Por Trás Daqueles Olhos ♥ C. M. Carpi

Em 19.02.2017   Arquivado em Resenhas

Bom dia, tarde e noite folks!

Quem acredita em amor a primeira vista, levante a mão! Bem, como não saberei se você levantou ou não a mão, vou contar sobre um livro que torna isso quase que palpável, de tão crível e que você irá amar, acreditando, ou não.

Estou falando de ‘Por Trás Daqueles Olhos’, da autora C. M. Carpi, nova parceira aqui do blog. Muito obrigada a Maitê pela confiança e por disponibilizar esse e a sequência, ‘Por Trás Daqueles Olhos – Para Sempre – Vol. II’! É claro que, depois de finalizar o volume um, tudo que restou para essa mortal leitora aqui foi começar o segundo, já que a curiosidade não seria apaziguada enquanto eu não soubesse mais da história.

Sobre a Autora

C. M. Carpi vive em uma pequena cidade do interior de São Paulo e é apaixonada por livros desde que descobriu que sabia ler, especialmente romances. Quando não está escondida atrás de um laptop escrevendo, poderá ser encontrada assistindo a inúmeras séries de TV ou completamente perdida em sua pilha de livros acompanhada de uma enorme caneca de café. (Fonte: Ebook Por Trás Daqueles Olhos)

Sinopse da Obra

Daniel Marshall nunca se apaixonou e não estava nos seus planos mudar isso. Elena Collins nunca deixou de acreditar no verdadeiro amor.

Quando os dois se esbarram na quente e romântica cidade de Verona, descobrem que não se pode ignorar o que o destino nos reserva. Elena acaba se apaixonando por aquele homem atraente, mas tem medo de se entregar a alguém que parece não sentir o mesmo. Daniel tenta resistir àqueles expressivos olhos verdes e luta contra a paixão que finalmente tocou seu coração.

Incapazes de ficar longe um do outro, eles se entregam a uma envolvente e apaixonante história de amor, que mudará suas vidas de um jeito que eles nunca imaginaram ser possível.

Mas uma promessa feita por Daniel, mudará tudo outra vez.

“Eu teria que abrir mão de todos os meus sonhos, de tudo o que eu acreditava ser importante e passaria a viver os sonhos de outra pessoa.”

Impressões Sobre a Obra

Como já adiantei, trata-se de amor à primeira vista, mas não se deixe enganar pela aparente facilidade com que a sinopse afirma que o casal se entregará a história de amor que estavam destinados a viver. Nem tudo é assim tão simples quando temos dois personagens principais na trama que possuem passados carregados de memórias, luto e tristeza, capazes de influenciar em suas decisões.

O livro narra a história sob ambos os pontos de vista, desde o início temos capítulos mesclados entre Elena e Daniel. Este contato ajuda a ter maior aproximação com ambos os personagens, saber suas motivações, seus segredos e pensamentos.

“Mas no dia 28 de julho embarquei em um avião para Milão. Uma viagem que mudaria a minha vida mais uma vez.”

Uma noiva em fuga na Carolina do Norte. Um compromisso empresarial inadiável, uma viagem de Nova York para Milão era necessária. Esses são os predecessores da história. Elena, prestes a se casar, foge, deixando o noivo no altar, por saber que estaria vivendo os sonhos de outra pessoa, ao invés de seguir os seus. Daniel, em seu escritório na empresa da família, é comunicado por seu irmão que deverá viajar até Milão e fechar um negócio importante, apesar de relutante , seu casamento fora cancelado, não havia razão para que ele não viajasse.

Muitas perguntas sem resposta e seguimos para Verona. Daniel não sabe a explicação que o fez seguir de trem até a cidade e não se dirigir diretamente para Milão, para o hotel cinco estrelas que o seu irmão, Owen, reservara. A saída então, já no fim do dia, é hospedar-se em um antigo hotel. Seguiria a viagem para Milão no dia seguinte.

“Até agora, estava tentando entender por que eu entrei em um trem para Verona ao invés de pegar um táxi para o hotel cinco estrelas que meu irmão havia reservado em Milão.”

Os planos pareciam perfeitos até que alguém tromba com ele no corredor, estragando sua John Varvatos (se, como eu, compreendeu a fala, mas não a referência específica, acesse o site clicando no nome da marca e entenda a linda referência de vestimenta masculina), ao derramar um copo cheio de um líquido escuro e gelado. A raiva de Daniel é logo substituída pela imagem de Elena, que desabara no chão com o impacto.

O frenesi que ele sente ao segurá-la para ajudar a se levantar o faz sentir-se estranho e, os olhos dela, esses parecem duas esmeraldas, incapazes de se desviar o olhar.

“Sentei em um pequeno degrau e fiquei observando enquanto algumas mulheres subiam no balcão, onde Romeu e Julieta trocaram juras de amor. Quando dei por mim, estava de olhos fechados, fazendo uma pequena oração silenciosa.”

Em um café no Piazza delle Erbe, em que Elena aproveita para apreciar um dos seus croissant favoritos, de Nutella, ela é surpreendida pelo estranho que encontrara no dia anterior em seu hotel.

Milão é adiada e um incrível passeio a dois é iniciado, desvendando as maravilhas italianas, como na arena de Verona, Veneza, Ilha San Giorgio Maggiore e Lago di Garda. O calendário é logo ajustado para que Milão seja incluído na lista, e, assim, Daniel não irá perder seu compromisso.

“Diz a lenda que o Diabo se encantou por uma jovem de Verona. Ele era um homem muito bonito e atraente e ela se apaixonou por ele imediatamente. A família da jovem achava que tinha alguma coisa errada com ele, mas a princípio ela não ouviu ninguém. Até que um dia ela viu os seus pés. E não eram pés humanos.”

Os pensamentos de Elena são claros, ela não demora a perceber que está apaixonada por Daniel, mas, os sentimentos dele não parecem estar assim tão claros. Como perfeita definição de ‘mulherengo‘, Daniel fica confuso e tenta dissuadir a si mesmo de que tudo que sente por Elena é desejo, é apenas sexo o que ele quer.

E, depois do primeiro beijo que Elena lhe nega, ele tem certeza de que deve se manter afastado. Afinal, ele não pode descumprir sua promessa e se apaixonar vai contra tudo que ele precisa fazer para cumpri-la.

“… A jovem resolveu pedir ajuda a um padre, que a aconselhou pedir para o namorado construir uma enorme arena para ela da noite para o dia. Se antes do galo cantar a arena estivesse pronta, ela se casaria com ele. Caso isso não acontecesse, ele deveria ir embora e deixá-la para trás.”

Elena, por outro lado, abre-se cada vez mais com Daniel, contando seus medos do passado, suas angústias e tudo o que a fez sair em uma viagem que já durava três meses conhecendo a Europa. Daniel, por sua vez, passa por momentos de abertura e, em outros, é extremamente reservado, com um humor tão inconstante quando o mar, não deixando margem para que ela esteja segura de seus sentimentos.

Já em Milão, Elena vai ao jantar de celebração do negócio que Daniel acabara de fechar, indo em seguida, para uma boate. Celebrar nunca é demais. E, enquanto Daniel e Elena dançam, o inevitável está prestes a acontecer, o esperado beijo do casal. Mas, não, Daniel é quem hesita dessa vez e, mesmo já ciente de seus sentimentos por Elena, sabe que não pode cruzar essa linha.

“Naquela noite o Diabo e seus ajudantes começaram a levantar a arena rapidamente. Trabalhando arduamente para terminá-la antes do galo cantar anunciando a chegada de um novo dia. Ela ficou apavorada quando viu que ele conseguiria finalizar a construção. Então, para impedir que eles concluíssem a arena, ela jogou água no galo para que ele cantasse antes do amanhecer.”

Apesar do ocorrido, os dois voltam a se entender e seguem viagem para São Francisco (Califórnia), e Daniel recebe uma ligação que o deixa – se possível com ainda mais mau humor – e incrivelmente diferente.

Elena conhece a família de Daniel em São Francisco e é envolta à sensação de ter tantas pessoas próximas ao seu redor. Depois de ser criada apenas por sua avó, mesmo a amando, a sensação de ter uma família grande lhe traz uma falta daquilo que o destino lhe arrancou à duras penas.

“Caminhamos até a Piazza Santo Spirito, reduto boêmio da cidade de Florença, e fiquei encantada com o que encontrei por lá. Era um local tranquilo e eu diria até aconchegante, com uma igreja, uma fonte bem no centro da praça e bares e restaurantes ao redor, com mesas espalhadas pela calçada. Não havia uma multidão de turistas por ali, mas havia música, pessoas dançando e conversando sentadas ao redor da fonte. Eu não conseguia entender o porquê, mas havia mágica naquele lugar.”

Contudo, Daniel segue instável e desaparece em uma tarde. Nem seus familiares sabem de seu paradeiro, até  que Elena o encontra despedindo-se de uma ‘loira alta que usava um vestido vermelho muito curto‘, na porta de seu quarto de hotel. Arrasada, ela segue para seu compromisso com a amiga Jess, que estava preparando a festa de aniversário e pedira sua ajuda.

Quando retorna, ainda furiosa com Daniel, ela não está pronta para conversar, mas ele também não. Já não quer mais negar seu desejo e seus sentimentos por ela, e, em um beijo devastador, a reconciliação é alcançada, dando início à euforia de muitos momentos calientes entre os personagens ao longo da história.

“- Por que você não me beijou?  – Ele se virou para mim outra vez, assustado com a minha pergunta, tirou os óculos para esfregar os olhos e caminhou até mim, visivelmente perturbado.”

Apesar de ainda haverem muitos enigmas quanto ao passado de Daniel, que apenas aos poucos vão sendo revelados a Elena, os dois assumem seu amor e decidem que o melhor a ser feito é não se separarem. Elena se muda para Nova York, onde Daniel vive (no Upper East Side, é claro!) e começa a colocar em prática seus desejos de abrir seu próprio negócio.

As desventuras desse amor quase perfeito pareciam estar todas superadas, mas promessas não podem ser ignoradas com facilidade. E a que Daniel fez volta para bater na porta de sua cobertura. E claro, para saber todo o desenrolar da história, você precisa L-E-R Por Trás Daqueles Olhos!

“Fechei os olhos enquanto tentava absorver tudo isso. Eu sabia exatamente o que eu deveria fazer, arrumar as malas e voar para o mais longe dele possível, mas quando abri meus olhos o que eu vi dez meu coração disparar no peito. Aqueles olhos azuis me encaravam ansiosos. Eu não conseguia ficar longe dele.”

Pode parecer que se trata apenas de uma história de amor à primeira vista, algo talvez um tanto quanto exacerbadamente romantizado. Mas, o contar da história nos mostra muito mais do que isso. Daniel e Elena são personagens bem construídos, sólidos. Talvez, atraídos pelo destino como contrapeso ao passado um do outro, na necessidade de trazer ambos à tona, para a realidade da vida.

Elena vive à sombra do que aconteceu com seus pais, Daniel do que ocorreu com seus amigos. A culpa é o motivador de boa parte das ações de ambos os lados. E, assim, é necessário não apenas acreditar no amor que sentem, mas deixar de lado os fantasmas do passado para poder vivê-lo. Como muitos diriam, é preciso seguir em frente.

“Estava amanhecendo quando abri os olhos. Tímidos raios de sol começavam a brilhar no horizonte. Esse era com certeza, o nascer do sol mais bonito que eu vira até agora. Bastava olhar para Elena deitada ao meu lado para entender o que eu estava falando.”

Falando assim poderia parecer trama de novela das 21h, mas adianto que – não gosto e não assisto novelas – se assim o fosse, dificilmente a leitura teria me prendido e encantado tanto. E já explico a razão.

Os problemas de Daniel e Elena podem até parecer grandes demais quando se comparados à realidade da maior parte das pessoas, já que deixaram em ambos marcas profundas, difíceis de serem superadas. E, a cada pensamento, a cada desentender dos personagens, a cada troca de carícia, a cada sorriso, você torce e se alegra também. Essa é parte da magia da escrita de Carpi. Seus personagens são tão repletos de qualidades e defeitos como se moldados à imagem de uma pessoa que conhecemos e, assim, não tomamos partido de lado nenhum. É um torcer pelo final feliz sem que seja capaz de dizer quem está mais errado ou mais correto no fim das contas.

“As estradas estavam cheias e ela me fez ouvir Alanis Morissette e Bruno Mars durante todo o percurso. Preciso mudar seu hábito musical rápido, mas quando ela me olhou e gritou Oh Yeah! antes de começar a cantar ‘Locked out of Heaven’, percebi que talvez eu seja capaz de suportar esse tipo de música, desde que ela cante com esse sorriso lindo estampado no rosto.”

Não há heróis ou mocinhas aqui (agradeço imensamente por isso). Ainda que Elena costume brincar diversas vezes que estava esperando seu príncipe encantado e acabar por pintar em sua cabeça diversas vezes Daniel como sendo esse príncipe, ela sabe bem que ele é nada mais que humano, tão repleto de dores e defeitos como ela própria, ainda que, em alguns momentos, não veja isso de imediato.

E Daniel, por sua vez, tem lá seus comportamentos machistas (‘fui criado assim‘ – ele justificando-se sobre achar que deve pagar sozinho qualquer conta…), não vou negar, mas ele é uma pessoa moldável – especialmente por Elena e sua família – e a vê como uma pessoa capaz e forte, uma mulher dotada de opinião própria que deve ser ouvida e que é capaz de fazê-lo se abrir. Ele está longe do ideal de ‘príncipe‘ (ainda bem!).

“Nova York não era exatamente como eu imaginava, era muito melhor. Eu estava completamente encantada com todas aquelas luzes e aquelas pessoas andando apressadas. À medida que o táxi percorria as movimentadas e iluminadas ruas da cidade, eu sentia que estava voltando para casa. Era como se eu já conhecesse esse lugar, como se eu pertencesse a ele e olhando para o lindo homem sentado ao meu lado, percebi que de certa forma eu já pertencia.”

Nesse vai e vem de personagens, em que cada hora estamos na cabeça de um deles, fui incapaz de desenvolver qualquer tipo de preferência entre um e outro (o que é muito incomum nas minhas leituras!), e é possível ressaltar tantos defeitos quanto qualidades em ambos os lados, sem que nada pese mais na balança de um lado ou de outro. Elena é entusiasmada, é alegre e, convenhamos tão ingênua e insegura quanto sábia e determinada. Daniel é namorador (na mais gentil das palavras) e, convenhamos, é também autoritário e tem um humor muito instável mas, ao mesmo tempo, é carinhoso, educado e comprometido (ainda que erroneamente, em alguns casos).

E, depois de longos parágrafos falando apenas dos personagens, que são não apenas os regentes da história, mas a razão de você virar cada página e rir e ficar apreensiva a cada burrada erro que cometem, vamos falar de outros aspectos incríveis da obra.

“Encostei na parede ao lado da porta e fiquei admirando a sua concentração, sua desenvoltura diante do instrumento. Seus olhos estavam fechados, seu corpo balançando, lentamente, para a frente e para trás, no ritmo da música, My Immortal de Evanescence, que preencheu todo o quarto.”

Todo livro é um guia de viagem. E que guia! São tantas referências a pontos turísticos que vão da Europa aos Estados Unidos que, para quem não conhece, basta dar uma rápida pesquisada na internet afora para se deliciar e imaginar todos os amanheceres e pores do sol que foram descritos. É impossível não pintar em nossa mente cada lugar e relacionar com os acontecimentos de cada parte da história. É impossível não terminar a leitura pensando que você deseja conhecer todos aqueles lugares pelos quais Elena e Daniel percorreram, cultivando o amor que nascera à primeira vista naquele hotel em Verona.

Como já deve estar claro, a história não se passa no Brasil e não se trata de personagens brasileiros. Devo dizer que não é algo que me incomoda durante a leitura, ainda mais quando devo dizer que maior parte dos romances que tenho o hábito de ler são estrangeiros e, como tal, dificilmente se passam nesse país tropical em que vivemos. Há uma visita a outras culturas e lugares que sempre me fascina.

“Ele tinha razão. Todo mundo deveria vir para Nova York pelo menos uma vez. Eu ainda não tinha visto quase nada, mas já estava completamente apaixonada.”

Se, depois de tudo isso, restou-lhe alguma dúvida de que ‘Por Trás Daqueles Olhos’ é um romance, bem, vamos conversar um pouco mais. É um romance bem romanceado, se me permite a repetição exacerbada. Há todos aqueles elementos principais, as dificuldades do relacionamento, as surpresas que a vida trás, a reviravolta (o adorado plot twist), mas há um elemento bem mais interessante por trás de tudo isso. A fragilidade humana. A fugacidade da vida. Alguns eventos são tão devastadoramente marcantes que mudam pessoas para sempre, não necessariamente para o bem ou para o mal, ninguém é ou um ou outro. E, em se tratando dessa mudança, temos os dois personagens principais, que vivem velados pelo passado, mas também toda uma gama de acontecimentos e personagens secundários que refletem tais ações e são por elas também alterados. Afinal, a vida é uma teia, interligando-se à de outras pessoas, e reverberando de um modo quase sempre inesperado.

E, toda a beleza da escrita de Carpi é justamente essa. Saber como mostrar como a fragilidade de nossa existência pode ser alterada num piscar de olhos, como uma única pessoa pode alterar o curso de nossa história e como, antes de mais nada, são nossas decisões que escrevem nosso caminho.

“- Sim, eu quero – Ele me olhou com os olhos atentos e eu continuei. – Você pode mandá-lo para o inferno, por favor? “

Fatos rápidos e aleatórios que quero destacar:

  • Quando li a última página de Por Trás Daqueles Olhos eu dei graças por já ter o segundo volume disponível. Esperar continuação faz mal, dá dor no coração. Eu precisava saber o que aconteceria depois de todo o balaco baco (a.k.a. plot twist) do final. Simplesmente necessário. Me peguei pensando nos personagens diversas vezes depois de acabar a leitura. Obrigada a Maitê por me enviar ele também!
  • Quanto a questão da história se passar no exterior, devo dizer que tive uma identificação tão linda com isso. Não foi apenas meu ‘eu leitora‘ que se apaixonou, meu ‘eu escritora‘, também. Primeiro porque, não vou negar, sou ainda muito influenciada pela literatura estrangeira (razão pela qual tenho buscado conhecer mais e mais da nossa riquíssima literatura nacional) e, segundo, porque isso refletiu em massa na trilha sonora da história e, em se tratando de música meus ouvidos são tendenciosos demais e a música internacional tem lugar favorito para quase tudo.
  • Eu simplesmente adoro o modo de Carpi de contar a história. Ponto final, sem mais acrescentar, me identifico muito! ehehe
  • Elena é uma sonhadora. Tem pé firme, às vezes e, em outras, é totalmente fora da realidade. É impossível não sentir uma certa identificação. Por outro lado, e por isso não tenho preferências entre os personagens, Daniel tem uma grande facilidade em mudar de humor e ter pequenos grande momentos de muito mau humor. Quem me identifico em gênero, número e grau nesse aspecto?
  • Quero experimentar o perfume Light Blue – Dolce e Gabbana, porque sim.
  • Quando – finalmente – aconteceu o primeiro beijo (e, consequentemente, a primeira transa do casal) eu ri e pensei: ‘até que enfim!‘. Era um chove, mas não molha que já estava pronta para mandar os dois darem um jeito. Ah, e falando nisso, o livro descreve sim alguns dos momentos íntimos do casal, mas não chega (nem de longe) a ser classificado como um livro hot. A narrativa não tende para isso, é bem mais sutil e flui no mesmo tom do restante da história.
  • Quero muito viajar por todos os lugares que foram citados na história! Ó tão almejada estabilidade financeira, chegue logo! rs (New York! New York!)
  • Sei que disse que me mantinha imparcial em relação à Elena e Daniel, mas tem um quesito em que ele ganhou um pouco mais de pontos no placar (não que eu estivesse somando… kkk): gosto musical! ahah Sim, ele tem um gosto musical apurado e não posso dizer que não adoro todas as músicas que ele ouve durante a história. Elena também gosta de algumas músicas boas, não vou negar, mas são algumas que eu classifico como ‘passageiras’, não são tão marcantes quanto as escolhas dele.
  • All Star! Daniel usa All Star! Eu precisava deixar isso aqui registrado porque eu adoro personagens de All Star (criei um personagem que só calça All Star, como o Dell Spooner em Eu, Robô e sei lá, não tem explicação cósmica para isso. Eu também amo calçar All Star!). Obrigada pelos All Stars do Daniel, Maitê! (ok, esgotei minha cota de loucura em posts com essa última longa observação sobre tênis…).

Por Trás Daqueles Olhos, da C. M. Carpi pode ser comprado em sua versão física diretamente com a autora e os Ebooks, tanto do volume I quanto o II podem ser adquiridos pela Amazon aqui e aqui, respectivamente.

Que a Força esteja com Vocês!

xoxo

Ouvindo: Knokin’ on heaven’s door – Bob Dylan da playlist de Por Trás Daqueles Olhos

  • Luciana de Andrade-Ciana Andrade

    Em 19.02.2017

    Estou encantada pelas fotos, realmente ficaram lindas. Eu não conhecia o livro e nem a autora mas você aguçou a minha curiosidade com essa resenha perfeita, muito bem detalhada. Acho que é um romance que vale a pena ser lido. Faz muito tempo que não vejo novelas, então eu creio que irei gostar muito do livro também.rsrs Vou anotar o nome para a lista que só cresce.
    Parabéns!
    bj
    http://www.simplesmenteciana.com

  • Hellen Coutinho

    Em 19.02.2017

    Geeente… como eu amei a composição dessas fotos… amei muito..

  • Luana Souza

    Em 19.02.2017

    Suas resenhas, como sempre, nos instigando a ler o livro que indica hehe. Adorei (muito) as coisas que você disse, as frases (curiosidade aumentando a cada uma!), a composição das fotos… tudo! Ah, e parabéns por essa parceria <3

    Eu posso dizer que sou meio Daniel, porque eu nunca me apaixonei, mas também nunca me envolvi com ninguém. Apesar de gostar MUITO de romances, eu acho que não acredito muito em amor a primeira vista… e não sei se acredito muito em amor também. Os motivos? História pra outro dia!

    O livro parece ser daqueles cheio de mini conflitos e nos fazem ficar com raiva e apaixonados pelos personagens ao mesmo tempo hehe. Ainda bem que tem continuação, porque dor mesmo é ter de esperar livro ser lançado. Ah, num dos tópicos você disse que pensou que "até quem enfim' os dois ficaram juntos… bom, agente passa por isso um pouquinho nos livros da Carina Rissi. Conhece ela? é uma romancista nacional que, só por Deus, escreve uns livros tão apaixonantes *-*

    Enfim, já tô falando demais nos comentários hehe. Adoro seus posts <3

    ps: eu cometi o erro de publicar o comentário anterior incompleto, desculpa!

  • Por Trás Daqueles Olhos – Para Sempre ♥ C. M. Carpi ◂ Retipatia

    Em 19.02.2017

    […] Já rolou resenha do primeiro livro da dualogia aqui no blog, que você pode conferir clicando aqui e, é a vez da continuação, Por Trás Daqueles Olhos – Para Sempre, ganhar sem espaço no […]

  • C. M. Carpi

    Em 19.02.2017

    Se eu não fosse a autora desse livro, só por essa resenha, teria corrido até uma livraria! Você é uma linda, Renata!!! Obrigada por todo esse carinho!

  • Retipatia

    Em 19.02.2017

    Ahahaha Você é ótima e é uma linda também!!! Obrigada pela oportunidade e por compartilhar essa história apaixonante!!! <3 <3
    xoxo

  • Marcas na Inocência ♥ Lu Muniz ◂ Retipatia

    Em 19.02.2017

    […] texto, personagens da outra querida, C. M. Carpi, autora da dualogia Por Trás Daqueles Olhos, vol. I e […]

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