Cinderella ♥ Parte IV/VIII

Em 16.09.2016   Arquivado em Cinderella, Contando Histórias, Projetos

Bom dia, tarde e noite everyone!

Dando continuidade a saga de minha/nossa querida Ella, hoje segue a quarta parte da história. Para quem deseja ler a história toda, desde o início, é só acessar a página do Wattpad, clicando aqui. Se quiser ver as partes fracionadas, é só clicar aqui para a primeira parte (onde conto também sobre a proposta do Creative Writing Prompts, de onde surgiu a ideia de reescrever o conto da Cinderella), aqui para a segunda e aqui para a terceira.

Cinderella – Parte IV

Na manhã seguinte, as gêmeas resolvem que deveriam caminhar na cidade, já que o dia estava nublado e o sol não as incomodaria. Cinderella sabia que, na verdade, tinham esperança de encontrar um dos rapazes com quem dançaram na noite anterior, mas não disse nada.

Logo depois do almoço, as jovens partem, em seus trajes idênticos, que mudavam apenas de xadrez amarelo para poás verdes e Cinderella continua a tomar conta de seus afazeres. Lavou, cozinhou, passou, cuidou dos animais. À medida que o tempo passara, estes últimos foram apenas diminuindo, para manter a comida na mesa para as damas, seja indo para a panela, ou vendidos na feira da cidade.

Um único cavalo restava agora, o preferido de Cinderella, seu garanhão branco como a neve, chamado Tom. Ella o escovou com esmero e logo resolveu sair para cavalgar, como fazia nos tempos em que a liberdade era algo que não lhe parecia tão cara.

Cavalgando até a cachoeira, onde seu cavalo já sabia chegar sozinho, Ella deixa o animal à sombra, onde havia capim fresco para ser comido à fartura. Não contendo o impulso, a jovem mergulha na água sempre fria da cachoeira e aproveita o momento de solidão e paz.

A natureza ao seu redor era calma e dali, parecia bobagem acreditar que qualquer pessoa pudesse lhe magoar ou fazer mal. “Talvez devesse morar aqui para sempre.”.

Cinderella sai da água e fica no sol até que seus cabelos estejam secos, não desejando que a madrasta desconfie que ela esteve muito longe de casa. Assim que retorna, deixa o cavalo descansando no estábulo e retorna para dentro de casa, para servir o jantar.

Um barulho estranho e risos insistentes fazem com que Ella se dirija até a sala de estar, em que Drisella está cantando e dançando sozinha e Anastasia conversa animadamente com sua mãe.

– O que houve milady? – Cinderella arrisca em perguntar.

– Ah! Uma grande notícia! Dance comigo Cinderella! – Diz Drisella, tomando as mãos de Ella e fazendo com que girem juntas pela sala.

– Pare com isso, Drisella, está me deixando tonta. – A voz da madrasta enfim faz a gêmea soltar Cinderella, que volta a encarar as damas, esperando explicação para tal comportamento.

– Ouvimos a conversa e a proclamação real quando fomos à cidade. O rei está à procura da donzela que dançou com ele no baile. Aparentemente nem ele sabe o nome dela, o que dá uma boa vantagem para as demais. – Explica Anastasia.

– Vantagem, de que? – Pergunta Ella.

– Ora, ele fará todas as moças do reino experimentarem o sapato que a jovem perdeu e se casará com a primeira em que o sapato servir. Dando uma enorme vantagem para quem o pé couber no sapato, pouco importando se a verdadeira dona será ou não a primeira a experimentar. – Diz Anastasia.

– Ele fará da primeira que couber, sua esposa e rainha. – Repete Drisella, dando ênfase ao que já fora dito pela irmã.

Ella não consegue conter um riso. A situação já parecera estranha quando o rei anunciara um baile para escolha de sua esposa, a futura rainha. Agora, parecia ainda mais ridículo deixar que um pé de sapato definisse quem seria essa rainha. O pior de tudo, era pensar que, talvez, não fosse ela, a primeira a experimentar. E, sendo assim, talvez o pedido que o rei fizera foi intencional, não um mero engodo para mantê-la no castelo.

– Do que está rindo? Mas é mesmo tola! Sequer foi ao baile, claro que não será o seu pé que caberá no sapato! – Diz Drisella.

Cinderella ri de si mesma junto a Drisella e volta para seus afazeres na cozinha. A sensação que sentia era estranha, não tinha certeza se estava empolgada ou triste.

Enquanto as três damas eram servidas por Cinderella, o assunto ainda era o mesmo: o sapatinho.

– Assim que terminar o almoço, Cinderella fará uma massagem em nos nossos pés, para que fiquem descansados e percam o inchaço para quando o representante do rei chegar. – Diz Drisella.

Assim, Ella passa todo o dia cuidando e massageando os pés das gêmeas, que a cada minuto requeriam para si novos cuidados, enquanto ficavam com os pés para cima de fofas almofadas nos sofás.

Ella fazia tudo com cuidado e atenção, até seu corpo parecia mais leve com a sensação de poder ser ela a retornar para o castelo.

A madrasta havia sumido há um tempo e Ella começou a pensar onde a ela estava. Tão logo esses pensamentos surgem os passos descendo a escadas são acompanhados dos sapatos bem lustrosos da Lady.

O que de fato chamou a atenção de Cinderella, porém, fora o tecido que vinha deslizando atrás dela, preso por uma de suas mãos, assim como o reluzente sapato em sua mão. O ar pareceu faltar-lhe com o aperto que seu coração sofre.

– Ora, ora, ora. Mas vejam só as belezas que encontrei escondidas em nosso próprio porão.

– Mamãe, mas o que é isto? –Drisella corre até a mãe para pegar o tecido sedoso do vestido que fora agora largado nos degraus da escada e até mesmo Anastasia se dirige até elas, pegando o precioso sapato.

– Mas este é… – Anastasia não consegue sequer terminar a frase.

– De quem você roubou isso, Cinderella? – A madrasta pergunta com uma calma que deixa Ella ainda mais apreensiva.

– Eu não roubei nada, são meus, milady.

O riso das três forma um coro perfeito.

– E quem lhe daria coisas tão nobres assim?

– Os sapatos eram de minha mãe, são meus, milady. – Os soluços fazem a voz de Cinderella falhar.

– E o vestido? – A madrasta pergunta, de maneira seca.

– Foi um presente, milady.

– De quem? Não me obrigue a ter que repetir mais uma vez.

– Do rei. – As palavras não saem muito altas, mas é o suficiente para todas ficarem espantadas.

Passado o susto inicial, a Lady logo se recompõe:

– Mas é evidente que não é do rei, quando vossa alteza sequer conheceria alguém de sua insignificância?

Imediatamente Cinderella dá passos trôpegos para trás, talvez consiga chegar ao estábulo e montar seu cavalo. Não haveria como ser seguida.

– Não deixem que saia daqui meninas! – A madrasta vocifera e cada uma das gêmeas parte atrás de Cinderella, que logo se vê encurralada por elas e pela madrasta que também segue em sua direção.

Com apenas uma de suas mãos, a Lady agarra Cinderella, que já chora e grita, pelos cabelos e a leva escadas acima, continuando a subida até chegar ao sótão.

– Já que gosta tanto dessas velharias, fique aí com elas. – Diz a madrasta enquanto atira Cinderella no chão empoeirado e tranca a porta com rapidez.

Ella tenta abrir a porta, mas o trinco já fora passado e tudo que a garota pode fazer é gritar e chorar ainda mais.

As horas se arrastam até colocarem a lua no céu anuviado. Nenhuma delas aparece sequer para levar comida ou água para a prisioneira, que cai em um sono agitado em meio a exaustão por chorar durante todo o dia.

Na manha seguinte, Cinderella acorda com a garganta doendo, quase sem voz, de tanto gritar no dia anterior.

Uma caneca de água e um pão duro e embolorado estão ao lado da porta. Ella bebe a água, mas se recusa a comer o pão.

Cinderella aprecia a vista da janela alta, ao longe, ela pode ver carruagens e a cavalaria com o estandarte real se aproximando. É impossível conter o choro que volta a lhe afogar, cada parte do seu corpo doendo como se fosse uma extensão de seu coração.

Assim que a guarda real para do lado de fora, Cinderella bate no vidro até os nós de seus dedos e sua mãos ficarem doloridos e machucados, mas o sótão era distante demais e com paredes muito grossas para que alguém lá embaixo, do lado de fora, a ouvisse.

Da janela, Ella vê dois homens entrarem na casa, um deles segurando uma almofada com seu sapato. O desespero aumenta e Ella começa a bater na porta, esperando que, de dentro da casa, seus lamentos abafados possam ser ouvidos.

Não chega a se passar metade de uma hora quando alguns guardas abrem a porta de Cinderella. “Estou salva!”, a garota pensa.

– Obrigada, obrigada! – Ela agradece enquanto cada guarda a segura por debaixo dos braços.

Nada poderia ter preparado Cinderella para a imagem que se desenrola ao hall de entrada da casa. Drisella esta de braço dado com sua mãe, com uma aparência entristecida e feliz ao mesmo tempo. Já Anastasia, está radiante, vestindo o vestido que o rei dera a Cinderela e segurando a barra do vestido, mostrando a todos que está calçando ambos os sapatos de baile.

– Não, não! Eles são meus! Devolva-os! Pertenciam à mamãe! – As lágrimas caíam ainda mais insistentemente e sua garganta ardia com o esforço de gritar novamente.

– É preferível que ela não seja levada à frente de vossa alteza, se o senhor me compreende. Não tem nenhuma razão para lhe afligirmos com minha filha doente, que tem delírios com a realeza. – A madrasta diz em tom preocupado, ao conselheiro do rei.

– Sem dúvidas milady, sem dúvidas.

Os guardas levam Cinderella para a carruagem fechada e ela logo tem as mãos e pés amarrados e uma mordaça colocada em sua boca. Sua respiração está ofegante e ela não para de soltar gritos e gemidos abafados de raiva e tristeza. Os guardas se postam do lado de fora, assegurando que não haveria chances de Ella escapar.

Quando as três damas saem de casa, Anastasia é colocada em local de destaque na carruagem aberta, para que todos pelo caminho possam dar uma boa olhada na futura rainha. Sua mãe e irmã seguem sorridentes atrás dela.

O trajeto até o castelo nunca parecera tão longo e duro. Cinderella já estava com os braços doloridos pela força com que fora amarrada e respirava pela boca, por causa do choro que não cessava.

Após serem saudadas por diversos plebeus na cidade, aos quais com muita polidez as três damas cumprimentaram, o castelo enfim desponta saudosamente ao pé de uma colina. Suas pedras acinzentadas agora pareciam muito mais tristes do que pela última vez que Cinderella as encarou.

As carruagens enfim param e as damas saem direcionadas aos salões do castelo, mas Cinderela é levada em outro sentido, quase carregada pelos guardas. Eles a deixam em um requintado aposento, provavelmente destinado a hóspedes do castelo, ainda amarrada, deitada à cama.

Seus gritos abafados são completamente ignorados e suas tentativas de se soltar, inúteis. Não demora a aparecer uma camareira e Ella vê que os guardas ainda estão do lado de fora do quarto.

– Olá senhorita Victorique, meu nome é Josephine. Serei sua criada enquanto estiver aqui.  – A criada se aproximou e tocou as cordas que prendiam Ella, mas logo a jovem recuou sob o toque.

– Não se preocupe, desde que não tente fugir, ninguém lhe fará mal. Estou aqui para cuidar de você.

Neste momento, vários empregados entram carregando uma grande tina de banho, que logo começa a ser enchida. Numa presteza impressionante, eles terminam e, sem dar sequer um olhar para Cinderella ou para a criada, se retiram do quarto.

– Viu só, um bom banho sempre ajuda bastante.

Ella então permite que Josephine a desamarre e a leve para a tina de água quente. Aos poucos, a jovem relaxa enquanto a criada esfrega seus cabelos e os lava com delicadeza, fazendo com que o tremor que tomara seu corpo, aos poucos, cedesse. Depois do banho, Ella é vestida e seus cabelos arrumados em bonitos cachos.

– Eu posso sair? – Pergunta Ella.

– Infelizmente não querida. Apenas quando permitirem. – Responde Josephine em seu tom amoroso.

“Isso não passa de uma prisão de luxo, então.”, pensa Cinderella.

– Provavelmente assim que as apresentações devidas forem feitas, você será chamada para ceia. Tenho que ir agora. – Cinderella responde com um gemido, não queria ficar sozinha. – Não se preocupe, voltarei em breve.

***

O rei não consegue esperar sentado que as portas sejam abertas para a entrada da comitiva que lhe traria sua tão admirada jovem – que fugira dele duas vezes – para ser apresentada a toda a Corte, que, com incrível presteza, se reunira em um tempo eximiamente rápido para conhecer a futura rainha.

As portas do salão se abrem distantes e imediatamente ele franze o cenho. “Seus cabelos estão da cor errada.”, ele pensa. Escuros demais, ou talvez o fato dele tê-la encontrando sempre a noite sofrera uma grande mudança na cor dos fios.

A medida que a jovem de cabelos acobreados se aproxima o rei tem certeza de que aquela não era a garota com quem estivera, sua pele é pálida demais e, na verdade, não se parece em nada com a doce jovem de cabelos dourados.

A garota está usando o vestido que ele enviara e vira sua bela usando na noite do baile. Mas isso não fazia sentido algum. O rei faz um gesto para que o conselheiro se aproxime.

– Esta não é ela, a jovem que me referi. – Imediatamente o sangue do conselheiro parece congelar em suas veias. Nesse momento, a jovem de aparência refinada está fazendo uma longa e detalhada mesura em frente ao trono.

– Vossa alteza, estamos na frente dos mais respeitáveis e influentes membros da Corte e a garota confirmou que o vestido é dela e, ainda possuía o outro pé do sapato.

Ser enganado, especialmente por uma mulher, não é algo que vossa alteza apreciava, muito menos em frente de toda a Corte que lhe servia.

O rei se levanta e faz um discurso de agradecimento aos esforços da Guarda Real para localizar sua amada. Então, ele se aproxima e, apesar dos traços finos e belos da garota, a clareza com que seus modos polidos e dignos da realeza eram exibidos, não era quem ele desejava. Ainda assim, para não se ver humilhado e feito de tolo, ele dá um beijo casto na testa da jovem e aplausos e vivas ecoam pelo recinto.

Tão logo é possível, o rei ordena que a jovem seja retirada de sua vista, sob o pretexto de que deveria estar cansada da viagem até o castelo. E, o mais discretamente que um rei pode fazer, ele se dirige para seu gabinete, seguido de perto pelo conselheiro. Cada passo do rei está carregado de fúria e o conselheiro, apesar de habituado às inúmeras cóleras reais, dessa vez, sente o peso de servir à realeza.

– Eu deveria mandar-lhe para forca por esse erro, Abdão! – Vocifera o rei assim que o criado fecha a porta do escritório, deixando apenas o rei e o conselheiro sozinhos.

– Majestade, lamento por isso, mas todos os indícios indicavam ser a garota certa. Ela vestiu o mesmo vestido, calçou perfeitamente o sapato e ainda possuía o outro pé.

O rei está andando impaciente de um lado para o outro.

– Seu tolo! Enganado por algumas saias. Esta é uma das gêmeas Victorique, me lembro dela. Se tratava da irmã delas, não de uma delas! – O rei ainda grita a plenos pulmões. – Não havia nenhuma outra garota na casa?

– Majestade, a outra garota tem problemas de cabeça, é certo que vossa majestade não iria desejar se comprometer com uma pessoa assim, uma rainha e esposa deve ser…

– Sou eu o rei e quem diz como uma rainha deve ser! – A fúria ainda está em suas palavras apesar destas serem mais incisivas e mais baixas. – Onde ela está?

– Em um dos aposentos da ala de hóspedes, vossa majestade. – O conselheiro responde com a cabeça abaixada.

– Traga-a aqui, agora.

– Sim, majestade.

O conselheiro sai do quarto distribuindo ordens e xingamentos para seus subalternos, enviando guardas para buscarem Cinderella, em sua reclusão.

***

Cinderella anda de um lado a outro em sua prisão. Não importa que não haja grilhões ou que não seja uma masmorra, que haja uma criada ou mesmo roupas finas. Ela deseja a liberdade de sua casa e da floresta.

Seu choro vai e volta, hora se intensificando, hora se acalmando. Não faz sentido, a madrasta já conseguira o que queria, uma de suas filhas fora levada ao rei, que provavelmente a achará ainda mais bonita que Ella e ficará contente em desposá-la. Mas porque mantê-la presa no castelo, para ver tudo que jamais será seu?

A porta do quarto se abre e Ella espera por ver Josephine, mas quem entra no quarto é a madrasta, seguida de Anastasia e de Drisella.

– Ora, vejo que já fora bem acomodada, Cinderella. – A fala da madrasta pouco lhe importa, Ella logo percebe que Anastasia ainda está usando seu vestido e os sapatos de sua mãe.

– São meus, me devolva. Fique com o rei, se quiser! – Diz Cinderella, olhando para Anastasia.

O riso das três é sua resposta. A madrasta se aproxima de Cinderella e puxa seu rosto com a mão, forçando-a a encará-la.

– Não sei se é apenas ingênua ou burra, Cinderella. Não há nada seu aqui, você não tem nada nem ninguém. Tem sorte de ter vindo conosco para o castelo. E, a partir de agora, viverá às nossas sombras, vendo Anastasia pegar tudo que lhe é de direito. Nem o rei, nem o vestido, nem os sapatos lhe pertencem mais.

As lágrimas estão colorindo a face de Cinderella e mais um barulho alto indica que a porta do quarto está sendo aberta novamente.

– Sinto muito interromper, damas. Mas a jovem deve vir conosco. – Diz um dos guardas.

Anastasia se apruma e se aproxima do guarda, sorrindo o melhor sorriso que possui, contente com o fato de que o rei decidira por vê-la.

– Sinto muito, senhorita. Estou me referindo a outra, a de cabelos loiros.

– Mas porquê? – Indaga Anastasia, já furiosa.

– Ordem do rei, senhorita. – O guarda então dirige seu olhar para Cinderella, que o encara sem compreender, mas não hesita em lhe seguir, deixando para trás três damas estupefatas.

Cinderella dá cada passo com incerteza, o que o rei queria com ela, afinal? Já estava claro o triunfo de Anastasia quanto ao casamento real. “Será que ele irá me expulsar do castelo?”, pensa Cinderella, com um pouco de alegria, afinal, não seria nada mal voltar para sua casa e viver em paz, sem a madrasta ou suas filhas para lhe importunar.

“Ah, o que estou pensando!”, a garota volta seus pensamentos para a realidade. Não lhe seria permitido tal regozijo, apenas viúvas mantinham suas propriedades, se assim obtivessem autorização real.

Ella é guiada por vários e vários corredores, tendo de manter o passo apressado para acompanhar os guardas, saindo da ala que se destina aos quartos dos hóspedes reais e chegando até outra ala do castelo, ainda mais ricamente decorada. Há também maior número de guardas, cada dois a cada porta.

Depois de um tempo, o guarda para em frente a um homem de cabelos grisalhos que anda impacientemente de um lado para outro em frente à altas portas que possuem um desenho do brasão do rei entalhado na madeira e ricamente pintado com ouro.

– Porque a demora? – O conselheiro pergunta, mas não espera tempo suficiente para o guarda responder. – Abra a porta. – Completa o conselheiro enquanto olha enviesado para Cinderella.

O guarda obedece e as pesadas portas são abertas com um ranger. Lá dentro, no escritório real, um jovem ansioso caminha de um lado para o outro, estacando assim que as portas se abrem.

O conselheiro ordena que Cinderella o siga e entra no escritório, cumprimentando o rei. Seus olhos se voltam para Cinderella, que não efetuara mesura alguma e estava parada, encarando o rei.

– A senhorita Victorique, vossa majestade. Senhorita, queira se portar de acordo na frente de vossa alteza e curvar-se.

Cinderella não se intimida com a repreensão e continua ereta. Antes que o conselheiro pudesse dizer mais alguma coisa, o rei enfim fala:

– Nos deixe a sós. – O conselheiro então apenas se curva novamente e sai do escritório.

Um baque surdo indica que as portas foram fechadas.

… Continua…

Não esquece de contar o que está achando do conto de fadas e acompanhar as próximas postagens!

xoxo

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