7 Tortas de Saudade ♥ Fernanda Carvalho

Em 20.11.2018   Arquivado em Resenhas

7 tortas, cozinhadas nas linhas que compõem cada crônica com a tradição da família de boas cozinheiras. Seja de comida, seja de palavras…  sempre alimento para a alma.

7 Tortas de Saudade

Autora Fernanda Carvalho

Editora UNIFOR

“…tenho a sensação de que tem sido mais fácil responder às perguntas difíceis do que aos questionamentos mais simples, que nos emboscam na simplicidade de meros fatos.”

Sobre a Autora

Nascida em 05 de junho de 1987, Fernanda Carvalho de Almeida tem aversão à cozinha – gosta de cozinhar apenas tortas de saudade. Em 1998, quando criança, ganhou o primeiro lugar no concurso Paulinas Livraria “Quem escreve é você” e destacou-se também no Concurso Literário do Diário do Nordeste Infantil, figurando, finalmente, entre os melhores textos de outubro e novembro de 2000 do citado jornal. Em 2010, a autora graduou-se em psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e, posteriormente, tornou-se especialista em propaganda e marketing pela FA7. Paralelo ao percurso acadêmico deste período, de 2008 a 2011, a autora escreveu crônicas para o Jornal O Povo. Em 2012, arriscou-se a publicar o livro de crônicas “Tramas da Vida” após obter, no ano anterior, o primeiro lugar no Concurso de Crônicas Laura Ferreira do Nascimento Silva (SP). Ainda em 2012, a escritora foi menção honrosa no VII Concurso Rubem Braga de Crônicas (ES) e participou da X Bienal internacional do Livro do Ceará no estande da Associação Cearense de Escritores. Atualmente, Fernanda é mestranda de psicologia pela UFC e exnerga, na maior parte do tempo, poesia no mundo.

Sinopse

O livro 7 Tortas de Saudade foi vencedor do Prêmio de Literatura UNIFOR 2015 – Crônicas. Em um tom bem humorado e poético, o cotidiano é colhido em forma de ingredientes que compõem 7 tortas – 7 blocos de crônicas que vão de uma hilária briga de trânsito à solene narrativa da gênese de um bar ou à mais linda história de amor flagrada em um hospital. Outros ingredientes como improviso, amores desengonçados, espanto e, claro, saudade compõem um interessante caleidoscópio da própria vida. Ainda, parte de uma nova geração de cronistas mulheres, a maneira fluida de escrever da autora, sua sensibilidade e singularidade fazem lembrar conhecidos nomes da literatura brasileira. Para o poeta Batista de Lima, suas crônicas fazem “lembrar alguns momentos epifânicos de Clarice Lispector ao extrair luzes de momentos inusitados da existência humana“.

7 Tortas de Saudade

Não posso dizer que devorei as 7 tortas de saudade, talvez, o mais adequado, seja dizer que eu as saboreei. E, em se tratando das crônicas que compõem cada uma das tortas, acho que degustar pedaço a pedaço, linha a linha, recheio à massa, foi a melhor escolha.

“As coisas mais fantásticas acontecem sem alarde. Nosso planeta gira todo dia sem fazer algazarra. A primavera chega a despeito de previsões. A vida também prossegue sem advertência e só percebemos quando olhamos para trás. Não se aufere a distância percorrida pela contagem dos anos, mas pelas reminiscências.”

“Inventariar a vida será, então, como voltar à infância e possuir uma caixa de sapatos cheia de tesouros interessantíssimos.”

Cada fatia traz um sabor distinto, um que deixa gosto de quero mais e, ao mesmo tempo, pede pausa, respiro. Do tipo para se apreciar o sorriso que surge no rosto, o aperto que traz ao peito ou a lembrança da chuva de ontem até o amor cúmplice que se vê no casal de anos que ainda sai a rua de mãos dadas, como se fossem recém enamorados.

“É terrível confessar, mas já não enxergo a chuva como simples fenômeno: contemplo-a perdidamente, longamente, como se me dissesse algo profundo. Acerco-me do mar como se para ele tivesse nascido.”

“Quão terrível seria trazer a alma presa ao corpo, e não o corpo preso à alma?”

Coloca-se a primeira torta sobre o tampo da mesa temos como ingredientes reminiscências, um casarão, um camaleão, os versos de Deus, o choro e a gênese de um bar. No preparo: as coisas mais fantásticas e silenciosas do mundo; as garotas mudas como as pedras sussurrantes do velho casarão; a incerteza da necessidade de fazer sala para um camaleão; o afago da certeza que a alma não se prende ao corpo; o choro que reverbera pelos ouvidos que estão no cerne de cada um; o estranho e talvez sensato fato de que, onde aparece uma cabeça branca, tendem a surgir outras mais.

“Existe Deus e existe poesia. Ententer um é entender o outro.”

“Se você pudesse voltar no tempo, o que você faria?”

Serve-se então a segunda torta, o gosto da primeira ainda com resquícios na boca, e a sensação de que a receita foi tão bem executada, que podem vir mais como estas. Temos como ingredientes alguns virtuosos; luta; o abraço do futuroo mais belo pôr-do-sol; o rapaz do quiosque e algumas pedras. Podem parecer itens atípicos para uma receita boa, do tipo que dá água na boca, mas, novamente, a surpresa… No preparo, colocou-se um dedo especial e voilà, a mágica se fez: teremos os trabalhos desaparecidos do mundo; uma batalha irrefreável contra seu pior inimigo; palavras que dizem não saber descrever, mas colorem o céu na mente de quem lê; a sinceridade explícita de quem tenta contornar os vícios da dor que silenciamos por nos ser habitual; e as tais pedras, que insistem em brotar no caminho de qualquer um.

“…nos falta coragem para reconhecer a infelicidade e por isso vamos levando em silêncio uma dor morna, domesticada.”

“O telefone é, um pouco, como uma máquina de ilusão: revela só o que queremos revelar e protege o que se queria mesmo dizer com espessa manta de invisibilidade. Continuamos incomunicáveis.”

Talvez possa pensar que o apetite já estaria satisfeito a essa altura, mas as duas primeiras tortas tiveram o efeito que algumas dão à maçã, eterno fruto proibido: o de abrir o apetite. Na terceira, os ingredientes vem em forma de um telégrafo falante; da estranha experiência; de um homem do correio; do furto, da hora de partir e do anavantur, este último descoberto ser como ingrediente culinário secreto, senão, secretíssimo! Misturados, no preparo, o cheiro exala a distância das línguas dos homens; o desconforto noturno que só nossas verdades conseguem trazer; os medos que só o homem do correio sabe mostrar; a vontade intrínseca de ser uma cheiradora de flores; a hora que relógio algum marca, mas que é tão certa que todo mundo há de alcançar. Sem contar, é claro, que chegamos em alguns anarriês e anavanturs para saber se o dia de hoje, por acaso, não se repetiu ao de ontem.

“As piores dores jamais poderão ser exprimidas em palavras: cada um caminha por seu próprio deserto, ainda que todos estejamos debaixo do mesmo sol.”

“Alice só pôde seguir um coelho, e nós estamos fadados à mesma sorte. Quantos países das maravilhas existirão enquanto tomamos chá em apenas um?”

Chegamos a quarta, já de olho nos ingredientes para imaginar o que se fez de tudo isso. Temos doce inexistência; sem flores; Alice; acaso; o jantar e enviados de Deus. Na hora de servir o que foi preparado com esmero, sentimos as camadas do recheio: a versão da realidade que temos, entre todas as outra possíveis; o enterro daquilo que nos é mais caro; a sensatez insensata do amor pueril; os casos do próprio acaso e seus descendentes; um desejo de ir partir em festa, em harmonia; e a clara compreensão de que, para um fiscal da lei de Murphy, existe um enviado de Deus. É tudo de salivar, só de relembrar.

“É muito volúvel o Acaso. Ele guarda o orgulho adolescente de não se deixar controlar. É cheio de brios em suas obras, não gosta que opinem em suas criações. Faz o belo, mas também faz o triste – de caso com a Morte, gerou a Fatalidade. Quando amante da vida, faz nascer a Serendipidade.”

“Era bom se um dia soubéssemos com certeza que, um dia, as coisas se encaminhariam. Não hesitaríamos em expor o que julgamos feio e inacabado, tudo que passamos seria merecidamente reconhecido. Seríamos, então, fortes para tomarmos as decisões que não ousamos decidir. Daríamos fim no que pesadamente nos senta sobre o pescoço, entrecortando-nos a respiração.”

Quando chegamos à quinta torta, vemos que foi preparada com a displicência; a avareza; um pequeno ato de resistência; alguns gatos; algo bom; e durante a acupuntura. Não vou negar, dizendo assim, pode parecer estranho, equivocado. Mas daí a primeira mordida temos a melhor leitura que se pode fazer: a das pessoas que passam por nós; e seguimos descobrindo os detalhes que confundem até o reflexo do espelho; colocamos um bebedouro para atrair beija-flor; admiramos a forma de amar dos gatos; sentimos a certeza da incerteza do que está por vir e, no fim, passamos pela acupuntura, para trazer e levar, seja lá o que for.

“Vale ressaltar que os médicos chineses têm horror a remédios, até mesmo aos fitoterápicos. Acreditam que o remédio deve ser o último recurso, pois o corpo teria capacidade infinita de curar-se. É bonito pensar que estamos nos refazendo sempre que precisamos. Não duvido que dentro de nós haja algo que foge a qualquer compreensão e que é capaz de aflorar sempre que precisarmos consertar a vida, o corpo ou a alma. Nós também somos, apesar de tudo, os ciclos  da natureza.”

“O excesso de programações e afazeres não é auspicioso para amar, pois estar distraído é condição primeira para atrair o amor.”

De ingredientes, a seleção só melhora na sexta torta: tem um curandeiro; as considerações sobre o amor na contemporaneidade; uns tais ímpares-tortos; o sempre jacarandá; o mausoléu feio e Nova York. Quando se vê o preparo refletido no sabor, daí só quer saber dos vidrinhos cheirosos que o curandeiro há de dar; da previsível imprevisibilidade do amor à inconsistência dos amores dos ímpares-tortos; a infinitude que cabe em um jacarandá; a receita do remédio para todos os males da vida; e a cobertura vem com o remédio para fazer a cidade que nunca dorme, enfim, recuperar as forças e dar um breve cochilo.

“No fim da ‘consulta’, nós receberíamos vidrinhos coloridos de remédio cheios de água cheirosa e seríamos mandados para casa – nunca para o hospital. O tratamento consistiria, além dos remédios, em banhos de mar e tardes em quintais.”

“Estamos lidando com uma força maior que relógios. Se não somos livres para nos demorar em escolhas enquanto temos 12 anos, o que será de nós com 30? Se já aos 12 não há tempo, quão infelizes seremos aos 40?”

Vale saber que agora a torta, a sétima, a última, tem sabor de sobremesa. Você anseia por ela, quer sentir o doce, o cheiro delicioso do que, talvez, tenha pensando durante todo o ritual alimentício. Mas, também, se assemelha a um fim de domingo, que parece fim de folga e toma um tom levemente saudosista, porque quer experimentar cada pedaço, até a última migalha, mas não quer que acabe.

“Minha alma é um viveiro de borboletas. Basta uma pedra atirada, uma palavra sussurrada, a intuição da proximidade de algo e milhões de pares de asa dançam pelos limites de mim em plena fuga.”

“…sinto grande alívio por ser habitada por estas criaturas aladas. São a essência da própria transformação: tanto são da terra quanto são do ar, veja só a coincidência.”

A sétima torta vem com uma pergunta; com desgosto; com borboletas; com um canadense; com a mais linda história de amor e fecha com ferocidade. E vai revelando os aromas e gostos como quem desencadeia um papo sobre o que você quer ser quando crescer; mas não pára por aí, o desgosto dos sem empregos das milhares de vagas se faz presente; as borboletas que fazem do meu jardim minh’alma borboleteiam; o flerte do canadense sem passado traz sorriso; mas o que mais encanta é a doçura da história de amor que não se tornaria um best-seller; e fecha com o olhar furioso da fera enjaulada, do lado de fora de dentro da sua casa.

“Ora, o leitor sabe do terrível fardo de possuir uma imaginação – trata-se de uma estranha condição de existência muitíssimo divertida.”

“Tenho sido acusada de estar escrevendo poucas histórias de amor. Não julgo a veracidade da acusação, embora argumente que o amor tem se confundido, para mim, com a própria vida, em seus elementos mais cotidianos e palpáveis. Árvores floridas já são carícia da vida. Veja, leitor, talvez eu esteja até a amar demais.”

Degustamos, saboreamos, e sentimos que a receita saiu no ponto exato, que quebra a quarta parede, que dialoga com quem lê muito além das frases que lhe são dirigidas diretamente. Talvez as que estão escritas sobre reflexão e sussurro dos pensamentos chegam a conversar ainda mais. Ao, menos, comigo, conectaram, e o sabor é do tipo que vai ficar registrado na memória. O tipo que entrou pro roll de melhores leituras do ano.

“Foi assim a mais linda história de amor: sem beijos nem promessas nem palavras proferidas. Ela doi um consolo e um entendimento tácito frente ao desconhecido. […] o amor resiste à existência.”

Aleatoriedades

  • O livro 7 Tortas de Saudade foi recebido em parceria com a autora Fernanda Carvalho, que agradeço a confiança e oportunidade de degustar uma de suas tortas de família!
  • Este é um publi post (mantida a sinceridade que vocês sempre veem por aqui!).
  • As fotos da vez deram um cadinho de trabalho e nem foi por causa da torta que comprei no dia anterior e que tive que me segurar pra não comer antes de fazer as fotos… ehehe (E estava uma delícia a bendita torta!). Montei o cenário, a base e mexia de um elemento a outro, tentando compor tudo, fazer ter sentido (nem que fosse na minha cabeça) e mil cliques depois, cheguei à uma posição que eu curtia. É sempre uma bagunça criativa que me faz louca em alguns momentos, mas, só parto para os cliques efetivos, quando estou satisfeita com o resultado e é sempre normal algumas sessões demorarem mais que outras.

7 Tortas de Saudade está disponível em e-book pela Amazon e também pelo Kindle Unlimited e sobre o livro físico, é só contatar a autora no @bora_cronicar

Que a Força esteja com vocês!

Ouvindo: um som de festa junina misturado aos pensamentos loucos sobre tortas e saudade

  • Clayci Oliveira

    Em 20.11.2018

    Ahh quero dizer que achei a coisa mais lindas as fotos que vc fez para essa publicação.
    Não conhecia a autora e achei interessa a premissa. Já ganhou prêmios e destaques e isso só aumentou a minha curiosidade para conhecer melhor a sua escrita <3

  • Gabrielle Cavalcanti

    Em 20.11.2018

    Que criativo! Você escreve muito bem Renata, o teu post ficou incrível. Achei a ideia do livro tão genial, deve te prender de maneira gostosa. Fique curiosa para lê-lo, apesar de nunca ter lido algo do gênero. Um beijo!

  • Rebeca

    Em 20.11.2018

    Oii!! Parabéns pelo seu post. Eu adorei a ideia do livro e gosto muito de crônicas. Esse livro tem uma abordagem diferente e terminar ele parece mesmo como final de domingo. Gostei muito da forma como você organizou o conteúdo aqui e parabens pelas fotos (valeu a pena nao comer a torta haha). Beijo

  • Ruan Morais – Blogando Cultura

    Em 20.11.2018

    Primeiro: a produção das fotos ficaram incríveis. Eu amei <3 Segundo: Pela forma que você escreveu e por se tratar de crônicas (que eu amo), me despertou interesse em ler. Talvez eu adquira e comece uma leitura haha. Arrasou 😉

  • Luly Lage

    Em 20.11.2018

    Suas fotos me deram fome (ou melhor: vontade de comer), e dessas tortas não posso dizer que sinto saudades, mas vontade, não de devorar porque assim perde o gosto… Mas degustar, degustar é que é bom!
    Principalmente a sétima torta (olha a canceriana, de olho no doce da sobremesa), que pela sua descrição fez o dedo passar perto, pra lá e pra cá, da ferida, e aí vem essa coisa meio masoquista de ler pra enfiá-lo ali de vez (ou não)! O apetite tá aberto pras palavras da Fernanda, e as suas foram o prato de entrada pra causar essa vontade – como sempre, mas (acho que já disse isso) irei repetir isso sempre que for necessário!

  • Gislaine Motti

    Em 20.11.2018

    Oi, Rê! Tudo bom com você?

    Acompanhei sua luta com os elementos da foto no instagram e não me aguentava de curiosidade para ver o resultado final: e, como sempre, um delícia de se ver!
    Na minha “vida literária”, nunca fui próxima de crônicas. Sequer posso te dizer se gosto ou não do gênero, justo pela falta de contato. Mas sua resenha me deixou disposta a experimentar, daquele jeito meio hesitante que lidamos com uma comida exótica desconhecida: a ansiedade e o medo misturados, em uma mesma medida… E pela sua opinião, como consumidora, creio que o sabor tem de tudo para me surpreender.
    Obrigada pela indicação!

    Abraços,
    Gislaine Motti | Literalize-se

  • Inajara

    Em 20.11.2018

    Olá!
    Embora não seja meu estilo de literatura, achei o livro super interessante, principalmente pelo título e forma bem criativos. Além disso, tenho de elogiar as fotos, ficaram lindíssimas, muito bem compostas, dá mais vontade de conferir o livro rsrsrs

    bjs

    Inajara

    http://www.vintageandgeek.com.br

  • Fernanda Akemi Pedotte

    Em 20.11.2018

    Oie!!

    Que delícia de post e que delícia de livro. Eu amo crônicas e achei a ideia do livro fantástica. Fiquei morta de vontade de saborear cada pedacinho dessas tortas.
    Amei também o cenário para as fotos e imagino como foi para não comer essa tortinhas, rs.
    Parabéns pelo capricho!!

    bjs
    Fernanda

  • Luana Souza

    Em 20.11.2018

    Seria clichê demais começar o post dizendo que adorei suas fotos, né? Esse kit de garrafinha está tão fofo, e eu fiquei com vontade de comer esse doce hehe (diferente de Sweeney Todd, esse livro para ser ótimo para se ler comendo)
    Amei como dividiram as histórias em tortas e fatias. Quase não leio crônicas (falha minha? talvez), e também não costumo ler coisas tão ~reais~, mas acho que Tortas de Saudade (parece meio melancólico, adoro) seria um a qual eu daria uma chance.
    beijos. :*

  • Amanda Moresco

    Em 20.11.2018

    Ahhhh amei a página em que aperece a receita da torta <3 Sério, que fotos lindas e cheias de detalhes! Fiquei olhando as fotos e parece que cada segundo descobria algo novo na composição! Parabéns, arrasou!

  • Amanda Moresco

    Em 20.11.2018

    Ahhhh amei a página em que aperece a receita da torta <3 Sério, que fotos lindas e cheias de detalhes! Fiquei olhando as fotos e parece que cada segundo descobria algo novo na composição! Parabéns, arrasou <3

  • Patricia Monteiro

    Em 20.11.2018

    Adoro o formato crônicas e achei a proposta do livro encantadora! O título me chamou a atenção, achei fofo e me transmitiu uma sensação tão boa…tortas de saudade, vontade de saborear cada pedacinho! As fotos ficaram uma gracinha, amei a pitadinha de festa junina ❤

  • Leitura Enigmática

    Em 20.11.2018

    Que livro diferente. Confesso que fiquei bem interessado para conhecer a obra na íntegra, pois estou com minha curiosidade aguçada e sem falar que a capa é muito bonita também. Parabéns pela resenha e pelas belas fotos que fez no post.

  • Juliana Sales

    Em 20.11.2018

    Eu adoro ler crônicas, então indicações do tipo são sempre bem vindas! Adorei o conceito se relacionar o textos com tortas, cada uma com uma combinação específica de ingredientes, a curiosidade de saber o que essa mistura vai dar no final, a sensação de degustar cada pedaço. Impossível não ter vontade de ler/saborear. Vou ser repetitiva e dizer, outra vez, que adoro a forma como você escreve suas resenhas, mais do que falando sobre o livro, nos transportando para dentro dele. E as fotos, lindas e muito bem feitas como sempre, contribuem ainda mais para isso.

  • Ana Claudia de Angelo

    Em 20.11.2018

    De fato, você colocou-se muito bem quando disse de “saborear” a leitura, ao invés do “devorar”, nesse caso. Realmente, a combinação de palavras, muito bem justapostas por sinal, ao que nos parece, nos permitem querer mais e mais. A leitura parece linda! Confesso que tenho uma queda por crônicas, e por uma junção das palavras que gerem poesia. E nesse livro, é esta a sensação que a autora nos convida a ter! Simplesmente adorei, assim como as suas fotos, que são sempre muito caprichadas! Lindíssimas! Beijos!

  • Lunna Guedes

    Em 20.11.2018

    Comecei a ler e de imediato fugi, me lembrei de ingredientes da realidade. O que fiz e não fiz. Voltei para ver as fotos, enquanto bebericava um expresso. Fugi de novo. Mas não sai daqui. Me lembrei de um livro lido há anos ‘a sociedade literária e a torta de casca de batata’. Fui buscar na estante e voltei. Não tem relação com a proposta. É uma história, com cartas e tudo o mais.
    Amei as fotografias, os elementos todos, mas a idéia do livro em si não me atraiu. Acho que voltarei a ler sua resenha mais tarde ou amanhã. Hoje estou sob efeito da realidade e seus muitos ingredientes alucinógenos. rs

  • Retipatia

    Em 20.11.2018

    Oi Lunna!
    Já me adiantastes sua inquietação e entendo bem a razão. E acho que já chegamos a comentar sobre a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batatas, que ganhou filme da Netflix e eu estou bem curiosa pela leitura.
    Acho que outro dia seria mais benéfico para conseguir avaliar o livro, particularmente, acho que ele combina muito com você. <3
    Obrigada pela visita!
    xoxo


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