Mundo em Caos ♥ Patrick Ness

Mundo em Caos
Patrick Ness
Intrínseca
“O Ruído é o homem sem filtro, e, sem filtro, o homem é só caos em movimento.”

Sobre o Autor

Patrick Ness é o autor best-seller da trilogia Chaos Walking e de A Monster Calls. Aclamado pela crítica, já recebeu diversos prêmios como escritor de ficção para crianças, incluindo duas medalhas Carnegie, no Reino Unido. Já foi colunista do Sunday Telegraph e hoje é crítico literário no The Guardian. Patrick nasceu na Virgínia, nos Estados Unidos, e vive em Londres.

Sinopse

Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo.

Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres?

Publicado em mais de trinta países, Mundo em caos é o primeiro volume de uma distopia perturbadora sobre os laços que forjamos em situações extremas e traz à tona a infinita insensatez humana diante das diferenças. A adaptação cinematográfica da obra terá Tom Holland e Daisy Ridley como protagonistas. A Intrínseca relança em uma edição especial, com tradução inédita e um conto extra, a série que consagrou Patrick Ness como um dos maiores nomes da literatura jovem.

Mundo em Caos

Imagine estar em um mundo apenas de homens sendo o único garoto dentre eles. Esta é a vida de Todd Hewitt, que está prestes a completar seu aniversário de treze anos e virar homem. Os dias são um tanto quanto solitários já que todos os outros garotos de Prentisstown já viraram homens. Resta apenas Todd, que tem por fiel escudeiro o cachorro que ele não queria ter ganhado de presente de seus pais, Ben e Cillian: Manchee, que lhe segue para todo canto.

“Então o que você tem que lembrar, o mais importante de tudo que eu posso dizer aqui, é que o Ruído não é a verdade. O Ruído é o que os homens querem que seja verdade, e tem uma diferença tão grande entre os dois que você pode até morrer por causa disso se não tomar cuidado.”

Talvez as coisas fossem menos complicadas se não tivesse existido a guerra, em que foi liberado o germe que matou todas as mulheres do mundo e dizimou metade dos homens. Ah, e claro, ainda temos o Ruído. Privacidade não é uma palavra com grande significado num mundo em que todos podem ouvir os pensamentos uns dos outros. É assim o Ruído, não importa onde você esteja, quem seja, animais, homens, seus Ruídos, toda a massa de pensamentos que os compõem, está solto no ar como um enxame incapaz de ser silenciado.

“Não dizemos mais nada. O que dizer? Tudo e nada. Como não dá pra dizer tudo, então você não diz nada.”

A contagem regressiva de Todd para se tornar um homem deixa de ser monótona o dia que ele acha um estranho rasgo no Ruído. Ou, mais exatamente, não um rasgo, alguém, uma garota. E, a partir daí, o mundo que ele conhece irá se desmantelar…

“Quando a sorte não está com você, ela está contra você.”

Mundo em Caos, primeiro volume de uma trilogia distópica, cumpre tudo o que promete, a própria edição já dá o tom, com trechos que simulam o ruído e com a ilustração da faca que aparece no enredo. A trama se mostra maior a cada capítulo e vários temas interessantes são debatidos através desse mundo distópico criado pelo autor.

“Mas uma faca não é só uma faca, é? É uma escolha, é algo que você faz. Uma faca diz sim ou não, cortar ou não, morrer ou não. Uma faca tira o poder de decisão da sua mão pra colocar no mundo, e ele nunca mais volta.”

A própria narrativa do livro conta com um diferencial, seguindo em primeira pessoa os pensamentos do jovem Todd (ou seria o Ruído de Todd?), temos a história contada sob seu próprio ponto de vista, com seu linguajar, suas impressões e, ao mesmo tempo, suas descobertas. Todd é um jovem que está habituado com a realidade em que vive, está inserido nela desde seu nascimento e, assim, tudo ali representa a sua verdade. A verdade de sua vida, aquela que lhe cerca e é refletida nos Ruídos de Prentisstown. E, assim, a aventura que seguimos é a de desbravar o mundo junto à Todd, Viola (o rasgo no Ruído) e Manchee através de um redomoinho de Ruído que a própria vida se tornou.

“Vamos supor que você está no alto de um morro com alguém que não tem Ruído. Seria como estar sozinho? Como você compartilharia seu Ruído? Você ia querer fazer isso? Quer dizer, a gente está aqui, eu e a garota, fugindo do perigo rumo ao desconhecido, e não tem nenhum Ruído em cima da gente, nada que nos diga o que o outro está pensando. É assim que deve ser?”

Essa parte da descoberta, da realização de Todd pelo mundo, tanto uma jornada de amadurecimento, tem um viés muito perspicaz, que, inegavelmente, pode trazer à lembrança do leitor O Mito da Caverna / Alegoria da Caverna de Platão. Para quem não conhece o mito, eis um resumo bem resumido: alguns homens passam sua vida inteira acorrentados dentro de uma caverna, tudo o que conseguem ver são as sombras projetadas no fundo dessa caverna, graças à existência de uma fogueira que ficava atrás deles e fora do seu campo de visão. Surgem as mais diversas formas nessas sombras, que são as únicas coisas que eles veem. Certo dia, um dos homens se liberta, mas a claridade da fogueira e do lado de fora, ferem seus olhos. Mas, aos poucos, ele se habitua à nova realidade e decide voltar à caverna para contar aos demais. O problema é que, quando ele volta, nenhum deles acredita nessa outra realidade que lhes é narrada e, alegando insanidade daquele que se libertou, o matam.

“Taí um negócio que estou aprendendo sobre ser jogado no mundo por conta própria: ninguém faz nada por você. Se você não muda as coisas, elas não mudam.”

A cegueira para a realidade, para o que está diante dos olhos, o não querer ver o mundo tal qual ele é, a ignorância em si, são pontos que fortemente permeiam a narrativa de Mundo em Caos. O choque, o pavor, a realidade é sempre ela que assusta, que fere. E, ao mesmo tempo, é ela quem traz novas verdades e é capaz de retirar as correntes que mantinham Todd ligado à história de Prentisstown. Afinal, ele está ligado ao lugar e às pessoas dali bem mais do que pela localização de sua casa, mas também pelo que chego a considerar como um novo sentido além do tato, olfato, audição, paladar e visão: o Ruído. E, para atingir o que está do lado de fora, ele precisa conseguir alcançar o que está além do Ruído.

“- História não é muito importante quando você só está tentando sobreviver – digo cuspindo as palavras, mesmo em voz baixa.
– Na verdade, é aí que ela mais importa.”

Nessa ideia do Ruído como sendo um verdadeiro sexto sentido, é interessante notar o quanto os personagens, o quanto Todd, ao mesmo tempo que vive sob essa influência, se torna dependente dele. É como um incômodo que não se quer abrir mão, é parte dele, tanto quanto ouvir, falar, respirar e comer. É intrínseco. E, por ser assim, é algo no qual ele confia cegamente, ainda que esteja ciente de que nem tudo que o Ruído reflete é, necessariamente, uma verdade. Às vezes, trata-se apenas da verdade de alguém, ou do que um outro desejava que fosse verdade. Tal qual nossa audição ou olfato, o Ruído pode enganar. E é aí que mora o perigo de se confiar nele tão cegamente, tão abertamente: voltamos à realidade velada dos homens na caverna, por assim dizer.

“Sempre vai ter uma coisa muito ruim esperando pra vir logo depois de uma coisa boa.”

Mas a história não para aí, ela traz reflexões sobre poder, ganância, preconceito, história, informação, religião, crenças, machismo e sobre o próprio ser humano. É aquela velha história de que o problemas dos homens são os homens, ou porque não lembrar de outro filósofo, Hobbes: o homem é o lobo do homem. Mundo em Caos é isso, a história daqueles que queriam superar os erros do passado, mas que, por alguma razão, resolveram esquecer o passado para isso. Talvez esse seja um dos mundos distópicos mais reais que se têm notícias.

“Seu rosto e seu Ruído vazios são do mesmo jeito que eu lembrava, mas a lição que aprendo pra levar pra vida é que conhecer a mente de um homem não é conhecer o homem.”

Outro ponto muito interessante sobre o Ruído, a relação dos personagens com ele, é que os animais também são afetados. E, assim, o próprio Manchee, cachorro de Todd, também tem suas falas reproduzidas ao longo da narrativa. Nada absurdamente humanoide, como em animações em filmes que os animais pensam e agem tal qual os humanos, mas de uma maneira interessante e que funciona bem na trama. Inclusive, se precisar escolher um personagem favorito e que mais me cativou nesse livro foi exatamente o Manchee!

“Isso é outra coisa do Ruído. Tudo que já aconteceu com você continua ali, pra todo sempre.”

Com direito à lágrimas e momentos descontraídos, a leitura do livro trouxe inúmeras reflexões, talvez pudesse sentar e enumerá-las, mas precisaria de quatro resenhas para conseguir abranger tudo, as que vieram para cá, foram as que mais saltaram aos olhos. Um único detalhe que notei durante a leitura, foram alguns segredos que levaram mais tempo que o necessário para serem revelados, mas, levando em consideração que o protagonista é quem nos filtra as mensagens recebidas, de certa forma, alguns pontos justificam o delay. O final, tenham em mente, é aberto, do tipo que vai deixar o leitor com vontade de ter o próximo volume da distopia em mãos para devorar!

“E informação demais pode levar um homem à loucura. Informação demais se torna apenas Ruído. E ele nunca, nunca para.”

Uma leitura mais que recomendada, tanto para quem já curte distopias, tanto para quem quer se aventurar pelo Mundo em Caos e descobrir exatamente o que é esse Ruído que assola o mundo e persegue os homens! É inegável, depois de descobrir o Ruído, qualquer pessoa ficará fortemente inclinada a querer saber mais e mais sobre ele e todo esse mundo caótico!

“A guerra transforma homens em monstros, ouço Ben dizer.”

Novo Mundo

A edição de Mundo em Caos conta com um conto inédito do autor Patrick Ness, intitulado de Mundo Novo e que conta uma parte da história de Viola, a garota sem Ruído que cruza o caminho de Todd e Manchee.

O conto se passa num arco narrativo fora do livro, já que ele é contado exclusivamente do ponto de vista de Toddy e aqui, temos a oportunidade de conhecer mais do passado de Viola e do que a levou até o Mundo Novo. Sem dúvidas, o conto é um aperitivo para apaziguar a vontade de já ter em mãos a continuação da distopia para saber o que irá acontecer!

“Esperança. As pessoas só falavam disso no comboio, especialmente quando começamos a chegar perto do planeta. Esperança, esperança, esperança.”

Aleatoriedades
  • Mundo em Caos foi recebido em parceria com a Editora Intrínseca!
  • O livro foi relançado no Brasil pela Editora Intrínseca com nova tradução, conto extra e uma nova roupagem na edição: acabamento das folhas em corte vermelho; aplicação em verniz que simula o Ruído e várias partes do texto dispostas de maneira a simulá-lo também.
  • O lançamento do livro coincide com o alvoroço pelas gravações do longa Chaos Walking (título original do livro), e que contará com a direção de Doug Liman (A Identidade Bourne e Sr. & Sra. Smith), e será estrelado no papel de Todd Hewitt, por Tom Holland (a.k.a. o novo Homem Aranha) e Daisy Ridley como Viola (a.k.a. Rey de Star Wars). Nem preciso dizer que depois da leitura, já estou aguardando ansiosamente pelo filme!
Mundo em Caos está disponível nas livrarias do Brasil e também pelo site da Editora Intrínseca.

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Retipatia

Repense, renove, rediscuta...

  1. Primeiramente parabéns pela resenha e fotografias, amo sempre.
    —-“Taí um negócio que estou aprendendo sobre ser jogado no mundo por conta própria: ninguém faz nada por você. Se você não muda as coisas, elas não mudam.”— eu precisava falar sobre esse trecho que você destacou, eu sou a prova viva disso, dessa mensagem, o mundo é tudo isso, é cheio de ruídos, de padrões sociais, com muitas questões que nunca iremos compreender totalmente, quero muito ler o livro, me fez pensar que vivemos de uma forma parecida atualmente, sua resenha me fez pensar em questões relacionada aos padrões das redes sociais, sobre o feminismo, e outros.

    • Oi Andréia!
      Ah feliz que tenha gostado dos cliques! Sim, esse trecho é muito real. O nosso mundo já é composto de ruídos, que se manifestam das mais diversas formas, são padrões dos mais diversos tipos, julgamentos, requisitos e tantas coisas que oprimem e que, não necessariamente refletem nossa essência e das outras pessoas. Acho que vale mesmo a pena ler, o texto abre um leque enorme de discussões, essa parte sobre padrões e informações, o que recebemos, como recebemos, também é super importante e vale a pena ler e conhecer para analisar e tirar mais conclusões!
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  2. Curti muito esse quote

    “O Ruído é o homem sem filtro, e, sem filtro, o homem é só caos em movimento.”

    A história parece ser bem legal, e acho que devemos encontrar muitas reflexões sobre nossa sociedade pela sua resenha.

    Um mundo onde todos os pensamentos são audíveis, expor o ser humano sem disfarces é até difícil imaginar, quem não enlouqueceria….

    Essa diagramação, com várias palavras , escritas de várias formas e sem conexão no livro representando o ruído eu adorei, confesso que já gera uma certa agonia imaginar vc “ouvindo” isso o tempo. E gostei do ponto que ressaltou o ruído não é necessariamente a verdade.

    Mais um livro para lista a serem lidos.

    • Oi Tatiane!
      Também adoro essa quote, ela faz sentido mesmo fora do contexto do livro. E a história tem reflexões sobre vários pontos que são muito interessantes e valem demais a leitura para se questionar e ao mundo ao nosso redor. E também imagino que o Ruído seja sufocante, uma presença tão constante que chega a ser desconcertante. Espero que consiga ler logo, vale muito a pena!
      Obrigada pela visita!
      xoxo

    • Oi Marcelle!
      Ah feliz que tenha gostado das fotos! Super entendo, eu não leio sinopses antes do livro e prefiro ler as resenhas depois que me aventurar pelo livro, para ver outra interpretação dele! Volta pra discutirmos sobre ele quando você ler, super recomendo! 🙂
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  3. Simplesmente amei a resenha e as fotos, a história parece ser muuuito boaaa! E deve ser mesmo porque a intrínseca arrasa nas suas escolhas

    • Oi Lolla!
      Ahh feliz que tenha gostado, esse livro é fantástico e a Intrínseca é mesmo incrível, as escolhas das publicações são as melhores! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  4. Estou completamente convencida em ler essa distopia, tuas resenhas são incríveis, detalha perfeitamente a história de uma maneira única!

  5. Oi! Esse livro tem um ar tão convidativo, é como se me chamasse Suas resenhas como sempre são incríveis, a proposta nesse livro é cheia de possibilidades. Amei os quotes, e minha mente explodiu vendo as palavras que se sobrassaem umas às outras em algumas páginas, para nós aproximar do que é o Ruído. Amei essa edição de paixão! Amei as fotos também. Já que esse é o primeiro volume, sabe quantos volumes serão? Um bjão❣️

    • Oi Clara!
      Ah esse livro está mesmo incrível, a começar pela edição! Feliz que tenha gostado da resenha, e o estilo do livro pra destacar o Ruído eu achei sensacional. Dá uma sensação de bagunça exatamente como imagino o Ruído. eheheh A edição está incrível, vale muito a pena ler! Quando foi publicado pela primeira vez, era uma trilogia, não sei se será lançado mais algum livro extra posteriormente! 🙂
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  6. Interessante a premissa do livro. Não é um gênero que eu costumo ler, mas fiquei curiosa. Essa edição tá linda tbm ❤

  7. Oie…

    Enquanto lia o post fui revirando a memória aqui. Já tinha ouvido falar nessa trilogia. A história era legal e tinha outro nome (se não me engano) mas a publicação era péssima. Cheia de erros e defeitos. Foi um alvoroço em cima disso. Aliás, acho que chamou mais a atenção para o autor e seu livro.
    Eu li o original e não gostei muito, confesso. O estilo faroeste me incomodou um bocadito.
    E o mundo novo em si não me seduziu. Um planeta para onde vão os humanos em busca de vida melhor me fez pensar na imigração e nos incidentes ocorridos em busca de melhores condições de vida. E posicionou diante do poema de Drummond uma vez mais.
    Acho que me acostumei as distopias mais antigas que nos colocavam diante do impossível e, de repente, como se a realidade resolvesse nos dar o troco, de tanto que a usamos na literatura, numa espécie de exercício existencial, nos submetesse ao contrário. Aff, delirei… e a culpa é sua. rá

    O que eu achei mais curioso nesse livro é o fator silêncio, o quanto apavorante ele é para o personagem. Eu ria horrores com isso e até comentava com o Marco: eu enlouqueceria nesse mundo novo. rs

    Mas, me lembro que achei interessante o ruído ser o motor das páginas… o que nos impulsiona a virá-las… para nos orientar as respostas para certas perguntas que são nossas e não são. rá

    Ok, vou parar de delirar.
    bacio

    • Oi Lunna!
      Sim, essa trilogia foi lançada há um tempo pela Pandorga. Confesso que pelas edições dela, a história nem me chamava para a leitura (ahaha olha só quem anda julgando livro pela capa… rs). O personagem principal tem um linguajar bem simples, com erros mesmo, mas acho que e questão de saber passar isso para a tradução e achei que a Intrínseca fez isso muito bem.
      ahaha e pode me culpar pelos delírios, gosto de lê-los, não há problemas algum!
      Eu também sou alguém que é fã de um bom silêncio, mas isso é algo ao qual ele não está habituado, nunca se deparou e acho que o estranhamento até se justifica. Gosto também da parte do Ruído ser um motor pra história, faz muito sentido durante o desenrolar e ele cria muitas possibilidades interpretativas…
      Obrigada pela visita e pelos delírios!
      xoxo

  8. Esse livro conta com uma proposta incrível! Amei os detalhes dessa edição, principalmente as palavras espalhadas nas páginas, sobressaindo-se umas as outras, para simular o “Ruído”. Incrível, amei as fotos e a resenha!

    • Oi Clara!
      Sim, a ideia da história é muito boa e tem um mundo distópico muito interessante! A edição está incrível e traz um gás especial pra leitura! Feliz que tenha gostado da resenha! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  9. Rê, achei fantástica a história, é uma distopia que me parece incrível pelo que vc relata nessa resenha linda. O que está além do ruído, preciso descobrir e por ser uma trilogia, me fez querer ler ainda .

    • Oi Glaucie!
      Ah sem dúvidas é uma distopia incrível e que vale a pena conhecer! Por aqui estou ansiosa pela continuação, o livro é mesmo muito surpreendente e traz muitas reflexões! 🙂
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  10. Adorei sua resenha, esse livro parece ser bem interessante e ele já foi pra minha listinha por causa da sua resenha. Parabéns pela resenha incrível ❤️

  11. Estava com uma enorme vontade de comprar este livro porém nunca tinha parado para ler uma resenha completa, e a sua deixou tudo mais simples, mais atrativo e com fotos lindas dos livros. Parabéns o seu blog é muito bom.