Conto ♥ Halfway

Em 17.06.2017   Arquivado em Contando Histórias, Contos

Leia ouvindo: Drink-Me – Anna Nalick

Que me perdoem aqueles que detestam o estrangeirismo, mas não há palavra que melhor descreva o sentimento ou a sensação.

Numa trilha que só se pode seguir para dois planos, um que habitualmente chamamos de mundo real e o outro, para o qual não há melhor denominação do que país das maravilhas, encontro-me, exatamente, halfway.

Se preferir, entenda como ‘a meio caminho’, mas não é exatamente o que quero dizer, se é que você me entende. Ou talvez não entenda, exatamente porque você encontra-se, deliberadamente, em algum lugar e, não, halfway.

Meus All Stars azuis param bem ao lado das roseiras e as observo com minúcia. É possível perceber as imperfeições na tinta vermelha. Pequenos pontos, descascados, ranhuras que mostram sua verdadeira cor. Não desejava nenhuma delas, ou nada delas, por isso sigo em frente.

O sol do outono aquece minha pele e meus cachos volumosos fazem aquela sombra desconexa no chão de ladrilhos. Já perdi a conta dos meus passos quando ecos soam em meus ouvidos. Não são abafados e densos como o som que meus tênis produzem. São do tipo que nenhum sapato que eu conheço faria.

Estaco no chão, o coração agora palpitante, martelando as costelas em resposta ao excesso de adrenalina. Meu corpo gira, meus pés mais lentos do que o corpo, me fazem cambalear e aparar nas roseiras que ladeiam o caminho. Exclamo abafado pela dor, segurei com força em vários espinhos.

Mas não há ninguém me seguindo, tampouco, ninguém à vista. Apenas eu e as gotas que agora brotam vermelhas na palma da mão. Loucura da minha cabeça, agora meus ouvidos me pregam peças também.

Pego um lenço de papel dentro da bolsa e seguro sobre os pontos vermelhos em minha mão. Novamente, passos. Ocos, soltos e estranhos. Quem pode ser?

Os pés são mais espertos dessa vez e giram antes do corpo, mas não há nada, nada e nada para lado algum. Sendo sincera, não sei exatamente que nada é esse. Onde é esse nada em que estou?

– Está perdida?

Meu coração pula duas ou três batidas. Uma voz soa logo atrás de mim e, muito provavelmente, mais perto do que deveria. Perto demais, sutil demais.

Me viro novamente. Ou de novo do qual estava antes para o lado que suponho ser o qual estava indo.

Um rapaz está sorrindo para mim. Não há nada de estranho em sua aparência, veste jeans e All Stars. Assim como eu. Mas há algo em seu sorriso que diz que ele sabe de algo que eu certamente desconheço. Suas mãos estão dentro dos bolsos da calça e ele aguarda uma resposta minha, seu sorriso já sem sorrir, de fato.

– Não, estou… – Não consigo me lembrar exatamente para onde estava indo. – … bem. – Termino a frase com o remendo que vem à mente.

– Claro, precisa de ajuda? – Ele aponta para minha mão. O lenço está cheio de manchas avermelhadas agora.

– Não, estou… – Tento pegar outro lenço na bolsa e acabo derrubando-a no chão.

– … bem, eu imagino. – Ele completa mina frase sorrindo, pegando meus pertences que começaram a rolar para todos os lados.

– Obrigada.

– Qual seu nome? – Ele pergunta, me entregando a necessaire repleta de desenhos de cartas de baralho.

– Lucinda, mas todos me chamam de Lu.

– É um lindo nome. – Ele sorri por um instante e sinto minhas bochechas queimarem. – É um prazer conhece-la, Lu. – Por um instante ele olha as horas no relógio de pulso e vejo o início de uma careta traçar as belas linhas do seu rosto. Volto minha atenção para minha mão, agora cheia de lenços.

– Estou atrasado, mas se importa se acompanha-la?

Ele diz isso enquanto indica o caminho com sua mão, olho na direção apontada e, em seguida, para o outro lado. Ambos os lados são absolutamente idênticos. Um chão de ladrilhos sem fim, ladeado por roseiras mais altas do que eu. Não tenho mais certeza para que lado estava indo, mas o desejo pela companhia, assim como o fato de que o lado exato pelo qual eu seguir não me parece que fará qualquer diferença, me faz começar a caminhar lado a lado do desconhecido.

– Como lhe chamam? – Pergunto, percebendo minha descortesia ao não lhe inquirir sobre seu nome também.

– Isso não importa muito, na verdade. – A resposta me faz rir e, em contrapartida, ele também. O som é bonito e musical. E não me importo com o fato de que ele não me disse seu nome.

– Para onde está indo, Lu?

Tenho que pensar um instante antes de responder. Tudo parece apagado e estranho, desalinhado em minha cabeça. Distante, como uma memória da infância. Lembro que meu caderno está na minha bolsa, meu estojo… encaro o céu. A claridade está forte o suficiente para indicar que passa da hora do almoço. Então, já estive na aula hoje.

– Para casa, estou voltando para casa.

– Ótimo, então.

– E você, para onde segue?

– Coincidentemente, estou indo para casa também.

– Ah, é nesta direção, também? – Pergunto.

– Precisamente.

– E está atrasado para chegar em casa?

Ele dá um sorriso enviesado e, para evitar que minhas bochechas queimem ainda mais, volto minha atenção para o caminho à nossa frente. E então, perco o ar por um instante. As roseiras laterais que nos acompanhavam continuam seu caminho, mas o chão de ladrilhos, simplesmente desabou, há uma cratera em que se é impossível ver o fundo a menos de dois passos de onde estou parada. Se não olhasse para frente, teria caído de uma só vez.

A outra borda, onde o chão de ladrilhos continua, é distante demais, nem mesmo se eu praticasse salto à distância seria possível saltar tão longe assim. Os All Stars pretos dele param logo ao lado dos meus azuis.

É uma queda absurda.

– Acho que teremos que seguir pelo outro lado. – Falo, mas ainda hipnotizada pelo buraco. Por incrível que pareça, não sinto medo de cair, como normalmente ocorreria. Não sou fã de grandes alturas.

– Não podemos seguir pelo outro caminho, Lu.

– E por que não?

– Porque não há outro caminho para casa.

Eu sorrio e é a primeira vez que ele não sorri de volta. Me viro um pouco e olho para trás, para o caminho que acabamos de passar.

– Mas isso não é possível! – Minha voz sai trêmula e baixa. – Acabamos de passar por aqui! – A uma distância de apenas uns dois metros, as roseiras que apenas ladeavam o caminho, se encontram, fechando o local pelo qual acabamos de passar.

– Acabamos mesmo? – Ele pergunta, ainda encarando o buraco no chão.

– Mas que loucura é essa? Do que você está falando?

– Este é o único caminho para casa, Lu. – Ele afirma, indicando com seriedade o buraco.

– Eu não vou pular nesse precipício! Está louco? – Já estou gritando a esta altura, nada disso é real, não pode estar acontecendo.

– Defina loucura. – Ele sorri um pouco dessa vez e olha novamente para seu relógio.

– Quem é você afinal de contas? – Me afasto dois passos a mais dele e o perfume forte das rosas me invade.

– Alguns me conhecem como Senhor Coelho, mas pode me chamar como quiser.

Começo a rir, este é, sem dúvidas, o sonho mais louco que já tive em toda minha vida. Só preciso acordar. Certo, o que as pessoas fazem quando precisam acordar de um sonho? Um beliscão. É isso. Aperto meu antebraço com força, o suficiente para deixar a pele avermelhada. Fecho os olhos e abro novamente. E mais uma vez. Absolutamente nada muda, a não ser o fato de que ele encara o relógio com uma frequência desnecessária agora.

– Estou aqui para leva-la para casa, alteza.

– Alteza? Tenho certeza que está me confundindo com…

– Com quem?

– Não sei, não sou realeza, quer dizer, isso mal existe hoje em dia.

– Rainha Vermelha, esteve perdida por tempo demais neste mundo. Sei que será difícil, mas se me permitir, suas lembranças irão retornar tão logo estiver em casa.

O tal Senhor Coelho diz isso com tanta veemência que é certo que ele crê na própria loucura. Um louco sabe que é louco?  Eu suponho que não. O que me faz imediatamente duvidar do conceito de verdade. Ela nada mais é do que o conceito que cada um escolhe crer.

E exatamente no que eu acredito?

Ele estende sua mão para mim, junto daquele sorriso acolhedor. Minha mão se estende e caminhamos até a borda do buraco sem fim.

– No três? – Eu pergunto e ele balança a cabeça em afirmativa.

– Um… dois… três! – Saltamos.

Estou caindo, caindo, ou suponho que esteja. Não é como eu imaginava que fosse cair. É suave, é lento. Vejo as ranhuras da terra que nos circunda. Um ou outro objeto aleatório parado no caminho. Uma sombrinha. Um piano. Um jogo de xícara de chá. Uma carta de baralho.

Com certeza este é o caminho para casa, não sei como pude duvidar. Deixando de estar, exatamente, halfway, para estar onde eu deveria estar. Desde sempre.

O cair agora parece mais real. Acelera. Não é lúdico. É rápido demais e minha mão se solta dele, estou sozinha e não vejo ninguém. Eu grito, mas o som parece apenas voltar-se para mim. O chão se aproxima e vou bater nele com força.

– Ahhhh! – Eu grito alto enquanto me sento na cama. Meu coração está disparado, fazendo meu peito doer. Meu celular toca alto o despertador. Levo vários minutos para perceber que estou em casa, na minha cama.

Que maldito sonho! Travo o celular e confiro as horas, estou atrasada para a primeira aula! Que maravilha!

Faço tudo com rapidez e, bem, o tempo que precisava para lavar os cabelos, já era. Comprarei um chá no intervalo, ou perderei toda a aula da manhã.

Caminho os quarteirões que me separam da faculdade e passo pelos portões apressada. Faço meus All Stars correrem quando vejo as mensagens do grupo avisando que a chamada se iniciou. Não posso ter outra falta!

– Lucinda Red. – A voz do professor soa assim que passo pela porta.

– Presente! – Uma risada abafada dos alunos se faz presente e minhas bochechas reagem ganhando um tom rubro.

Caminho o mais silenciosamente possível até a última carteira disponível e deixo acalmar o fôlego pela corrida fechando meus olhos e desligando da voz do professor e dos cochichos dos alunos.

Ouço mais algumas risadas e alguém entrando na sala, mais atrasado do que eu. Abro meus olhos quando ouço que esse alguém acaba de se dirigir a mim.

– Bom dia, Lu.

Olho para o lado e ninguém menos que o Senhor Coelho, que habitou meus sonhos dessa noite, acaba de se sentar na carteira ao meu lado.

Este conto foi escrito em comemoração aos três anos do blog Memoralices, da Luana, uma das pessoas mais adoráveis e incríveis que a blogsfera trouxe para minha vida. Seguindo a linha de uma das maiores – senão a maior – paixões da vida da Lu, o País das Maravilhas serviu de inspiração para o conto (assim como a própria Lu, não vou negar!). É uma humilde homenagem, de um membro da Corte, a mais alta Rainha Vermelha.

Lu, obrigada por me convidar a fazer parte da Corte Vermelha e por ser uma das amigas virtuais que esse mundo tresloucado me deu. Parabéns pelo aniversário do blog, sei que tudo isso é apenas o começo de um trajeto incrível que você está a trilhar.

A foto linda de viver do post é da própria Lu, vocês podem conhecer mais no próprio blog ou na Fanpage ou Insta da Rainha Vermelha.

Que a Força esteja com vocês!

xoxo

  • Luana Souza

    Em 17.06.2017

    Antes de mais nada: como eu ainda não conhecia essa música? Estou escutando agora pela segunda vez e apaixonada <3

    Agora, QUE CONTO INCRÍVEL É ESSE, MOÇA? Assim que comecei a ler já fui dando um sorrisão de Cheshire, pois é algo muito parecido com os sonho que eu costumo ter… com um ~amigo~ que não é exatamente o Coelho Branco, mas que tem tudo isso que você descreveu <3 Ai, Rê, parabéns por esse texto maravilhoso, e muito, muito, muito obrigada por ter aceitado participar da Corte Vermelha!

    Tá tudo tão lindo, que eu não consigo parar de pensar no post <3

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Lu minha linda! Essa música é amorzinho demais né? Quando ouvi adorei e achei que iria combinar com o conto! <3 Agora, tô passada com a capacidade telepática aqui de transcrever algo próximo dos seus sonhos! ahahaahahah Obrigada por tudo e fico muito feliz que você tenha gostado! <3 <3 <3
    xoxo

  • Gilvana Rocha

    Em 17.06.2017

    Oi Rê, esse conto está lindo, adoro Alice, e essa mistura de fantasia com realidade é uma coisa que adoro em histórias…Perfeito! Bjs

    http://www.livrosemretalhos.com.br

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Gilvana!!! Ah muito obrigadaaa! <3 <3 <3
    xoxo

  • Lenise Battisti

    Em 17.06.2017

    Quando cheguei na metade do seu texto, já imaginei que seria uma homenagem para o blog da Luana. Estou achando essa comemoração do blog dela, já fiquei até com inveja e vou querer fazer o mesmo no meu HAHAHAHA Seu conto está perfeito, você deveria escrever um livro, sério, você tem muito talento para a escrita.

    http://lenabattisti.blogspot.com.br/

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Lenise! ehehe Falou em mundo do País das Maravilhas, era de se imaginar que era pra Luh, não é mesmo?! Achei a comemoração super legal e inspiradora, espalhando muito amor por esse mundo blogueiro! <3 Muito obrigada, fico muito feliz em saber que gostou do conto e da minha escrita! <3 <3
    xoxo

  • Adeiliane Pessoa

    Em 17.06.2017

    Que marvilhoso menina, adorei esse conto e a musica super combinou com o texto, parabéns pela criatividade, sensibilidade nas palavras. Sucesso, continue assim, beijos

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Adeiliane! Muito obrigada! Que bom que curtiu não só o texto e a escrita, mas também a indicação da música! <3 <3 <3
    xoxo

  • Erika Monteiro

    Em 17.06.2017

    Oi Rê, tudo bem? Acredito que um dos maiores benefícios da internet é justamente esse: trazer para nossas vidas pessoas tão especiais e diferentes que tornam nossas vidas mais felizes. A Luh é um encanto de pessoa e o fato de termos alguns gostos em comum nos aproximou ainda mais. Então quando qualquer pessoa fala dela consigo imaginar a felicidade por tê-la conhecido. Seu conto ficou simplesmente incrível. Você realmente tem o dom da escrita. Amei a homenagem. Ah, gosto muito das músicas que você seleciona para ouvir junto com cada conto ou texto, são lindas. Nos vemos do outro lado… no país das maravilhas rs Beijos, Érika =^.^=

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Érika! <3 A internet pode mesmo ter vários poréns, por assim dizer, mas é inegável como ela é capaz de fazer coisas incríveis pela gente. Conhecer você e a Luh, faz parte da lista de coisas adoráveis que a internet e o mundo blogueiro me trouxe, pode ter certeza! <3
    Obrigada, mesmo!!! Fico feliz que tenha gostado da homenagem e das músicas também. Eu gosto muito de ouvir música enquanto escrevo (ou enquanto faço quase tudo) e é bom saber que as sugestões também conseguem casar com o texto de vez em quando! <3
    Nos vemos lá, sem dúvidas! <3
    xoxo

  • Amanda

    Em 17.06.2017

    Olá! Adorei o conto, especialmente a forma como você usou várias referências do mundo da Alice para compô-lo. Reparei também no uso que você fez das cores, do vermelho, pra ficar bem marcado de quem se tratava, rs. Parabéns!

    Beijos!

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Amanda! Muito obrigada, fico feliz que tenha gostado das referências ao País das Maravilhas e ao modo da escrita! <3 <3
    xoxo

  • Nathália Guimarães

    Em 17.06.2017

    Se tem uma coisa que eu amo nos seus contos é que eu sempre me surpreendo no final e fico tipo ‘q????’ ahahah! Você é extremamente talentosa Re, tava super me sentindo num conto à lá Alice e era só um sonho. Parabéns pelo trabalho incrível! <3

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Nathália! Ah que bom que os contos conseguem te surpreender!!! <3 Muito obrigada, fico feliz que tenha apreciado a história e que goste do meu trabalho! <3
    xoxo

  • Vivian Diniz

    Em 17.06.2017

    Ameiii, que conto mais incrível, e as referências meio “subliminares”,rs…vc é demais!!bjus

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Ahhh obrigada Vivi!!! ehehe Acho que esse é um o primeiro conto com um tema tão específico que vem aqui pro blog!!! Feliz que tenha gostado! <3
    xoxo

  • Luly

    Em 17.06.2017

    Mesmo antes do Coelho ou da Rainha serem citados, eu pensei em Once Upon a Time in Wonderland enquanto lia o conto. Num sei se já eram ícones disfarçados, se é coincidência ou sei lá o que, mas pensei e pensei e no final pensei mais do que nunca!
    Que bom que Lu não perdeu seu Senhor Coelho *-*

    ps.: às vezes eu acho que vivo permanentemente halfway…

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Luly! Eu não estava – conscientemente – pensando em OUAT in Wonderland quando escrevi, mas agora que você disse, faz todo sentido! ehehe Acho que é a força do subconsciente, no caso! rs <3 <3 Bem-vinda ao grupo dos que estão permanentemente 'halfway'! <3
    xoxo

  • Bruna Guedes

    Em 17.06.2017

    Que conto liindo, adorei!
    Pelo jeito a comemoração foi de marcar no core haha
    beijos
    Neoguedes

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Bruna! Obrigada!!! Sem dúvidas a comemoração foi inesquecível! <3 <3
    xoxo

  • Graziele Lima

    Em 17.06.2017

    Que linda homenagem! A propósito, vi agora há pouco no blog dela sobre suas velas maravilhosas hehehe ♥

    Eu amo Alice no País das Maravilhas, achei o conto muito bem escrito, principalmente a parte em que ela descreve o cair! E que desespero ter as palmas das mãos furadas pelos espinhos :O eu queria ter sonhos assim ♥

    Beijos!

    https://eueminhaestupidez.blogspot.com.br/

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Graziele! Ahh que legal, a Luh fez um post super fofo sobre as velas mesmo!!! <3
    Obrigada, eu fico super contente em saber que gostou da escrita e da descrição do 'cair'! Adoro quando alguém me conta o trechinho ou ponto que achou mais legal! <3 <3
    xoxo

  • Carolina Monteiro

    Em 17.06.2017

    Adorei ler esse conto. Gosto muito de visitar o seu blog. Tem sempre um ótimo conteúdo. O conto ficou impecável.
    Um beijo!

    http://www.brincandodeolivia.com

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Carolina! Feliz que tenha gostado do conto!!! <3 Adoro saber que você gosta de visitar o blog, obrigada!!! Volte sempre! <3
    xoxo

  • Talita Carbone

    Em 17.06.2017

    Como nunca li Alice, não consegui perceber todas as referências, mas adorei a história. E você escreve super bem! <3

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Ah que bom que, mesmo sem as referências, foi possível apreciar o texto, Talita! Muito obrigada! <3
    xoxo

  • Kimberly Kelly

    Em 17.06.2017

    Oi Rê! Faz tanto tempo que não paro para ler seus posts, tanto tempo que não consigo realmente ler e sentir algo.
    Obrigada por me fazer viver a Lucinda!! Estava precisando de uma leitura, mesmo que curta, que me fizesse voltar a viver a personagem.
    Linda homenagem!

  • Retipatia

    Em 17.06.2017

    Oi Kim! Que bom ver você por aqui novamente linda! E ainda mais feliz por ter feito você vivenciar a personagem! Lucinda manda um beijo para você lá do ‘halfway’… <3
    xoxo

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