Conto ♥ Agridoce

Em 04.04.2017   Arquivado em Contando Histórias, Contos

Sugestão de música para ouvir durante a leitura: Like I’m Gonna Loose You – Meghan Trainor feat. John Legend

A vida é assim, meio amarga e agridoce.

Toda a bagunça que deixei antes de sair de casa, há três dias, continua me aguardando. Deixo minha mala ao lado do sofá, apenas mais um item para arrumar.

Descalço meus saltos e coloco o celular no carregador. Alongo o pescoço, deixando meu corpo cair sobre o sofá. Preciso me mover. Banho e depois, dormir.

Me levanto e ergo os braços, alongando cada músculo. A claridade da janela me indica que o sol já terminou de se levantar. Talvez com tanto cansaço quanto eu. Meus pés seguem preguiçosos até a cozinha, coloco água para ferver.

O telefone começa a tocar. Somente uma pessoa me ligaria esse horário. Na verdade… basicamente só uma pessoa me liga, além do telemarketing, é claro.

– Oi. – Não contenho a empolgação ao colocar o aparelho no ouvido.

– Adivinha quem acabou de desembarcar?

– Não sei, alguma celebridade? – Falo, já rindo pela surpresa.

– Depende.

– Do que, exatamente?

– Posso ser uma celebridade em alguma realidade paralela. – O sorriso está refletido em sua voz.

– Claro que pode. – Estou rindo, muito.

– Poderia colocar isso em alguma de suas histórias. – Sempre se lembrando dos meus hobbies.

– Não escrevo ficção. – Ainda sorrio.

– Não é ficção se for verdade em algum lugar.

– Faz sentido.

– É, sei que faz. – Sua voz é convencida.

Um segundo mais longo se passa e meu sorriso desfalece.

– Vem para cá? – Pergunto.

– Estou a caminho.

– Chega em quanto tempo? – Coloco a água quente na caneca e observo a pilha de louça acumulada.

– Quarenta minutos.

– Ok. – É tempo suficiente para arrumar algumas coisas e tomar um banho.

– Tchau, Lena.

– Ok. – Repito.

Enquanto espero que o chá esfrie, lavo a louça e deixo a cozinha em um estado de graça que não se vê há tempos. Seria bom para ela que eu recebesse mais visitas.

Bebericando o chá morno, sigo para a sala e recolho tudo fora do lugar. Contudo, o quarto é a razão dos meus problemas. Troco a roupa de cama amarrotada, recolho as roupas jogadas na poltrona, os livros espalhados e todas as pilhas de papéis.

A água morna do chuveiro ajuda meus músculos a relaxarem, disfarçando a ansiedade que começara a crescer desde o momento em que o telefone tocou.

Encaro o guarda roupa. Visto um lingerie, jeans e camiseta. Penteio meus cabelos, que já estão na altura de meus olhos, preciso cortar. Tento não vestir a ansiedade, mas ela gruda como suor.

Não preciso esperar muito. Assim que estendo a toalha no box do banheiro a campainha toca. Vou literalmente correndo até o interfone, quase abrindo sem perguntar quem é.

– Sou eu, Lena! Quem mais?

Reviro os olhos com suas palavras e aperto forte o botão do aparelho amarelado. Respiro fundo. Novamente, Lena! Inspira. Solta.

Três batidas se fazem soar na porta. Destranco a fechadura e giro o trinco. Seu sorriso convencido está lá, me encarando. O uniforme branco da marinha ajustado a cada curva de seu corpo, o brilho de seus olhos azuis cintilando como água do mar pela manhã.

Me atiro em seus braços, apertando meu corpo ao seu, respirando seu cheiro, não evitando as lágrimas que a saudade traz à tona, meus dedos despenteando seu cabelo e jogando seu quepe no chão. Em resposta, seus braços me envolvem com força.

– Estava com saudades da minha piloto preferida. – Sua voz me desperta do devaneio, poderia permanecer abraçada até o fim dos tempos ou ainda, depois disso.

Apenas a piloto preferida? – Respondo, enxugando as lágrimas de meus olhos com o dorso de minhas mãos, mas sorrindo. Não quero parecer tão…, não sei exatamente o quê.

Pessoa predileta. Melhor? – Seu riso acompanha a resposta.

Muito melhor. – Envolvo meus braços em seu pescoço, meus olhos seguindo até o desenho de sua boca. Seus lábios entreabertos deixam seu hálito exalar e rapidamente eles se colam aos meus, nossas línguas dançando ao se encontrarem.

Somente nos soltamos quando o fôlego, ou a falta dele, pede. O sorriso em seus lábios faz com que os meus se curvem em sincronia.

– Vamos entrar. – Falo, pegando sua mala, que está leve demais.

– Nossa, a casa está arrumada! – O deboche disfarçado de surpresa pinta cada palavra.

– Há! – Rio forçadamente. – Ela está sempre arrumada.

– Como se eu não ficasse aqui tempo suficiente para saber. – Faço uma careta em resposta.

– Está com fome? Ainda não tomei café.

– Sempre estou com fome, Lena.

Vamos para a cozinha e novamente coloco água para ferver. Automaticamente, frutas são picadas, o pão vai para a torradeira.

Sincronia. Exata definição dos nossos movimentos. Nossa pele se esbarrando, sorrisos trocados, beijos dados em qualquer lugar que não seja na boca.

E comemos, compartilhando aquela conversa entre nossos olhos, o silêncio repleto de sorrir e toques. Em um vai e vem que se misturou à comida, nos beijamos, e não sei ao certo exatamente quando chegamos a cama. Só sei sentir seus beijos quentes afogueando cada pedaço de pele que é tocada.

A expressão da qual ri tantas vezes, ‘fazer amor’ não desgruda da mente, como se pintada com tinta permanente. As pessoas fazem sexo, ou transam ou qualquer outra coisa. Amor não se faz, se sente.

Meus dedos estão perdidos em seus cabelos e minha respiração compassada à sua e, sem indicação de razão, me lembro da mala leve que carreguei porta dentro.

– Até quando vai ficar?

Minhas palavras parecem quebrar uma espécie de encantamento. Como se os ponteiros do relógio tivessem sido suspensos enquanto eu fitava seus olhos azuis, que têm uma cor funda, que faz o olhar bater, mas não ricochetear.

– Até a noite. – Meio amarga.

Os ponteiros estão agora apressados, atrasados para algum compromisso. O aperto em meu peito me deixa sem ar.

– Você acabou de chegar. – Deveria ser uma reclamação, mas parece um lamento saindo da minha boca.

– Ficaremos apenas três dias em terra. – Seus dedos começam a desenhar a linha de meu maxilar e minha pele começa a formigar. – Como levei quase um dia inteiro para chegar aqui e precisarei de outro para retornar… – Sua frase morre no meio do caminho quando minhas lágrimas surgem.

– Você não tira férias há tempos… – Habilmente, seus dedos secam as lágrimas em resposta à minha reclamação.

– Não falta muito para que eu possa vir e ficar mais.

– Quatro meses é muito.

A questão se resume ao sorriso aquecedor que recebo em seguida, fazendo o aperto em meu peito desmanchar como se perdesse a força.

– Podemos aproveitar as horas que temos hoje. – Eu aquiesço e volto a colar meus lábios nos seus.

– Eu amo você, Lena. – Suas palavras fazem meu coração disparar novamente. Não é a primeira vez que as ouço, mas parecem ter mais valor agora.

– Eu sei disso. – Falo e inevitavelmente caio na gargalhada e não é apenas pela referência nerd.

O seu riso se junta ao meu enquanto suas mãos começam a fazer cócegas em minha barriga, me sufocando de tanto rir, com lágrimas que agora não são mais de tristeza, rolando por meu rosto.

***

Depois de uma chuveirada, visto jeans, camiseta e uma jaqueta.

– Está pronta? – Passo a toalha em meus cabelos e a jogo em cima da cama.

– Sim! – Respondo, pegando as chaves de casa e colocando-as no bolso.

Caminhamos de mãos dadas pela rua, um sorriso que não sai de meus lábios me seguindo por todo trajeto até o restaurante.

– Estou faminta. – Não comemos nada depois do café da manhã, foi difícil sair da cama.

– Eu também, o que você vai querer?

Analiso o cardápio. É claro que estávamos na melhor hamburgueria que Porto Novo pode oferecer.

– Número dois e onze, com batata frita.

– Ainda me pergunto para onde é que vai tudo isso.

Apenas reviro os olhos com o comentário habitual e nos sentamos na mesa mais afastada que conseguimos. O lugar é aconchegante, a decoração remete aos anos 60 e tocam músicas da época.

Estico meus braços em sua direção e suas mãos agarram as minhas. Eu poderia ficar para sempre perdida no seu olhar. Sempre. Mas, a comida chega e, o mais importante vem primeiro.

Me perco em suas histórias dos últimos quatorze meses que estivemos distantes. Não me canso de rir, seu jeito único de contar um simples despertar ao amanhecer faz com que tudo pareça sempre melhor e mais bonito do que realmente é.

Minhas histórias não possuem metade da graça, mas a atenção que me é dispensada faz com que eu me sinta confortável. Mais que isso. Amada.

As estrelas já estão salpicando o céu quando caminhamos de volta para meu apartamento, meus braços trespassados em sua cintura e o seu à minha. A noite poderia ser eterna.

– Vou te levar ao aeroporto. – Falo.

– Tem certeza? Posso chamar um táxi.

– Estou de folga amanhã e, quero te levar.

Seu beijo quente em meus cabelos faz com que o concreto que se materializou em meu estômago pelo veloz avançar da hora comece a diluir.

Ligo o rádio do meu antigo sedã e uma melodia calma começa a tocar, mesmo não conhecendo, deixo na estação.

– Quais os planos para o seu aniversário?

– O quê? – Meus pensamentos me desatinam às vezes.

– Seu aniversário, daqui a um mês, Lena.

– Ah, não sei. Talvez eu trabalhe… Prefiro trabalhar.

– Por quê?

Dou de ombros, ainda estarei sozinha daqui um mês. A percepção disso faz com que o silêncio fique pesado. Não gosto deste tipo de silêncio, mas ele nos acompanha até o aeroporto.

Paro no estacionamento e caminhamos de mãos dadas. A proximidade me parece pouca, então, passo seu braço por minha cintura e me agarro à sua.

Check-in feito e paramos à porta da sala de embarque. Queria voar nesse instante. Me deixar perder pela imensidão. Nada além do infinito à minha frente.

– Ainda temos alguns minutos. – A mala é largada no chão com um baque surdo, suas mãos seguram meu rosto e nossos lábios voltam a se encontrar, primeiro com suavidade. Depois, movidos por minha tristeza, carentes, querem mais.

É novamente um beijo banhado por lágrimas e, dessa vez, não apenas minhas.

Uma voz indiferente à minha tristeza indica que é necessário embarcar. Nossos lábios se separam, mas ficamos com nossas testas apoiadas uma à outra, os olhos ainda fechados, esperando que os segundos se arrastem.

Uma segunda chamada.

– Preciso ir, Lena. – Abro meus olhos e o azul fundo me encara.

Aceno que sim. Do seu bolso, sai um pequeno envelope.

– Prometa que só vai abrir no dia do seu aniversário. – É impossível não sorrir com seu sorriso.

– É claro que eu prometo. – Um turbilhão de lágrimas surge.

– Eu te amo, Lena, não se esqueça. – Seus lábios beijam os meus com rapidez.

– Eu sei. – Minha resposta é um sussurro.

Seus passos seguem certeiros para a fila. Meu coração disparado mal me deixa respirar. Agora há apenas uma pessoa à sua frente, em breve não estará no meu campo de visão.

Corro até a faixa que barra a entrada e grito seu nome, fazendo com que várias pessoas olhem em minha direção.

– Catherine! – Minha voz sai clara e alta e ela se volta em minha direção, hesitando em entregar sua passagem.

Aquele sorriso convencido que eu já estou habituada e que sinto falta diariamente, surge, e ela caminha voltando em minha direção.

– Lena? – Cate pergunta já parada na minha frente, largando a bagagem no chão e agarrando minhas mãos.

Minha respiração ofegante faz parecer que eu corri quilômetros, mas não deixo de sorrir por isso.

– Eu amo você, Cate. – Seu sorriso aumenta, ainda mais convencido.

– Eu sei disso. – Ela responde, me puxando para perto e me beijando uma última vez.

E tudo ficou agridoce.

Este conto foi escrito para o concurso do Sweek + Leia Mulheres, que deveria seguir o tema ‘descoberta‘ (me conta se a palavra ficou registrada, ao menos, de uma das duas maneiras que tentei colocar no texto! rsrs).

Para quem não conhece, o Sweek é uma plataforma de compartilhamento de textos e livros, gratuita e super legal. Há certa similaridade ao Wattpad, mas, ainda assim, é bem diferente… kkk

Se tudo der certo, essa semana o blog volta a ficar devidamente atualizado, nos dias padrões: domingos, terças e quintas. Cruzem os dedos e que a Força esteja com vocês!

xoxo

  • Luciana de Andrade-Ciana Andrade

    Em 04.04.2017

    Recentemente eu li um comentário que discordei completamente, era sore títulos dos textos. E o seu está aí pra mostrar pra todos que um título não precisa ser longo pra dizer que o texto é bom, e muito menos porque se para alguns o vago não merece ser lido. Agridoce é comigo, é a vida.
    Que você escreve bem ah isso todos já sabem mas juro que me surpreendi, pensei ser um casal comum. Foi uma linda descoberta, e o texto maravilhoso.
    Parabéns Re!
    Ah e não conhecia essa plataforma, vou depois dá uma olhadinha.
    bjs
    Simplesmente Ciana

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    É verdade, Lu. Eu não tenho preferências por títulos longos ou muito curtos, eu geralmente coloco o que acha que fica em sintonia com o texto, independente do tamanho. Mas acho que, no fundo, tenho uma quedinha por títulos de uma única palavra, porque são muito sugestivos.
    Que bom que o texto te trouxe essa sensação e que te deixou maravilhada!!! Obrigada!!! <3
    xoxo <3

  • Bárbara Carolina

    Em 04.04.2017

    Eu sempre amo visitar aqui!!!

    Você escreve de um jeito que prende do inicio ao fim!!!

    Ah!!!! terminei aquela história no meu blog http://ironicamenteinusitado.blogspot.com.br/2017/04/leia-ouvindo-ben-howard-diria-mim-mesma.html

    Bjos

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Obrigada Bárbara!!! <3
    Quando puder vou lá conferir!
    xoxo

  • Kimberly Camfield

    Em 04.04.2017

    Rê, cada vez que entro aqui me surpreendo ainda mais. (Acho que talvez já tenha dito isso, mas se não disse, estou dizendo agora haha).
    Li o comentário da Luciana e super concordo com ela. Nem todo título precisa ser grande para indicar um ótimo texto. E eu discordo da maioria quando dizem que só títulos mais longos chamam atenção. Os seus títulos geralmente têm uma só palavra e é isso que me dá vontade ler. Porque você sabe como instigar a curiosidade de alguém com apenas uma palavra, a qual sempre faz todo o sentido com o texto, com o enredo, com os personagens, com tudo!
    E sim, a palavra descoberta ficou implícita/subentendida em cada linha do final sem precisar estar escrita.
    Ameeei <3

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Ehehe obrigada por massagear o ego aqui… kkk Depois que a Lu comentou a respeito foi que eu percebi que não tenho necessariamente uma preferência por títulos longos ou curtos, geralmente vai o que eu acho que cabe como título, mas, de toda forma, acho que tenho uma queda por títulos com uma palavra só. E fico feliz em saber que eles são o suficiente para despertar a curiosidade e manter relação com o texto e narrativa.
    Obriga por tudo linda! <3
    xoxo

  • Erika Monteiro

    Em 04.04.2017

    Oi Rê, tudo bem? É sempre tão bom visitar seu cantinho, encontrar textos tão bem escritos. Você começa a ler e de repente esquece onde está, parece por um segundo que somos levados para dentro de um livro e vivemos o enredo junto com os personagens. Concordo com a Ciana, as vezes um título curto/pequeno não significa que seja pouco conteúdo no texto. Sua história nos mostra completamente o oposto. Parabéns. Que tudo dê certo e você consiga postar todos os dias conforme sua agenda. Beijos, Érika ^.^

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Obrigada Erika, fico muito feliz em saber que você aprecia a leitura dos contos e que eles são capazes de te levar, por alguns minutos que seja, para dentro da história! <3
    xoxo <3

  • Jessyca

    Em 04.04.2017

    Aquele texto que você lê e quando vai ver já está tão envolvida que parece que faz parte os personagens, vocês escreve tão bem que dá para sentir até a reação do personagem a casa “cena” criada pelo enredo. Realmente quando comecei ler senti vontade de mais e mais para ver o desfecho dessa história.

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Obrigada Jessyca!!! Fico feliz que o conto tenha te proporcionado essa experiência e que ficou com vontade de ler mais dessa história! <3 <3
    xoxo

  • No Mundo da Lua Blog (@nomundodaluablg)

    Em 04.04.2017

    Que história incrível, me prendeu do início ao fim! Adorei o desfecho dela e realmente despedidas são sempre muito chatas, ainda mais quando sabe que vai ficar tanto tempo sem se ver.
    Muito bom, parabéns!
    Beijos

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Oi Aline! Fico feliz em saber que a história prendeu você o tempo todo e que o desfecho te agradou! <3 <3 Obrigada!
    xoxo

  • Vanda

    Em 04.04.2017

    Muito bom texto! Gostei imenso do jeito que escreve, uma pessoa envolve se nós personagens facilmente, parabéns!

    Beijinhos

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Oi Vanda! Muito feliz que você tenha gostado do conto e que os personagens te cativaram! <3 Obrigada!
    xoxo

  • PUMPUM

    Em 04.04.2017

    Gostei bastante do conto.

    Vou visitar regularmente o blog para ler mais textos teus 🙂

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Oi! Volta sim, tem muito conto aqui e a produção não para! rs Obrigada pela visita! 😉
    xoxo

  • Julia Melo

    Em 04.04.2017

    Que texto bem escrito, estou gostando dos seus contos. 😉

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Obrigada Julia!!! <3
    xoxo

  • Andrelúcia S.

    Em 04.04.2017

    E quando tu disse que ficou surpresa de achar teu blog no meu post de indicação eu achei que você tava brincando. Mulher, leia o que você mesma escreveu! Gente, que coisa incrível! E claro que a descoberta foi bem mais pra quem tá lendo do que na história que achei que acabou rápido demais.
    Queria muito saber o que era o envelope que ela ganhou.
    Enfim, aplaudo seus textos de pé, Rê ❤ parabéns!

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Oie! É claro que fiquei surpresa, oras! ahahah Muito obrigada pelo carinho e por acompanhar e recomendar meus textos! Você não faz ideia de como isso é estimulante! <3 Quem sabe depois tem mais história e descobrimos o que tem nesse danado desse envelope??? rs
    Obrigada mais uma vez! <3
    xoxo

  • Gislaine

    Em 04.04.2017

    Amei, amei, amei! Eu estava imaginando a história com um casal hétero, mas antes da revelação eu voltei no texto e suspeitei. Adoro quando os protagonistas dos seus contos são LGBT, representatividade é tudo! Como sempre, texto incrivelmente bem escrito e envolvente. Parabéns, Rê!
    Literalize-se

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Oi Gi!!! ahahaha Tem um trechinho especifico que faz algumas pessoas suspeitarem… eheh Fico muito feliz em ler seus comentários e saber que gosta de ler meus contos! E sobre a representatividade, está certíssima! Precisamos vê-la em todos os lugares! <3
    xoxo

  • Andrea Marruana

    Em 04.04.2017

    Meu deus vc escreve divinamente. Eu amei essa historia juro. E quero mais. Por favor escreve mais sobre eles dois. Eu quero muito saber. E mais uma vez parabéns pela historia fiquei emocionada

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Oi Andrea! Muito obrigada! Fico feliz que tenha gostado do conto e se emocionado com ele! <3
    xoxo

  • Talita Carbone

    Em 04.04.2017

    Tive que vir ler este conto depois do Devolva-me. E amei.
    É incrível sua capacidade de nos fazer mergulhar na história e nos apaixonarmos pelos personagens.
    Fico esperando por mais histórias com Lena e Cate.
    Beijos

  • Retipatia

    Em 04.04.2017

    Oi Talita! Ah que delícia ler esse seu comentário! Tu não faz ideia do quanto fico contente em saber que você leu um conto, gostou tanto que veio aqui ler o outro das mesmas personagens! Muito obrigada! Lena e Cate voltam sim! <3
    xoxo

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