X-men Apocalipse

Em 07.06.2016   Arquivado em Reassistindo por Aí

X-Men Apocalypsexmen
Fox Filmes
Direção Byan Singer
Enredo: um mal antigo é despertado em meio as escavações e este mal é ninguém menos que aquele conhecido como primeiro mutante, chamado de En Sabah Nur, ou Apocalypse, para os mais íntimos. O destino então, trata de tomar as rédeas das vidas dos personagens que já conhecemos, após o grande acontecimento de Dias de Um Futuro Esquecido, Mística, que virou ícone dos jovens mutantes de todo o mundo, passa a fazer missões independentes de resgate de mutantes, enquanto Erik Lahnsherr se casou e teve uma filha, sendo que, com a descoberta de seus poderes em meio à um acidente na fábrica de matalurgia que ele então trabalha, fazendo-o perder tanto sua amada como sua filha, podemos dizer que o leva para o lado negro da força. Em meio a tudo isso, o Professor Xavier mantém sua escola de vento em poupa, ajudando vários mutantes (momento de se conhecer vários personagens já conhecidos, em suas versões mais jovens). Detalhes à parte, o balaco baco começa com o despertar de Apocalypse, que deseja não apenas o controle total do mundo como também manter sua imortalidade e o constante acúmulo de poderes, capazes de lhe tornar (ainda mais) indestrutível.

Na tentativa de me manter mais atualizada nas estréias cinematográficas, eu e minha irmã, a Ferpanda, estamos com um projeto de cinema semanal. Assim, vou tentar postar sempre às quartas-feiras, um pouquinho sobre o último filme que tenhamos assistido. Ocasionalmente pode ser que tenha post sobre algum filme que já não esteja mais em cartaz e que eu ache válido compartilhar a experiência.

Em breves palavras, o filme me fez postar status no Facebook e, o que eu disse lá, repito aqui: saí do cinema extasiada!

Já deixo bem claro que sempre tive uma queda, ou melhor, um tombo pela saga X-men. E que, para o bem ou para o mal, a saga é sempre avaliada com um carinho e críticas peculiares, pela mesma razão. Sem dúvidas, eu sou muito mais “surtada” neste assunto do que em relação aos demais personagens Marvel.

Iniciando os comentários e, para se ter noção do quanto o filme foi fantástico, segue minha classificação:

Classificação: fodástico + terei bluray com certeza (Veja o significado da Classificação em Reclassificações de Filmes)

Sim, o filme é fora de série, mas já chego nessa parte.

A saga dos X-men, desde a época da “segunda classe”, em que Ian McKellen era o Magneto e Patrick Stewart, Professor Xavier, já me causava frisson! Gosto dos filmes antigos e X-men 3, com todo aquele caos, despedaçando minha vida, teve uma reversão dramática e, porque não, necessária com X-men Dias de Um Futuro Esquecido.

Na época do lançamento, vi várias críticas sobre a forma como foram trabalhadas tantas personagens em uma única trama, somado ao desenvolvimento do enredo = fail. Bem, realmente haviam muitos personagens na trama e vários ficaram ofuscados exatamente por isso, pela quantidade. Mas, não ao ponto de deixar o filme ruim. A trama, que é complexa em si, foi bem articulada e o que precisava ser entendido, foi entendido. E claro, meu amor prosperou muito ao perceber que tudo aquilo que não gostava na primeira trilogia teve a excelente oportunidade de ser reescrito e de maneira ainda mais brilhante, já adianto.

Chegando enfim em Apocalypse (mais um Apocalypse – pensando em Batman V. Superman… bem original o uso desse nome, né nom?), os personagens queridinhos do público, os meus personagens queridinhos, estão quase todos lá, como Charles Xavier, Erik Lehnsherr, Jean Grey, Scott Summer, Raven e muita gente mais.

Para falar um pouco dos que merecem destaque, sem citar Magneto, Mística e o Professor X, na pele de Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e James MacAvoy, respectivamente, já ganharam meu respeito e admiração nos seus respectivos papéis. Para as novidades, Jean, Scott e Noturno, achei todos ótimos. É muito interessante observar a trajetória dos personagens em um enfoque que não havia sido trabalhado na época da primeira trilogia e os personagens não deixaram a desejar. Todos foram bem inseridos na trama e tiveram seus papéis desenvolvidos de ótima forma. Ciclope não sendo tão certinho como costumávamos imaginar, Jean no início de sua batalha para controlar seus poderes e mostrando que é a mais poderosa poderosíssima mutante E V E R e Noturno (que tem o poder de aparatar mais legal da vida!), mostrando que a vida dos mutantes ainda é cheia de injustiças e desafios. A aceitação não é uma das maiores características da humanidade.

Sobre o enredo, a história encanta e te mantem muito bem agarrada a cadeira em suas mais de duas horas de duração. Começa lá atrás, com o suposto primeiro mutante, conhecido como Apocalypse, que através do seu poder (que nem sabemos se inicialmente era seu), muda de corpo de tempo em tempos, acumulando, por assim dizer, os poderes que já possuía aos do mutante para o qual fora transferido. Ele deseja a supremacia dos mutante e, como tal, trabalha muito bem sua necessidade de superioridade e poder frente ao comando do mundo pelos humanos.

Sobre os humanos, vi uma crítica sobre eles falando que aparecem muito pouco ou que suas percepções no filme. Discordo bastante, aos humanos é permitido aparecer dentro dos poderes e limitações destes em comparação às habilidades mutantes. A batalha travada entre Apocalypse e seus seguidores, é feita pelos X-Men não para deixar os humanos de fora, mas, no filme, quer dizer que eles são os únicos capazes. E acho que isso fica bem claro quando Apocalypse destrói todos (sem exceção) os armamentos nucleares existentes no mundo.

É engraçada a afirmação de que houve uma mudança de profundida do personagem, ora como divindidade (inicialmente) passando a uma busca irrefreável e inócua pelo poder. Bem, talvez minha percepção de poder seja um pouco diferente daqueles que não viram a busca do Apocalypse reanimado em 1983 como fundamentada. O vilão volta um pouco perdido dos costumes atuais (da década de 80) e procura se inteirar. Talvez, mas só talvez, nessa pesquisa que ele acaba por fazer, sua visão de poder tenha sido expandida. Saiu do status de divindade apenas. O mundo já não crê em todas as crenças de outrora e se reinventa na arte de sede de poder a todo tempo. O poder é vazio, sua busca também o é. Quem trilha esse caminho, com a única vontade de controle e supremacia, não tem como querer ter profundidade de convicções. Tem muito mais sentimento de mérito, superioridade do que profundidade. O personagem, enfim, jogou o jogo do poder ao qual o mundo atual da década de oitenta estava orientada. Sem tanta religiosidade. Auto-afirmar-se como divindade não o levaria a nada. E, não sendo ingênuo, é o que ele faz. Trama, reúne seguidores fortes e coloca seu plano de extirpar a Terra dos mais fracos em execução. Isso tudo com um toque da já conhecida sede de poder, levada ao cabo de uma justificativa de supermacia e superioridade de uns em relação aos outros (algo familiar na história da humanidade ou nos filmes anteriores, que seja. Ou não foi mais ou menos isso que Magneto tenta fazer convertendo os humanos em mutantes, no primeiro filme da primeira trilogia X-Men).

“No more stones. No more spears. No more slings. No more swords. No more weapons! No more systems! No more superpowers!” – Apocalypse.

Os melhores momentos do filme, como ocorreu em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, são, claro, de Mercúrio. É o poder mais bem trabalhado em toda a trama, em todos os filmes da franquia. Em DDUFE (Dias de Um Futuro Esquecido), quando o personagem termina sua participação, você fica com aquela sensação de “quero mais!” e isso – glória! – veio em Apocalypse. A cena mais triunfante do filme é quando Mercúrio salva os alunos da Escola de uma explosão, jogando-os para fora da casa dos modos mais interessantes possíveis e deixando a cena divertida como só ele sabe fazer. A mutação de velocidade, ainda bem, não é mais o único enfoque do personagem. Seu direcionamento à causa mutante vem de seu interesse em contatar seu pai, Magneto. Por reviravoltas do próprio destino e da própria motivação do personagem, ele acaba não contando à Magneto que este é seu pai, mas entra para a Escola no fim do filme, o que me deixa imensamente agradecida.

Três coisas que preciso comentar:

Arma X. O que foi aquilo? Alguém pode explicar? Desenhar? rsrsrs Não, não estou reclamando ou dizendo que a participação de Hugh Jackman foi ruim ou estranha. Wolverine estava animalesco, feroz, desmemoriado e adamantizado. A única razão de tudo aquilo foi a necessidade de dar Adamantium às suas garras, não creio que o real motivo fosse ajudar na fuga dos mutantes quando eles foram sequestrados pelo Coronel Stricker (mais humanos por aqui…). Adamantium é a única explicação. Explicação também faltou por um motivo: ele termina de boas na Escola em DDUFE e porque e como diabos ele foi capturado por Stricker e companhia limitada? Não sei. Ninguém contou, ninguém quis saber, mas tudo ok. Vida que segue.

* Como Charles ficou careca? Melhor explicação da vida! Afinal, como sabemos ele era bem vaidoso em relação aos seus cabelos… rsrsrsrs

* A participação de Stan Lee não poderia ter sido mais adorável! Ele e sua esposa, Joanie, aparecem abraçados na porta de uma casa enquanto a destruição em massa da Terra começa a ser executada por Magneto.

Por último e, não menos importante:

Sobre a polêmica do outdoor de X-Men que colocou uma cena aleatória de Apocalypse estrangulando Mística, o primeiro pensamento que me veio à mente foi exatamente este: porque diabos usarem essa cena? Dentre tantas cenas fantásticas dos filmes? Porque essa? No filme, isso ocorre durante o confronto final (sem trocadalhos…), e ele não está, naquele momento, agredindo-a porque ela é uma mulher. Ele está lutando contra todos que se voltam contra ele. O problema é que, por questões de péssima equipe de publicidade do filme, resolveram pegar a cena de uma mulher sendo estrangulada para o promover. É insensatez, estupidez e sim, machismo. Como já se disse e ainda há de se dizer, uma imagem vale mais do que mil palavras. E o banner diz muito: revela a visão da sociedade de que uma mulher ser agredida é normal, comum e devida quando praticada por um homem. Ainda que os personagens sejam ambos azuis, todos saibam que possuam mutações e saibamos que estão brigando por alguma razão, é apenas a mulher quem foi subjugada naquela cena. Porque não colocaram ele quebrando a perna de Mercúrio, ou enchendo o Professor de porrada na batalha mental travada entre ambos? Especialmente para quem não viu o filme, a imagem passou a mensagem completamente errada. E mesmo para quem viu, como eu e questionei a cena, certeza que muitos a olharão e dirão: é só uma das cenas. Claro, é só uma das cenas, só uma mulher, só uma. Não é só uma, somos todas nós.

Ouvindo: Sweet Dreams – Eurythmics

%d blogueiros gostam disto: