!

– Rose! O que há? – Ele responde, preocupado.

– Como está se sentindo? – Pergunta Briar Rose, enquanto amarra a corda na árvore mais próxima.

– O que?

Briar Rose se abaixa ao lado do buraco, segurando a corda.

– Jogue logo a corda, Rose, estou cansado de ficar aqui.

– Falo sério, Phillip. Está sentindo algo de estranho?

– Nada fora do normal, eu acho. Só estou cansado.

– Pegue uma das madeiras e cheire.

– Com qual sentido?

– Obedeça e então eu lhe tiro daí. – Briar Rose responde, impaciente.

O príncipe esboça uma careta, mas pega uma das lascas de madeira próximas e a cheira. Sua expressão então muda de indiferença para estranheza.

– Então? – Pergunta Briar Rose.

– Não sei ao certo o que é, uma planta ou uma flor talvez.

A corda desabada ao seu lado em resposta, como prometido. O príncipe começa a escalar, não sem muito esforço e, quando está próximo o suficiente de Briar Rose, ela estende sua mão e o ajuda a subir, fazendo com que os dois desabem no chão gramado.

– O que quer dizer? O cheiro? – Ele pergunta.

Briar Rose pega um caco de vidro no bolso e o entrega.

– Tem o mesmo cheiro disso? – Ela pergunta.

– Sim. – Diz Phillip. – O que é? Tem um cheiro bom.

Veneno. – Responde Briar Rose.

…Continua…

Em breve tem mais people! Acompanhem e não deixem de contar o que estão achando! Até a próxima!

xoxo

  • Kaila Garcia

    Em 25.10.2016

    Que coisa mais linda, Re! Não sabia que você escrevia essas histórias por aqui. Quero sempre acompanhar!

    Minuto de Bobeira

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