O Construtor de Pontes ♥ Markus Zusak

O Construtor de Pontes
Markus Zusak
Intrínseca
“No início havia um assassino, uma mula e um menino, mas este não é exatamente o início, é antes disso, sou eu, Matthew, e aqui estou, na cozinha, no meio da noite – a boa e velha foz de luz -, com os golpes, o tec-tec. O restante da casa está em silêncio.”

Sobre o Autor

Mais novo de quatro filhos de um austríaco e uma alemã, Markus cresceu ouvindo histórias a respeito da Alemanha Nazista, sobre o bombardeio de Munique e sobre judeus marchando pela pequena cidade alemã de sua mãe. Ele sempre soube que essa era uma história que ele queria contar.

“Nós temos essas imagens das marchas em fila de garotos e dos ‘Heil Hitlers’ e essa ideia de que todos na Alemanha estavam nisso juntos. Mas ainda haviam crianças rebeldes e pessoas que não seguiam as regras e pessoas que esconderam judeus e outras pessoas em suas casas. Então eis outro lado da Alemanha Nazista”, disse Zusak numa entrevista com o The Sydney Morning Herald.

Aos 30 anos, Zusak já se firmou como um dos mais inovadores e poéticos romancistas dos dias de hoje. Com a publicação de “A Menina que Roubava Livros”, ele foi batizado como um “fenômeno literário” por críticos australianos e norte-americanos. Zusak é o autor vencedor do prêmio de quatro livros para jovens: “The Underdog”, “Fighting Ruben Wolfe”, “Getting the Girl”, e “Eu Sou o Mensageiro”, receptor de um Printz Honor em 2006 por excelência em literatura jovem. Markus Zusak vive em Sydney com sua esposa e sua filha. Gosta de surfar e assistir filmes em seu tempo livre.

Sinopse

Se em A menina que roubava livros é a morte quem conta a história, em O construtor de pontes, novo romance de Markus Zusak, presente e passado se fundem na voz de outro narrador igualmente potente: Matthew, o filho mais velho da família Dunbar. Sentado na cozinha de casa diante de uma máquina de escrever antiga, ele precisa nos contar sobre um dos seus quatro irmãos, Clay. Tudo aconteceu com ele. Todos mudaram por causa dele.

Anos antes, os cinco garotos haviam sido abandonados pelo pai sem qualquer explicação. No entanto, em uma tarde ensolarada e abafada o patriarca retorna com um pedido inusitado: precisa de ajuda para construir uma ponte. Escorraçado pelos jovens e por Aquiles, a mula de estimação da família, o homem vai embora novamente, mas deixa seu endereço num pedaço de papel. Acontece que havia um traidor entre eles: Clay.

É Clay, então, quem parte para a cidade do pai, e os dois, juntos, se dedicam ao projeto mais ambicioso e grandioso de suas vidas: uma ponte feita de pedras e também de lembranças — lembranças da mãe, do pai, dos irmãos e dele mesmo, do garoto que foi um dia, antes de tudo mudar. O tempo, assim como o rio sob a ponte, tem uma força avassaladora, capaz de destruir, mas também de construir novos caminhos.

O construtor de pontes narra a jornada de uma família marcada pela culpa e pela morte. Com uma linguagem poética e inventiva, Markus Zusak nos presenteia mais uma vez com uma história inesquecível, uma trama arrebatadora sobre o amor e o perdão em tempos de caos.

A Ponte de Clay

Pensei em inúmeras maneiras de começar a escrever sobre O Construtor de Pontes. Poderia dizer que no início havia a velha Tec-tec. Ou que haviam os garotos Dunbar e Penny. Os cavalos e as corridas. O Assassino e a estátua do Stalin. E que havia um rio seco e uma ponte a ser construída.

É claro que há tudo isso, mas há bem mais. Há o quarto garoto Dunbar: Clay. E é tudo sobre ele, sobre a ponte que vai construir. Quem conta sua história é Mathew: com os dedos a estalarem as letras da velha Tec-tec, o mais velho dos garotos Dunbar nos leva ao começo de tudo. Ou o que pode ser o começo, já que o começo das coisas não é sempre necessariamente onde elas se iniciaram.

Em duas linhas narrativas, com capítulos intercalados, seguimos a vida dos garotos Dunbar morando e se virando sem pai ou mãe. São aquele misto de meninos quase homens que usufruem ora do lado de lá das criancices, ora do cá das adultezas. É um limiar tênue que pode passar de uma coisa a outra em questão de segundos ou num estalar de dedos.

“Contente é uma palavra que parece meio estúpida, mas estou aqui escrevendo e contando isso tudo para você pura e simplesmente porque é assim que nós somos. Estou ainda mais contente porque amo esta cozinha neste momento, e toda a sua grandiosa e terrível história. Tenho que fazer isso aqui. Nada mais apropriado do que fazer isso aqui. Fico contente ao ouvir minhas anotações sendo fincadas na página.
Bem diante de mim está a velha Tec-tec.
Embaixo dela, o tampo da mesa de madeira todo arranhado.
Um saleiro e um pimenteiro descombinados, na companhia de teimosos farelos de torrada. A luz do corredor é amarela, a luz da cozinha é branca. Estou aqui sentado, pensando, escrevendo. O velho tec-tec-tec das teclas. Escrever é sempre difícil, mas fica mais fácil quando se tem algo a dizer:
Quero lhe contar sobre o nosso irmão.
O quarto garoto Dunbar, chamado Clay.
Tudo aconteceu com ele.
Todos nós mudamos por causa dele.”

Os garotos Dunbar, já que não falei, são cinco: Matthew, Rory, Henry, Clayton, Thomas. Desse lado da história são eles e os cinco bichos de família: a mula, a cadela, o gato, o pombo e o peixe. Uma sinfonia de gente e bicho que deixa a casa cheia, sempre em movimento. Porque eles não podem parar, sabem disso. Qualquer pedaço de gente ou de bicho que faltar vai deixar um rombo. Dos grandes, daqueles que é provável que eles não consigam sobreviver. Não de novo. Não depois de tudo que aconteceu, depois de Penny.

Penny. Bem, é alguém de muitos nomes e da história do outro lado. O lado que tem a garota que deixa a terra natal como refugiada, que tem o pai que é igual à estátua de Stalin, mas que permaneceu do outro lado do oceano. E tem a chegada às terras americanas. É um sofrimento aprender a viver no tipo de calor seco e abafado quando se vivia em meio a ventos gélidos e neve. Mas nessa época ainda não se tratava de Penny. Era Penélope Lesciuszko; Rainha dos Erros; Garota do Aniversário; Noiva do Nariz Quebrado.

Tudo isso até ser Penny Dunbar. Mas claro que antes disso teve também um outro Dunbar: um que se apaixonou pela garotinha que pisou no seu avião, que cresceu, casou com ela. Até ser deixado por ela. Abey. Até chegar o piano no seu endereço. Mas não era pra ele. Era para a moça que vinha de um ponto mais distante da Rua Pepper. Era o número 3/7 e não 37. Acontece.

“Uma sentença tão difícil quanto a própria tarefa… E, no fim das contas, esta era a verdade:
Quem ia tinha que voltar.
Quem cometia o crime tinha que enfrentar a punição.
Voltar e voltar para casa:
Duas coisas diferentes.”

E aconteceu de na rua Pepper virem os garotos Dunbar. Todos os cinco. E vieram outras coisas mais, como a morte. Ela acompanhou os passos deles por um bom tempo, e, sendo sincera, nunca deixou. Mandou lembretes que estava sempre à espreita numa outra esquina.

Até que o Assassino apareceu. A ideia da ponte. E de todos os garotos Dunbar, havia um traidor. Ele disse não com a boca, mas disse sim com o coração. Clay, que poderia ser chamado de Clay, o Traidor, se estivéssemos em uma tragédia grega. Tudo porque ele sabia, ou sentia mais do que sabia, que ele precisava construir aquela ponte. Aquela que seria feita dele. Dele mesmo.

Essa é a história, mas só uma pincelada dela, uma pequena pedra que vai dar firmação à ponte. A construção é toda detalhada através da poética narrativa de Zusak. Uma das mais poéticas que já li, e não apenas poética, capaz de conversar com o lado de dentro de quem lê. De tocar aquelas partes que julgávamos inalcançáveis. As palavras chegam lá, vão sendo moldadas conforme a construção da ponte avança. E, claro, precisamos esperar a chuva, para o rio encher e ver se tudo se firmou. Se a ponte vai resistir.

“Acontece que ela também não esperava que:
Em breve, seu futuro seria determinado por três coisas relacionadas.
Uma era um vendedor de instrumentos musicais com uma audição sofrível.
Outra era um trio de entregadores imprestáveis.
Contudo, primeiro viria a morte.
A morte da estátua de Stálin.”

E tudo isso, o que dá forma aos blocos que constroem a história são os personagens. O narrador Matthew, o construtor Clay e todos os garotos Dunbar. Penny e Michael Dunbar. A família Dunbar, é claro. E tem ainda Carey. Não podemos esquecê-la. E claro, os animais, a Ilíada, são tanto personagens quanto qualquer outro. Estão ali alicerçando a ponte.

A beleza da construção braçal, dura, contrasta com os detalhes silenciosos e sentimentais da construção figurativa da ponte. A que será feita do próprio Clay. Que, em inglês, significa argila. Moldado, maldada. Daí o título original do livro: Bridge of Clay. Bridge é ponte. Ponte de argila, ponte de Clay.

Em português, o título foi alterado para uma versão que, em humilde opinião, mostra tanto da essência da história quanto o original. Não se trata de um construtor de pontes, mas de o construtor de pontes. Haveria significativa perda em dizer apenas Ponte de Clay, já que no português, a referência à argila se perderia e seria encontrada somente durante a leitura. A própria Intrínseca se manifestou quanto à escolha do título em português em uma matéria no seu site (clica aqui para conferir).

“- Não faz isso, Clay. Não vai, não me deixa… mas vai.
Se estivesse em um dos épicos de Homero, seria a Carey Novac dos olhos cintilantes, ou a Carey dos olhos preciosos. Ela fez questão de deixar claro o tamanho da saudade que sentiria dele, mas que também esperava – na verdade, exigia – que ele fosse fazer o que tinha que ser feito.
Não faz isso, Clay. Não vai, não me deixa… mas vai.”

De uma maneira própria, o livro tem tudo para cativar: boa narrativa, história, personagens humanamente complexos e surpresas ao longo do caminho. Ainda assim é na essência que O Construtor de Pontes se destaca, na essência de Clay, da ponte e de tudo que acontece. É completamente compreensível a razão de Markus Zusak ter levado treze anos em sua escrita. A história é tão complexa quanto uma vida. E são muitas vidas que se cruzam, intrínsecas umas às outras de um modo que apenas o destino pode explicar. As coisas são como são, acontecem como devem acontecer.

O livro me trouxe vários ensinamentos, várias reflexões, e um detalhe foi que me mostrou que é possível sim que uma pessoa tenha um livro favorito. Aquele que se ela precisar escolher para ler e reler pelo resto de seus dias, seria a sua escolha. O Construtor de Pontes é a minha escolha. Meu favorito, meu livro de cabeceira. Aquele que quero reler todas as páginas e todos os trechos que sublinhei. Sublinhar outros, sentir novamente a miríade se sentimentos dentro de mim, para então, redescobrir que ele ainda pode me mostrar ainda muitos outros detalhes que irão se revelar a cada vez que meus olhos correrem por suas linhas.

O Construtor de Pontes é inspirador, poético, inesquecível. Um livro que fala sobre a vida, pontes, família e perdão. Recomeços. Fala de ser ponte, de construir ponte. É sobre o amor e sobre os garotos Dunbar, a família Dunbar. E Clay, sempre Clay.

Teclas de um Piano
“As melhores coisas sempre acontecem antes de nós nascermos.”
“Era isto que tornava as coisas tão difíceis:
Um coração inundado de cores em meio a tanto cinza.”
“Acho que dá para dizer que éramos diferentes versões da mesma coisa, e nossos olhos eram prova disso. Tínhamos fogo nos olhos, e não importava de que cor eram, porque o fogo sobressaía.”
“É curioso ver como se desenrolam as confissões.
Admitimos quase tudo, e é o quase que conta.”
“Há quem diga que não nos cabe tomar decisões. Talvez seja verdade.
Achamos que estamos no controle, mas não estamos.
Damos voltas na vizinhança.
Passamos por certa porta.”
“Quando apertamos uma tecla de piano e não sai nada, apertamos de novo, porque temos que apertar. Precisamos ouvir algo e esperamos que não seja um erro…”
“Ele matou a gente.
Ele matou a gente, Clay, você não lembra?
Ficamos sem ninguém.
Ele abandonou a gente.
O que éramos está morto…”
“Conforme prometido e planejado, eu matei mesmo Clay.
E mais fiel que nunca à sua palavra, ele simplesmente não morreu.
Como era bom ser um garoto Dunbar novamente.”
Aleatoriedades
  • O Construtor de Pontes foi recebido em parceria com a Editora Intrínseca, obrigada pela oportunidade de conhecer esse livro, eu precisava dele e nem sabia disso! Um suspiro soa toda vez que penso nessa história…
  • Queria que as fotos mostrassem um pouco da história ou do que ela foi para mim. A minha velha Tec-tec, apenas de não ser uma Remington, serviu de base. A corrida da revista, veio por acaso, eu procurava por uma ponte, mas pensei, deve ser eles então. A vela está aí porque a argila precisa do fogo para ser moldada. E a simplicidade do cenário está aí porque a beleza das coisas está, exatamente, em sua simplicidade. É a essência que a leitura me deixou.
  • Definitivamente, quanto mais gosto de um livro, mais difícil é a escrita da resenha. Esse foi para o topo. Duas semanas para escrever uma resenha que me deixasse moderadamente satisfeita. Sei que um livro é um tema inesgotável e vários pontos talvez não tenham sido ditos aqui, mas sentimentos quanto à este livro, sem dúvidas, não faltam!
O Construtor de Pontes está disponível em livrarias físicas e virtuais, é só acessar o site da Intrínseca para conferir!

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Retipatia
Ouvindo: Wild Horses, por ser a preferida do quarto garoto dunbar.

Repense, renove, rediscuta...

  1. Meu Deus…. agora fiquei ansiosa por ter essa belezura em minhas mãos… Amei a resenha…. sua delicadeza em contar a história a deixou ainda mais bela …. com certeza está na minha wishlist!!! Obrigada!!!!

    • Oi Sanny!
      Ah esse livro é fantástico e tem das histórias mais bonitas que eu já li na vida! Recomendo muito e espero que consiga ler! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  2. Amei a resenha ❤️ E me identifiquei, quando amo um livro é muito dificil resenhar, pq eu acabo me empolgando e querendo falar tudo sobre o livro, eu fico tão empolgada que fico sem palavras kkk

    • Oi Sabrina!
      Ah feliz que tenha gostado! ahaha É mesmo difícil né, a gente quer falar de tudo (o que é impossível ser dar spoilers) e ao mesmo tempo acha que sempre falta algum ou outro detalhe… rsrsrs
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  3. Já ouvi falar nesse livro diversas vezes, depois dessa linda postagem fiquei mais animada ainda para ler o livro. Além disso, tenho que ressaltar que as fotos ficaram muito lindas e a capa do livro é belíssima. Parabéns pela dedicação, a resenha ficou bem completa e me envolveu muito.
    Um super abraço,
    Aline ♥

    • Oi Aline!
      Ah feliz em saber que a resenha te deixou mais empolgada para a leitura! Feliz que curtiu as fotos e o trabalho, e adoro essa capa, ela mostra muito da história, mesmo com poucos detalhes! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  4. Buongiorno, cara mia.
    Fui lendo e lembrando de ‘a menina que roubava livros’ e da maneira como o ator ficou em mim quando vi a chamada do filme. Não assisti, mas adoro o ator que interpretou Hans. Gosto mais dele que do personagem em si. Mas a história em si, não me conquistou. Gosto da proposta, mas ao avançar na leitura, foi ficando tudo tão distante, fraco. E o final foi um barco a afundar.
    Não li mais nada do autor depois disso. Embora tenham me dado ‘o mensageiro’ de presente. Olhei e pensei, tenho outros livros para ler. O emprestei para alguém que se empolgou por reconhecer como autor de menina que roubava livros e deixei ir. Não voltou ainda.
    Eu gosto de apreciar a tradução brasileira. Uma das melhores no mundo. Engraçado que brasileiro não gosta de dublagem por preferir o original (mesmo sem saber o idioma) com legendas, mas reclama da dublagem. Sempre me diverti com isso…
    Mas, voltando da viagem ao centro da terra, amei as fotografias (não é novidade, eu sei) mas essa máquina de escrever (ganhei uma no domingo) deu um charme mais que especial… mas, não vou ler o livro, até por sabê-lo escrito em primeira pessoa (me aborrece) e o meu lugar de livro favorito, você deve imaginar, não há espaço para Zusak. Mas gostei de sabê-lo entre os seus. Gosto de saber os leitores e suas preferências até para poder dialogar a respeito.

    bacio

    • Oie!
      Eu também não assisti ao filem, gostei do livro e não senti muito apelo pra assistir, na verdade. Eu gostei do fim, só acho que não era necessário mostrar tão longe assim, ainda que fosse, ao meu ver, inevitável chegar lá.
      Depois de ler esse, fiquei querendo reler A Menina que Roubava Livros e os outros que já foram publicados, Eu sou o Mensageiro, A Garota que eu Quero, e a trilogia Irmãos Wolfe (ou seja, tudo que já lançou dele aqui no BR ahahaha).
      Essa questão da dublagem é mesmo engraçada. A maior parte tem mesmo uma qualidade incrível, o que eu gosto, ainda que precise de legendas, é de ouvir a voz real da pessoa, se me entende.
      Feliz que curtiu as fotos, eu queria elas num tom mais clean… não sei bem explicar. E essa máquina de escrever é um xodó, queria uma há anos e comprei essa em 2017 e tenho maior apego!
      Já conversamos sobre narrativas em primeira pessoa, eu gosto delas e, essa em especial, é do tipo que me cativa! 🙂
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  5. Oii Re! Fazia tempo que não aparecia por aqui!
    Sua escrita é maravilhosa e dá muita vontade de ler os livros que indica!
    já li A Menina que Roubava Livros, O Markus escreve muito bem, fiquei com vontade de ler esse também ♥
    já vou colocá-lo na minha lista ♥ hahaha

    • Oi Tata!
      Ah saudades de você!
      Feliz que gostou da escrita e se você curtiu A Menina que Roubava Livros, eu recomendo ainda mais fortemente O Construtor de Pontes! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  6. Oii!! Parabéns pela sua resenha. Eu gosto de livros que trazem personagens complexos e achei o enredo bem atrativo. Você comenta que esclheu esse livro como favorito e eu fiquei curiosa.. eu ainda não consegui escolher nenhum livro como favorito e muito menos ler um livro mais do que uma vez HAHA. O enredo desse livro me lembrou um livro do steve Toltz – a fraction of the whole. Você já leu? Acho que você ia gostar. Beijos

    • Oi Rebeca!
      Ah se gosta de personagens complexos, esse livro está cheio deles! <3 Eu já reli alguns livros, mas não é algo muito frequente. E, até ler O Construtor de Pontes, eu não tinha um livro favorito na vida! eheheh Não conhecia o A Fraction of the Whole, mas já adicionei na lista de desejos, porque gostei muito da proposta da história! Obrigada pela dica e pela visita! <3
      xoxo

  7. Eu amei as composições que você fez nessas fotos. Combinaram com o livro e as cores da capa. E sua resenha me deixou muito curiosa para finalmente conhecer a escrita do autor. Comecei a ler A Menina que Roubava Livros há um tempo, mas acabei vendo o filme antes e achei tão triste que nem finalizei a leitura. Sei de outros títulos do autor que também me chamam a atenção, e esse entrou para a lista *-*

    • Oi Luh!
      Ah feliz que tenha gostado dos cliques! <3 Ah tô torcendo para você dar outra chance para algum dos livros dele! Realmente A Menina que Roubava Livros é triste, a época da Guerra ainda contribui para esse peso que a história tem. A tristeza que há em O Construtor de Pontes é diferente, não tem esse peso da Guerra, mas tem muita carga emocional. Espero que tenha chance logo de ler esse! <3
      xoxo

  8. Oi!
    Fico sempre impressionado com o tamanho e qualidade das suas resenhas, Rê! Essa não ficou para trás, muito pelo contrário, foi magnífica. Adoro resenhas que contam de forma orgânica o que o livro tem de mágico, às vezes até com um estilo narrativo parecido com a própria obra. Esse com certeza vai pro carrinho na próxima compra!
    Abraços,
    Literalize-se

    • Oi Luciano!
      Ahh eu não sei ser sucinta, por isso sempre tão longas… ahaha Feliz que tenha gostado dessa, fiz com muito carinho pra um livro muito amado! Tento sempre passar um pouco da essência da obra, do estilo, feliz que tenha dado certo! <3 Espero que possa ter logo seu Construtor de Pontes pra se apaixonar também! 🙂
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  9. Que resenha completa, scrr. Fiquei mega interessada em ler esse livro, com certeza deve ter sido uma leitura tão gostosa. Acho muito legal quando as pessoas leem o mesmo livro várias vezes, eu não consigo fazer isso. haha

    Prazer, Jéssica

    • Oi Jéssica!
      Ah feliz que se interessou pelo livro, essa leitura foi mágica para mim. Eu não costumo reler livro com muita frequência, mas sei que esse eu vou reler sem dúvida alguma! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  10. Eu não conhecia o livro, mas conheço a escrita do autor por causa de “a menina que roubava livros”, que é um dos meus livros favoritos da vida. Tô ansiosa para ler esse, sua resenha me empolgou e saber que os personagens são complexos, me animou ainda mais. Amei a delicadeza da capa e as fotos. Ultimamente tô bem lenta para leitura, devido as coisas da faculdade, mas vou colocar na minha lista e ler assim que possível. Beijão ❤️

    • Oi Janeise!
      Ahhh que bom saber que curtiu a escrita de A Menina que Roubava livros, o autor tem mesmo um modo especial de se expressar! Espero que você consiga ler, é um livro muito envolvente e cheio de personagens incríveis. Feliz que gostou das fotos também! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  11. Rê, você escreve de forma tão maravilhosa que parece que a gente tá lendo trechos do livro falando do próprio livro ou algo assim. Não sabe quando termina a cotação e começa você, mas ao mesmo tempo mesmo sem a sinalização daria pra saber.
    Eu acho a capa desse livro linda e achei maravilhoso o que a Intrínseca fez com o título dele… Faz tanto sentido! Algumas coisas precisam, de fato, ser REsignificadas! No mais, que história! Existem períodos que balançam a gente – ainda mais quando estamos vivendo nossos próprios períodos de temor – e alguns acabam não conseguindo ler sobre. Eu sou o contrário, fico com ainda mais vontade de devorar agora que consigo entender!

    • Oi Luly!
      Ahhh que delícia ler isso! Essa foi uma resenha super difícil exatamente porque eu queria que combinasse com o livro, ou melhor, com a sensação que o livro me trouxe e tô feliz em perceber que para alguém isso foi perceptível! <3 Também gostei muito da questão do título, às vezes as traduções perdem um pouco da essência, mas esse está longe de ser o caso! Eu eu também acredito nessa questão de ler sobre os momentos que nos abalam, faz muito bem pra mim! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  12. Eu não conhecia esse livro, apenas a A Menina que Roubava Livros. Foi muito legal saber mais sobre O construtor de pontes. É muito único, o livro falar sobre assuntos profundos, fiquei com vontade de ler também, e amei suas fotos, parabéns!

    Kissus
    June Damasceno

    • Oi June!
      A Menina que Roubava livros também vale a leitura, mas esse, eu queria que todo mundo lesse! hahaha E a narrativa do autor me é muito especial, recomendo que leia sim! Feliz que tenha gostado das fotos! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  13. Uau! Que maravilha saber que este é seu livro favorito. Quando uma pessoa que lê MUITO, conta pra mim qual é seu livro favorito, eu guardo a informação e quando dá, compro o livro. Fiz isso umas vezes. Estas dicas valem ouro. E a temática é algo que me interessa muito. Gosto de livros intensos, com lições, cheios de sentimentos. Belas fotos, by the way!
    x
    http://www.paulamusique.com

    • Oi Paula!
      Ah gostei de saber disso, também adoro pegar dicas de favoritos e ler e ter em mente o que faz daquele livro tão especial para alguém. E se curte a temática do livro, se joga que esse tá incrível! Feliz que tenha gostado das fotos! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  14. Gente! Que resenha completíssima é essa? Fácil de ler, entender, interpretar. Deu até vontade de ler o livro, sério! O que pode me atrapalhar é a questão de ser escrito em “primeira pessoa”. Isso me desconcentra, as vezes. Mas gostei demais e talvez eu dê uma chance rs

    • Oie!
      Ah feliz que tenha gostado da resenha! Sei que muita gente não curte a narrativa em primeira pessoa, mas esse eu recomendo que dê uma chance. O narrador não é o personagem principal da trama, então geralmente ele não está falando de si mesmo (são poucas as exceções).
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  15. Primeiramente fico aqui babando nas fotografias que vc faz!! Parabéns. Achei a resenha do livro muito boa, por que alguns trechos parece um pouco confuso e ao mesmo tempo envolvente. Não li o livro ” A menina que roubava livros”, mas ficou bem interessante este da “Ponte de Argila” caraca gostei desta tradução kkk. Beijos

    • Oi Luma!
      Ahhh que delícia saber que gostou da fotos! Eita que bom que mesmo as partes confusas ficaram envolventes! ehehe E se for pra recomendar, eu sempre vou dizer A Ponte de Argila ao invés de A Menina que Roubava Livros! 🙂
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  16. Eu estou muito ansiosa pra adquirir e ler esse precioso a Expectativa esta grande depois dessa resenha maravilhosa

  17. As fotos ficaram lindas, já tinha visto sobre o livro, mas ainda não tinha despertado a vontade de ler até ler essa resenha, o livro parece ser emocionante, sobre todos esses relacionamentos de família que podem ser tão conflitantes. Com certeza vai entrar para listinha de desejados.

  18. Adorei as fotos,esse livro não tinha chamado minha atenção até ler essa resenha.Parece ser um livro que fala mt de relações familiares e como elas podem ser complicadas, com certeza vai entrar para listinha de desejados.

    • Oi Tatiane!
      A feliz que gostou das fotos! E mais ainda por saber que a resenha conseguiu despertar seu interesse pela história! Espero que consiga ler em breve! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  19. Estou super ansiosa para ler esse livro logo, “A menina que Roubava Livros”, me conquistou de um jeito que até hoje adoro lembrar da história, e da sanção da leitura. Já queria ler “O Construtor de Pontes”, só que ia esperar um pouco, mas depois sua resenha e suas fotos, não consegui resitir e o coloquei no topo e lista.

    • Oi Andréia!
      Ah se você gostou do estilo de A Menina que Roubava Livros, sem dúvidas precisa ler O Construtor de Pontes. É o tipo de leitura que mexe com a gente sem medida, que faz pensar na vida e em tudo que está ao nosso redor! Espero que consiga ler logo, vale muito muito!
      Obrigada pela visita!
      xoxo

      • Ansiedade é o que me define nesse momento, não vejo a hora de acabar essa semana de provas, todo dia dou uma olhadinha nele, e contos os minutos para mergulhar nessa história!

        • Oi Andréia!
          Ahhh esse livro tá tão maravilhoso, até eu tô ansiosa pra você conseguir ler logo! ahahah Acabem logo provas! ahaha
          Boa leitura, lindeza e obrigada pela visita!
          xoxo

  20. Amo muito a riqueza de detalhes nas suas fotos, a sensibilidade que vc transmite através delas é impressionante. Dá pra ver o cuidado em cada pedacinho das fotos. Essa máquina de escrever, que charmosa (tenho um sonho de consumo de ter uma).
    Vamos falar sobre o livro, rsrsr, tenho um carinho imenso por “A menina que roubava livro” e quando vi a capa do Construtor de Pontes, nem me passava pela cabeça se tratar do mesmo autor. Fiquei encantada com o livro através da sua resenha, senti toda a emoção que te envolveu ao realizar a leitura e me sinto extremamente atraída por essa leitura. Aquelas que o coração pede, por favor, leia o quanto antes, por favor!

    • Oi Glaucie!
      Own, feliz em saber que gosta dos cliques, faço com muito carinho! Eu era doida pra ter uma máquina de escrever faz tempos, há uns dois anos consegui essa usada por um preço bem em conta e fiquei muito feliz!
      Ahhh se gostou de A Menina que Roubava Livros já é meio caminho andado, o estilo narrativo do autor é único e se mantém no construtor. Siiiim, ouça seu coração e leia logo! Vale muito a pena! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  21. Olá!!

    Que resenha linda e quanto sentimento!
    Eu já queria ler esse, pois adoro o Markus, mas agora, suas palavras me tocaram e eu adoro histórias que despertam tantos sentimentos.
    Não sabia que o autor tinha levado esse tempo para concluir a obra.
    Já estava na minha lista, preciso o quanto antes.

    bjs
    Fe

    • Oi Fê!
      Ah esse livro faz brotar muito sentimento! E sim, a obra foi um processo super longo e recomendo que passe na frente da lista de leitura, acho que é uma leitura que você vai gostar muito! <3
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  22. Estou muito curioso para ler essa história, pois é um autor que gosto demais e ficou muito tempo sem escrever. Já estava com muita vontade e sua resenha aguçou mais meu interesse. Estarei em breve providenciando o meu exemplar.

    • Oi Gusttavo!
      Ah sim, o Markus é fantástico, valeu a pena a espera por esse livro! Espero que possa ler logo, está realmente maravilhoso! 🙂
      Obrigada pela visita!
      xoxo

  23. Olá Rê, parabéns por mais uma ótima resenha! Assisti A Menina que Roubava Livros e até que achei legal, dica anotada.

    xoxo