Muiraquitã – Emerson Braga

Em 26.09.2018   Arquivado em Resenhas

Parecem fatos abstratos, narrativas devaneadas, mas são, em verdade, transparência da realidade que reverbera nas vidas femininas do mundo. Cada conto, uma marca a mais em uma alma, um muiraquitã a menos é feito.

Muiraquitã

Autor Emerson Braga

Scenarium Plural Livros Artesanais

“Daquele dia em diante não viveriam mais em um mundo de leis escritas em pedra, prefeririam canções.” ana e a bicicleta (mais…)

O Quarto do Barba-Azul ♥ Angela Carter

Em 09.07.2018   Arquivado em Resenhas

Uma noiva a caminho das núpcias, uma filha vendida à fera, um elfo que vive no coração da floresta, uma garota que vive entre lobos, uma vampira solitária, um gato de botas… todos seres e histórias dignas dos mais conhecidos contos de fadas, transformados em histórias cheias de detalhes, beleza e significados nas palavras da incrível Angela Carter.

O Quarto do Barba-Azul

Autora Angela Carter

Editora Rocco

“E em meio ao triunfo do casamento senti uma dor de perda, como se, no momento em que ele me colocou o anel no dedo, eu tivesse deixado de ser filha dela para me tornar esposa dele.” (mais…)

Amor Expresso ♥ Adriana Aneli

Em 16.05.2018   Arquivado em Resenhas

O movimento já é padrão, colocar a água para ferver, o apito soar, pó no coador, cheiro que toma todos os cantos da casa, vai para a garrafa, despeja na xícara. Saborear. É com gosto e aroma de café que Adriana Aneli presenteia o leitor com Amor Expresso, um aglomerado de 50 contos publicado pela Editora parceira Scenarium Plural…

Amor Expresso

Autora Adriana Aneli

Editora Scenarium Plural

“Liberdade é uma coisa boa. Liberdade é necessária para se continuar vivendo.”
Amor Expresso

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Conto ♥ Sem Controle

Em 03.01.2017   Arquivado em Contos & Crônicas, Projetos

Encho a caneca até a borda com o café fumegante. O próprio cheiro já começa a ter o efeito desejado de me despertar. Os clarões dos relâmpagos iluminam o céu do lado de fora e a tempestade castiga tudo sobre o que cai. Já passam das quatro e meu prazo está findando, o que indica que não tenho tempo a perder, muito menos observando a chuva.

Volto para o computador e depois de dois longos goles do líquido escuro e precioso, as palavras voltam a ter foco. Continuo a leitura dos parágrafos extensos – extensos demais –  e sigo fazendo as marcações.

Todo o texto é inútil, mais uma obra fantasiosa com personagens perfeitos e lugares perfeitamente surreais. Nada surpreende, tudo se resume à um aparente colapso que fará com que algumas estruturas sejam abaladas. Nada que um fim meloso não conserte. Alguns podem até se perder no caminho, mas, no fim, a esperança sempre prevalece.

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