Retipatia

Prazer, sou Renata. Por vezes Rê, Renatinha e Retipatia.

Tenho 28 anos vividos no Belo Horizonte das Minas Gerais.

Para quem interesse e importe saber, sou capricorniana. Se isso faz diferença? Depende. Do que você acredita e do que eu acredito. São nossas ações que nos definem, não nossos pensamentos ou ascendência, ou mesmo as estrelas, por assim dizer. Se leio horóscopo? Leio sim, mais recreativamente do que tudo. Ele me define? Não, não define. Ele acerta e erra ao me descrever. Assim como eu acerto e erro na vida. Prefiro sempre pensar que se sou de determinada maneira, para o bem ou para o mal, sou eu quem tem a culpa ou o êxito por isso, e não da data do meu nascimento que me fez assim. Talvez você chegue aqui e pense: típica prepotência dos capricornianos. É, talvez seja.

Graduada em Direito, muito orgulhosamente, ouso dizer, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. O curso me foi muito mais que uma simples graduação, foi verdadeiro divisor de águas. Capaz de abrir a mente, fazer de dúvidas, descobertas e das descobertas, mais dúvidas. A vida acadêmica, em imitação a vida como um todo, é um frequente questionar. E, às vezes, as perguntas e a busca pelas respostas acabam por ser muito mais importantes do que a própria resolução. Foram cinco anos em um curso capaz de dar base, não apenas para ser verdadeiramente bom profissional, mas para ser melhor pessoa, melhor cidadã. Essa base criada, nada mais é que a certeza de que o aprendizado e a busca pela conhecimento tem de ser constante, ininterrupta.

Escritora das horas vagas, das ideias que surgem no meio da noite, na espera pelo ônibus, numa conversa com amigos, ouvindo uma música, lendo um livro, assistindo um filme. São ideias que surgem do nada ou de tudo, que vem de forma caótica ou de forma ordenada, que transformam as palavras desordenadas em pensamentos – quase sempre – coesos. São ilusões e paixões, são floreios e borrões, são viagens e retóricas, são descobertas e certezas.

Sou colecionadora de muitas coisas nessa vida. Das materiais às imateriais. Coleciono pensamentos, ideias, inspirações, momentos, sentimentos, sensações. É o cheiro de café, é o cheiro de chuva. É o gosto de brigadeiro, é o gosto de um beijo. É a sensação do frio na pele, é a sensação da brisa fresca. É o aperto no peito que algo tão tolo lhe trouxe, é a felicidade que algo tão simples foi capaz de criar. Das coisas materiais, sou na verdade colecionadora de coleções, que variam de sapatos – leiam-se Melissas – a bonecas Blythe e família Pullip, de miniaturas chamadas Re-Ment e Funkos Pop, a Blu-rays e livros – muitos livros – e canecas.

Meu gosto musical é bem variado. Já o denominei de eclético, mas hoje acho isso exagero. Gosto muito mais de músicas do que de bandas ou artistas em especial. Claro que alguns se destacam e mesmo os “preferidos”, por vezes, saem um pouco de foco da playlist da vida, mas têm lugar especial e sempre acabam por voltar. Se precisasse escolher aquele único artista (banda ou cantor-a), sem dúvidas Sarah Brightman é quem nunca sai dos meus ouvidos. Um único CD dela, para mim, tem o condão de deixar aquele dia alegre ainda mais radiante ou mesmo trazer aquela vibe “All By Myself” já tão iconicamente conhecida dos corações partidos, quando necessário.

Ler. Mais do que mania, paixão ou compulsão. Ler é forma de sentir e viver. É presenciar outras realidades, é experimentar outros gostos, viajar, desejar, pensar. É aprender com os erros e acertos das personagens, se apaixonar por quem nunca vai existir no mundo tangível, conhecer novos lugares, outras culturas, diferentes pontos de vista. Mas, mais importante, ler é saber que para melhorar qualquer coisa, é preciso primeiro se informar, para depois conhecer, para depois transformar.

Feminista em formação. É engraçado como a vida nos surpreende. Este é título que busco incansavelmente poder utilizar como meu também, através do exercício diário de auto conhecimento, de pesquisa da nossa história, de ouvir o lado de lá, de explicar o lado de cá, de buscar, com palavras e com ações, o respeito e a igualdade que não nos são apenas merecidos, mas nos são justos.

E, só para lembrar, para aqueles que criam mil e uma classificações para nós, feministas, eu sou sim, fã de cor-de-rosa (e muito! Se acrescentar glitter, ainda melhor!), de maquiagem e muitas outras “coisas femininas”. Não é o momento, mas já deixo claro, por favor, não confundam feminismo e feminino, assim como feminilidade com ser mulher. Se não souber a diferença, sem vergonha alguma, é só dizer que a gente senta e bate um dedinho de prosa para esclarecer.

Por último, mas não terminando as diversas facetas de ser Retipatia, sou fã incansável da sétima arte. Não classificaria um gênero preferido, gosto de ação, aventura, romance, drama, comédia, ficção científica, blockbuster (não que isso seja necessariamente um gênero), etc., etc., etc…. E suas variações também. Terror são poucos os que não classifico como “terrir”, mas os que já vem com essa classificação, não são meu estilo de comédia favorito, por assim dizer.

Nada disso resume quem eu sou, é mais fácil me conhecer pelo conjunto das palavras escritas e conteúdo compartilhado do que pelas ‘poucas’ linhas aqui rabiscadas. Sim, poucas, não nasci para ser sucinta.