Cinderella ♥ Parte VII/VIII

Em 26.09.2016   Arquivado em Cinderella, Contando Histórias, Projetos

Bom dia, tarde e noite people!

Penúltima parte da história da nossa querida Cinderella saindo do forno! Para quem quiser conferir as postagens anteriores, é só clicar: primeira parte, segunda parte, terceira parte, quarta parte, quinta parte e sexta parte! Ou, se preferir ler tudo do início até esta penúltima parte, basta acessar a página do Wattpad que já contém toda a história, clicando aqui!

Cinderella – Parte VII

Dali a dois dias o rei e a rainha retornam da viagem, nesse tempo, Ella não voltou a ver Matteo. Ele não teria como visita-la, a guarda era reforçada e cavalariços não andavam dentro do castelo e a jovem também não fora procurá-lo novamente.

– Ella, vossa majestade está chegando. – Diz Josephine, enquanto Ella estava debruçada na torre do rei, tentando ver os cavalos e carruagens que vinham de volta do casamento.

– Posso dizer uma coisa, Cinderella? – Pergunta Josephine.

– Claro que sim, Josephine, sempre. – Ella não deixa o foco de seus olhos nas carruagens quando responde.

– O rei podia estar fora dos limites de sua terra, mas há olhos e ouvidos dele em todos os cantos do castelo e da propriedade. Espero que você pense com cuidado nisso, não há razão para zangar vossa majestade, por nada.

Encarando Josephine com atenção, Ella sabia que criada estava se referindo à Matteo. Mas, neste momento, ainda estava muito zangada com o rapaz para pensar em vê-lo novamente, então a ideia de fazer tal coisa, parecia, de fato, insensata.

Ella sentia saudade de Thomas. De estar com ele todas as noites, de fazer amor com ele, de cavalgar ao seu lado, de participar de suas reuniões. De absolutamente tudo.

Quando o rei desmonta de seu cavalo Ella fica alegre em ver que ele não vinha na carruagem junto da rainha. Assim que lhe vê, ele caminha até ela, que faz o cumprimento mais delicado que consegue, e assim que se ergue, é beijada com ternura nos lábios.

– Estava com saudades de vossa majestade.

– Eu também Ella, eu também. – Diz ele, beijando-a mais uma vez.

Uma respiração zangada faz com que Ella olhe em direção à rainha, que sequer retribui o olhar e caminha de face erguida, com suas criadas em seu encalço, para dentro do castelo.

O rei tem de resolver alguns assuntos com seus conselheiros quando chega, mas chama Ella ao gabinete real, para participar.

Quando terminam, um dos conselheiros, o que aparentava ter mais de cem anos e que Ella não simpatizava muito, porque este nunca ouvia o que ela tinha a dizer de bom grado, deixa-se ficar por um instante a mais na sala.

– Meu rei, sei que alguns dos conselheiros não queriam ter o fardo de dizer tais palavras, mas, como já sou muito velho, não tenho as preocupações que eles possuem. Já fazem seis meses desde o casamento real e, a memória do povo é curta. Em breve estarão atrás de notícias acerca de um herdeiro, espero que vossa alteza também esteja em busca de um, para o bem do reino, é claro.

Ella fica chocada com a petulância do conselheiro, mas o rei não diz nada, apenas assente com a cabeça, permitindo que o conselheiro parta e deixando os jovens amantes a sós.

O rei solta um longo suspiro. Parecera que ele envelhecera alguns bons anos durante o pouco tempo desde que Ella o conhecera. Ainda assim, ele continuava belo e, mesmo que não o fosse, ela sabia que o amaria. Ella amava não era a beleza do rei, era o homem que estava por detrás da coroa, era Thomas.

Cinderella apenas não tinha certeza de que Thomas a amaria por tanto tempo assim.

– Mandei que me preparassem um banho, me acompanha, Ella? – Cinderella fica em dúvida se deveria ou não tocar no assunto dos herdeiros, mas talvez, numa outra hora.

– Claro que sim, meu amor.

Os dois seguem para o quarto do rei e se despem para entrar na tina de água quente que fora colocada à um canto no quarto.

– Ella?

– Sim, Thomas? – Responde Ella enquanto o rei delicadamente passa o sabão em suas costas.

– Você deseja ter filhos?

Ella pensa por um instante. Sempre que se imaginara cuidando de crianças estaria casada por amor, vivendo em uma casa confortável. Nem uma das duas coisas acontecera.

– Não penso muito a respeito, Thomas.

– Você teria filhos meus?

Ella se vira para Thomas.

– Você não deveria estar preocupado que a rainha lhe dê filhos?

A expressão dele se fecha e ele respira fundo antes de voltar a dizer.

– Não foi isso o que eu quis dizer, Ella. Independente de a rainha me dar ou não herdeiros, quero filhos com você.

E eram essas as palavras que Ella desejava ouvir. Se aproximando lentamente até o rei, ela o beija, enquanto diz, pausadamente:

– Vamos ter muitos filhos então, Thomas.

***

Os dias passam e a conversa sobre crianças não deixa Ella em paz. Por mais que ela tivesse assentido, se preocupava com várias coisas e, uma delas tinha nome próprio: Matteo.

À tarde, enquanto o rei tratava de reinar, como Matteo certa vez lhe disse, zombando da monarquia, Ella sai para cavalgar.

– Boa tarde, Matteo. – Ella diz com a máxima cordialidade que consegue.

– Senhorita. – Ele responde.

Havia muito os dois não se viam, desde a última discussão, sequer um olhar fora trocado.

– Espero que tenha pensado melhor sobre certos assuntos, ou que já tenha arrumado uma jovem. – Em resposta, Matteo encara Ella com dureza.

– Acho que esse tempo no castelo a está deixando esnobe, mas sim, eu acho que repensei. – Diz ele, enquanto sela o cavalo de Cinderella. – Você realmente merece a coroa e tudo que vem incluído, Ella.

– Matteo… – Responde Ella, com tristeza na voz, dessa vez. – … eu realmente queria que as coisas fossem diferentes, mas não posso mudar quem eu sou ou o caminho que trilhei. Achei que você entendesse isso, estou feliz agora e espero que você também o seja.

– Feliz Ella? Sendo uma amante? Algo tão incompleto não combina com você.

– É toda felicidade de que disponho não toda que sonhei. É diferente, Matteo.

– E o que são os sonhos senão a realidade pela qual lutamos, Ella? – Diz Matteo, entregando-lhe as rédeas.

Cinderella não lhe dá resposta, apenas segue ligeira com seu cavalo em direção à floresta.

***

No fim da tarde, quando Ella retorna aos seus aposentos para se preparar para o jantar, uma caixa enfeitada com fitas coloridas está lhe aguardando sobre sua cama.

Um bilhete está preso à tampa e nele, Ella reconhece a caligrafia bonita e treinada que já vira outrora:

“Imaginei que iria querê-los de volta.”

Ella abre a caixa já sorrindo e vê que os sapatos de sua mãe estão acomodados em uma fofa almofada, dentro da caixa redonda. Lágrimas escorrem de seu rosto em meio ao riso ingênuo que ela não consegue conter.

Depois de se preparar para o jantar, Ella calça os sapatos de sua mãe, e Josephine entra em seu quarto.

– Senhorita Ella, me desculpe por não estar aqui para arrumá-la, mas fui buscar seu jantar. – Várias bandejas estão sendo rapidamente colocadas no quarto de Ella. Quando o último criado, sai, Ella pergunta:

– Meu jantar? Porque não jantarei com todos esta noite?

– O rei pediu que você jantasse com aqui nesta noite e, de toda forma, ele pediu que seus pratos favoritos fossem preparados.

– Por quê?

– Bem, provavelmente ele desconfia do que você sequer parece ter noção.

– Do que está falando, Josephine? – Diz Ella, um pouco impaciente.

– Quando foi a última vez que suas regras vieram? – Ella se sente corar. Ainda que Josephine inevitavelmente soubesse desse tipo de intimidade… falar sobre era diferente.

– Eu não sei… – Ella tenta puxar em sua memória. – Talvez há dois, três meses…

– Como eu suspeitava.

– Suspeitava… isso quer dizer que estou… – Ella leva a mão à barriga automaticamente. – Mas, eu saberia, não? Digo, não tive desejos ou uma fome fora do comum ou mesmo enjoos…

– Bem, cada gravidez é uma gravidez. E, ainda assim, já notei que seu espartilho não fica mais tão fechado como antes. Com certeza, tem criança aí.

Ella ouve o espelho de seu quarto deslizar e seu coração se acelera ainda mais. Seria mesmo verdade, estaria grávida? Se assim o fosse, quando conversara com rei, é provável que já estivesse esperando um filho seu. O rei está muito sorridente quando passa pela passagem secreta, entrando no quarto de Ella. Josephine se curva e rapidamente sai do quarto.

– Ella, senti sua falta. – Diz Thomas.

– Mas nos vimos ontem à noite, Thomas. – Diz Ella, rindo.

– O dia foi longo demais, então. – Diz ele enquanto a toma nos braços e a beija intensamente.

– Obrigada. – Os olhar dele indica que ele não sabe pelo que ela agradece. – Pelos sapatos. – Ella indica com um gesto de sua cabeça e mostra, levantando a barra de seu vestido, que está calçando-os.

– É melhor então que eu possa vê-los bem… – Diz Thomas, enquanto retira o vestido de Ella, admirando todo seu corpo nu, enquanto ela veste apenas seus sapatinhos brilhantes.

Os dois se beijam e Ella diz:

– Tenho algo para lhe dizer, Thomas.

Tão logo o rei afasta seus lábios dos dela para ouvi-la, a porta do quarto de Ella é aberta com violência. Uma rainha furiosa, em seus trajes de dormir, está entrando bufando no quarto. Ella solta um grito abafado e logo se encolhe, por sua nudez, tentando se cobrir com as mãos.

– O que faz aqui, Anastasia? Saia imediatamente! – Vocifera o rei.

– Sair? Você fica aqui com essa prostituta que ousam dizer estar grávida enquanto sequer se dá o trabalho de engravidar sua rainha? Eu sou sua rainha, Thomas! – Anastasia grita as palavras como se fossem armas.

– Está fora de si, pode até ser minha rainha e esposa, não é minha dona, Anastasia. Agora saia já daqui. – O tom frio e o baixo que o rei profere as palavras desarma a rainha. E, sua aparência, que já era de cansaço, parece lhe dar mais vinte anos de vida.

Anastasia dá uma última olhada para Ella antes de sair, e vê os sapatos de baile em seus pés.

– Você quer tudo que é meu, sua imprestável! – Grita a rainha, enquanto se atira para cima de Cinderella, esbofeteando lhe a face.

Ella cai no chão e o rei segura uma rainha descontrolada, que deseja a todo custo chegar até Cinderella, que é deixada sozinha, enquanto o rei arrasta sua rainha pela passagem que leva aos seus aposentos.

O espelho é deixado aberto e Ella ouve os gritos e xingamentos de Anastasia ao longo do corredor, em direção ao quarto do rei.

Ella então reúne sua coragem e desliza o espelho, abafando qualquer som que pudesse surgir dali.

***

O rei redobra a segurança nos arredores do quarto de Ella, após o incidente com a rainha. Ella agora andava escoltada por onde fosse e mal lhe era permitido sair do castelo, cavalgar estava fora de cogitação.

Aos poucos, sua barriga ia crescendo e, mesmo com as restrições aumentadas, agora até mesmo sua comida era sempre provada antes que ela pudesse comê-la.

Um turbilhão de emoções passava por sua cabeça, mesmo com o rei ainda a visitando com a frequência de sempre e, apesar de, no início ele insistir que não deveriam se amar como outrora, Ella já havia superado esta barreira.

Josephine entra em seu quarto trazendo o desjejum.

– Bom dia, senhorita Ella. Finalmente a prece do povo fora atendida.

– Que prece, Josephine? – Diz Ella, sorrindo.

– A rainha, senhorita, está grávida. – Só depois de contido o entusiasmo é que Josephine se dá conta da notícia que acabara de dar.

– Isso é certo? – Ella pergunta.

– Tão claro como o dia. Está tendo enjoos e uma fome fortíssima. E, além disso, já cresceu alguns centímetros e suas regras não comparecem há mais de três meses.

– É um bom dia para o reino, então.

– Com certeza Ella, com certeza.

A mente de Cinderella estava agora confusa, enfim, Anastasia também estava grávida e, é claro que seus filhos teriam idades próximas. Em nenhuma circunstância Ella sentia como se isso fosse algo realmente bom.

Ella sai para caminhar no jardim quando o sol já não está tão forte durante a tarde. Seus pés acabam por guia-la na direção dos estábulos reais, ainda que ela não perceba, de imediato.

Há meses ela não via Matteo, e há ainda mais tempo não sentia sua falta. “Talvez seja essa a razão quando as pessoas dizem que temos um primeiro amor, claramente sempre vem um segundo.”, pensa durante sua caminhada.

Ella vê Matteo escovando seu cavalo, mas não queria contrariar o rei e sair a cavalgar como fazia antes. Na verdade, se cansava tão facilmente que, por ora, não desejava montar.

Matteo a vê e logo seus olhos recaem sobre a barriga já avantajada que ela exibia.

– É para logo?

– Não tão logo assim, ainda faltam alguns meses.

Matteo apenas assente com a cabeça e volta ao seu trabalho. Ella faz carícias no animal que a reconhece. Quando Matteo sela o cavalo, Ella logo pergunta:

– Vai montá-lo?

– Não, é para a rainha.

– E porque a rainha iria montar o meu cavalo, Matteo?

– Eu não faço perguntas, Ella, apenas obedeço ordens.

– Mas o rei não permitirá que ela monte se já souber que está grávida.

– Todos sabem que ela está grávida Ella, acho que, a esta altura, todo o reino já sabe.

– E porque ela irá montar? – Retruca Ella.

– Não sei.

Ella parte furiosa de volta para o castelo, em busca de falar com o rei. Talvez estivesse furiosa porque fora proibida de montar e a rainha não, ou talvez porque a rainha queria montar o seu cavalo. Ou por tudo isso.

O rei está sozinho em seu gabinete quando Ella entra, sem ser anunciada.

– Oi Ella, está tudo bem?

– Sim, estou bem, o bebê está bem. Eu apenas quero saber porque a rainha pode montar a cavalo, com todo o reino sabendo de sua gravidez e eu não posso! E montar o meu cavalo, inclusive.

– Ella, Ella, tem certeza de que apenas não está com ciúmes? – As palavras do rei apenas aumentam sua fúria.

– Ciúmes? Acusa a mim de ter ciúmes, Thomas? Pois bem, eu sairei para cavalgar amanhã, no meu cavalo.

– Ella, me desculpe, não quero irritá-la. Se realmente deseja cavalgar, tudo bem, apenas tenha calma. E Anastasia só quer seu cavalo para um passeio bobo com mulheres da corte pelo jardim. Nada demais, será bom para ele ser montado um pouco, não é mesmo?

Quanto à última parte, Ella devia consentir. Seria bom que seu cavalo saísse um pouco, ainda que por pouco tempo, e ainda que com Anastasia. O rei a abraça, tentando aliviar a tensão de Ella, que logo começa a chorar.

– Não fique assim, Ella. Me diga o que eu posso fazer, por favor.

– Eu não sei porque estou chorando! – Ella diz, um pouco brava e um pouco angustiada.

O rei a abraça, até que ela se acalme. E promete vê-la naquela noite.

Entretanto, as pessoas planejam tudo de acordo com o que o destino lhes apresenta a cada instante. Naquele momento, nenhum dos dois sabia o que se passava nos jardins do castelo.

A rainha Anastasia estava desfrutando do cavalgar suave com as damas da corte fazendo-lhe companhia. Ao contrário de Ella, Anastasia não montou durante toda sua juventude, sem sela, com as pernas separadas como apenas os homens costumam fazer. Montava como fora ensinada que uma dama deveria saber, com elegância, mas não com tanta destreza, já que esta não era a tarefa em que era mais exímia.

– Espero ao menos que seja um menino. –  Diz Anastasia.

– Majestade, tenho certeza de que, ainda que não o seja, o rei amará a criança. – Anastasia solta um riso frio.

– Tanto quanto ama seus cavalos, sem dúvidas. Apenas não posso correr o risco de que a meretriz que ele chama de amante seja a primeira a lhe dar um varão. – Responde a rainha.

A dama apenas assente e dá a conversa por encerrada, mas o cavalo da rainha se assusta e sai trotando rapidamente à distância dos jardins reais. A rainha, desesperada, tentando fazer o cavalo parar, grita, enquanto alguns guardas tentam parar o animal desenfreado, deixando-o ainda mais furioso com o tratamento ríspido e empina-se nas patas traseiras, fazendo com que a rainha caía de seu lombo, já sem sentidos.

O cavalo parte em disparada em direção à floresta e os guardas vão até a rainha, que é prontamente levada de volta aos seus aposentos no castelo.

Quando o rei chega a passos apressados nos aposentos de sua esposa, o médico já está examinando-a.

Ele aguarda ansiosamente, mas a aparência de Anastasia é de uma palidez fora do habitual e há sangue em sua camisola, encharcando a cama ao seu redor.

O médico percebe a presença do rei e se aproxima.

– Como ela está? – Pergunta o rei, ansioso. Rugas de preocupação se formam em sua testa.

– Sinto muito alteza, não há muito que eu possa fazer por ela.

– Como assim?

– Algo se rompeu dentro dela com a queda, não há o que possamos fazer para que ela se recupere. Sugiro que vossa alteza se despeça de sua esposa. Ela não tem muito tempo.

– E…

– Apenas faça isso, alteza. – Diz o médico, vendo o temor e desespero tomando conta da expressão do rei, que não parece nada mais que um jovem assustado.

– Anastasia. – Diz o rei ao se aproximar do leito da rainha, seus olhos estão agitados por debaixo de suas pálpebras e ela parece não ouvir o chamado do rei. – Me perdoe. – Diz o rei entre lágrimas, num choro silencioso.

A verdade era que, apesar de não amar sua rainha, o rei era jovem e seu coração ainda não fora endurecido pelas decisões que precisava tomar ao governar um reino vasto e abundante como o que lhe pertencia.

E, de fato, ele se culpava. Desejara diversas vezes a morte da jovem rainha com que se casara e não fora zeloso com ela como fora com sua amante, não se preocupara sequer com o filho que ela carregava. Queria puni-la pelo engodo que o fizera passar quando roubou o vestido e os sapatos de Cinderella.

Anastasia abre seus olhos por um breve instante, quando o olhar do casal se encontra. Mas logo o olhar dela fica estático, a vida abandonara seu corpo. O rei cai de joelhos ao seu lado, e se desespera em seu pranto.

…Continua…

Agora já é reta final e falta só mais um pedacinho da história para compartilhar com vocês? O que acham que acontecerá no final? Não deixe de compartilhar!

xoxo

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