Um girassol nos teus cabelos – poemas para Marielle Franco

Em 08.10.2018   Arquivado em Resenhas

São incontáveis vozes por uma, por todas. A dor da perda, a indignação, o luto, transformado em palavras, em memória, em voz. Porque a luta não acabou.

Um girassol nos teus cabelos – poemas para Marielle Franco

Organização Mulherio das Letras

Quintal Edições

“Marielle foi calada

na calada da noite

sem gritos

com quatro tiros

Marielle agora

pra sempre

presente” Sandra Regina

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O Último Adeus – Cynthia Hand

Em 30.09.2018   Arquivado em Resenhas

Dizem que dar adeus é das tarefas mais difíceis da vida. Na verdade, o que torna tudo complicado é exatamente quando não se é possível dizer adeus. Ainda mais quando este é…

O Último Adeus

Cynthia Hand

Dark Side Books

“sugeriu que eu escrevesse um diário: para colocar tudo para fora, como antigamente, quando os médicos sangravam seus pacientes para drenar os venenos misteriosos. O que quase sempre acabava matando-os, apesar das boas intenções dos médicos, devo dizer.”

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Muiraquitã – Emerson Braga

Em 26.09.2018   Arquivado em Resenhas

Parecem fatos abstratos, narrativas devaneadas, mas são, em verdade, transparência da realidade que reverbera nas vidas femininas do mundo. Cada conto, uma marca a mais em uma alma, um muiraquitã a menos é feito.

Muiraquitã

Autor Emerson Braga

Scenarium Plural Livros Artesanais

“Daquele dia em diante não viveriam mais em um mundo de leis escritas em pedra, prefeririam canções.” ana e a bicicleta (mais…)

Once Upon an Ice Cream…

Em 23.09.2018   Arquivado em Contos & Crônicas

Once upon an ice cream eu queria todos os sabores juntos. Todos mesmo, de maracujá a chocolate. De beterraba a maresia. E queria também com gosto de céu e estrelas cadentes, aquelas que povoam o céu que nunca vi, mas acredito que existe, junto aos unicórnios que cavalgam as florestas repletas de tempestades de arco-íris.

Mas só tinha de iogurte. E não gosto de coisas com gostos que não são delas. Iogurte tem que ter gosto de iogurte. Sorvete, de sorvete. E não venha dizer que eu queria todos os sabores, queria todos os sabores reais. Não os de iogurte.

Então, não conseguindo decidir entre o sabor de água fresca e gergelim, coloquei todos eles, até mesmo iogurte. E a boca misturou todos antes que se misturassem lá dentro. Que diferença faria? Já tinha também calda de veludo com damascos, granulados de nozes e pérolas.

O sabor. Esse ficou misturado-errado. Ficou do jeito, com gosto de nada. Coisa em demasia fez isso, fez nada. E de nada saboreei até o fim do pote, o preço do quilo não deixaria desperdiçar granulado algum. (mais…)

Os blues do Djavan e a Luz de Tieta

Em 22.09.2018   Arquivado em Contos & Crônicas

Fico a divagar sobre as pessoas. Não de me preocupar se desperdiçam os blues do Djavan ou com quem se deita.

Importo-me com o que fazem dentro de si, se o olhar que atravessa janela do ônibus tem sentido por causa dos fones dos ouvidos ou se o gole da cerveja do boteco de copo sujo chique na segunda-feira, é de cevada menos amarga que a de domingo.

Não sei, talvez seja coisa da minha cabeça pensar porque o rapaz está entre as portas do próprio prédio, sem nem vir nem ir. Mas estranho mesmo é que sempre acabo tentando entender porque algumas casas tem duas portas, nos fazendo entrar duas vezes nelas.

Tento ler o título do livro da colega ao lado e lembro da garota que me perguntou o que eu lia no ponto de ônibus. A parte boa é que ela se desprendeu pelo título, ele gastou meus minutos mesmo sem valer a passagem dos olhos. Só que dizem que tudo agrega, que tudo que se lê passa a fazer parte da gente, a nos compor. Acho que fiquei descomposta. (mais…)

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