A Garota do Calendário – Fevereiro & Março ♥ Audrey Carlan

Em 10.04.2018   Arquivado em Resenhas

Um cara por mês. 12 meses. Uma garota em busca de salvar sua família. Já ouviu algo parecido? É claro que é a série divulgada como sucessora de 50 Tons de Cinza, no estilo romance hot, divisor de opiniões e que vem se popularizando cada vez mais desde a estreia do Sr. Grey. Dessa vez será resenha dupla, dos meses de fevereiro e março do calendário de Mia Sanders. Para conferir a resenha do mês de janeiro, é só clicar aqui!

A Garota do Calendário – Fevereiro

Autora Audrey Carlan

Editora Verus

A Autora

Audrey Carlan escreve histórias de amor criadas para proporcionar aos leitores uma experiência sexy e romântica. Além de A Garota do Calendário, ela é autora das séries Falling e Trinity. Seus livros já figuraram nas listas dos mais vendidos de jornais como New York Times, Washington Street Journal e USA Today.

Audrey mora na Califórnia com o marido e dois filhos. Quando não está escrevendo, ela gosta de praticar ioga, tomar uma taça de vinho com as amigas e ler romances picantes.

Sinopse

Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.

A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.

Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser…

Em fevereiro, Mia vai passar o mês em Seattle com Alec Dubois, um excêntrico artista francês. No papel de musa, ela vai embarcar em uma jornada de descobertas sexuais e lições sobre o amor e a vida que permanecerão com ela para sempre.

Mia vai passar o mês de março em Chicago com o empresário Anthony Fasano, que a contrata para fingir ser noiva dele. A princípio Mia não entende porque um homem tão lindo e másculo precisa de uma noiva de mentira, mas ela está prestes a descobrir…

O Mês de Fevereiro

No mês de fevereiro viajamos com Mia para Seatle, em que ela irá conhecer o francês Alec Dubois, e ser sua musa inspiradora para um trabalho que o famoso pintor e fotógrafo está fazendo. É um período bem recluso da vida de Mia, sua rotina se resume em posar para as fotos e pinturas e em noites de um sexo avassalador com um homem que diz fazer amor, não importando a maneira (leia-se intensidade) com que o faça.

Durante esse tempo, pensando em ter deixado Wes lá no mês janeiro, Mia passa por um processo de autoconhecimento através da arte que Alec produz, em obras que unem fotografia e pintura. As principais mensagens que ficam são a de amor próprio e, que, para amar alguém, não é necessário querer que algo dure por toda a vida. Amar pessoas pelos instantes em que elas estão conosco é, sem dúvidas, algo que fica registrado.

Apesar do distanciamento de Wes, a saudade e tudo o mais, esse livro tem um apelo bem legal, sobre Mia aprendendo a ver quem ela é e pensando em alguns dos fantasmas que assombram seu passado. Ainda assim, a sensação com a leitura é que todo esse momento de análise carece um pouco de profundidade.

Por mais que tudo pareça se encaixar magicamente com o período de Alec em trabalhar nas obras até a data da exposição inaugural, que coincide com o fim do trabalho de Mia, é quase como se o artista estivesse mostrando algo que percebe que a protagonista precisa, mas a mensagem não é absorvida por completo. Talvez pelo fato de que o período de tempo é curto, e, dificilmente transformações tão intensas são efetuadas da noite para o dia, mas, de modo geral, a mensagem que a autora deixa ao término do livro é de que há uma nova Mia. O livro inteiro pede isso, inclusive, mas, tudo foi trabalhado de uma maneira que soou muito mais como frases de auto-ajuda prontas e jogadas ao léu.

A leitura do livro foi rápida e leve, como o primeiro, mas como já é o segundo volume, alguns hábitos de linguagem e padrões de repetições de explicações já ficaram mais cansativos. No ano passado havia lido quase todo esse livro em inglês, pelo ebook da Amazon e nem sei porquê não finalizei. Quando li em português percebi que faltavam apenas uns 20% para terminar… Então, para quem quiser testar inglês e curte o gênero, pode ser uma boa forma de treino da leitura.

O Mês de Março

Em março Mia viaja para Chicago, já que deverá fingir ser noiva de um dos caras que, na própria definição dela, é o mais bonito que já viu. O único detalhe é que, apesar dele ser bem o estilo de atiçar-lhe o desejo, Anthony Fasano é gay e está fazendo isso para esconder seu relacionamento da família, mídia e dos locais em que trabalha, mesmo que isso custe o seu já duradouro relacionamento com Hector.

A estrutura da história, nesse mês, permanece previsível da primeira a última página, com Mia sentindo-se dividida entre cumprir o papel para o qual foi contratada e acabar ferindo os sentimentos das pessoas que passou a conhecer.

Um dos problemas com a leitura é a forma como a autora colocou o sexo no enredo, já que Mia não iria se relacionar com o cara que a contratou (foi algo, bora dar uma esquentada nisso aqui…), faltou bastante criatividade.

Além disso, o próprio desenrolar da resolução do problema entre o casal Anthony e Hector é totalmente mágica (ou resolução instantânea pela presença de Mia), anos de negação e sentimentos contraditórios sobrepujados num estalar de dedos ou num bater das botas de couro da protagonista. Toda a história foi superficial demais, foi tão pouco desenvolvida que ainda restou espaço para que se contasse alguns dias que Mia passa com a irmã e a amiga, visita o pai e ainda dar uma reforçada no icônico vilão da história (como se tudo não fosse complicado o suficiente, sim, temos um vilão…).

Além disso, Mia se mostra muito de quem já era lá em janeiro, no seu contato com o pai, a irmã e a amiga Gin, e não muito transformada pelo mês terapêutico que fevereiro fora. De modo geral, a narrativa mantém os mesmos vícios que já citei antes e achei cansativo ler esse mês, muito mais pela falta de desenvolvimento de uma história que poderia ser tão legal, sem dúvidas foi a mais decepcionante até agora. Além do fato de que continuo a achar que poderia ser um único livro, com doze capítulos, um para cada mês, já que seguem esse estilo superficial de história…

Aleatoriedades

  • Percebi que é bem difícil combinar capas pretas e detalhes vermelhos e amarelos na mesma foto! ahaha Suplício define como foi fazer esses cliques… ahahaha Notem ainda que a última foto não tem sintonia alguma com as anteriores, já que ela foi uma outra tentativa de sessão de fotos… mas como curti, ela veio pra cá também… rsrsrs
  • Quem curte o gênero romance hot, deixe-me indicações legais de leituras!

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Ouvindo: City Song – Grace VanderWall


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