Toy Story 4

Uma das animações da Disney que mais conquistou corações foi, sem dúvidas, a até então trilogia Toy Story. A ideia de brinquedos com vida, apesar de não ser nenhuma novidade (convenhamos, na mente das crianças eles já as possuem) conseguiu trazer histórias sob um ponto de vista diferenciado: o dos brinquedos.

O primeiro filme lançou em 1995 e seu sucesso garantiu as continuações que arrebatariam nossos corações em 1999 e 2010. Agora, mais de 24 anos do lançamento da primeira animação (*aquele momento que noto que eu tinha apenas 6 anos ao assistir o primeiro filme*), eis que a franquia é revivida com Toy Story 4, que estreou nos cinemas brasileiros no fim de junho.

A história começa com um flashback de nove anos atrás, quando Betty vai para a caixa de desapegos da irmã de Andy, Molly, e Woody parte em busca de uma alternativa para que ela não precise ir embora.

O salto no tempo retorna e estamos de volta ao quarto de Bonnie, com suas brincadeiras e preocupada com a nova escola. Woody, tentando não se preocupar por não ser mais escolhido para as brincadeiras, insiste em acompanhá-la para a escola, onde, costumeiramente, dá um jeito para que a garotinha tenha um bom primeiro dia de aula.

É nesse primeiro dia que Bonnie cria o seu mais novo brinquedo: Garfinho (Forky, no original), feito com materiais reaproveitados e que insiste em ser lixo descartável e não um brinquedo. O apego de Bonnie ao novo brinquedo é enorme e tudo tende a se complicar quando o Garfinho resolve que é melhor ir para o lixo do que ser brinquedo.

É claro que o nosso cowboy não deixa nenhum brinquedo para trás e Woody parte em busca de Garfinho, querendo que ele volte para dar o conforto que Bonnie tanto precisa.

A aventura acaba o levando a encontrar amigos do passado e a um novo mundo em que brinquedos vivem em lojas de antiguidades ou sem uma criança.

O amor incondicional que tenho pela franquia de Toy Story me levou à sala do cinema para conferir a animação que, visualmente, é impecável. Os brinquedos são aqueles mesmos que já conhecemos e os lugares, as ideias, tudo leva à dimensão que mais adoramos nessa história de brinquedo: a vida corre em cada um deles.

Woody (Tom Hanks) volta completamente ao foco da trama e temos uma aparição mais que bem-vinda da co-protagonista Betty (Annie Potts), que está bem diferente da garota que ficava ao lado da cabeceira de Molly: uma versão que foi alterada ao longo dos anos e do mundo selvagem dos brinquedos sem dono.

A diferença não é apenas interna, o look da personagem foi repaginado e, claro,  é impossível não pensar em como a animação de 24 anos atrás, incrível para a época, parece um pouco desbotada perto da atual. Uma cena com Woody e Betty da primeira animação e neste último, para comparação:

Por assim dizer, o par romântico ao qual nos encantamos no primeiro longa volta com energia renovada e trás outro lado do ‘ser brinquedo‘ que ainda não havia sido focado anteriormente.

Alguns dos outros personagens tiveram o papel reduzido, como a própria Jessy (Joan Cusack) e o Buzz Lightyear (Tim Allen), pelo próprio enredo criado, mas ainda assim, a magia de cada um deles está presente na história (mas que eu queria mais deles, eu queria sim… ahaha).

A história também tem um papel muito legal para o que poderíamos chamar de vilã, através da boneca Gabby Gabby (Christina Hendricks) e seus fieis escudeiros bonecos ventríloquos.

Inclusive, são vários personagens novos que trazem suas próprias ideias e que influenciam no desenrolar da história. Além de Garfinho, temos a dupla de pelúcia Coelhinho e Patinho, Isa Risadinha e Duke Caboom (dublado por Keanu Reeves e isso me fez querer assistir ao filme com áudio original agora… rsrs).

Apesar de não arrebatar o prêmio de favorito da franquia (fico com o primeiro e o terceiro disputando essa posição), o filme é apaixonante. Fala sobre amor, amizade e sobre o que é ser um brinquedo (ok, não parece relevante colocando dessa maneira, mas a mensagem é bem próxima de ‘ser fiel a quem você é‘).

Alguns podem pensar que o desfecho da trama soe como triste e confesso que dividiu meu coração entre o amar e o pesar. Mas, de fato, acredito que a melhor ideia é a de que novos caminhos sempre serão possíveis. E com Toy Story não poderia ser diferente.

Um filme para se apaixonar, voltar a ser criança e lembrar que sempre estaremos com aqueles a quem amamos, ao infinito e além!

Por aí, algum fã da franquia? Qual o personagem favorito? Já assistiu ao desenho ou ainda quer ver?

Imagens: divulgação.

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Retipatia
Ouvindo: You’ve Got a Friend In Me (only in my mind…)

Repense, renove, rediscuta...

  1. Ownn gente amo Toy Story ❤️ ainda não vi esse último mas estou louca pra vê! Amo todos, pra mim é maravilhoso que minha filha de 4 anos também ame, sempre assistimos juntas!!! Muito ansiosa pra assistir esse com ela!

  2. Ahhh esse filme ganhou meu coração, fui no cinema para ver com minha filha e entre risadas e lágrimas, saí com um quentinho no coração. E aquele final foi emocionante, quando percebi as lágrimas estavam rolando. A Betty foi uma ótima surpresa nesse filme e os novos personagens deram um toque a mais.Esse filme me passou uma mensagem de que há momentos na vida em que devemos mudar, sair da nossa zona de conforto, mesmo sendo difícil.

    • Oi Tatiane!
      Ah eu também adorei o papel da Betty nesse filme, achei total girl power, sem exageros! <3 Eu não cheguei às lágrimas, mas deu aquele aperto no coração! Sem dúvidas uma mensagem linda que o filme deixou!
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  3. awnn, a magia de toy story… ❤️
    woody é meu favorito, apesar de sentir uma paixão inexplicável pelo bala no alvo hahah gostaria q ele fosse mais explorado, acho tão fofo, principalmente a lealdade q tem com o woody.
    ainda não vi 🙁 mas pretendo ir com meu irmão, ele também ama!
    bj, Rê.

    • Oi Livia!
      Own eu amo essa franquia, das favoritas de todos os tempos! Eu também adoro o Bala no Alvo, acho ele uma fofura que só! <3 Espero que consiga ir assistir com seu irmão, vale demais, o desenho está lindo! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  4. Ai, Rê, que lindo ler sobre esse filme, e a franquia de um modo geral, no seu olhar. Eu gosto dos filmes, mas não amo tanto assim, então ver pelo ângulo de quem gosta ainda mais do que a gente é sempre gostoso. Ainda não assisti Toy Story 4, mas tô com muita vontade porque acho a trama dos filmes da Pixar sempre muito sensível (mete mais dedo na ferida que tá pouco), gostei do final pelos spoilers que li e, claro, o fato de que o gráfico dele tá ABSURDO DE TÃO LINDO! O primeiro já era maravilhoso, mesmo sendo o início da empresa (ainda mais levando a época em consideração), mas esse… Imbatível, perfeito! Até nas fotos enche de brilho o olhar!

    • Oi Luly!
      Sim, eu também gosto de muito de ver os pitacos de quem curte as séries e tal, faz a gente ver o filme, ou até se for um livro, sob uma nova perspectiva. E quando puder, assista sim, mesmo quem não é fissurado no mundo de Toy Story vai aproveitar a jornada! E sim, o gráfico está absurdoooo de lindo e acho o primeiro muito foda pra época dele! E o fim, tem seu lado de peso, mas também gostei dele! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo