BEDA #3 ♥ Invocação do Mal 2

Em 03.08.2016   Arquivado em Reassistindo por Aí

Bom dia, tarde e noite pessoal!

Neste terceiro dia de BEDA (conheça o projeto aqui!), em um grande nível de atraso, um filme surpreendente é foco de resenha cinematográfica aqui do Retipatia: Invocação do Mal 2. E, claro, contém uns nem tão leves spoilers!!! Já adianto que o post está lotado de imagens do filme porque sim, é lindo demais de se ver!

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The Conjuring 2: The Enfield Poltergeist, título original da sequência do filme de 2013, da Warner Bros, foi dirigido por James Wan (de Jogos Mortais e Velozes e Furiosos 7) e conta com Vera Farmiga e Patrick Wilson, como o casal Lorraine e Ed Warren, que são demonologistas, investigadores de casos sobrenaturais e paranormais para a Igreja Católica, além de Francis O’Connor.

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Nesta sequência, que se passa sete anos após os ocorridos do primeiro filme, o Ed e Lorraine vão até a Inglaterra para ajudar uma família que está sendo atormentada por uma entidade, que gosta de se manifestar através de uma das filhas de Peggy Hogson, que é divorciada e luta para manter sua casa com seus quatro filhos, após o abandono do marido. Estranhos acontecimentos começam a ocorrer, especialmente com Madison, uma das filhas de Peggy, que logo começa a ficar assustada.

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Entre vários e estranhos ocorridos, os Warren vão até a casa para investigar o caso, sendo que vários outros investigadores já declararam como uma farsa os eventos que vem ocorrendo. Várias coisas estranhas acontecem, mas, como não conseguem comprovar a existência de uma entidade na casa, eles partem do local. A reviravolta no enredo logo ocorre com a descoberta de uma mensagem oculta, que faz com que Ed e Lorraine voltem a casa para o gran finale.

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Confesso que fui de galope ver o filme, terror não é meu gênero favorito e dificilmente gasto tempo e dinheiro indo ao cinema assistir. Mas, domingo, dia 10/07, à tarde, veio a ideia e e eu e algumas amigas fomos ver o tão bem comentado filme de terror. Já adianto que, quando assisti ao filme dois, não havia visto Invocação do Mal, logo, não tinha parâmetro algum anterior (assisti apenas no dia 17/07, uma semana depois).

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Logo no começo do filme ele já lança aquela frase de efeito: ‘este filme foi baseado em fatos reais’ (ou qualquer coisa similar a isso), que já me deixa impressionada (especialmente se for um filme com demônios, como no caso), mas o tamanho do efeito dependeria da impressão que o filme deixasse. E digo, deixou uma mega impressão.

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Eu classificaria o filme primeiramente como suspense, depois como terror. As cenas do longa foram brilhantemente construídas para gerar aquele suspense longo, que você espera pelo susto, espera pela resolução, espera por algo. Às vezes esse algo vem, às vezes não. Mas essa é exatamente a beleza e a sutileza do suspense bem elaborado: surpreender. E o filme surpreende.

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O terror que ele aborda é maduro, não é cômico, forçado ou ilógico. Faz sentido e, por isso, dá medo. Sendo assim, uma bom filme de terror também, que conseguiu arrancar vários sustos da platéia, um grito meu (pasmem!) e momentos de agonia geral.

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Vários elementos foram construídos na parte estética das invocações malignas que aparecem no filme, mas o enredo não é secundário, como ocorre com boa parte dos filmes de terror. A história é bem construída, mesmo sem conhecer os personagens principais, você se identifica com eles, percebe a ligação que possuem. Os personagens novos que são introduzidos também possuem camadas, que se revelam em suas atitudes e escolhas. Você está acompanhando não apenas as aparições, você acompanha o sofrimento e a perda de uma família, assim como a relação entre Ed e Lorraine.

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Algumas partes do filme são tão bem construídas que ficam na memória, como quando Ed toca a música “Can’t Help Falling In Love”, de Elvis Presley para alegrar a família Hogson, é marcante, sensível. E toda a história caminha bem balanceada, com elementos de drama, romance, suspense e uma pitada muito bem medida de comédia, bem intrincados, formando uma base forte para o terror. E, neste último quesito, o filme também surpreende, as cenas com o Homem Torto e com o velho que reside na casa são as mais assustadoras, que mais levam ao grito e à agonia. O Homem Torto, considero o mais assustador de todo o filme, as cenas com ele são brilhantes e rendem os melhores sustos (!) do longa. Quanto à famosa “freira”, o pior demônio que está na casa (exatamente por ser um demônio e não um fantasma), talvez não seja a figura mais assustadora e é, com certeza, a que aparece mais claramente e com maior frequência, mas é a mais marcante, tanto pela representatividade que sua imagem gera no expectador, tanto quanto pela crueza com que é mostrada. Uma das melhores cenas de suspense do filme é entre ela, “a freira”, e Lorraine. É realmente uma cena arrepiante, não por te dar sustos, mas por ser assustadora.

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Depois que assisti ao primeiro filme, numa balança de nível de terror ou mesmo de suspense, o segundo filme ganha em disparada do primeiro, que não chega à cair na trivialidade ou insensatez de outros filmes de possessão, mas não sai muito do lugar comum como sua sequência. Com certeza, ela superou o inicial em vários níveis e o fez ainda acompanhado de uma excelente trilha sonora, que acompanha muito bem a história.

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Para deixar registrado porque não sou fã de filmes de terror, basicamente porque a maioria não se classifica, de fato, como terror. A maior parte me faz rir, com seus enredos previsíveis, atitudes absurdas das personagens e fatos inexplicáveis. A maior parte se esquece do enredo, que um enredo bem construído é indispensável para qualquer filme, ainda que a ideia dele seja assustar.

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Facilmente, este é o melhor filme de terror que já assisti. Conseguiu impressionar em diferentes níveis e ainda com o total mérito de fazer com que eu olhe para o gênero terror com um segundo apelo, uma segunda chance de ser impressionada, porque o filme é completo, em vários níveis.

Classificação do Filme, segundo a nomenclatura do Retipatia (se não conhece, clica aqui!), pelo mérito de me deixar a semana inteira com ele na cabeça, inclusive, Invocação do Mal 2 é Fora de Série (vulgo Fodástico).

Imagens: Adoro Cinema.

Ouvindo: Elvis Presley, Can’t Help Falling In Love.

BANNER BEDA cópia

  • Hanna Marques

    Em 03.08.2016

    Ai! um século para esquecer a freira olhando pra mim kkkkkk

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