Plataforma 11 – Uma História de Amor… ♥ Roberta Carbonari & Paulo Muzy

Em 30.10.2017   Arquivado em Resenhas

Bom dia, tarde e noite folks!

Hoje é dia de falar de uma leitura muito especial. Não apenas pela historia incrível em si, mas porque ela foi realizada a convite da minha querida Marina, do Resenhando por Marina, e em parceria com a Editora Pandorga. A leitura foi realizada antes do lançamento do livro, que está prevista para o próximo dia 10. Um mega obrigada à Má e a Editora Pandorga pela confiança e envio do livro!

Plataforma 11 – Uma história de amor…

Autores Roberta Carbonari & Paulo Muzy

Editora Pandorga

Lançamento Previsto para 10 de Novembro

“… me faz pensar que nós fomos apresentados um ao outro ao longo da vida diversas vezes, e que talvez nunca tenhamos nos separado completamente.”

Sinopse

Um encontro casual, marcado pela inocência da infância. Um amor além das fronteiras, forjado pelo tempo. Esta é a história do encontro, desencontro e reencontro de duas almas destinadas a estarem juntas. Quando Paulo colocou seus olhos em Roberta… seu mundo virou de cabeça para baixo. Ele nunca poderia imaginar que os sentimentos que vis tremular nas linhas dos poemas românticos fossem tão ou mais real que o ar que respirava. Roberta enxergava apenas o amigo, quando na verdade tinha diante de si o grande amor de sua vida. Só foi perceber, quando na verdade tinha diante de si o grande amor de sua vida. Só foi perceber, quando já era quase tarde demais…

“E assim eram os dias, tardes e noites. De forma que, depois de certo tempo, já nem mesmo sabia ao certo em que dia da semana ou do mês eu estava – um risco, porque estar desorientado no tempo é basicamente um estágio da loucura…”

A Obra

Paulinho não é fã de praia. Talvez seja porque a areia incomoda e gruda em literalmente tudo e ainda queime os pés. Ou talvez porque o sol escaldante sempre castigue demais sua pele. São várias as razões, mas um único motivo faz todo o clima praieiro parecer mais ameno, ou, pelo menos, valer a pena. O motivo tem nome – ou apelido: Beta.

A jovem prende o olhar de Paulo à primeira vista e, porque não arriscar, o coração também. A cada verão, é uma nova chance de Paulo fortalecer a amizade, enquanto seus sentimentos por Roberta apenas crescem. A questão toda é que ele não deseja apressar as coisas. Ele bem sabe que sua amada é uma pessoa única e carismática. Tem tantas pessoas ao seu redor que precisa fragmentá-las em gavetas: amigos, família, ex-namorados… E, de uma coisa Paulo está certo, não quer fazer parte da gaveta dos amigos e, tampouco, da de ex-namorados.

“E como havia reticências e suas falas…

Mas naquela caminhada, meu desafio era retirar as reticências.”

Contudo, nem tudo é fácil. Paulo não é uma pessoa muito falante e, no tempo em que eles ficam distantes, é difícil manter o calor da praia através das vagas ligações telefônicas. O tempo passa e, conforme os dois crescem, seus sentimentos seguem a mesma trilha. Como nada é dito de maneira explícita, Beta se vê muitas vezes confusa e acaba classificando Paulinho em uma gaveta exclusiva: ‘o que tiver que ser…’.

Depois de alguns nomes passarem tanto pela vida de Paulo como pela de Roberta, o dois finalmente tem seu sentimento revelado e os jovens se entregam ao amor.

“Para falar a verdade, nunca gostei ou entendi jogos de amor, aliás, se forem jogos, não pode ser amor.”

O único problema é que a vida tem seu próprio jeito de seguir e, o que parecia ser a realização do amor tão aguardado precisa esperar. Roberta está envolta com o novo trabalho como comissária de bordo, que precisou aceitar para como ajudar nas finanças de casa e juntar dinheiro para conseguir cursar sua tão sonhada faculdade de psicologia. Paulo dedica seu tempo à exaustiva tarefa de estudar para o concorrido vestibular da Faculdade de Medicina que sempre sonhou. Entre ligações e cartas trocadas, palavras não ditas e sentimentos abafados pela distância, Roberta põe fim ao relacionamento.

Oito anos iriam passar, em que cada um segue sua rotina e Paulo junta os pedaços que restam de seu coração e foca em sua carreira como médico e na sua outra paixão, a musculação. Não seria outro dia normal de atendimento quando Paulo pega um prontuário se, antes de atender à paciente, é tomado por uma estranha sensação. Sua memória olfativa lhe desperta algo inominável, uma sensação do passado. Nem mesmo os longos anos de faculdade seriam capazes de lhe preparar para sua próxima paciente.

“Naquele momento, era eu quem subia em meu cavalo branco (mais precisamente Prata), para resgatar a minha história, para declarar o meu amor…”

Impressões Sobre a Obra

Para começar, talvez seja imprescindível dizer que este é um autêntico romance. Provavelmente após ler o pequeno resumo da história e da sinopse, isto já esteja claro, mas garanto que não é bem assim… guarde esta informação para daqui a pouco.

A história de Plataforma 11 nos é narrada quase em sua totalidade por Paulinho, desde o primeiro momento em que seu caminho cruzou com o de Beta. Em alguns capítulos intercalados, Roberta tem voz e narra algumas partes da história de seu ponto de vista. Esse enlace de narrativas que dialogam diretamente com o leitor não poderia ser melhor. Mantém certo suspense, já que, durante a leitura, a sensação foi a de que conheci Roberta antes de conhecer o narrador principal, Paulo.

“Tudo que quero é ser uma escolha. Diária e não de momento. A escolha por impulso é fruto do acaso, enquanto a escolha permanente é fruto de confiança, confidência, sentimento e sinceridade.”

Aqui preciso abrir um parêntese e dizer que me incomodei um pouco por demorar a conhecê-lo, mas depois que as janelas do passado foram abertas e a história avançou, especialmente por ler um pouco mais de capítulos narrados por Roberta, ficou impossível não compreender o personagem-autor de Paulo, seu modo de escrita e de contar a história.

Paulo é recluso em seus pensamentos, as palavras são um dos melhores jeitos que ele consegue se exprimir, assim como as expressões que esboça e que valem mais que palavras. Apesar de ser algo característico dele, acaba por ser um dificultador quando seu relacionamento com Roberta é obrigado a aguentar as duras penas da distância. Essa característica é ainda mais evidenciada quando colocada em paralelo com Roberta, que é aberta e comunicativa e que, ao contrário do amado, tem as palavras como uma das melhores formas de se expressar.

“A partir dali sabia que jamais seria capaz de amar outra pessoa, embora a vida pudese tentar me enganar, aquele amor não se repetiria jamais.”

Mas nem de longe imagine que Paulo é um rapaz frio ou desatencioso devido a tal característica. Boa parte de sua introspecção é intrínseca à sua própria personalidade, a outra dose, vem das lições que a vida tratou de lhe ensinar logo cedo. Ele é meticuloso, não age por impulso. Como Beta o descreveria, tem uma alma antiga, que se revela em suas atitudes, gentilezas e, principalmente, na certeza que carrega no amor por Roberta. Um amor tão maduro – além do que habitualmente se esperaria para alguém de sua idade – que é capaz de, talvez, uma das tarefas mais árduas ao coração apaixonado: esperar. Nas palavras dele próprio, “o que tem de ser, tem muita força“.

E, falando em força, vamos a Roberta. Ela é força. É quem mantém de pé sua família até nos momentos mais difíceis. Tem um coração de ouro, capaz de abrir mão de seus próprios sonhos e seguir por outros caminhos quando a vida assim exige. Tudo sem perder seu brilho, seu amor pela vida e toda a doçura e firmeza que a compõe. Além disso, ela tem um dos sistemas mais práticos e avançados de compartilhamentos de sentimentos em gavetas. Amigos em seus devidos lugares, famílias, trabalho, escola. Cada qual devidamente guardado quando necessário e, especialmente, ajudando-a a lidar com os problemas e a seguir em frente diante das dificuldades.

“Agradeci as verdades rasgadas que minha mãe me ensinara durante uma vida. Eu usaria todas elas, pois preferia um amor de verdade.”

A linguagem do livro varia conforme seus dois narradores. Paulo tem um jeito “poético-objetivo” (desculpem-me a ‘inovação’ na conjugação de palavras), que ora pode lhe soar deveras formal e, ora, lhe derramar em um comparativo que se só esperava ler em poemas dos mais românticos. E, talvez por isso eu tenha me incomodado no início. Não conhecia Paulinho, não sabia que ele é tanto romance quanto formalismo, numa sintonia que é o balanço perfeito para o jeito carismático e aberto de Beta, que já tem um jeito narrativo um pouco mais brando, mas, ao mesmo tempo, marcante, que também é capaz de dialogar com sinceridade para com o leitor.

Lembra que lá no princípio informei que se tratava de um romance autêntico?! Esclareço agora, Roberta e Paulo estão narrando, em Plataforma 11 – Uma História de Amor… não um simples romance, mas a história de suas próprias vidas. A história desde que se conheciam como Paulinho e Beta. Daí a autenticidade. É impossível não suspirar ao ler e imaginar as cenas e acontecimentos do livro.  A bem da verdade, é que a vida, para os dois, foi a mais melódica e perfeita imitação da arte. Teve seus enlaces e desenlaces, altos e baixos. Mas modelou com primor o que seria a definição do verdadeiro amor.

“Tinha sido o não mais elegante que eu tinha recebido: o silêncio.”

Durante a leitura, cheguei a pensar que o livro, especialmente na narrativa do Paulo, que talvez o livro poderia funcionar como um guia para o romance, porque ambos os narradores não se limitam a descrever acontecimentos, eles compartilham suas vivências com tudo o que elas trouxeram, com todos os sabores e dissabores que foram aflorados durante os anos em que se passa a história. Tal fato me pareceu estranho, a priori, mas logo foi desconstruído com o avançar da leitura e a medida que entendia o estilo da narrativa e a razão para ela ser desta maneira, contando uma linha temporal e, por vezes, se desviando dela para um comentário ou outro. E, após finalizada, só posso dizer que não haveria melhor modo em narrá-la, porque assim, há total verossimilhança entre o que é contado e as memórias do casal, sem serem atropelados os acontecimentos com descrições minuciosas como numa narrativa em primeira pessoa no tempo presente.

Ao fim, eu só tenho a agradecer a oportunidade pela leitura. A leitura foi rápida e prazerosa. O tipo que me deixou dias a fio com a história presa aos pensamentos e, com a certeza de que o amor existe para aqueles que o desejam, buscam e cultivam. Assim como Paulinho e Beta, que demonstram que amor é história contada e vivida a dois.

“… o que vivi não poderia jamais se tornar um substantivo dentro da minha vida, era um verbo… amar. E esses dias seriam a definição desse verbo para sempre.”

Aleatoriedades

  • Foi impossível não me identificar com Paulo quando ele diz que odeia praia (areia, sol queimando a pele, água salgada… protetor solar grudento….) e prefere o frio, o inverno. Percebam que, nas fotos, estou de moletom e casaco, e estamos na estação verão-disfarçado-de-primavera… rsrs
  • Preciso aprender com a Roberta a organizar minhas gavetas e ver tudo de uma maneira um pouco mais prática e focada na minha vida, com urgência! rsrsrs
  • Podem pensar que é prepotência a letra ‘R’ que aparece nas fotos não está ali por ser a inicial do meu nome, mas Roberta também começa com ‘R’, devo me justificar destacar… rsrs
  • Fazer leituras conjuntas, enquanto outras pessoas leem a mesma coisa que você é uma delícia. Ter alguém para comentar em ‘tempo real’ e tudo o mais, amei a experiência e adoraria participar novamente de projetos da Editora Pandorga (#ficaadica #Pandorgameadota ahahaha).

“A vida, sendo um caminho, te leva em direção ao que você está olhando.”

A leitura foi toda feita em arquivo digital, mas imagino como ficará linda a versão física do livro. Adorei a capa e os detalhes das imagens do casal. A revisão está excelente (encontrei só um errinho) e as páginas em que são iniciados os capítulos, vem com uma imagem do narrador. E sim, caso esteja se perguntando, são os próprios Paulo e Roberta que estampam a capa do livro, amor demais né?!

O livro já está na pré-venda na Saraiva (aproveita que está em promo!) e os primeiros mil exemplares serão enviados com autógrafos dos autores.

Para quem quiser conhecer mais sobre os autores: Insta da Roberta Carbonari e do Paulo Muzy e Facebook da Editora Pandorga.

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

Ouvindo: The Book of Love – Peter Gabriel

  • Luly Lage

    Em 30.10.2017

    Eu também me identifiquei muito com o Paulo nessa de odiar sol-praia-mar-areia-calor e amar o frio mas não para por aí, porque também entendo o lado dele em deixar esse ódio de lado porque trazer (ou lembrar) alguém especial. Acho que se eu lesse esse livro ia chorar o tempo todo, a história me pareceu linda e eu sou uma manteiga derretida total, hahaha.
    Adorei a capa da versão digital e esse projeto da Pandorga de vários “leitores beta” compartilhando a experiência entre si… Muito bacana!

    ps.: AMEI SUAS MEIAS, RÊ, QUE LINDAS!!!!

  • Retipatia

    Em 30.10.2017

    Oi Luly! Todos os males praianos parecem pequenos quando alguém os faz valer a pena, sem dúvidas! <3 A história é super fofa e acho que você iria adorar, viu?! Não tenha dúvidas! A capa é bem lindinha e o projeto super legal, é bom compartilhar a leitura! 🙂
    P.s: meias favoritas do momento! ahaha Melissa se superou com essa fofura! <3
    xoxo

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