Um Mito Chamado Gardel ♥ Celso Gonzaga Porto

Um Mito Chamado Gardel

Celso Gonzaga Porto

Travassos Publicações

Sobre o Autor

Celso Gonzaga Porto lança aos 72 anos o seu quinto livro “Um Mito Chamado Gardel”. Começou a escrever cedo, pois aos 12 anos de idade escreveu a primeira crônica. É autor dos livros “Razões e maneiras para você não fumar” (1980), Retornando do Inferno” (2004), “Reminiscências, Devaneios e Percepções – fontes vivas da inspiração” (2005) e “Não Nascemos Aqui (2012). Porto também possui participações em 17 coletâneas, sendo a maioria delas feitas pela Academia de Letras de Porto Alegre e Partenon Literário. Também é membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni, onde já foi premiado em três concursos Literários.

Sinopse

Carlos Gardel teve uma vida completamente dedicada ao canto e ao cinema. Também dedicou seu tempo à multidão de fãs que se juntavam procurando a maior aproximação ao ídolo que amavam com muito fervor. A sua trajetória musical e cinematográfica o transformou em uma figura aberta e aproximativa, com a sua imagem e sua voz estampadas na sua arte, que fizeram ele visível ao mundo. Nos filmes ficaram gravadas não só a imagem, mas também a voz que o fez popular. Sua voz era inconfundível e além de acalmar os ouvidos e corações, não tinha limites nas rádios do mundo inteiro, que nas vinte e quatro horas mantinham nas programações os tangos que saiam do seu timbre incomparável e insubstituível. Mas, no plano pessoal, a vida do Carlos Gardel revelou mistérios que começam no nascimento, recorreram os caminhos da sua existência e o perseguiram até a sua morte. Em Um Mito Chamado Gardel, o autor traz uma leitura contextualizada e atual, enquanto nas suas emocionantes versões tenta de contar a história do Gardel mais aprofundada possível. O autor filtrou arquivos e documentos que mostram com disparidade de informação as circunstâncias da morte do Gardel e organizou tudo isso pra conduzir ao leitor numa realidade muito mais aproximada do que realmente se tinha vivido pelos personagens em cada momento.

Um Mito Chamado Gardel

O gênero biográfico ganha um tom leve pela narrativa e desenvoltura com que Celso Porto consegue detalhar os fatos que marcaram a vida do ator e cantor de tango Carlos Gardel, deixando a leitura fluida e, como ele introduz, mostrando as discrepâncias de informações que podem ser obtidas em pesquisa sobre os passos de Gardel.

O nome Carlos Gardel é marco para os amantes de tango, mas, sua vida efêmera foi, sem dúvidas, cercada de vários aspectos contraditórios que hoje, mais de oitenta anos após sua morte, ainda restam nublados. O trabalho do autor em Um Mito Chamado Gardel foi exatamente o de apresentar o maior número de evidências possíveis, para desmitificar o que não há fundamento e chegar o mais próximo possível de quem era o cantor de tango de voz ímpar.

Começando pelo nascimento de Gardel, em que há a discussão de sua naturalidade, o livro segue evidenciando o surgimento de sua carreira como cantor, sua vida privada, que sempre era mantida em longe dos holofotes, assim como o auge do sucesso, a carreira de ator e, claro, até os eventos que levaram ao fatídico acidente que levaria sua vida precocemente e de mais quatorze pessoas.

Como todos os fatos que vão se aglomerando com o passar do tempo quando relacionados à pessoas famosas, todos os aspectos da vida de Gardel foram destrinchados e especulados. Desde sua sexualidade até os compromissos amorosos, ainda que haja certo consenso sobre seus maiores amores além da música: as mulheres e os cavalos.

Amores estes que inspiraram o brasileiro Alfredo Le Pera a compor a letra do tango Por Una Cabeza, que tem música composta por Gardel e é, apesar de ser das mais famosas, apenas umas das várias compostas pelos dois. Segue um trecho da letra da música:

“Por uma cabeça de um nobre alazão

Que relaxa justamente na chegada

E que ao regressar parece dizer

Não esqueça, irmão, vós sabeis, não há que jogar

Por uma cabeça, desejo de um dia

Daquela charmosa e risonha mulher

Que ao jurar sorrindo o amor que está mentindo

Queima na fogueira todo o meu querer”

Um dos pontos mais interessantes do modo de construção do livro é que, apesar de ser um gênero biográfico, há um verdadeiro trabalho investigativo feito pelo autor para contrapor os fatos e, claro, permitindo ao leitor que chegue à suas próprias conclusões. Há ainda, em vários momentos, fotografias da época e itens explicativos para elucidar alguns pontos controversos da história da vida e carreira de Gardel.

A edição do livro ainda é bilíngue, sendo a primeira parte em português e a segunda em espanhol. A diagramação, revisão e todos os aspectos são bem feitos e elaborados, com uma boa distribuição temporal dos fatos, que ajuda a entender e preencher as lacunas que nem os registros foram capazes de completar.

Com certeza Um Mito Chamado Gardel foi uma leitura que surpreendeu. Por se tratar de uma biografia, ainda que de celebridade a qual já conhecia, exatamente devido ao tango Por Uma Cabeça, esperava que tivesse uma leitura em ritmo mais lento, mas foi realizada com rapidez e curiosidade do começo ao fim. É incrível a capacidade do ser humano em querer saber sobre uma vida que ocorreu há tanto tempo, assim como se chocar com os trágicos elementos que lhe colocaram fim. Com certeza a destreza do autor em narrar e expor fatos e possibilidades contribuiu para que a leitura fosse agradável e muito recomendada para quem gosta do gênero ou de um bom tango!

Aleatoriedades

  • O livro Um Mito Chamado Gardel foi recebido em parceria com o autor, a quem agradeço a confiança e a oportunidade. Este é um post pago, mas a sinceridade, como sempre, é a mesma!
  • Pensei várias vezes na composição de fotos para esse livro, optei por tons mais neutros para que o destaque da capa, em tons de azul, ficasse nela. Com o livro aberto, pelas páginas serem brancas, ele também foi mantido.

A edição física de Um Mito Chamado Gardel pode ser encontrado na Amazon, para conferir, é só clicar aqui.

Que a foto esteja com vocês!

Ouvindo: Por uma Cabeça – Alfredo Le Pera e Carlos Gardel

Repense, renove, rediscuta...

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