Cinderella ♥ Parte II/VIII

Em 09.09.2016   Arquivado em Cinderella, Contando Histórias, Projetos

Bom dia, tarde e noite pessoal!

Hoje é dia de compartilhar com vocês a segunda parte da história da Cinderella, que eu reescrevi e resolvi compartilhar aqui no blog (para saber mais sobre o projeto, confira aqui a primeira postagem e parte da história!). Se desejar ler a história na integralidade, é só acessar o Wattpad.

Cinderella – Parte II

 Cinderella sente um frio na barriga, “Jamais alguém assim a repararia… e se o fizesse, poderia ser pior, e se ele me achar bonita o suficiente para casar-se com alguns de seus importantes súditos? Não, isso não é nada bom.”.

Assim que a dança termina Ella se dirige para longe do burburinho das pessoas, indo até o terraço. As carruagens estão todas paradas, aguardando seus donos retornarem após enfararem-se de comida e bebida caros. Alguns empregados estão dormindo recostados nelas e outros estão juntos, a conversar.

A jovem passa todo o restante do baile do lado de fora, aguardando o momento em que sua família resolvesse partir. Com as distrações do festejo, nenhum deles parece mesmo notar sua ausência.

Na carruagem, retornando para casa, as gêmeas sonham com o rei e se gabam por terem dançando todas as danças, não lhes faltando acompanhante para um momento sequer.

Cinderella encara as duas. Apesar da aparência frágil e esbranquiçada, elas eram bonitas e bem cuidadas. Sem dúvidas chamariam a atenção, não apenas pela cor de seus vestidos, mas pelos modos bem aprendidos. Ella não diria que elas possuíam a beleza de sua mãe, a Lady, – que mesmo não sendo mais tão jovem quanto as moças, conservava boa parte de seu encanto natural – mas sem dúvidas, eram belas.

No dia seguinte, o pai de Ella recebe uma carta preocupante, problemas com seus negócios na cidade vizinha fariam com que ele tivesse que se ausentar por pelo menos uma quinzena.

Apesar de achar que a vida com ele em casa lhe tirava boa parte da liberdade, Ella sentia que, sem ele, a madrasta e as irmãs logo lhe tirariam a razão.

– Não é por muito tempo Ella, tenho certeza que sua mãe cuidará bem de você. – Ella resmunga sob a menção da palavra mãe. – E não será por muito tempo. Espero que você se comporte e melhore suas maneiras nesse tempo em que estarei ausente.

Vencida, Cinderella não consegue conter as lágrimas ao ver seu pai partir, permanecendo na estrada até que não fosse mais possível ver a carruagem.

Os dias não podiam ser mais longos e torturantes para Cinderella. A madrasta e as gêmeas não paravam de importuná-la com aulas e mais aulas de etiqueta, dança, postura, literatura, bordado e canto. Mas, nesta última, era Ella quem dava aula para as gêmeas, e não o contrário, como a Lady esperava.

Passados doze dias da partida de seu pai e Ella tinha pouco tempo para ver Matteo ou sequer cavalgar pela floresta, como sempre apreciara. Naquela tarde, um jovem mensageiro chega à residência dos Victorique e entrega uma correspondência urgente à Cinderella

Não havia endereçamento, salvo o selo da família. “Mas isso não faz muito sentido, papai enviando uma carta assim tão próximo de seu retorno.”, indaga Cinderella.

Ela abre a carta e imediatamente as palavras escritas são por demasiado confusas em sua mente. A Lady aparece e deseja saber do que se trata, mesmo indagando Cinderella, não obtém resposta, e logo lhe toma a carta das mãos trêmulas da jovem.

– Não pode ser! Como isso foi acontecer justo conosco? – Diz a Lady, exasperada.

A expressão da madrasta não era de tristeza, mas de desamparo. Seus pensamentos só seguiam em uma direção, quem iria sustenta-las agora?

Quando a primeira lágrima escorre pelo olho de Ella, todo mundo ao seu redor parece desfalecer. Está sem cor, sem vida. Ella escancara a porta e sai em disparada ao estábulo. Matteo se sobressalta com sua chegada repentina e com seu abraço apertado.

– O que houve, Ella?

Mas a jovem apenas chora aos soluços em seus braços. Ele a segura com força e a deixa derramar todas as lágrimas que precisa. Apenas horas depois, quando ela se acalma, é que ele volta a lhe perguntar.

– Ella?

– Papai… papai se foi, morreu em um assalto à sua carruagem, Matteo! Estava voltando mais cedo e…

O desemparo que Cinderella sentia não poderia ser maior, ela sentia que sua família se resumia a seu pai e, agora, não tinha mais ninguém.

O jardineiro chega no estábulo, mas Ella não se preocupa em se soltar dos braços de Matteo.

– A Lady quer ver a todos os empregados, imediatamente. – Diz o jardineiro, um homem velho de aparência austera.

O cavalariço assente com a cabeça e logo parte, deixando Ella sozinha. Com esforço, ela retorna para casa, sem se preocupar que alguém tenha visto o local em que ela estava.

Os empregados estão todos reunidos em frente à casa e a Lady, já completamente vestida de preto, inicia seu discurso, com  muito pesar.

– Infelizmente estão todos dispensados, a nova condição será dura, para nós mulheres e não poderemos arcar com vocês. Recolham seus pertences e entrem um a um para receberem o pagamento.

– Não, não, não… – As palavras de Ella não passam de um murmúrio e ela apenas vê a Lady retornando para dentro da casa e a cozinheira entrando logo em seguida.

Matteo é o próximo da fila, ela caminha até ele e diz: “- Me encontre no estábulo assim que terminar.”.

Cinderella gasta a sola de seus sapatos aguardando os breves minutos em que Matteo leva para retornar, com apenas algumas moedas no bolso. As lágrimas estavam deixando sua visão turva, Ella não suportava a ideia de perdê-lo também.

– Fuja comigo, Ella. – Diz Matteo.

– Do que está falando? – Ella questiona.

– No outro dia você disse que viria viver comigo, bem, esse é o momento.

– Se a madrasta souber que saí, ficará furiosa e mandará que me arrastem de volta para casa.

– Quem ela mandará? Não há mais ninguém para ela dar ordens, Ella.

– Não posso simplesmente sair assim…

– Você quer vir? – O cavalariço indaga.

– Sabe que sim, meu amor! – Ella diz isso e o toma em seus braços, os beijos logo se estendendo pelo corpo um do outro. A jovem não se preocupa em se guardar mais para seu amante, cada pedaço seu sempre pertencera a ele, ela tem certeza disso agora.

Em meio ao feno os dois cedem à luxúria e ficam enamorados até que Ella houve a madrasta gritar seu nome ao longe, da casa.

– Preciso ir. – Diz Ella, calçando suas botas.

– Me encontre na cachoeira, à meia noite. Traga apenas o que for necessário e venha no seu cavalo. – Ella assente e parte de volta para casa.

– Onde estava? – Antes mesmo que Ella responda, a madrasta continua. – Isso não importa. A partir de agora, todas terão tarefas fixas na casa. Você deverá levantar cedo para cuidar dos animais e preparar o desjejum. Depois, irá preparar o almoço e pela tarde cuidará para que a casa permaneça em ordem. Depois deverá preparar e servir o jantar.

Cinderella ouve tudo aquilo sem entender bem o significado de cada palavra. Seu coração ainda estava pesado por seu pai e a ansiedade a tomava a cada vez que pensava em sua fuga com Matteo.

– Para cozinha agora, garota tola. – A madrasta ordena.

Ella não se atreve a se importar. Não faria mal preparar uma única refeição para as mulheres ingratas. Em breve se veria livre delas, de qualquer maneira.

Cinderella organiza a mesa e chama as três para o jantar. Estava cansada, suada e coberta de cinzas pelo esforço incomum e por ter que manter o fogo aceso por tanto tempo.

– Não, você não irá se sentar conosco! – Diz a madrasta, sob risos abafados das gêmeas.

– Mas… – Tenta dizer Cinderella.

– Sem mas… está imunda! Quando terminarmos, recolha tudo e vá se servir na cozinha.

As lágrimas surgem imediatamente, Ella não suportava aquela mulher, chegava a pensar que a odiava. Não era possível ser tão cruel, ainda mais logo após a perda de seu pai.

Em prantos, Cinderella retornou para a cozinha, chorando dolorosamente, debruçada em uma das mesas. Ella chorou, chorou e chorou. Suas lágrimas eram tantas que logo molharam as mangas de seu vestido e a mesa. E, exausta, Cinderella caiu em um sono sem sonhos.

Ella acorda de sobressalto. Não pretendia dormir, deveria encontrar-se com Matteo. O relógio indica que são quase onze horas. Haveria tempo para chegar à cachoeira e encontrar-se com Matteo. Se levantando, a jovem segue espreitando os demais cômodos da casa, percebendo que a madrasta e as gêmeas já foram se deitar. Rapidamente, ela limpa seu rosto e suas mãos e veste uma capa pesada de viagem. Depois de colocar alguns alimentos em uma cesta, parte em uma corrida silenciosa até o estábulo.

Montada em seu cavalo sem sela, rapidamente, Ella parte em disparada em direção à floresta. O animal, assim como ela, já sabia o caminho da cachoeira, e, mesmo na escuridão da noite, não seria difícil encontrá-la.

O coração de Ella salta na velocidade apressada dos cascos batendo no chão coberto das folhas do outono. Não demora para que ela veja a clareira que se abre em volta das pedras da cachoeira. O barulho da água lhe soa familiar e reconfortante.

Mas Cinderella espera. O tempo passa e o frio da noite parece importuná-la. “Mas onde ele está?”, Ella pensa a todo instante. Cada galho quebrado e tremeluzir de folhas lhe dá a esperança de ver o rosto de Matteo.

Quando barulhos de cascos se aproximam seu coração parece estar prestes a sair pela boca e um cavalo negro, que parece brilhar a luz do luar, surge na clareira. Ella não tem tempo de pensar em se esconder e se julga tola por não ter agido com mais cautela.

O homem montado no cavalo lhe parece familiar, mas seu rosto está envolto em uma capa e era difícil ter certeza.

– O que uma dama faz perdida na floresta, a esta hora?  – Ao proferir tais palavras, o homem desce do cavalo e Ella recua alguns passos. Assim que ele retira seu capuz, imediatamente a memória lhe vem à cabeça. O rei, em pessoa, na floresta, lhe dirigindo a palavra.

Ella faz uma mesura um tanto quanto desajeitada pela surpresa e responde no tom mais cordial que consegue:

– Me perdoe, majestade, mas poderia fazer a mesma pergunta à sua alteza. – Apenas depois de proferir tais palavras é que se dá conta de sua petulância. Mas a resposta do rei é um breve riso, como se achasse graça no que houve.

– Tem razão. – Cinderella apenas se curva levemente, em sinal de respeito.

– Qual seu nome? Tenho a sensação de já ter-lhe visto antes… na Corte, talvez.

– Nenhum digno do ouvido de vossa majestade. – Petulante, novamente. Mas Ella não queria se encrencar, mais do que ocorreria quando ela voltasse com o orgulho e coração arrebentados para casa.

– Sim, agora já me lembrei, eu a vi dançando no baile de Lorde Augustus. É a irmã das gêmeas Victorique, certo?

– Não de sangue! – Ella diz com mais rispidez do que pretendia e logo completa a frase com um cordial “vossa majestade”.

– Claro. Então, o que uma Victorique faz aqui, tão longe de casa, sozinha no meio da noite?

– Vim nadar, majestade. – Diz a jovem com a primeira coisa que vem à sua mente.

O rei faz uma expressão engraçada, claramente não acreditando no que ouviu. Mas Cinderella logo se livra de suas botas, de sua capa de viagem e afrouxa seu vestido, retirando ele e logo em seguida. Os olhos do rei não conseguem desviar de seu corpo, coberto apenas pela roupa debaixo que, fina como é, não faz muita diferença à luz do luar.

Ella então retira a peça que lhe falta, se vira lentamente e mergulha de ponta na água gelada da cachoeira. Mesmo com os olhos abertos debaixo d’água, é impossível ver sequer um palmo à sua frente. Quando emerge, o rei está na beira da água, aguardando ansiosamente seu retorno.

A visão de Cinderella molhada com os ombros à mostra lhe é convite suficiente para seguir a moça, mas de toda forma, o rei não queria acabar com a cortesia, ou com o humor da bela e formosa jovem que tão convenientemente aparecera.

– Vossa alteza não vem? Ou veio a cachoeira por outra razão? – Ella enfim diz, como se lesse a mente do rei que a observa. Com certeza a impertinência lhe caia, na verdade, como um charme e o rei apenas sorri novamente.

Com absoluta presteza, o jovem rei retira suas roupas e se atira na piscina natural que se forma na cachoeira. Ele emerge a poucos metros de distância de Cinderella. Cada gota d’agua reflete a luz do luar a parece pequenos diamantes em uma joia ainda mais bonita, pensa o rei.

Sua majestade de aproxima de Cinderella e suas mãos passam em sua cintura, a aproximando dele. Seus rostos ficam tão próximos que as pontas de seus narizes se esbarram.

Num ímpeto, o rei beija Cinderella com ardor, e a jovem tenta afugentar todas as preocupações e tristezas que estão pesando seu coração.

Cinderella se perde nos braços fortes do rei, se agarrando a seu corpo e deixando que ele lhe beije por inteira, tremendo pelo toque quente do rei e pelo frio cortante da água.

– Vamos sair da água! – Ella pede.

Deitados na pedra dura e fria, o rei a possui. Ella não consegue evitar as lágrimas pela dor física e todo o peso que seu coração sente, mas o rei não parece nota-las em meio aos seus corpos molhados.

– Majestade… – É tudo que Ella consegue sussurrar.

– Diga novamente. – Ella obedece e rapidamente já está gritando a palavra majestade como se sua vida dependesse disso, até o momento em que o rei atinge seu auge e desaba sobre ela.

O rei fica ainda um tempo acariciando o corpo jovem e belo de Ella. “- Qual é o seu nome?” – Ele indaga novamente.

– Continua não sendo nenhum nome digno dos ouvidos de vossa alteza. – Diz Ella, enquanto o rei morde gentilmente uma de suas orelhas, fazendo-a ofegar.

– Que tolice, como irei fazer de você minha amante se nem sequer sei o seu nome? Venha comigo para o castelo. – O rei insiste.

Por um instante, a ideia pareceu irresistível para Ella. Enquanto o rei a quisesse, ela teria uma vida de luxos e riqueza. Mas, depois que ele se cansasse e a substituísse por uma amante mais prendada ou jovem, a desgraça era a única certeza do destino. Ainda que amante do rei, ninguém iria querer se casar com ela, ninguém iria vê-la como uma mulher digna.

“Que tolice a minha! Recusando há pouco tempo a ideia de me casar com um estranho e, agora, preocupada com o fato de que nenhum estranho venha querer desposar-me.”, pensa Ella, contrariada.

– O que me diz, bela? – O rei diz isso enquanto dá ternos beijos nos lábios grossos de Cinderella.

– Sinto muito alteza, não posso. – Ella faz grande esforço para conter as lágrimas que lhe vem, se afastando do rei e vestindo novamente suas roupas.

Ele faz o mesmo, mas logo Ella está montando em seu cavalo branco e o rei, no seu garanhão negro como a noite.

– Tem certeza disso? – O jovem rei tenta não aparentar o orgulho ferido com a negativa da donzela e assim suas palavras soam mais ásperas que o pretendido.

Ella apenas assente com a cabeça e bate com força os calcanhares no lombo do cavalo, fazendo com que ele relinche e saia em disparada em retorno para casa.

O rei observa seu cavalo branco sumir em meio à mata e um estalo de galhos chama sua atenção, não muito distante. Ele tenta ver adiante e se aproxima com sua espada em mãos. Não encontrando nada senão pegadas de animais, o rei conclui que deveria ser um habitante qualquer da floresta, e parte na direção contrária à de Cinderella, rumo ao seu castelo.

***

Cinderella parte cada vez mais veloz em direção à sua casa e tudo o que ocorrera nas últimas horas não lhe parece mais que uma lembrança confusa. A morte de seu pai, o encontro com Matteo e o plano de fuga, a espera e, então, o rei.

Seu coração estava ainda mais pesado e tudo que passava em sua mente era o querer saber porque Matteo não fora encontra-la, porque ele a abandonara. Só havia uma razão, ele não a amava, a iludira todo esse tempo. A conclusão faz com que o aperto no peito lhe pareça sufocante e é impossível distinguir corretamente o caminho percorrido às pressas pelo animal, já que as lágrimas lhe cobriam os olhos como uma chuva forte.

***

A sineta da cozinha toca furiosamente, despertando Cinderella. A cozinha está um verdadeiro caos, toda a louça suja da noite anterior continua jogada no fogão, a pia e às mesas. Os restos das comidas do jantar com certeza também estariam na sala de jantar.

Ainda desnorteada, Cinderella sai pela porta da cozinha e começa a dar alimento para as galinhas, os porcos e os demais animais. Ela parte lentamente para o estábulo e repete o mesmo procedimento lento com os cavalos do estábulo, alimentando-os e escovando um a um. É impossível evitar que as lágrimas surjam neste momento, já que o local é o que mais lhe faz lembrar de Matteo. O cheiro do feno, o farfalhar das patas no chão afofado… Cada pedaço lhe trazia mais e mais lembranças de uma época que parecia ter ocorrido há uma vida atrás. De toda forma, o serviço ainda não estava completo, então Ella começa a limpar o estábulo.

Quando termina, está suada e exausta. E faminta. Chegando à cozinha, um desânimo toma conta da garota, todo a sujeira ainda estava ali, a aguardando e zombando de sua ousadia da noite anterior. As panelas de ferro pareciam ainda mais sujas do que ela se lembrava.

Ella então começa a demorada tarefa de limpar toda a cozinha. De repente, barulhos vindos da casa lhe sobressalta, quase esquecera de que não estava mais sozinha, e a Lady logo surge na cozinha.

– Não sei o que fazer com você Cinderella. Passou toda a noite fora e sequer nos preparou o desjejum nesta manhã. Espero que o almoço não se atrase também, para o seu próprio bem.

A jovem permanece quieta, focando na panela decididamente com mais comida agarrada que as demais. Mas a madrasta se aproxima e lhe puxa pelo braço, fazendo com que Cinderella a encare.

A madrasta ainda usava vestes negras, em sinal de luto, e hoje seu rosto revela algo que Ella não tem certeza. Não se trata de tristeza, provavelmente mais algo como decepção ou revolta.

– Sempre que eu lhe dirigir a palavra, me responderá agradavelmente com “sim, milady.”, entendeu? – Seus dedos finos e pontuados estão segurando fortemente o queixo da garota.

– Sim, milady. – Diz Cinderella, atônita.

A madrasta sai e bate a porta da cozinha. Cinderella não havia percebido que estava chorando até que as lágrimas começam a pingar em seu colo. Esta é, provavelmente, a punição por sua ousadia, por crer que alguém realmente lhe amava, por acreditar que a vida poderia ser diferente.

A partir de então, Cinderella passava todas suas horas mantendo a casa limpa e todos os animais, alimentados. O tempo que lhe restava era sempre preenchido com alguma outra atividade que as gêmeas ou a madrasta lhe impunham, como remendar e passar suas roupas, lustrar seus sapatos, fazer cachos em seus cabelos.

Ainda que cada dia fosse exaustivo, Cinderella não se importava. As obrigações contínuas a faziam pensar menos em seu pai e menos ainda em Matteo.

Continua…

Gosta de recontar histórias também? Não esqueça de acompanhar a saga da nossa Cinderella nas próximas postagens!

xoxo

creative writing prompts

  • Hanna Marques

    Em 09.09.2016

    Aaaaain quero as outras partes, tudo de uma vez, aahuhsah!

  • Clayci

    Em 09.09.2016

    Só consegui comentar agora e ainda não li a terceira parte
    estou amando <3

  • Cinderella ♥ Parte VI/VIII | Retipatia

    Em 09.09.2016

    […] está chegando agora, as postagens anteriores podem ser vistas nos seguintes links: primeira parte, segunda parte, terceira parte, quarta parte, quinta parte. Ou, se preferir ler toda a história, até esta sexta […]

  • Cinderella ♥ Parte IV/VIII | Retipatia

    Em 09.09.2016

    […] proposta do Creative Writing Prompts, de onde surgiu a ideia de reescrever o conto da Cinderella), aqui para a segunda e aqui para a […]

  • Cinderella ♥ Parte V/VII ◂ Retipatia

    Em 09.09.2016

    […] esta quinta parte de hoje. Se quiser ver as postagens anteriores, é só clicar: primeira parte, segunda parte, terceira parte e quarta […]

%d blogueiros gostam disto: