Cinderella ♥ Parte V/VII

Em 19.09.2016   Arquivado em Cinderella, Contando Histórias, Projetos

Bom dia, tarde e noite people!

Se dependesse de minha ansiedade, postaria todo o resto da história de uma só vez! ahaha Mas daí a postagem seria quilométrica e perde todo o sentido de compartilhar as coisas aos poucos e deixar os leitores curiosos! ehehe

Para quem quiser ler a história da Ella desde o início, é só clicar aqui e conferir a história desde o início, incluindo esta quinta parte de hoje. Se quiser ver as postagens anteriores, é só clicar: primeira parte, segunda parte, terceira parte e quarta parte!

Cinderella – Parte V

Cinderella não sabia o que dizer ao rei, e, na verdade, estava tão confusa que não tinha desejo algum que não fosse voltar para sua casa, mesmo sabendo que aquela casa, não lhe pertencia.

– Porque você fugiu? – Não era mais o rei, aquele homem jovem, mas imponente e que era capaz de amedrontar homens e mulheres com um simples olhar, quem perguntava. Era apenas Thomas, o nome de nascimento que o jovem rei recebera de seus pais.

O coração de Ella estava calmo. A pergunta não fora rude, como ela esperara ou tampouco uma repreensão, o mais provável de ocorrer. E a jovem sabia a resposta, estava assustada, ou melhor, apavorada. Talvez mais do que estava agora, que o jovem à sua frente parecia despido de todo júbilo, orgulho e arrogância que normalmente o rodeava.

O rei se aproxima da jovem e seca as lágrimas que descem silenciosamente por sua face. Os olhos ternos de Thomas, azuis como o céu noturno, encaram os do céu do dia de Cinderella.

– Eu estava com medo, majestade. – Os dedos dele deslizam pelos lábios de Ella.

– Você não precisa ter medo de mim, nunca… – Apenas agora Thomas nota que ainda não sabe o nome da jovem a qual lhe causa tanto fascínio e seus olhos se prendem aos dela, novamente.

– Cinderella. Chame-me de Cinderella, majestade.

– Quando estivermos a sós, não precisa se dirigir a mim como majestade.

– Perdão, prefere vossa alteza? – Ele dá um leve sorriso, confusa.

– Prefiro Thomas, Cinderella. Apenas Thomas.

Thomas. – Diz Cinderella saboreando o gosto do nome em sua boca. O jovem parece desejar provar desse sabor e, rapidamente, cola seus lábios aos de Ella. Os dois ficam por um longo tempo se beijando, como se conhecessem um ao outro através do ato.

– Venha comigo. – O rei diz, com parte de sua autoridade retornando ao seu tom de voz, mas segurando gentilmente a mão de Ella.

Thomas a conduz por detrás de um grande quadro que tem uma mulher bonita pintada, ricamente vestida e usando uma coroa que lhe cai muito bem. O corredor é estreito e não muito extenso, e eles passam por apenas duas portas, iluminadas fracamente por pequenos archotes no alto das paredes, até chegar ao fim do corredor. O rei abre uma porta e eles saem em um aposento extremamente amplo, ainda maior do que Cinderella poderia supor existir no castelo.

– Onde estamos, Thomas?

– Nos meus aposentos. – “Nos aposentos reais”, pensa Ella.

O rei volta a beijar Cinderella e seu beijo dessa vez mostra um ardor bem mais intenso do que o anterior e ela sabia a razão disso. Ele a desejava, e a queria ali, nos aposentos reais, na cama do rei. Ele é o rei.

Neste momento, enquanto Ella se perde entre carícias e beijos, enquanto os dedos habilidosos do rei afrouxam o corpete e deslizam seu vestido por seu corpo, enquanto ela se inebria por cada toque, sabia dentro de si que não precisava do amor de homem algum, não precisava do amor de Matteo. Precisava apenas de um homem que a desejasse.

Depois que o casal desfrutou um do outro na cama real, Cinderella se sente resignada. Seria agora o que o rei quisesse dela, não havia muitas escolhas ou a quem pudesse recorrer. Matteo a abandonara, seu pai falecera. Estava sozinha e precisava jogar com as cartas que possuía.

– Cinderella. – Diz o rei enquanto desliza seus dedos pelas maçãs do rosto da jovem, lhes desenhando os contornos.

Ella olha em sua direção, mas não fora um chamado, ele apenas desejava dizer seu nome mais uma vez.

– O que fará de mim, Thomas?

Ele beija suavemente a têmpora de Ella, o que faz um calafrio percorrer pelo corpo da jovem.

– Não posso negar a noiva que me jurei casar, ainda que ela não seja a verdadeira. Mas, se você ainda quiser, pode ficar aqui, comigo.

As palavras do rei eram claras quanto ao fato de que ele se casará com Anastasia. Mas Ella não tinha certeza se almejava ser rainha ou algo assim, parecia algo muito grande, ou pesado. No começo, a traição da madrasta e das gêmeas poderia lhe parecer muito dura, mas esta vida talvez não fosse para ela, de toda maneira.

E, por outro lado, o rei não estava ordenando que ela ficasse. Dava a ela a opção de partir. Por mais que o coração de Cinderella ansiasse o retorno à sua casa, não sabia como o faria, como manteria uma casa sozinha. Como aquela casa não lhe traria apenas mais lembranças de sua mãe, de seu pai e, claro, de Matteo. Se for para recomeçar, é necessário que seja em um novo lugar.

O rei espera a resposta de Ella ainda com os olhos cravados aos seus, tentando desvendar o mistério que eles carregam.

– Fará de mim sua amante, Thomas?

– Se você assim quiser, Cinderella.

– Me chame de Ella.

Ella. – Repete o rei, experimentando agora a outra versão do seu nome.

– Faça de mim sua amante, Thomas.

***

No dia seguinte, ao despertar, Cinderella está sozinha no quarto do rei, mas Josephine já está ao seu aguardo.

Logo Ella é informada que será transferida para a ala do rei, ficando em um quarto que tem acesso direto aos seus aposentos privados.

O quarto é ainda maior do que o de hóspedes que Cinderella fora inicialmente colocada. Apesar de não ser ostentado como o do rei, é cheio de flores, fazendo com que Ella goste ainda mais do que do quarto do rei.

– Tenho que lhe passar algumas instruções. Suas obrigações. – Diz Josephine, enquanto penteia os cabelos de Ella.

– Obrigações? – Pergunta Ella.

– Sim, as obrigações que o rei espera que você cumpra.

– Ah, sim claro. – Responde Ella, ainda sem compreender que obrigações poderiam ser.

– Você deixará todas suas noites disponíveis para o rei e, sempre que ele desejar, você comparecerá a jantares e outros eventos, junto dele e de sua futura rainha, quando lhe convier. Segundo, eu cuidarei de sua higiene pessoal regularmente e você não poderá se livrar de tais obrigações. Compreendeu?

– Acho que sim. – Diz Cinderella. – São apenas estas?

– Querida, nunca nada disso é ‘apenas’. Mas, de todo modo, sim, é isso. Durante o dia você poderá praticar outras atividades que desejar, como canto, música, dança, leitura…

– Cavalgar? – Pergunta Ella.

– Bem, não sei se isso geralmente está incluído, mas acho que dentro da propriedade, não deve haver problemas.

– Certo.

– Além disso, algumas vezes o rei requisitará você mesmo durante o dia, então, deverá estar sempre pronta para atendê-lo.

– Atendê-lo? – Repete Cinderella, em tom de dúvida.

– Minha querida, há uma razão para um rei jovem ter uma amante: poupar a rainha de sua juventude enquanto ela se preocupa com o fato de lhe prover herdeiros. Se eu já não soubesse que você esteve na cama dele, ficaria preocupada com essas perguntas tolas.

***

Nos próximos dias, Cinderella é mantida ocupada, enquanto vários alfaiates e costureiras que servem ao rei tiram suas medidas e realizam ajustes em vestidos. Não havia sequer tempo para sair do castelo, já que as provas levavam toda a manhã e tarde e, à noite, o rei sempre a levava para sua cama.

Quando Cinderella é vestida em um modelo excepcionalmente elaborado, bordado com mais riqueza do que todos os outros, não consegue conter a curiosidade.

– Mas para que irei precisar de um vestido assim? – Um dos alfaiates sorri com bondade para Ella.

– É para amanhã, senhorita.

– Amanhã? – Diz Ella, sentindo-se confusa.

– Sim, o casamento real será amanhã. O reino está completamente em festa pela união. Acho que as pessoas querem logo saber que há herdeiros para o trono. – Cinderella sente como se um peso estivesse puxando-a para o chão. Ela teria de comparecer ao casamento?

Depois que fora levada para a ala do rei, não encontrara uma vez sequer com a madrasta ou com suas filhas e, talvez por isso, tenha sido mais fácil não se preocupar com o fato de que ainda parecia uma prisioneira do castelo.

Mas, ter de ver Anastasia se casando com o rei, de fato, Cinderella não sabia se era algo que desejava ver. “Terei de barganhar isso com o rei, afinal de contas.”.

À exceção das noites que Ella jantava sempre com a Corte do rei, já sendo querida por todos que lá frequentavam, esta noite ela fora levada cedo para o quarto do rei, sob o aviso que lá lhe seria servido o jantar.

Ella fica aguardando a chegada do rei, sem mexer em sequer uma fatia do pão que era servido ou tomar sequer um gole do vinho. Estava impecavelmente vestida, tendo ainda mais esmero em arrumar seus cabelos, nesta noite, ela própria o havia trançado e cacheado.

Quando o rei entra no quarto, logo se dirige à Ella, tomando-lhe nos braços e lhe beijando demoradamente.

Ella permite que as lágrimas corram de seus olhos. A clausura, de toda forma, não estava lhe fazendo bem e o casamento parecia um ritual de execução agendado para o dia seguinte.

– O que houve, Ella? Alguém a maltratou ou… – Ella balança a cabeça enfaticamente, em negativa.

– Majestade, eu…

– Ella, por favor, sou eu, Thomas.

– Terei mesmo de ir ao casamento amanhã? – O jovem Thomas solta um longo suspiro e deixa que suas mãos soltem Ella.

– Eu apreciaria que sim, Ella.

– Mas porquê? Que bem há nisso? – O rei solta outro suspiro antes de lhe responder.

– Eu não quero… estar sozinho, compreende? – As palavras lhe parecem difíceis de serem ditas.

– Me desculpe, é claro que entendo. – Diz Ella, abraçando Thomas e beijando toda sua face. – Apenas me sinto tão presa, parece que estou sendo punida por querer ficar aqui com você, mal vejo a luz do sol. Não saio desde que cheguei aqui, sinto falta do meu cavalo. E não queria ter que revê-las.

– Ella, Ella, Ella… – Thomas repete seu nome inúmeras vezes enquanto começa a beijar e despir a jovem, que logo se entrega às suas carícias.

***

No dia seguinte, o castelo parece estar completamente iluminado. Há mais barulho que o habitual e os preparativos para a cerimônia são constantes. Cinderella tenta imaginar o que se passa com Anastasia, Drisella e a Lady, afinal, seus preparativos para o casamento são tantos que ela sequer pode imaginar como deve ser a preparação da noiva.

– Tenho uma surpresa para você, senhorita! – Diz Josephine, após terminarem de experimentar o vestido que Ella deverá usar no casamento, no fim da tarde.

– Surpresa, que tipo de surpresa?

– Venha se trocar e logo saberá.

– Se preciso me trocar, não parece uma boa surpresa, então.

Josephine apenas ri e começa a auxiliar Cinderella a trocar de roupa.

– Vou cavalgar, hoje? – Pergunta Cinderella, com um brilho nos olhos quando veste a calça de montaria.

– Sim.

Cinderella segue Josephine até os estábulos reais, que logo a impressionam por seu tamanho e grandeza. O estábulo de sua casa parece ridiculamente ínfimo agora.

Há um cavalo branco selado já ao seu aguardo.

– Não acredito! É o meu cavalo! – Cinderella corre até o animal e logo abraça o mesmo, sentindo a textura de seu pelo com as mãos.

– O rei mandou busca-lo para você, esta manhã.

Ella apenas sorri com a informação. Ela ouve um outro cavalo sendo conduzido até a saída dos estábulos, onde seu cavalo está preso e vê que é o corcel negro do rei. Mas não é isso o que lhe impressiona. É Matteo quem está puxando as rédeas do cavalo.

– Preciso ir agora, senhorita. Tenho muito que resolver para quando voltar. – As palavras de Josephine despertam Ella de sua estupefação e ela consegue desviar os olhos de Matteo.

– Mas, Josephine, onde…

– Vossa majestade já deve estar a caminho. Espere por ele aqui. – Josephine faz um cumprimento simples e deixa Ella sozinha com Matteo.

– Senhorita. – Ele diz, em tom de cumprimento.

– Tão pouco tempo fez com que esquecesse meu nome, Matteo? – Pergunta Ella, tentando não gritar de raiva. Todo sentimento que ela achara estar adormecido retornara e parece que fora que a noite passada que ele a deixara esperando, para nunca mais retornar, com uma promessa desfeita. Seu coração bate acelerado em seu peito.

Matteo dá um sorriso irônico.

– Isso é muito engraçado, vindo da amante do rei. Me diga, quando foi que percebeu que isso seria… – Matteo corta sua frase e Cinderella se prepara para revidar suas palavras ríspidas quando ele se curva de maneira nem um pouco elegante.

– Os cavalos estão prontos?

– Sim, majestade. – Responde Matteo.

Cinderella se vira e vê que o rei, sorridente, está quase ao seu lado. Sem cerimônia alguma, ele a beija levemente nos lábios e estende sua mão para ajuda-la a montar seu cavalo.

Com um sorriso delicado e, evitando ao máximo ignorar a batida rápida de seu coração pela presença de Matteo, Ella monta sem ajuda alguma, e dá um leve toque para que o cavalo comece a trotar.

– Não vai me esperar? – Pergunta o rei, de maneira divertida. Cinderella tem um vislumbre da expressão fechada de Matteo.

– Me alcance, alteza… se puder! – Ella diz com o sorriso mais charmoso que consegue encontrar e bate forte com seus calcanhares em seu cavalo, dando um grito de incentivo para que ele parta com rapidez.

O cavalo relincha e suspende-se em suas patas traseiras, desabituado com a rigidez de sua dona, mas Ella se mantém firme e logo o vento bate em seu rosto e ela parte em direção à parte da floresta que está dentro dos muros do castelo.

Ella não olha para trás, mas tudo que ela poderia ver seria dois homens encarando-a com expressões pasmas. O rei logo se recupera e monta em seu corcel arredio, incitando-o a cavalgar cada vez mais rápido.

Apesar de Cinderella ter a dianteira, seu cavalo não era de corrida ou tampouco de combate e o cavalo do rei era mais veloz e bem treinado e não demorou a alcançar seu alvo.

– Espere, pare! – O rei grita, quando seu cavalo está pareado com o de Ella.

Os dois corcéis param resfolegando pela corrida desenfreada.

– Porque está sempre fugindo de mim, Ella?

– Não estava fugindo de você, Thomas.

– Fugia de quê, então? – Ele insiste.

– Só queria cavalgar, estava ansiosa. É um belo cavalo que você possui, como se chama? – Diz Ella, emendando uma frase à outra.

– É Eva, na verdade. É uma égua. – Ele responde.

– Eva, é um bonito nome. Meu garoto se chama Tom. – Thomas ri.

– E que tipo de nome é esse, Tom?

– Eu poderia dizer que, na verdade, é Thomas, mas provavelmente eu o deixaria aborrecido. – Thomas ri com vontade e desmonta de sua égua, prendendo-a em uma árvore e fazendo o mesmo com o cavalo de Ella.

Dessa vez, Ella não recusa a ajuda de Thomas para desmontar, e seu corpo desliza pelo dele até que suas botas toquem o chão. O rei a beija com paixão, deixando claras suas intenções.

– Precisamos voltar? – Ella pergunta, enquanto está deitada nos braços de Thomas.

– Em algum momento. – Ele diz isso enquanto acaricia as costas nuas de Ella. – Ella?

– Sim?

– Esta noite, eu…

– Sei que não poderá estar comigo, alteza. – Diz Ella, de modo sentido.

– Ella, não me repreenda por isso.

– Não estou. Sou eu quem estou sendo repreendida, sou eu quem terá de comparecer ao seu casamento, com Anastasia. Você sabe… – As palavras ficam presas em sua garganta. Nas noites que ela passara com Thomas, ele sempre quis saber como era sua vida, como a madrasta e as gêmeas se comportavam e, assim, sabia do amargor de seu passado.

– Ella… – Ele a abraça em seus braços ainda mais forte. Não sabia como consolá-la, mas não podia fazer todas as suas vontades. Governar um reino significava abdicar de muitas coisas, e seus sentimentos estavam incluídos nisso. Ele já considerava uma grande conquista ter Ella por perto. – Elas não podem mais fazer nada com você, sabe disso. Não permitirei.

As horas passam depressa demais e logo Cinderella e o rei retornam para o castelo. Separados pelas obrigações do rei, Cinderella logo se vê sendo servida à solidão de seus aposentados.

Quando Cinderella é vestida e penteada para comparecer à cerimônia, o vestido e cada parte de seu bordado e a pedraria nele incrustado fazem com que seja mais difícil levantar o pé para dar o próximo passo. Ela passara toda a tarde pensando na raiva que sentia de Matteo, mas não apenas na raiva. Revê-lo fez com que ela se lembrasse de todo amor que andara reprimindo. E, ainda assim, sua cabeça e seu coração estavam confusos em pensar porque, de fato, estava tão aborrecida com o casamento do rei com Anastasia.

Apesar de preferir um lugar de pouco destaque, em que pudesse passar despercebida, Ella fora colocada na primeira fileira de convidados da alta nobreza.

Quando a cerimônia se inicia, tudo parece um borrão, a entrada do rei, da noiva. Cinderella mal saberia dizer se havia música ou não, quais palavras que foram ditas. Selado o matrimonio, é iniciada a coroação da nova rainha. Apenas quando Anastasia se curva para ser coroada é que Ella tem o vislumbre dos sapatos que a nova rainha está usando: seus sapatos, os sapatos de sua mãe.

Ella apenas percebe que está chorando quando um dos cavalheiros próximos lhe estende um lenço. Ela agradece com um gesto e engole as lágrimas que ainda queriam cair.

As festividades se iniciam, mas, Ella não fica no salão de baile, onde as pessoas dançam e presenteiam a nova rainha. “Anastasia está radiante no trono ao lado de Thomas.”, pensa Cinderella. E isso só faz com que ela se sinta ainda mais deslocada. A nova rainha reunia todas as características que o povo esperava: era bela, culta e possuía uma altivez natural. E ali sentada, sendo paparicada, Anastasia aparentava estar tão confortável que poderia muito bem ter nascido naquele trono.

Cinderella se cansa da cena, das risadas. Por um instante, o olhar de Ella se cruza com o do rei. Ele estava sorrindo, mas Ella sabia que aquele não era o seu sorriso mais sincero, já o vira muitas vezes. Isso faz com que seu coração fique menos pesado, contudo, não o suficiente para que ela consiga passar o resto da noite junto à tantas pessoas sorridentes.

– Vai tão cedo, Cinderella? Tenho certeza que ainda temos muito a celebrar, nesta noite. – A voz fria e sarcástica da madrasta faz com que todo corpo de Ella se arrepie. Ela vira o rosto de Cinderella em direção ao trono, obrigando-a a olhar para a imagem do rei e da nova rainha. – Eles não formam um excelente casal?

… Continua…

Agora faltam só mais três partes para terminar a saga da nossa Cinderella! Quais seus palpites para a história? Me conta aí!

xoxo

creative writing prompts

%d blogueiros gostam disto: