BEDA #23 ♥ Procurando Dory

Em 24.08.2016   Arquivado em Reassistindo por Aí, Resenhas

Bom dia, tarde e noite everyone!

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Vigésimo terceiro dia de BEDA, na correria louca da vida e, como costumo dizer, para o bem ou para mal, faltando muito pouco para acabar! Hoje é dia de tema livre aqui no blog e, aproveitando a brecha para colocar mais uma resenha cinematográfica em dia.

Desde o ano passado, rumores de Procurando Dory surgiram por aí. Os que eram mais apaixonados por Procurando Nemo ficaram divididos, alguns ansiosos com a nova animação, que estrearia mais de dez anos depois, e outros, nem tanto, supondo que seria impossível igualar ou superar o primeiro longa.

Posso dizer que fiquei em cima do muro, não esperava ver nada ‘além’ de Procurando Nemo e também não estava cética em relação ao filme. Fui assistir com a mente bem aberta, com a simples possibilidade de gostar ou não. E, talvez exatamente por isso, o filme me surpreendeu – e muito!

Título: Procurando Dory

Título Original: Finding Dory

Estréia no Brasil: 30 de Junho de 2016

Direção: Andrew Stanton e Angus MacLane

Distribuição: Disney Pixar / Buena Vista

Sinopse: Um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo, Dory (Ellen DeGeneres) tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na desenfreada busca esbarra com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos.

Infos e imagens: Adoro Cinema.

O desenho começa nos apresentando a Dory bebê (leia-se, em nível de fofura ela só perde para a Judy – de Zootopia – criança. É impossível ser mais fofa que ela!), quando ainda vivia com seus pais. E, essa lembrança, faz com que Dory queira ir atrás de sua família. Ela não sabe quem eles são ou onde vivem, mas deseja revê-los. E então, a peixinha, acompanhada de seus amigos Marlin e Nemo, parte em busca do desconhecido.

As aventuras passam por altos bocados, inserindo novos personagens à trama e reencontrando alguns antigos amigos feitos no primeiro longa. Apesar da expectativa não ser enorme quando fui assistir ao desenho, como já disse, ele surpreendeu. E já explico o porquê.

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Quando se lê a sinopse, parece que o filme não passa de um remake de Procurando Nemo. Do tipo, poxa, serão peixes em busca de ouros peixes novamente? Sim e não. Por alto, é isso mesmo, Dory consegue ter um pequeno vislumbre de seu passado e isso a deixa motivada para persegui-lo. E então, ela parte atrás de sua família. Assim como Marlin parte atrás de Nemo quando ele é levado por mergulhadores.

Mas, a fundo, a história não é nem um pouco rasa. Além de ter aquelas sacadas interessantes, que mostram para você curiosidades que fazem paralelo com detalhes do primeiro filme, como de onde surgiu a canção lema de Dory ‘Continue a nadar’, e como a peixinha aprendeu a falar baleiês. Dentre esses e outros pontos referenciais que dão aquela sensação gostosa de nostalgia, o melhor de tudo é, sem dúvidas, o fato de que entramos ainda mais no fundo do mar. Não porque conhecemos corais diferentes ou algo assim, mas conhecemos mais um pouco de cada um dos três personagens centrais, do que os move, do que os torna os peixes que são.

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Da mesma maneira, os novos personagens, como o icônico Hank, um polvo que deseja a todo custo fugir do centro de reabilitação da vida marinha em que vive e que resolve ajudar a peixinha em troca da chave para sua liberdade. Ele é bem construído, engraçado à sua maneira e complexo, como todo personagem deve ser. Fora ele, ainda temos a baleia, amiga antiga de Dory, chamada Destiny e o beluga chamado Bailey. Eles contribuem para a história não apenas para seu divertimento, mas também para seu desenvolvimento e crescimento.

O melhor de tudo são as ideias que o filme passa, que estão muito além de apenas amizade, fala sobre diferenças, sobre ser diferente e, principalmente, no respeito às diferenças e limitações de cada um. Fala sobre determinação também, sobre perseverança.

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Li várias críticas acerca do visual do filme que, realmente, em comparação ao primeiro, não pode ser dito como inovador, mas de toda forma, também seria trabalho de se reinventar a pedra, ou, digamos, o fundo do mar. Mas, particularmente, eu também não esperava algo tanto inovador visualmente e, nesse desenho temos muitas cenas ‘externas’ ao fundo do mar, o que faz dar uma pequena variada no visual.

Há outras críticas também que compreendem a fragilidade do roteiro e de seu desenrolar (e resolução dos problemas), assim como a dependência ao primeiro filme. Não creio que houve real dependência em relação ao primeiro, o longa é compreensível, ainda que para aqueles que não tenham assistido seu predecessor. O que há, na minha humilde – ou nem tanto – opinião, é a relação de dar aquele gostinho delicioso para quem assistiu e se apaixonou por Procurando Nemo em 2003, aquela coisa de fã que adora saber de um novo detalhe em relação ao que viu antes.

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Quanto à fragilidade do roteiro, realmente posso dizer que a cena (não preocupe, não vou spoilear) externa em que há muita ação antes da resolução dos problemas é bem fantasiosa, mas também muito divertida. E, em terra que peixe age como gente, e, em se tratando de um desenho animado, em que várias outras coisas malucas acontecem (inclusive no primeiro desenho também (vale lembrar do momento MacGyver de Nemo ao colocar o cascalho do motor do aquário e, depois, ser retirado pelo tubo às pressas). Me parece forçoso dizer que houve imaginação demais ou que ‘foi tudo muito exagerado’. Bem, exagerado é sim. Mas porque é desenho e coisas assim sempre acontecem em desenhos assim, não chega a ser nada fora do padrão. É como se, brinquedos podem dirigir um veículo, mas (alerta de spoiler!!!!) peixes não, ok então.

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O que me incomodou, na verdade, não foi nada do que falei aí em cima, e que não vi falando por aí, foi a cena em que o Geraldo, que rendeu muitos memes na página da Facebook da Disney, na época de divulgação do desenho, ficou um pouco desconexa. Sem explicação até. O modo como os outros leões marinhos tratam o tal Geraldo ficou estranho e a cena, particularmente, sequer ficou engraçada. Mas esse foi o único aspecto desabonador. Até mesmo a questão das memórias da Dory, que retornam em pequenos flashes, foi bem interessante, porque sempre teve algo que desencadeou tal memória, elas não surgiram do ‘nada’. E, ainda assim, vi alguns ‘experts’ em memória dizendo que ela não poderia se lembrar de tais coisas. Ok, então vamos mudar o final de Procurado Nemo, por favor! rsrsrsrs Ok, parei com a polêmica…

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De modo geral, o filme é muito fofo e trás mensagens bem legais tanto para a criançada como para a galera jovem e adulta que assiste, é sempre tempo de aprender a respeitar e, apesar de não ter a profundidade que temos em Zootopia dentro da mesma temática, temos isso em um outro ângulo e, um ângulo bem legal, por assim dizer.

No mais, teria com certeza me arrependido de não ter visto no cinema, a cena em que (mais alerta de spoiler!!!!) a Dory encontra com seus pais (porque né, poxa, isso precisava acontecer!) me arrancou lágrimas. Eu estou precisando rever seriamente a posição de que não choro em filmes e tal, estou virando uma – quase – manteiga derretida. Assim, na Reclassificação de Filmes, temos que Procurando Dory é um filme Muito Bom!

Continue a nadar…

xoxo

Ouvindo: Você Não Me Ensinou a Te Esquecer ♥ Caetano Veloso

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  • Eduarda Rozemberg

    Em 24.08.2016

    Sabe um filme que eu fui ver só porque era continuação? Era esse. Por mais que Dory fosse a minha personagem favorita de Procurando Nemo, eu não imaginava que fosse gostar tanto do filme como gostei, mais do que o primeiro até. Os ensinamentos que o filme traz então… Sensacionais e eu sai do cinema emocionada, além de refletindo sobre várias coisas. Até fiz uma resenha lá no blog também, e gostei muito da sua.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

  • Sthefani Monteiro

    Em 24.08.2016

    Esse filme é simplesmente incrível, desde ano passado com o trailer eu ja estava louca pra assistir. Sou apaixonada por Nemo e foi sensacional a ideia de criar um filme baseado da Dory <3 As crianças se encantaram e as pessoas mais velhas que fizeram parte do primeiro filme se apaixonaram ainda mais.

  • Nana Araujo

    Em 24.08.2016

    pensei que só eu era a retardada a chorar num filme “infantil”!!! pra mim quase nenhum filme mais é infantil, eles sempre passam algo que só os adultos entendem!!!
    enfim, eu chorei pra caralho no filme e… no cinema hahaha
    tinha uma mãe ao meu lado e deu pra ver que ela ficava me olhando enquanto eu tava lá, em prantos!!!!
    eu não gostei muito do primeiro filme, o que gostei no primeiro foi a dory mesmo ahaha me identifiquei muito com ela e por isso quis ver o filme e fiquei muito empolgada. como não teria aquela nostangia do primeiro filme, não fiquei com medo de me decepcionar, por que queria ver só aquele personagem entende?! encarei como algo completamente novo!!!

    eu nem dou bola pra criticos de cinema, pra mim parece que só falam bobagens hahaha dá pra entender querer ter outra ambientação sendo que são peixes??? não faz sentido hahahaah
    eu amei o filme e compraria se tivesse dinheiro hahaha

    valeu muito a pena ver no cinema e foi em 3d se nao me engano!
    amei cada cena, foi tudo maravilhoso!!

    AAdooooreeeeei a ressEEEnnhaaaa

    http://www.nanalaraujo.blogspot.com

    *espero que tenha entendido meu baleies*

  • Amanda

    Em 24.08.2016

    Olá! Acredita que eu ainda não assisti esse filme?! Amei Procurando Nemo e concordo com a sua crítica: ter o ‘exagero’ dos desenhos animados como defeito é absurdo! Óbvio que são exagerados, têm que ser exagerados! São feitos pra crianças, pelo amor de deus! Isso é crítica de adulto chato que não sabe entrar na magia de uma animação.
    Vou pegar pra assistir depois da sua resenha!

    Beijos!

  • Retipatia

    Em 24.08.2016

    Oi Amanda! Desenhos tem lá seu próprio ritmo e é inegável que vão ter um monte de coisas exageradas, especialmente quando não seguem a linha de imitação fiel à realidade! Vale a pena assistir ao desenho! 🙂
    xoxo

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