O mapa que me leva até você ♥ J. P. Monninger

O Mapa Que Me Leva Até Você
J. P. Monninger
Verus Editora
2019 / 322 páginas
Sobre o Autor

J.P. Monninger é um escritor premiado na Nova Inglaterra e professor de inglês na Universidade Estadual de Plymouth.

Sinopse

Um romance de tirar o fôlego sobre amor, perda e planos que, quando menos se espera, valem a pena ser alterados.

Cada vez mais próxima da vida adulta, Heather Mulgrew tem toda a sua trajetória mapeada. Ela planejou uma viagem pela Europa com as amigas depois da formatura na faculdade e então o início da próspera carreira no Bank of America, sempre em direção a uma vida estável em que tudo é muito bem pensado.

Mas todos os caminhos mudam quando, em um trem, Heather conhece Jack, o apaixonante aventureiro que altera o curso da viagem e da vida dela.

Lançando o cuidadoso itinerário de Heather ao vento, eles acompanham o diário do avô de Jack em sua viagem pela Europa após a Segunda Guerra Mundial: Viena, Budapeste, Turquia — lugares exóticos que servem para aproximar os dois ainda mais. Quando o fim da viagem se aproxima, Jack pede a Heather para ficar com ele e continuar viajando, deixando de lado os planos que ela traçou com tanto cuidado. Porém ela o convence a voltarem juntos para os Estados Unidos.

A questão é que Jack tem um segredo que pode mudar tudo. E o mundo de Heather está prestes a ser abalado por completo.

O Mapa que me leva até você

O Mapa que me leva até você, de J.P. Monninger, é uma promessa que se cumpre parcialmente. Ele nos leva, de fato, a algum lugar – mas ainda não estou plenamente segura em afirmar onde chegamos. É uma boa história, sem dúvidas. Mas…

Vamos começar do começo: o livro conta a história de Heather, que, recém-formada, faz um mochilão com as amigas Amy e Constance pela Europa. Ela conhece Jack em um trem para Amsterdã, e eles se conectam de forma única.

Enquanto Heather está em busca de uma experiência de vida antes de se entregar a um emprego burocrático no Bank of America, Jack percorre a Europa a partir das lembranças de seu falecido avô, que fez essa viagem depois da Segunda Guerra.

Os dois, então, acabam por viajar juntos, visitando uma série de destinos que constam no diário, tendo Paris como a última parada. De lá, os dois pretendem voltar juntos aos EUA.

Mas, como a sinopse fala – e eu não vou dar spoiler – Jack tem um segredo que mudará a vida de Heather para sempre.

No geral, é um livro que prende nossa atenção. O único problema, para mim, é que ele se desenvolve muito rápido. Os sentimentos dos personagens, que mal se conhecem, já são muito intensos antes da página 50. Mas, em defesa de Monninger, eu tenho 32 anos. Se o estivesse lendo com 20 e poucos (bem poucos), teria me apaixonado por toda essa intensidade.

Vale lembrar, também, que a ficção não tem absolutamente nenhum compromisso com o mundo real. As razões que me fizeram achar O Mapa um livro “apressado” podem ser as mesmas que te façam acreditar que ele é o melhor livro do ano.

O livro é, e sempre será, uma ferramenta da observação participante. Cada um vai nos marcar de um jeito diferente em cada fase da nossa vida. É por isso que eu acho que, mesmo tendo essas opiniões sobre O Mapa que me leva até você, essa é uma leitura que não se dispensa.

Pontos altos

O que mais curti em O Mapa que me leva até você foram os diálogos inspirados em escritores, como Ernest Hemingway. Um livro dele, inclusive, é o motivo que leva Heather e Jack a se aproximarem no trem. Muitas passagens da vida do escritor são comparadas à viagem dos dois pela Europa.

As paisagens dos países que eles visitam também é um suprassumo, principalmente para quem ainda não conhece a Europa. Viajar nas páginas de um livro é uma das formas mais cativantes de se conhecer um novo lugar.

Pontos fracos

Além da “velocidade” dos acontecimentos no livro, achei os diálogos entre as mulheres por vezes muito superficial. Cheguei a ficar incomodada algumas vezes, pensando:

– Gente, uma mulher nunca falaria desse jeito.

Mas não é nada que impeça a diversão da leitura; apenas nos faz pensar que, talvez, faríamos diferente.

Veredito final

Excelente para quem curte romances água com açúcar na categoria jovem adulto.

Lais Menini
Aleatoriedades

Repense, renove, rediscuta...

  1. Eu tenho um pouquinho de problema com protagonistas mt jovens, eles não me cativam, e esse parece ser um daqueles que iria gostar do enredo por um lado, a temática da viagem, conhecer novos lugares que eu adoro e me irritar com o casal por outro. Mas ainda assim fico instigada com o segredo, qual será. Já fico fazendo teorias sem ler… (casado, doença terminal, rico se aventurando, um criminoso rsrs)

    • Oi Tatiane!
      Ahahah eu tô aqui rindo das suas teorias, mas confesso que fiquei do mesmo jeito, tentando descobrir mesmo sem ter lido. eheheh Também gosto de enredos que me fazem viajar junto, mas casais que me fazem passar raiva eu quero jogar o livro longe ahahah
      Obrigada pela visita!
      xoxo